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── É… estou ── comentou, tentando forçar um sorriso seco, sem pensar muito em como realmente estava naquele segundo. Sirius estava pouco atônito, pouco anestesiado. Seus sentimentos variavam a um ponto em que simplesmente não sabia o que sentir. Era como se fosse uma mistura de todas as cores que, no final das contas, resultass em branco. ── É, sim. Ele ainda me traz sorte, sabe? ── deu de ombros, como se não fosse grande coisa guardar aquela pedra no colar. Mas no fundo, Sirius sabia que era grande coisa - tanto que ainda o usava e o mantinha sempre por perto. Ele não era uma pessoa muito supersticiosa, mas mantê-lo era manter as coisas boas que viveu ao lado de Pandora, por mais que sua infantilidade e suas atitudes mesquinhas tenham os afastado. E como precisavam de coisas boas naquele momento... ── Sou mais sentimental do que pensa, Dora ── riu com o nariz e apontou para uma mesa ao lado deles, perguntando se ela gostaria de se sentar.
── Traz? ── Seu olhar iluminou. Apesar dos anos decorridos, lembrava-se com muita clareza do momento em que entregara a pedra a ele. Tinha comprado na casinha de cristais do beco diagonal, depois de passar a semana inteira debruçada sobre "Geologia e Seus Mistérios, uma Enciclopédia Preciosa". Entrara lá em busca de pedras de Opala Branca, e comprara meia dúzia delas, mas a Ônix Negra também chamara sua atenção ao se dirigir ao caixa. Ônixs eram conhecidas por sua atuação como filtros espirituais, geravam calma e discernimento em momentos de estresse, e aquela seria totalmente escura, senão por finas listras clarinhas que a atravessavam bem no meio. Pensou em Sirius quase que imediatamente. Black. Mas nem tanto.
Porque, ao contrario de Walburga e Orion, Sirius era gentil. Era seu amigo mais próximo. Ou costumava ser. Confusão dominou a expressão de Pandora. Como Sirius era capaz de incorporar extremos tão distantes? Em Hogwarts agia como se ela sequer existisse, mas continuava secretamente usando o colar da amizade? Qual era a dele? ── Eu sei que você é. O problema é esse. O Sirius que eu conhecia não teria feito o que você fez. ── sustentou o olhar nele com uma mescla de acusação e tristeza, o indicador acariciando instintivamente as pedrinhas nos anéis da outra mão. Bobagem. Já fazia tempo demais, e se o conhecesse mesmo como costumava acreditar, não teria se decepcionado tanto.
Aceitou a sugestão de cara amarrada, mais porque realmente estava cansada; mas tão logo sua perna roçou na cadeira, puxou o ar entre os dentes numa expressão de dor. ── Meleca! ── xingou, sentindo um empoçar súbito nos cantos dos olhos. Pôs o pé sobre a cadeira e a mão ao redor da queimadura, para analisá-la melhor. Estava horrível, diga-se de passagem. E ardia pra caralho. ── Conhece algum feitiço de primeiros socorros? Acho que é de conhecimento geral que sou melhor explodindo do que consertando. ── riu sarcástica, aproveitando para dar batidinhas nas bochechas e espantar aquelas primeiras lágrimas.
Fugir de seus amigos era extremamente difícil. Ele estava cansado de ouvir aquelas músicas agitadas, a cabeça martelando, e o enjoo só aumentando. Só que suas amigas não o deixavam sozinho nem por um minuto. Foi quando pensou que o local mais provável de jamais procurarem ele era aquela coisa de quadribol. Benjy não era nada esportista. Na realidade, era o completo oposto daquilo, se ele conseguisse se esconder por algumas horas ali e cochilar, já que não estava conseguindo fazer isso com Edgar em sua barraca. Quando declararam que estavam completos, Benjy notou o problema. Estavam contando com ele. Para um jogo de Quadribol. Começou a balançar a cabeça negativamente. "Não, não, eu entrei sem querer." Lá se ia seu plano de dormir, até ver Pandora ao seu lado. "Por favor, não me diga que realmente terei que jogar...isso aí. Nem sei quais são as posições."
