THE O.C. ( 2003 - 2007 ) ↳ season 3 episode 3
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THE O.C. ( 2003 - 2007 ) ↳ season 3 episode 3
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Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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"ella perdido a mí me tiene. soy su almohada los fines, el lunes no me quiere. aunque el alma me vende, sus balas si me hieren. sí, me duele."
sinceramente, não fazia muita ideia do motivo de estar ali. bem, era natural que tyler estivesse presente em muitos lugares sem que ao menos entendesse a dimensão de suas respectivas importâncias – afinal, era sim um rapaz popular e requisitado na universidade, então não era como se não o convidassem a troco de nada apenas para trazer certa conceituação ao evento ou algo superficial do tipo –, mas dessa vez, seu questionamento interno trazia uma grande irritação ao invés da usual confusão em que se encontrava nesses momentos. e pra falar a verdade, não era uma tarefa fácil tirar o astro do basquete da UCLA do sério, dada a personalidade descontraída e geralmente tranquila que carregava no gentil olhar azul. logo, callisto callaway deveria ganhar um prêmio por conseguir fazer com que o mar da tranquilidade simplesmente virasse uma banheira de óleo quente apenas com a presença de um branquelo fresco fã de polo azul clara sendo utilizado de suporte, já que ela parecia bastante confortável pendurada nele naquele evento beneficente promovido pelo pai de april. que nojo. sua garganta chegou a inchar de desgosto.
por que diabos aquele velho ranzinza de cara chupada tinha que ter criado um evento desses? ele nem se importava com isso – claramente o demônio de olhos juntos que april era tinha a quem puxar. callisto também só se importava com a imagem! aquelas jararacas s eram todas mancomunadas, com certeza aquele era um plano dos dois a favor de sua namorada. ou no caso, atualmente ex-namorada. faria mais ou menos duas semanas que haviam terminado – de novo. fora uma briga imbecil o qual o motivo ele também não entendera tão bem também, mas dessa vez quem baixara as cartas fora ela (assim como quase sempre fazia quando estava irritada com a vida, entediada, interessada em um novo brinquedo ou então em seu período menstrual. o último claramente sempre podia significar um atentado contra sua vida). apostava que, para demorarem tanto pra voltar, dessa vez ele devia ter feito algo errado. não tinha certeza se tinha a ver com vanessa, que inclusive estava ao seu lado agora por ter lhe convidado para o evento mesmo sendo presidente do conselho estudantil e estando sempre tão ocupada, mas se tivesse, seria bem feito pra callisto. ninguém a mandara terminar! que provasse do próprio veneno, afinal, se ele estava mordendo-se inteiro de ciúmes por vê-la apenas tocar aquele braço cheio de bomba, esperava que ela caísse morta de despeito quando o visse segurar na cintura fina de vanessa para guia-la como se tivessem muita intimidade pra isso. queria que ela visse. queria que ela acompanhasse.
pela primeira vez, tyler sentiu-se um pouco como callisto.
se não tomasse o que era seu novamente por bem, tomaria por mal.
