Aqui no Brasil a gente é refém do velho protecionismo, da velha meia-entrada.
— Marcos Lisboa
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@leiabomsenso
Aqui no Brasil a gente é refém do velho protecionismo, da velha meia-entrada.
— Marcos Lisboa

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A nossa criatividade para a destruição não é pequena no Brasil.
— Marcos Lisboa
A solução para os nossos problemas não é mais paternalismo, mais leis, mais decretos ou mais controles, mas sim a restauração da liberdade e da livre iniciativa.
— Henry Hazlitt
Ou você procura culpados ou procura melhorar. As duas coisas raramente acontecem juntas.
— Bastter
Sem dúvidas que o Banco Central fez algo bacana com o PIX. É uma tecnologia que funciona, todo mundo utiliza: pessoa física, pequeno comerciante, é tudo de graça. Embora a gente esteja pagando, mas nem sabe o quanto, porque sai na despesa do Banco Central. Sem dúvida que beneficiou muita gente e é até difícil hoje imaginar o Brasil sem o PIX. Olha a quantidade de pessoas que está usando. Foi uma adoção maciça, realmente impressionante.
Qual é a minha incomodação? É o governo, é o Banco Central que detém o monopólio da força, de emissão de moeda e de coerção, que consegue obrigar todos os participantes do sistema financeiro a participarem deste programa e oferecerem compulsoriamente o serviço para o restante da população. E mais ainda: o Banco Central como a grande autoridade central, a empresa centralizada que controla o principal sistema de pagamentos do Brasil.
É muita responsabilidade, é muito risco, é risco de segurança. Acabamos de ver o caso do roubo do BACEN, que até agora não temos mais informações sobre o caso. Estamos bastante assim… no escuro sobre o que de fato aconteceu. Mas quanto mais se concentra na mão do BACEN, mais é um risco para o usuário final. Tanto em termos de monitoramento, de vigilância, cerceamento das liberdades individuais, liberdade financeira… mas também o risco de segurança tecnológica e — como a gente viu no caso do roubo do BACEN — de ter acesso não autorizado por criminosos. Isso também se torna um risco de segurança.
Então, quanto mais o BACEN concentra funções e responsabilidades, pior é. E hoje, o Banco Central é o “guardião” da moeda, ele que define política monetária, estabilidade de preços — é um dos seus mandatos. Ele é o supervisor do sistema bancário, do sistema financeiro. Então, também é o regulador do sistema. Ele é o banco do governo, ele é o prestamista de última instância. Então, é ele que garante também liquidez para o sistema financeiro. Ele que garante a coisa toda.
E agora ele também é o provedor da tecnologia central de pagamentos de toda a economia. Cara, é muita responsabilidade, são muitas funções — e boa parte dessas funções poderiam ser delegadas para a iniciativa privada, num ambiente de livre concorrência.
Como que a gente pode ter certeza de que o setor privado não teria criado algo ainda melhor que o PIX? Eu falei do WhatsApp, tinha lá a solução pronta, o Banco Central disse: não, não, não, esquece, agora não, espera. Deixa eu lançar o PIX, depois a gente vê o que a gente faz com vocês.
O Banco Central precisa ser o supervisor regulador do sistema financeiro? Não precisa. Tem países em que o Banco Central não é o regulador. A Suíça, por exemplo, o Banco Central tem uma função específica, o regulador é outra entidade — é a FIMA. Então, precisa ser também aqui a mesma coisa? As duas funções concentradas na figura do Banco Central? Não precisaria.
— Fernando Ulrich

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No Brasil, boa parte da vantagem competitiva não vem de ser mais produtivo. Vem da capacidade de lidar com a complexidade tributária, regulatória e institucional. Não porque se investiu mais em tecnologia, gestão ou inovação, mas porque se conseguiu navegar melhor pelas regras do jogo. Claro, há exceções. Existem setores altamente produtivos e competitivos. Mas ainda não representam a regra.
O sucesso é seguir em frente mesmo quando o resultado demora a aparecer.
— Winston Churchill
Banco Central não é precondição para crescimento e desenvolvimento econômico. Um país pode viver sem uma autoridade monetária. [...] Via de regra, não tendo um Banco Central, não tendo a imposição de uma moeda de curso legal, o esperado é que haja, sim, livre circulação de moedas. E que os cidadãos sejam livres para escolher a melhor moeda.
— Fernando Ulrich
A política é um jogo de poderes: lobismo, ameaças, traições, pressões, guerra, corrupção, taxação e regulamentação em cima da vida dos outros.
— Adriano Gianturco
Se a gente não consegue reconhecer os nossos fracassos é difícil se mover.
— Marcos Lisboa