── Não seja por isso! Temos os Artilheiros, que fazem os gols, os Batedores, que usam um bastão pra proteger o time, e os Apanhadores, que caçam o pomo de ouro até o jogo acabar. O pomo é uma bolinha pequena, dourada e com asas, mais ou menos assim ── com muito cuidado, soltou uma das mãos da vassoura e a ergueu até a altura dos olhos, fechando-a num círculo do tamanho da bola citada. Seu avô tinha lhe levado a jogos dos Chudley Cannons umas duas vezes, quando ainda tinha vitalidade para lidar com o jeitinho agitado de uma Pandora pequena. Sentia falta daqueles tempos. ── Não vou te obrigar se não quiser, mas não precisa ter med─ Ui! ── Escorregou no sabão ao tentar se segurar outra vez, e se antes parecia uma serpente, agora, pendurada por um único braço, estava mais para um bicho preguiça agarrado num galho. Lutando contra o próprio peso, logo cedeu, caindo de cara no piso amortecido. ── Como eu ia dizendo, a graça é justamente não saber jogar ── sua voz saía abafada pela posição, mas dava pra notar o bom humor.
@slccpylixn, flashback.
Na maioria do tempo, Pandora não dava dois gravetos para o que comentavam sobre ela. É claro que notava os olhares e sobreouvia os cochichos; mas estava sempre muito imersa em seus próprios assuntos, ocupada com seus experimentos, lendo, praticando, coletando musgos que cresciam entre as pedras do castelo ou explodindo as sobrancelhas em poções nada ortodoxas para que pudesse oferecer alguma atenção aos maldosos. Crescer com os avós tinha lhe dado ensinamentos importantes, e o maior deles tinha sido fingir-se de môca.
Entretanto, o incidente da amortêntia havia acertado um nervo. O fato era que tudo sobre aquela tarde fatídica tinha acontecido contra a sua vontade; expusera uma parte de si que jamais tivera intenção de exibir. Seus pais eram distantes. No fundo, sentia-se abandonada. E durante as doze horas nas quais estivera perdidamente apaixonada por Frank Longbottom, tinha demonstrado tanta carência que, agora, a mera ideia de encará-lo lhe causava frio na barriga. Preferiria a morte. Lenta e dolorosa, como uma mordida de Pixie. Passou a evitá-lo desde então.
Mas é claro que se descuidaria, eventualmente: Na fila para a montanha russa, enquanto explicava a um nascido trouxa que era a dança dos bezerros apaixonados, e não os aliens, os responsáveis pelas marcas nas plantações.
── É sério ── dizia ela, caminhando despreocupada para uma das cabines. ── O Barnabééé, meu bezerro, sempre deixa desenhos assim na grama da floresta proibida. Passeio com ele uma vez por mês, na lua cheia, que é quando ele gosta de sair pra dançar. ── o bruxo sentou na cadeira da frente, e foi só após baixar a trava de segurança que Pandora dera-se ao luxo de olhar para o lado. Seu coração quase saiu pela boca. ── Cacete. Merda. ── praguejou baixinho, num esforço desesperado para levantar a trava, mas já era tarde. Restou a ela cumprimentar o vizinho de assento. ── Opa... E aí, Frank, chuchu beleza?

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Remus esfregou os olhos, pressionando as pontas dos dedos com certa violência sobre as órbitas. Sua cabeça era um peso incômodo sobre seus ombros, que doíam pelas horas de esforço repetitivo com feitiços de defesa e toda forma de encantamentos contra artes das trevas de que conseguira se lembrar. Em um gesto de pura exaustão, seus dedos longos por fim deslizaram pelas laterais do rosto marcado pela poeira, deixando linhas brancas meio à fuligem agarrada à pele antes de finalmente repousarem sob seu queixo, que ele apoiou sobre o suporte de ambos os punhos. Tentou dar um sorrisinho com o comentário de Pandora, mas não conseguiu. Analíticos, seus olhos quase lupinos avaliaram com cuidado o rosto cansado da loira e não demoraram a reconhecer em seus traços o mesmo tipo de esgotamento físico e mental que estampava seu próprio rosto. Observador como era, Remus permaneceu imune ao comentário irônico e percebeu com muita clareza o tom de tristeza profunda que se escondia sob a superfície.