a risada da morena podia ser escutada há alguns metros mesmo com a música agradável que ressoava pelo local, não porque ela estava de fato se divertindo tanto a ponto de não conseguir ser discreta, mas porque ela precisava que ficasse bastante claro a qualquer um que a olhasse que Callisto Callaway estava tendo uma noite ótima. porque, bem, se havia uma coisa que aquele bando de universitários sabia fazer bem, era repassar notícias. parecia uma aposta segura presumir que adultos daquela idade teriam tanta coisa para se importar que a vida social alheia lhes fosse pouco importante; mas não era — não nas fraternidades, ao menos. e a notícia mais recente era que o casal capa de revista havia terminado mais uma vez. as fofocas no corredor ganhavam vida própria e se desenvolviam desenfreadas, teorias dizendo que Callaway havia engravidado de outra pessoa ou que Tyler estaria apaixonado pelo próprio colega de quarto chegavam a ser cômicas de tão distantes da verdade. como se os dois fossem um casal televisivo, de alguma série que os telespectadores tentavam adivinhar o futuro nos próximos capítulos. mas a realidade era bem mais complexa, simplesmente porque sequer havia um motivo específico para o vai e vem constante das decisões dos envolvidos (e geralmente, da moça). se prestasse um pouco de atenção nos próprios padrões, notaria que enxergava (ou criava) problemas em seu relacionamento todas as vezes que se sentia vulnerável demais. exposta. na última situação, o medo inconsciente se transformou em auto sabotagem após chorar nos ombros do ex namorado quando seu pai desmarcou de última hora a viagem que fariam juntos no feriado. mas Callie não havia ainda percebido o próprio mecanismo de defesa, ah não! acreditava fielmente que o término era não apenas inevitável como devido, já que o rapaz havia esquecido um compromisso importantíssimo que tinham agendado há um mês e meio (ele a levaria ao shopping pois seu carro estaria no conserto, já que ela precisaria de roupas novas para o evento de April). suficiente dizer que a mulher havia feito uma enorme tempestade em uma mísera gota de orvalho, mas conseguiu extrair da situação uma briga feia que colocara um fim na relação. motivo pelo qual, portanto, era de extrema necessidade que todos vissem como ela estava bem, e radiante, sem Tyler por perto. e com o gostosão almofadinha cujo bíceps gigante ela agora abraçava, um terrivelmente entediante riquinho estudante de direito. mas tudo bem, ao menos ele tinha um metro e noventa e dois. “você é tão engraçado!” disse, após ouvir uma das piadas mais sem graça de toda sua vida.
April lançou um olhar complacente, conhecendo bem a amiga para saber do seu teatro. mas não importava; não era ela quem tinha que acreditar. e a pessoa que precisava interpretar seu sorriso como indicador da melhor noite de sua vida havia chegado… ao lado de uma piranha magrela. que merda era aquela? quem ele achava que era? quem ela achava que era? ah. a audácia! “George, vamos pegar uma bebida?” sugeriu, interrompendo o início de mais um trocadilho com expressões de advocacia. “já volto” disse rapidamente para April, sem de fato ligar se ela havia escutado, e então puxou o rapaz até a mesa onde haviam algumas taças. e, por mera coincidência, encontrava-se há apenas poucos metros da sem sal que acompanhava seu Tyler. ridícula. o olhar lançado na direção do ex foi impassível, mas brilhava com um resquício de irritação. o rosto tão logo se contorceu em mais uma expressão alegre, porém, e Callie voltava a atenção ao almofadinha. “opa, deixou cair um pouco de bebida aqui” com o polegar, tocou o canto direito do lábio do rapaz. “prontinho.” avisou, sem ter realmente limpado nada. ‘na próxima tenho uma sugestão de como fazer isso’ ele brincou, com um sorriso malicioso, passando a língua no local onde ela havia tocado. Callie olhou por cima do próprio ombro, para conferir se Tyler os olhava. então se aproximou, na ponta dos pés, do ouvido do mais alto. “ah é? quem sabe depois você não me mostra” sussurrou, beijando a bochecha dele antes de se afastar para beber um gole da bebida servida, lançando mais um olhar ligeiro para o ex e a piranha.
