Para corromper o indivíduo, basta ensiná-lo a chamar de direitos seus desejos pessoais e abusar dos direitos dos outros.
Nicolás Dávila

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Será que tem estudantes por aqui ? Eu gostava muito desse tipo de conteúdo, principalmente relacionados ao meu curso ( Direito ), bem, vou tentar seguir nessa rede e treinar um pouco do meu inglês
São Apenas Cicatrizes.
Essa da foto sou eu, hoje com 30 anos,mãe de dois filhos, solteira e livre para escolher minhas decisões. Eu levei cerca de 10 anos pra me aceitar e amar como realmente sou. Minhas escolhas, muitas vezes me afastaram de quem eu mais queria estar perto.Com sentimento de rejeição e abandono, fui criada até certa fase da infância, pelos meus avós. Lá, quando criança, fui violentada, estuprada e abusada, mas mesmo assim, continuei ingênua e inocente, mas com a certeza de que nunca mais voltaria àquele lugar… o tempo passou e graças à Deus fui morar com minha mãe. Não foi como eu sonhava… Engravidei propositalmente aos 15 anos pra sair de casa. Aos 16 anos nasceu meu primeiro filho, mas, infelizmente eu não tava preparada pra aquela maternidade, naquele momento. Aos 21 anos, conheci a prostituição por indicação de uma amiga e decidi arriscar, por necessidade financeira. O problema, é que depois que fui a primeira vez, passei a usar essa alternativa para todas as outras situações.Daí, vieram as “temporadas” (como chamamos as viagens curtas à trabalho), conheci várias pessoas, viajei por vários Estados e por fim, acampei aqui em São Paulo, onde tive meu segundo filho, aos 27 anos. Isso aconteceu em 2019, quando eu estava no auge de minha carreira. Havia viajado pra Europa e estava ganhando reconhecimento na área do pornô amador. Aos 29 anos, descobri o autismo do meu filho mais novo e parei de trabalhar por aproximadamente 8 meses. Sumi. Esse tempo, foi essencial pra eu aprender com ele e sobre ele.Esse é um resumo da minha história real e o intuito deste post é te dizer que não importa o quão criticada seja sua vida, se você não acordar todos os dias e ir à luta pela conquista dos seus objetivos, ninguém fará por você. Junte suas “cicatrizes” (dores) e faça delas sua maior motivação diária.Jênifer Vieira - (Niara Pessanha)
As placas tectônicas que seguram os palcos brasileiros ficaram mais calmas. O homem-terremoto se foi. Zé Celso Martinez, com sua liberdade de corpo e alma, de provocar os obtusos e os modernos, de chacoalhar os tabus em cima de um salto alto, com enormes gargalhadas, sai dos palcos e sobe para as luzes. Não mais essa pomba-gira em pele masculina estará fisicamente presente em seus espetáculos perturbadores. Arrasadores. Dos que tocam feridas e não assopram.
Zé tumultuou o tablado, corações e mentes, não com nudez gratuita, mas a que é natural dos seres desde o nascer. Não com sexo apelativo, mas com o que a gente sente e quer, ainda que fingindo desprezar para se encaixar nas cobranças de bom-mocismo.
Para ele, nada havia de errado ou estranho em escancarar o ânus para uma foto, assim como se trajar com roupas e acessórios tidos como femininos, ainda que não interpretasse uma personagem mulher.
Nunca quis ser espelho. Queria despedaçá-los.
Dele herdamos uma vida de coragem para ser e mostrar quem se é e o que se acredita. Ao Teatro Oficina resta levar adiante os abalos sísmicos e nos meter medo de nós.
#ripzécelso #zécelsomartinez #josécelsomartinez #teatrobrasileiro #ripzécelsomartinez

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Z-Library, a maior biblioteca digital do mundo, fechada e fichada pelo FBI
Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga
A Z-Library (z-lib ou Biblioteca-Z, anteriormente BookFinder), que era a maior rede de compartilhamento de e-books da internet, com um acervo de mais de 11 milhões de livros e 84 milhões de artigos armazenados, foi fechada pelo FBI nesta sexta-feira, 4 de novembro de 2022. Neste final de semana, usuários que tentaram acessar o site por meio de vários URLs se depararam com um bloqueador e o aviso acima do FBI de que havia apreendido o domínio do site.
"Este domínio foi apreendido pelo Birô Federal de Investigações de acordo com um mandado emitido nos termos 18 U.S.C. § 981(b) e 21 U.S.C. § 853(f) pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York como parte de uma ação de aplicação da lei pelo Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York e o Birô Federal de Investigações", diz o intimidatório e terminal aviso.
Embora a ordem judicial para a apreensão não esteja disponível no momento, os domínios do site provavelmente foram apreendidos porque muitos dos arquivos foram carregados sem a licença dos autores originais.