── Foi uma coisa incrível o que você fez com as meninas ── disse por fim, sem rodeios, enquanto esticava uma mão para afastar o copo sujo diante de Panda e colocando no lugar a própria caneca cheia d’água. Já era alta madrugada e, ao redor deles, as pessoas já começavam a ficar mais quietas, encontrando cantos e bancadas onde se deitar. ── Deveria descansar um pouco.
── Foi triste demais ver tudo... queimando. ── explicou-se, sem jeito enquanto brincava com a asa da caneca, incapaz de agradecer pelo elogio. Não queria felicitações ou créditos, apagar o fogo tinha sido mais um ato de desespero que de bravura. Buscou sorrir para ele ainda assim, em especial pouco antes de trazer a água aos lábios e senti-la descendo corpo adentro. A garganta ressecada ganhou um pouco mais de vida. As mãos sujas deixaram marcas enlameadas na caneca fria.
── Confesso que antes eu queria um banho. Na banheira dos monitores, de preferência. ── adicionou com o humor recuperado, rindo pelo nariz. ── Aposto que a Murta não se importaria de me mostrar onde esfregar até que eu sumisse com toda essa fuligem. Ela é legal, sabe. ── deu de ombros. Tinha ciência de que algumas pessoas tiravam sarro da pobre fantasma, mas Dorellan realmente apreciava a companhia dela. Às vezes, levava comida e almoçava lá no banheiro só pra por o papo em dia. Suas sobrancelhas se ergueram. ── Por falar nisso... ── puxou a varinha de trás da orelha e do emaranhado de fios loiros, onde costumava guardá-la, e a ergueu junto a um accio murmurado. De olhos fechados se manteve por praticamente um minuto, concentrada. Estava quase ficando constrangedor, até que um objeto entrou voando pela porta do estabelecimento e repousou na mesa. O rosto de Pandora se iluminou ao ver a embalagem da barra de chocolate, antes no interior do que havia sobrado de sua tenda. Ela empurrou pela mesa, na direção de Remus. Estava comida pela metade. ── Você gosta desses, não é? ── Era observadora o bastante para notar que costumavam alimentá-lo com doces quando parecia abatido. Como agora. ── Pela água. ── completou com um sorriso maroto, antes que ele tivesse a oportunidade de recusar.
Ophelia foi tirada de seu transe pela voz da amiga, assentindo com um sorriso fraco em seus lábios. A garota estava muito abalada ainda, principalmente depois que a dose de adrenalina por causa da situação havia saído do seu corpo. Ela sentia-se dolorida e com medo. Mas estava feliz de ver Pandora bem, já que seus amigos haviam sido sua primeira preocupação no ocorrido. – Claro, Pan. Você está bem?
── Na medida do possível. Acho até que ganhei um muque. ── a mão esquerda fez massagem no bíceps direito, tentando aliviar a tensão do músculo depois de tanto tempo sustentando jatos fortes de aqua eructo. ── Mas confesso que estou mais preocupada com o que você está sentindo. Essa aqui é nova. ── Até aquela noite, nunca tinha presenciado tal coloração nos cabelos de Ophelia. Enquanto deitada no ombro dela, permitindo-se relaxar o pescoço só um pouquinho, olhava para cima e estudava os fios que pairavam sobre seu rosto. Descruzou os braços, ergueu a mão e enrolou no indicador um deles; mas interrompeu-se no meio do caminho, antes de puxá-lo, decidindo que aquele talvez não fosse o melhor momento para causar dor na Diggle. Mesmo que isso custasse seu estoque de ingredientes.
Elle Fanning photographed by Ryan McGinley for Dazed Summer 2017
Hair: James Pecis Makeup: Francelle
february 13 ; luna lovegood moodboard

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@fenwick-benj1, flashback.
Normalmente era Pandora que os colocava em encrenca; Por isso, ficou realmente chocada ao se ver enroscada como uma serpente numa vassoura escorregadia, a muitos -- e muitos -- metros do chão. Mas para quem tinha pavor de jogar quadribol, até que estava se divertindo. Talvez fosse o fato do piso encantado amortecer as quedas de um jeito seguro para os ossos (Por que não faziam isso no esporte original seria um questionamento eterno em seu cérebro dali em diante). Ou, talvez, fosse porque sua questionável habilidade com a vassoura, ali, parecia mais culpa do sabão do que dela mesma -- o que a conferia níveis de afoitice nunca antes vistos. E quando os times finalmente se completaram em número para uma partida de verdade, elevou a mão com um sorrisão, anunciando que queria ser apanhadora. Em seguida, cutucou Benjy. ── Vai jogar de quê?