não dar atenção. não ligar. não olhar. tyler repetia os curtos mantras à medida que callisto se aproximava com o imbecil para perto de onde ele e vanessa estavam – ela, orgulhosamente tratando-o como se fosse um marido de anos, levando em consideração a cordialidade e os sorrisos elegantes que distribuía aos vários futuros gênios sociais formados pela UCLA. sabia que nessa não estava agarrada em seu braço porque gostava muito dele; apesar de não negar que conseguia perceber interesse nos olhos castanhos toda vez que os sentia sob seu corpo, mesmo tyler entendia que ele não era o rapaz mais academicamente inteligente daquela sala. o que ele tinha era status, e isso vanessa poderia tirar muito proveito um pouco além de seu físico. estava tudo bem pra ele, desde que ela o mantivesse entretido, assim como mantivesse callisto entretida também. apesar da inteligente e excelente stainfield estar aproveitando um dia de imperadora com a estrela do time de basquete, ela era esperta o suficiente para entender a troca, então a despeito da surpresa inicial, mesmo a inocência de tyler foi consumida pelo ciúme em relação à callaway e pela prática da manipulação quando os braços finos da morena passaram por seus ombros, prendendo-o em um abraço quando o grupo se afastou. tyler tinha os olhos preenchidos pela existência de callisto e todo o afeto dedicado ao desgraçado que a acompanhava, então a única maneira que a presidente do conselho estudantil teve para evitar que o mccoy acabasse com a festa do casal recém chegado de uma forma infantil e constrangedora fora abraçá-lo. "você pode fazer o que quiser lá fora, mas enquanto estiver aqui comigo, mantenha-se na linha. pelo menos por hoje, você é meu, então não olhe pra ela. ou, se olhar, não perca pra ela." as palavras frias de vanessa ao ouvido de ty ditas com o sorriso cordial de sempre enquanto ele inclinava-se um pouco rente à curvatura do pescoço dela fizeram com que o trato finalmente verbalizado com vanessa o auxiliasse a não perder a cabeça e fazer besteira por puro ciúmes.
o toque no braço dele, os dedos encostando no rosto dele, a boca carnuda selando a pele que não era a sua. tyler acompanhara vividamente o menor dos movimentos, mesmo quando os olhos se encontraram com os castanhos da morena. as palavras de nessa fizeram sentido no momento em que aqueles olhos o desafiaram, com uma beleza e um brilho perverso que callisto era detentora por todo o corpo e que ele gostava, no fundo. não deixara de encará-la, mas os braços fortes também rodearam a cintura da stainfield, lenta e possessivamente, como se o perfume da mulher o envolvesse e o inebriasse tal qual fazia o de callisto quando estavam juntos. não fazia, mas queria que callisto entendesse aquele recado como sim, que faria, mesmo não sendo o dela. vanessa aproveitava a altura dos saltos para apertá-lo mais um pouco num carinho que não lhe era muito natural por ser uma pessoa mais discreta e conservadora e, quando percebeu o nariz de tyler encostando em seu pescoço, o leve arrepio que aquela atuação trouxe em sua pele a fez virar o rosto em direção a lateral da cabeça dele, beijando próximo a sua nuca, de forma que callisto também enxergasse a devolução do gesto. o que poderia fazer? se não amava ele, amava o que ele representava ali. tyler poderia não olhar pra ela da mesma forma que fazia com a callaway agora, mas seria bastante interessante – e divertido! – vê-la entender que perdeu. estava de saco cheio daquela vaca toda cheia de si o tempo inteiro. por outro lado, apesar de vanessa ser uma das maiores beldades do campus com a beleza delicada à mostra aos muito interessados, tudo o que podia pensar agora era que, há duas semanas atrás, quem sentia a maciez dos lábios de callisto era ele e, agora, mesmo sendo ela a pessoa a acabar com tudo, o que mais desejava era ele próprio dar fim àquele circo que ela montara em sua frente, então não sabia quanto mais aquele teatrinho com vanessa poderia durar.
A Dinner Date With Barbara Palvin & Dylan Sprouse | British Vogue
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"ella perdido a mí me tiene. soy su almohada los fines, el lunes no me quiere. aunque el alma me vende, sus balas si me hieren. sí, me duele."
sinceramente, não fazia muita ideia do motivo de estar ali. bem, era natural que tyler estivesse presente em muitos lugares sem que ao menos entendesse a dimensão de suas respectivas importâncias – afinal, era sim um rapaz popular e requisitado na universidade, então não era como se não o convidassem a troco de nada apenas para trazer certa conceituação ao evento ou algo superficial do tipo –, mas dessa vez, seu questionamento interno trazia uma grande irritação ao invés da usual confusão em que se encontrava nesses momentos. e pra falar a verdade, não era uma tarefa fácil tirar o astro do basquete da UCLA do sério, dada a personalidade descontraída e geralmente tranquila que carregava no gentil olhar azul. logo, callisto callaway deveria ganhar um prêmio por conseguir fazer com que o mar da tranquilidade simplesmente virasse uma banheira de óleo quente apenas com a presença de um branquelo fresco fã de polo azul clara sendo utilizado de suporte, já que ela parecia bastante confortável pendurada nele naquele evento beneficente promovido pelo pai de april. que nojo. sua garganta chegou a inchar de desgosto.