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Assuma que a vida será realmente difícil, e então pergunte se você pode lidar com isso. Se a resposta for sim, você venceu.
— Charlie Munger
Reduzir poderes e tarefas do governo, privatizar, desregulamentar, abrir o setor externo, liberar preços, acabar com privilégios, cartórios e subsídios, reequilibrar as contas públicas, via redução de gastos e não aumento de impostos, disciplinar a oferta monetária, devolver aos cidadãos a sua autonomia individual.
— Og Leme
A gente remunera muito bem, no Brasil, o oportunismo e acaba beneficiando empresas ineficientes, com subsídios e proteções. É um país que anda meio de lado.
— Marcos Lisboa
Fica sempre no bom senso que fica fácil entender a vida. E, quando você se torna uma pessoa que tem necessidade de trazer exemplo de exceção para tudo, você está só emburrecendo. Só isso.
— Bastter
O oportunismo no Brasil, ele é muito bem recompensado. As pessoas sabem que, se fizerem um lobby, a chance de conseguir um benefício é elevada. Só que isso é ruim para o país. Mas, infelizmente, o setor privado no Brasil, grandes grupos do setor privado, não aceita ser tratado como o restante da sociedade. Isso acontece na parte tributária, aparece na parte de comércio e exterior. Isso torna o Brasil um país difícil. E aí é uma festa de mudança de regras. Seja para atender lobby, seja com mudança da jurisprudência. E o Brasil é um país de baixo crescimento.
— Marcos Lisboa

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O país que prefere benefícios ao progresso
O que você quer de fato? Que um ambiente melhore de verdade ou que esse ambiente te gere benefícios artificialmente? É muito comum ouvir a frase: "quero um país melhor". Mas e se esse país, ao ficar melhor, tirasse diretamente algo que você ganha com o esforço dos outros? Você ainda apoiaria essa mudança? É aí que vemos um dos maiores entraves do Brasil: quando o interesse de um grupo passa a ser custeado pelo outro.
E essa mentalidade se mantém em boa parte da sociedade. Não que ela negue o valor do trabalho em si, mas, além do próprio esforço, existe a expectativa de que direitos, privilégios e benefícios sejam pagos por outra classe. A partir daí, cria-se uma disputa permanente entre grupos, em que cada lado busca transferir a conta para o outro. Nessa guerra de classes, o indivíduo perde força. E é aí que uma classe ganha ainda mais poder: a classe política.
A disputa entre trabalhadores, empresários e ricos coloca os políticos na posição de resolver esse "conflito". E é aí que todos perdem. Enquanto esses grupos disputam entre si quem deve pagar a conta, a classe política concentra ainda mais poder para distribuir benefícios, criar privilégios e ampliar sua influência.
Quem apoia essas ideias acaba sendo usado pela própria classe política, e é assim que esse ciclo se fortalece. Esse tipo de pensamento se espalha facilmente em uma sociedade que pouco compreende os incentivos e as consequências dessas políticas. E é por esse caminho que o país, como um todo, permanece na mediocridade e na dependência.
Seguir o caminho fácil e imediato está tornando as coisas mais difíceis. Enquanto o Brasil não entender que o caminho da prosperidade e do crescimento passa pela redução significativa do Estado, com cortes reais de impostos, privatização de todas as empresas estatais, abertura da economia e fim das regulações e das leis trabalhistas excessivas, continuará predominando a ideia de que a política é o meio de resolver as coisas. Escrever direitos num papel e criar benefícios e privilégios na canetada é a forma correta de crescer.
Enquanto essa mentalidade permanecer, o Brasil continuará sendo um país pobre, trilhando o caminho da mediocridade. O país precisa de ajustes duros, mas a classe política e a população, em geral, não querem. E, a cada dia que se nega a realidade, essa conta fica maior.