@sturgispodtudo , flashback.
Até mesmo os cabelos de Pandora dançavam; fios dourados que nadavam no ar, levados pelo vento e pelos rodopios ao som do canto das sereias. Assistia àquele primeiro concerto quase hipnotizada, ligada de adrenalina, maravilhada pela sensação da música atravessando seu corpo. Mas o refrão agitado de Dog Days Are Over logo cedeu espaço para You've Got The Love, e Dorellan demorou um pouco admirando a banda -- o vermelho fogo dos cabelos de Florence, as escamas cintilantes das sereianas -- até perceber que as pessoas ao redor de si começavam a se juntar em pares. Um pouco acuada enquanto avaliava suas opções, enfim notou a figura de Sturgis à pouca distância, naquilo que muito fortemente poderia ser descrito como um dejávù do baile do quinto ano.
Ah, o primeiro amor... Tanta coisa tinha mudado de lá pra cá. Outras permaneciam inalteradas; como o rebuliço que aquele sorriso dentinhos-de-coelho causava em seu interior sempre que o vislumbrava. Embora possuísse toda uma filosofia nova para o amor agora, uma que não envolvia títulos e nem amarras, não conseguia deixar de se perguntar o que tinha acontecido. Até onde se lembrava, costumavam ser perfeitos juntos. ── Ei, Podmore! ── Mesmo com o coração palpitando de insegurança, resolveu arriscar. Puxava a saia do vestido colorido numa pequena mesura, como mandava a alta etiqueta dos bailes bruxos; Ali, nada além de uma divertida referência ao passado. ── Quer dançar?
While drawing this, I thought of something... With Luna´s eccentric style choices, she would definitely get dress coded all the time, right? Can you just imagine Professor Flitwick being so done every time he has to call Luna into his office again? Anyway, here are some creative takes on Luna's Hogwarts uniform :)
hell fire || task 002
with: @misspandy @gretapegandoam0r @marybyheart
Estava tudo a ser um sonho. Um sonho que Hestia Jones desejava que não termina-se tão cedo. Afinal, não era todos os dias que existia um evento daqueles, com bandas que a jovem amava e estava quase lhes tocando e apreciando as suas músicas.
Mas quando o momento estava calmo…. Um ataque aconteceu. Choque apareceu na vida de Hestia, como medo é um enorme receio. Porém esse medo teve que ser abafado, porque seu lado protetor logo apareceu quando viu fogo.
Fogo era perigoso e este podia alastrar-se e mais perigo iria acontecer. Sem pensar duas vezes, Hestia agarra na sua varinha que tinha dentro da sua bolsa e lança um feitiço começando assim apagar o mesmo.
Mas o fogo era forte , especialmente por ser mágico mais imprevisível era. Tão imprevisível que atacou o braço da jovem Jones. Ela deu um pequeno salto para trás em choque do acontecimento “Sozinha não irei conseguir….” Admitiu baixo, mas não iria se deixar derrotar e voltou a atacar o fogo.
Apesar das cotoveladas que recebia, Pandora permaneceu dura como uma pedra no espaço de frente ao palco onde o show do Foo Flyers fora interrompido. Deveria correr como todos os outros, procurar um lugar seguro, mas não foi capaz de comandar as pernas. Fogo despontava por todos os lados e ela se sentia no centro de uma macabra rosa dos ventos. Mas mais do que medo, a emoção dominante em seu peito era raiva.
Vendo as chamas se alastrarem pela grama, enfeites e pelas lonas das barraquinhas, sentiu vontade de chorar. O sonho de Paz & Amor germinado em si pelos Cathlove, de uma comunidade heterogênea, feliz e unida através da celebração da música, tinha se transfigurado em pesadelo. Por quê? O que levava alguém a destruir festa tão bonita? O horizonte estava oculto por fumaça, e a lembrança vaga de um cochicho sobreouvido no clube de Estudos dos Trouxas surgiu em sua mente como quem acende um lembrol.