por que diabos aquele velho ranzinza de cara chupada tinha que ter criado um evento desses? ele nem se importava com isso – claramente o demônio de olhos juntos que april era tinha a quem puxar. callisto também só se importava com a imagem! aquelas jararacas s eram todas mancomunadas, com certeza aquele era um plano dos dois a favor de sua namorada. ou no caso, atualmente ex-namorada. faria mais ou menos duas semanas que haviam terminado – de novo. fora uma briga imbecil o qual o motivo ele também não entendera tão bem também, mas dessa vez quem baixara as cartas fora ela (assim como quase sempre fazia quando estava irritada com a vida, entediada, interessada em um novo brinquedo ou então em seu período menstrual. o último claramente sempre podia significar um atentado contra sua vida). apostava que, para demorarem tanto pra voltar, dessa vez ele devia ter feito algo errado. não tinha certeza se tinha a ver com vanessa, que inclusive estava ao seu lado agora por ter lhe convidado para o evento mesmo sendo presidente do conselho estudantil e estando sempre tão ocupada, mas se tivesse, seria bem feito pra callisto. ninguém a mandara terminar! que provasse do próprio veneno, afinal, se ele estava mordendo-se inteiro de ciúmes por vê-la apenas tocar aquele braço cheio de bomba, esperava que ela caísse morta de despeito quando o visse segurar na cintura fina de vanessa para guia-la como se tivessem muita intimidade pra isso. queria que ela visse. queria que ela acompanhasse.
pela primeira vez, tyler sentiu-se um pouco como callisto.
se não tomasse o que era seu novamente por bem, tomaria por mal.
📷 James Lafferty for Bello Magazine
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sete e meia, o sol raiava. com certeza, tyler mccoy nunca fora uma pessoa matutina, e tampouco hoje, como atual gerente da ex-imobiliária do pai, tinha a obrigação de acordar cedo. entretanto, há muito tempo se acostumara a fazê-lo em prol de manter o exemplo e começar o dia com a sensação de dever cumprido. não era incomum vê-lo trabalhando externo, ainda fazendo o trabalho dos corretores e ensinando aos mais jovens a como fazê-lo - pois, por mais surpreendente que fosse a sentença, sim, tyler mccoy tornara-se bem sucedido em seu trabalho e capaz de ensinar algo a alguém. contrariando e calando a boca de todos que um dia chegaram a dizer que a estrela esportiva da USC era apenas um grande corpo bonito sem cérebro, ele até que tinha bastante pra compartilhar. inclusive, ensinamentos sobre o melhor jeito de cuidar da própria família, porque nesse quesito, ele acreditava que era um dez de dez.
falando em sua família, a mulher que dormia tranquilamente ao seu lado era um dos maiores lembretes do porquê devia acordar todo dia. mesmo após tantas turbulências, ele ainda continuava ridiculamente apaixonado por callisto tal como no primeiro dia em que a vira chorar, há mais de dez anos atrás. não satisfeita em tomar-lhe o coração e lhe fazer de gato e sapato, aquela abusada de palavras ferinas ainda lhe dera o melhor presente que poderia ter recebido em sua vida - o qual, com certeza, seria acordado aos beijos logo mais, assim como faria com a mãe dele agora.
piscando devagar ao que os tímidos raios de sol transpassavam as cortinas claras, tyler acordou pronto para um novo dia. arrastou-se de lado na cama até abraçar a morena pela cintura, enterrando o rosto entre os cabelos cheirosos enquanto a apertava contra seu corpo quente. “ ━━ bom dia, raio de sol. tá na hora de levantar. ━━ ” os lábios trilhavam um caminho em suas costas e ombros, em direção a nuca, em beijinhos demorados. “ ━━ antes de brigar comigo por eu estar te chamando a essa hora da madrugada, você pediu ontem que eu te acordasse por causa do check up da dot com o dr. varma às 10h30. ━━ ” não deixou de sorrir ao falar baixo e lembrá-la do favor, enquanto uma das mãos acariciava o abdômen da callaway por baixo da blusa de pijama e das cobertas e o mais velho apoiasse a lateral do rosto em suas costas. apesar de realmente precisarem levantar em algum momento, ainda assim o mccoy não parecia tão disposto a fazê-lo, dado ao abraço confortável.