O USTR (United States Trade Representative ou Representante Comercial dos Estados Unidos) havia iniciado recentemente uma investigação sobre a plataforma, fazendo com que as plataformas de mídia social onde os usuários promoviam a Z-Library ficassem mais cautelosas. Desde o início desta semana, os usuários não já não estavam conseguindo ter acesso aos seus vários endereços e bancos de dados, o que já lançava o temor de algo estava errado.
Contas gratuitas podiam fazer até 10 downloads por dia de obras que iam desde os mais recentes e populares lançamentos best-sellers a textos acadêmicos e periódicos prescritos por universidades, passando por um valioso repositório de livros antigos raros e esgotados, muitos em domínio público.
A Z-Library começou em 2009 como uma plataforma gratuita de compartilhamento de arquivos para textos acadêmicos e artigos de periódicos acadêmicos, atuando inicialmente como um espelho para o Library Genesis (Libgen).
Classificada entre os 10 mil sites mais visitados na internet, a Z-Library tinha uma forte presença em países subdesenvolvidos, economias emergentes e círculos acadêmicos, onde os leitores muitas vezes não possuem poder aquisitivo para comprar os livros ou artigos pagos de que precisam.
Reclamações a escritórios de proteção de direitos autorais no passado resultaram em ações legais que forçaram o registrador da plataforma a apreender os domínios Z-Library em 2015 e outros bloqueios de domínio e avisos DMCA nos Estados Unidos e na França em 2021. Uma organização britânica chamada The Publishers Association já havia tentado bloquear o acesso a Z-Library por meio dos fornecedores de acesso à internet, comumente chamados de ISPs. No final de 2015, a editora Elsevier obteve êxito em um processo judicial que ordenou o registrador do bookfi.org a interromper o acesso ao domínio.
Nada se sabia e se sabe sobre quem mantinha a Z-Library, nem tampouco seus termos de operação, gerenciamento e status comercial. O site aceitava contribuições espontâneas em forma de envios de e-books e doações em dinheiro, e não eram poucos os leitores agradecidos e apoiadores que retribuíam até com certa generosidade.
A Z-Library, contudo, jamais abriu sua biblioteca de sombra e seu banco de dados completo ao público. Também existia (e talvez ainda exista) uma versão do projeto na rede TOR, que também incluía livros digitais que haviam sido banidos dos seus sites da superfície da web, normalmente conhecida como "Clearnet".
A última apreensão dos domínios da Z-Library pelo FBI ocorre meses depois que um tribunal de Délhi ordenou que vários provedores de serviços de internet indianos bloqueassem um dos URLs mais conhecidos do site, com base em uma queixa apresentada pela editora Taxmann.
Vários usuários da Z-Library no Twitter culparam os usuários do TikTok pela apreensão dos domínios pelo FBI que popularizaram a biblioteca de sombras por meio de seus vídeos. No entanto, o site ainda era acessível através de outros navegadores da Internet.
Conforme relatado pelo TorrentFreak na semana passada, o TikTok decidiu bloquear hashtags relacionadas a Z-Library, supostamente respondendo às reclamações do detentor dos direitos autorais. "Reduzir a descoberta de conteúdo pelo usuário que viola nossas Diretrizes da comunidade é de suma importância", afirmou o TikTok. "Assim, o TikTok bloqueia proativamente os resultados da pesquisa para termos que violam nossas Diretrizes da comunidade, incluindo termos relacionados a produtos falsificados […]. Também recentemente bloqueamos os resultados da pesquisa para #zlibrary enquanto nossa equipe avalia o conteúdo associado a essa hashtag."
O fechamento da Z-Library segue uma tendência, já de alguns anos para cá, por parte de governos e autoridades, de persecução, criminalização e encerramento implacável de todos os tipos de sites de compartilhamentos de arquivos, cujos proprietários são enquadrados nas mesmas leis que punem aqueles que vendem pacotes e transmitem conteúdos de TV e streaming por assinatura clandestinamente.
Se de um lado o combate à pirataria é um mal necessário para impedir a violação de direitos autorais, de outro impede que muitos destituídos de poder aquisitivo tenham acesso ao conhecimento e às informações. O ideal seria que todos tivessem condições econômicas de pagar pelas obras, mas como isso é apenas uma utopia, um meio termo precisaria ser encontrado.
Cabe lembrar que compartilhar não é necessariamente algo ilegal, vide que antes da internet já havia o costume de emprestarmos livros, revistas, discos, etc. E as próprias bibliotecas já existiam desde muito antes sem que jamais tivessem sido acusadas de prejudicar os autores ou as editoras, muito pelo contrário. Ou será que na atual tendência, vão querer proibir até mesmo isso?