O Estado tende a gerenciar mal. É lento, burocrático e ineficiente por natureza. E o problema mais profundo é estrutural: dentro da máquina pública, os incentivos de quem a compõe raramente estão alinhados com o interesse público.
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@leiabomsenso
O Estado tende a gerenciar mal. É lento, burocrático e ineficiente por natureza. E o problema mais profundo é estrutural: dentro da máquina pública, os incentivos de quem a compõe raramente estão alinhados com o interesse público.

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O Brasil tem uma produtividade do trabalho muito baixa. Muita gente empregada, mas produzindo pouco. E quem produz pouco, ganha pouco. O salário não aumenta fazendo greve, defendendo fim de escala por decreto, aumentando o salário mínimo na canetada ou defendendo Estado grande. Aumenta com mais produtividade, mais qualificação e um ambiente econômico que incentive quem produz.
Se o país é tão rico, por que é preciso uma canetada ou uma greve para aumentar o salário? Se a economia estivesse realmente produzindo valor, o aumento seria uma consequência natural da geração de valor, não o resultado de pressão ou decreto.
Ganhos maiores e renda maior não surgem apenas de trabalhar mais horas, mas de aumentos de produtividade. No longo prazo, quem consegue gerar mais valor com os mesmos recursos tende a ser mais valorizado pelo mercado.
Muitos querem um jeito de enriquecer, ter renda e crescer. O mecanismo continua sendo o mesmo: trabalho e produtividade. Em alguns lugares há travas que dificultam isso, mas o trabalho continua sendo o principal mecanismo de ascensão. Será mais duro? Provavelmente. Mas ainda será o trabalho. Mesmo em ambientes com leis trabalhistas rígidas e outras dificuldades institucionais, investir em formação e qualificação continua sendo uma das principais formas de aumentar sua renda. É aí que você se destaca no mercado. E é aí que vêm os ganhos maiores.

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As demandas constantes da população não justificam o aumento do Estado. Cada vez que o governo cede, cria o precedente para o próximo pedido. A cada concessão o Estado cresce um pouco mais, e esse avanço dificilmente retrocede.
A economia sofre em dois momentos. Primeiro, quando o governo acumula desequilíbrios: gastos descontrolados, impostos altos e burocracia. Segundo, quando chega a hora de pagar a conta desses desequilíbrios e reajustar o estrago. A população não aceita bem nenhuma das duas fases, especialmente quando a correção entra em debate.
Parte da população, e inclusive a classe política, ainda acredita que mais gastos e benefícios sustentam o crescimento. Se essa mentalidade não mudar, a estagnação continuará sendo uma realidade.
As pessoas querem aumentar o salário na canetada. Ok. Mas vão aguentar a consequência dos preços subirem junto? Não é melhor evoluir na formação e na qualificação para aumentar a produtividade e, assim, a renda real? Mas, para isso acontecer, é preciso parar de depositar excessiva confiança em regulação trabalhista e benefícios para todo lado.
Você nunca deve depender do Estado. Deve sempre buscar ser capaz de gerar sua própria renda e ser autônomo. Isso passa pelo conhecimento. É difícil? É. Mas é assim que se cresce, e é o caminho que não te deixa preso na dependência estatal.
É complicado ser dependente do governo e achar que a solução para ter mais renda é votar em algum político que vai te dar um auxílio. Ele não está melhorando a sua vida. Se você não usar esse auxílio como base para construir sua própria renda, dificilmente sairá desse ciclo.

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Se a tinta da caneta tivesse efeito real na economia, nós não precisaríamos nos preocupar com trabalho nem com a escassez das coisas. Ganhos maiores e renda maior vêm do trabalho e de aumentos de produtividade. É a forma mais sustentável de crescer. Crescimento gerado por decisões políticas ou decretos pode até produzir um impulso temporário. Mas é como construir um prédio em cima da areia: parece uma solução fácil, mas não é sustentável.
É claro que a população quer ganhar mais e ter mais renda. Porém, a estrutura na qual acreditam para alcançar isso não é sustentável e não funciona. Ela se apoia na proteção via extrema regulação do trabalho e na confiança em políticos.
A estrutura que pode gerar esse ganho de forma sustentável é a liberdade econômica e a redução do Estado. Mas é justamente essa estrutura que a grande maioria não quer. Preferem se agarrar à narrativa de que o empresário é o problema. Se essa mentalidade se mantiver, o salário continuará sem poder de compra e sem ganhos maiores.
Quando há um corte de gastos do governo numa economia que passou a depender fortemente desses gastos, pode haver uma queda e um período de reajuste econômico. Isso ocorre porque o motor de crescimento da economia passou a depender mais da máquina pública do que do setor privado.
O que deve ser feito, mesmo diante de uma queda da economia, é interromper essa dependência dos gastos do governo e fazer reformas para que as pessoas possam empreender com facilidade. Isso exige cortar a burocracia, reduzir impostos e eliminar regulações trabalhistas excessivas. Porque o governo, uma hora, não terá força para manter esses gastos. E quando isso acontecer, a queda virá de qualquer forma, só que sem base para se recuperar.
Ganhar mais, investir na sua formação e trabalhar melhor. Isso é fundamental.
— Bastter
Quando você aceita uma solução fácil oferecida por um político, os custos dessa decisão tendem a recair sobre você, de forma direta ou indireta. Você pode se beneficiar por um período? Pode. Mas o custo de longo prazo muitas vezes supera o benefício inicial. E você só aceita porque o preço é invisível na hora da escolha; você não vê de onde vem a conta, apenas sente seus efeitos quando ela chega.

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O Estado intervém na economia não necessariamente porque a intervenção funciona, mas porque manter o controle econômico significa preservar poder político. E mesmo quando os efeitos negativos são visíveis, recuar traz um custo político para quem decide, enquanto continuar desloca o prejuízo econômico para quem paga.
Quando um país cobra caro demais de quem empreende, investe, assume riscos e trabalha, e trata com desprezo quem gera riqueza, o resultado é previsível: quem pode ir embora vai. E quem fica enfrenta um país cada vez mais pobre.