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Tinha ido dormir tarde na noite anterior, não por ter se empolgado com a leitura noturna ou por ter sido convencida por Dot a assistir mais algum episódio de Criminal Minds na madrugada (Tyler parecia achar um pouco preocupante que a garotinha tão nova tivesse aquele tipo de interesse, mas oras, Callisto mesmo se interessava por aquele mesmo tipo de coisa quando nova e havia saído muitíssimo bem!!). O motivo de suas poucas horas de sono, dessa vez, era o nervosismo que antecipava o assunto que ela postergava há várias semanas. A mente ao menos havia conseguido se recuperar o suficiente sem qualquer sonho incômodo, e embora odiasse despertar por fatores externos, nem mesmo o seu mau humor matutino era capaz de resistir à maneira deliciosamente doce que era acordada pelo marido. Enquanto a consciência voltava à realidade e o corpo parecia se dar conta outra vez de si mesmo, podia sentir o corpo do mais velho se debruçando sobre ela em um abraço forte e carinhoso. Gostava de sentir os beijos que ele distribuía por sua pele, faziam com que ela se arrepiasse. “Hmmmm.” Resmungou baixo, manhosa, lamentando um pouco ser arrancada do sono mas incapaz de se incomodar de fato com o cenário em que se encontrava. Não haveria mesmo qualquer sonho melhor do que aquela sensação de estar nos braços de Tyler, no lar que haviam construído todos aqueles anos e que resultara na pequena e geniosa garotinha que, pelo lembrete de McCoy, era também o motivo de que ele a acordasse. “Assim fica bem difícil sair daqui.” Murmurou, a voz embebida no resquício do sono que ainda permanecia no corpo. Suspirou, trazendo boa quantidade de ar nos pulmões e então girando na direção dele sem sair daquele abraço, agora ela mesma esticando um dos braços para contornar o abdômen alheio. Escondeu o rosto na curva de seu pescoço, a pele quente deixando tudo ainda mais confortável conforme eles encaixavam. Chegou a fechar os olhos, mas era um perigo – sabia que acabaria adormecendo outra vez se assim continuasse. “Dr. Varma disse que seria interessante atualizar a lista de responsáveis autorizados da Dot.” Que todos os amigos de Tyler e Callisto eram praticamente da família, aquilo era fato. O pediatra já tinha alguns nomes de prontidão, mas a ida inesperada de Timoteo ao local sob desculpa ridícula de ser pai da garota a fizera lembrar de incluir o homem também. “Apesar de ter pelo menos dezessete motivos para nunca colocar Teo como responsável de qualquer coisa.” Brincou, a breve conversa sendo o suficiente para auxiliá-la a despertar. Recordou-se, então, do assunto em sua mente antes de dormir. “Ty…” Afastou o rosto para observá-lo. “O que pensaria se eu dissesse que quero trabalhar?”