Duas palavrinhas pequenas, carregadas de um significado nauseante quando postas juntas.
Supremacia. Purista.
Greta. Precisava encontrar Greta! Suas pernas finalmente responderam e ela rumou de volta a área das tendas. Lá a fumaça estava ainda mais espessa, mas a inconfundível silhueta de Hestia Jones jamais passaria batida para sua colega de quarto. Estava acostumada a identificá-la na penumbra.
── AQUA ERUCTO! ── berrou, varinha firme na mão direita, onde três anéis de Opala Branca reluziam furta-cor contra o clarão das chamas. O jato era uma mangueira de bombeiro em auxílio aos esforços de Hestia, atacando onde ela deixava escapar. Mas aquele era um fogo traiçoeiro. Em alguns pontos, parecia até se esquivar.
── TIA, ── Elevou a voz outra vez, na intenção de superar a balbúrdia e o chiado da vaporização da água e chamar a atenção da amiga. ── VOCÊ VIU A GRETA?
Um mar de sentimentos passava nas veias de Black naquele momento. Era tanto pensamento e tanta sensação estranha, que não sabia bem definir. Estava sentado, quieto, enquanto outros alunos conversavam entre si sobre o que havia acabado de acontecer. Mas ele não dizia palavra alguma naquele momento, estava apenas… longe.
Quando viu a figura de Pandora apenas pensou “graças a Deus”. Um deus que nem acreditava, mas que fielmente, de alguma forma, trouxe ela de volta - sã e salva, para o Cabeça de Javali.
Ele se levantou, indo em direção a ela. As vestes que antes estavam estilosas, agora estavam apenas rasgadas e cheias de fuligem. Por sorte, seu colar ainda estava intacto no pescoço.
“Ei… você está bem?” Perguntou, como se fosse normal eles ainda se falarem.
Quando os olhos dele focaram nos dela, o sangue de Pandora fugiu para as extremidades numa onda de arrepio, como se tivesse sido flagrada. Desviou a atenção para o lado, notando as sombras trêmulas que o toquinho de vela desenhava sobre a mesa mais próxima; pensando como era possível que um dia tão feliz pudesse ter acabado daquele jeito trágico. Talvez por isso não notara a movimentação de Sirius até que ele já estivesse ao seu lado, a voz grave atraindo sua atenção de volta aos olhos escuros.
Pandora assentiu, forçando um sorriso de lábios pressionados. Havia uma queimadura em sua perna esquerda que certamente precisava de cuidados, mas não baixaria a guarda para ele tão cedo. ── Sim, sim. ── Deu um passinho pra trás, aproveitando para analisá-lo também. ── Você tá um trapo. ── era quase divertido ver alguém tão obcecado com a própria imagem naquela situação. Rasgões na calça, a blusa tão preta quanto a pedrinha que pendia de um cordão em seu pesco... Pandora franziu o cenho. ── Peraí. ── Apontou para o pingente. ── Isso é...?

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flashback, @miabcnes.
── AMELIAAAAA ── dando batidinhas na janela externa do três vassouras, Pandora era incapaz de conter a própria animação. Tinha passado os últimos dez minutos procurando Bones pelos estabelecimentos do festival, de modo que logo apressou-se pela entrada e buscou espaço ao lado dela. Arfando pela correria, do bolso retirou três finos gravetos e os colocou sobre a mesa, um sorriso de orelha a orelha marcando suas feições. ── Seguinte. Tinham duas meninas queimando isso perto do segundo palco. Eu tava olhando de longe e achei que era um feitiço, sabe, só que aí elas jogaram no chão e saíram andando e eu pensei: Ué? Vão largar as varinhas assim? Quem em sã consciência faz isso, certo? Catei do chão e fui atrás pra devolver, porque vai que elas tinham deixado cair sem perceber? Mas aí ── ergueu as sobrancelhas, empolgada ── elas me disseram que o nome disso aqui é Estrelinha. ── Pandora pegou um dos gravetos pela pequena parte lisa e estendeu para Amelia. ── Só dá pra usar uma vez, então me deram novos. Esse aqui é seu. ── e como se precisasse de ainda mais incentivo, adicionou: ── É trouxa!
silly dude