bastou apenas ouvir a voz da esposa lhe respondendo para tyler alargar levemente os cantos dos lábios, ainda que os mesmos ainda se encontrassem contra as costas macias da morena. apertou-a um pouquinho mais, roçando os dentes em seu ombro e mordiscando-o levemente antes de lhe dedicar um último beijo no local, para então dar-lhe espaço para que se movimentasse – apenas o suficiente para que se virasse, afinal, tyler não abriria mão de tê-la nos braços naquele momento. curtir esse tempo junto à ela na parte da manhã quando possível, para o mccoy, era como um sinal de que o resto do dia seria simplesmente o melhor dia de sua vida – e ele sabia bem, afinal, tivera diversos melhores dias de sua vida. “se você me pedisse, eu nunca mais sairia daqui.” o mais velho brincou, baixando os olhos para o topo da cabeça da mulher. deixou um beijo demorado ali, descansando o queixo ao que a trazia para seu peito, e fechou os olhos apenas por alguns segundos, abrindo-os apenas para absorver a nova informação que callisto trazia. acabou rindo baixo da observação dela. “com a mudança, perdemos a praticidade de termos mais amigos por perto. por agora, o único realmente disponível é o teo, amor. ele está sempre... disponível por aí quando a gente precisa.” arqueou uma sobrancelha. não que fosse um motivo muito sólido, mas se alguém lhe perguntasse, por mais que o flores fosse um homem completamente imprevisível e espontâneo e sumisse e reaparecesse em muitos momentos tal qual o mestre dos magos, confiava nele. ainda mais com dot, que provavelmente era o ser humano mais importante de sua vida. ele podia ferrar com muita coisa o tempo todo, mas não com algo como isso. “talvez a sua amiga christine, ela é mãe e criou o matthew bem. mas o marido dela não. aquele palhaço almofadinha. fresco, inseto. parece um bicho pau.” resmungou, aconchegando-se na esposa como se a busca pelo contato físico fosse afastar o humor rabugento que o invadira do nada – o que parecia ter funcionado, de certo modo, já que cheiro dela geralmente o deixava mais tranquilo. ouvir seu nome daquele jeito fez com que tyler se movesse para encarar callisto também. ela geralmente não parecia tão hesitante, então até se preocupou. “hm.” respondeu, levando a mão até o rosto dela, em um carinho com o polegar na maçã do rosto.
a pergunta lhe pegara de surpresa, mas tentou não expressar tanto, afinal, era um assunto delicado que, a julgar pelos pequenos círculos escuros abaixo dos olhos da esposa, provavelmente lhe arrancara algumas horas de sono. de fato, apesar da fama de superficialidade e maldade na faculdade, callisto sempre fora uma estudante sagaz e ávida por reconhecimento – talvez não pelos motivos mais construtivos, mas ninguém poderia dizer que ela não era habilidosa. na época em que eram mais jovens, nunca realmente pensara em que carreira ela seguiria, só tinha certeza que, definitivamente, ela se sairia muito bem comandando alguma coisa, fosse um grupo de funcionários ou um batalhão de soldados prontos pra guerra. sabia que seria difícil reiniciar um caminho o qual ela abrira mão há tanto tempo – afinal, ela teria de enfrentar um gap temporal de pelo menos oito anos o qual não seria tão bem aceito pelas corporações –, mas tyler também sabia que callisto era uma dama de ferro com um cavaleiro muito fiel ao lado. ele piscou algumas vezes, olhando para o rosto perfeito de callisto enquanto pensava em tudo o que ela poderia conquistar só com aquelas sardinhas, e sorriu pequeno. ela já havia o apoiado muito, não só alimentando sua confiança com a ideia de que poderia começar a investir em uma carreira na mídia, mas mostrando que não importava o que acontecesse, ela estaria ali segurando ele e a filha. era a hora de fazer o mesmo por ela. “eu pensaria que eu tenho a esposa mais forte e determinada dessa cidade. não, desse país. e que, se ela realmente quisesse, ela poderia fazer qualquer coisa.” a voz saíra clara, embora num volume baixo, enquanto ainda acariciava o rosto da morena. encurvou-se brevemente apenas para selar seus lábios, seguido por um beijinho na ponta do nariz e um no supercílio. se sua mulher queria alcançar um objetivo como aquele, tinha certeza que ela queria fazê-lo por mérito e esforço próprio, e não competia a ele se meter, muito menos negativamente. pelo contrário, tudo o que ele poderia ser era um facilitador. “pode ser que essa maratona seja difícil, você sabe. mas vou estar correndo todo o trajeto do seu lado pra te alcançar uma garrafinha d’água se precisar.”
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