OLIVER WOOD é um aluno da GRIFINÓRIA que atualmente tem VINTE ANOS e está em seu DÉCIMO ANO em 1999. Nascido em Dorset, Inglaterra, filho de mãe britânica e pai tailandês, cresceu sob a promessa de uma vida estável como funcionário do Ministério da Magia como seus pais, um caminho que nunca apeteceu seguir. Capitão e goleiro por excelência da Grifinória, Oliver vive e respira QUADRIBOL como se tudo dependesse disso, porque, para ele, depende. Cada treino é levado ao limite, cada erro é revisto exaustivamente e cada vitória nunca parece ser suficiente. Seu maior objetivo é simples: vencer. Recorrentemente encontrado nos campos de treino — não raro em horários não permitidos —, Wood dificilmente se permite algum descanso, apoiando-se quase inteiramente na disciplina e no controle, mesmo que isso cobre um preço alto. Não o confunda com PAVEL NARET PROMPHAOPUN, aliás; embora sejam parecidos, definitivamente não são a mesma pessoa. Pode ser DILIGENTE e LEAL, mas também se mostra AMBICIOSO (beirando o egoísmo) e INTROVERTIDO. Se por um acaso cruzar com ele pelos corredores do castelo ou pelo campo, sinta-se livre para cumprimentá-lo — mas não espere muita conversa, já deixo avisado de antemão. Oliver provavelmente tem um treino (ou não mais) para voltar.
WANTED CONNECTIONS
𝗟𝗘𝗧 𝗧𝗛𝗘 𝐆𝐀𝐌𝐄𝐒 𝗕𝗘𝗚𝗜𝗡
INFORMAÇÕES BÁSICAS
NOME COMPLETO: Oliver ‘Wichai’ Wood
IDADE E DATA DE NASCIMENTO: 20 anos, nascido em 14 de junho, 1979
LOCAL DE NASCIMENTO: Dorset, Inglaterra
ORIENTAÇÃO SEXUAL: bissexual
CASA: Grifinória
ANO ESCOLAR: 10º ano
PAIS: Warin Sukumpantanasan (pai/tailandês) e Beatrice Wood (mãe/britânica), ambos funcionários do Ministério da Magia. Por ter nascido na Inglaterra, Oliver adotou o sobrenome da família da mãe
STATUS SANGUÍNEO: mestiço
EXTRACURRICULARES: Quadribol (goleiro), Clube de duelos e Armada de Dumbledore
VARINHA: madeira de carvalho inglês, núcleo de fibra de coração de dragão, 29 cm, rígida
PATRONO: falcão-peregrino
BOGGART: perder um jogo decisivo por sua própria falha
ESPELHO DE OJESED: Oliver se vê vestindo o uniforme de um time profissional, erguendo uma taça após uma grande vitória; finalmente reconhecido, validado como jogador e goleiro
ANIMAL: Uma coruja castanha chamada Phu
BIOGRAFIA
“A vida tinha que ser mais emocionante do que somente aquilo.” Era assim que Oliver Wood se sentia sempre que voltava para casa durante as férias da escola. Não era falta de amor, nunca foi, e nunca seria. Ele amava profundamente seus pais. Filho de mãe britânica e pai tailandês, ambos funcionários de baixo escalão do Ministério da Magia, recebeu deles tudo o que podiam oferecer: uma vida estável e segura, afeto, noções claras de ética e de certo e errado, além de um direcionamento bem definido — a expectativa de que seguiria o mesmo caminho deles no futuro. Mesmo com tudo isso, estabilidade nunca pareceu suficiente. Oliver queria muito mais. Simplesmente não suportava a ideia de uma vida acorrentado a uma mesa em um cubículo no Ministério, preenchendo relatórios e mais relatórios, vivendo os dias um após o outro como se fossem todos iguais. Não quando existia o jogo. Não quando existia aquela sensação mágica — elétrica, lacerante e viciante — de estar no ar, com o coração acelerado e um desejo pungente de vencer. Enquanto houvesse quadribol, Wood seria incapaz de escolher outra coisa.
Desde o primeiro ano, Oliver encontrou no campo de quadribol algo próximo de um futuro. Enquanto outros primeiranistas ainda tentavam descobrir onde se encaixavam, ele já sabia exatamente onde deveria estar. Assistia aos treinos sempre que seus horários permitiam, mesmo antes de fazer parte do time, observando cada jogada com atenção quase cirúrgica. Aprendeu sobre regras e estratégias muito antes de entrar para a equipe, e quando finalmente adentrou ao time como goleiro, teve a confirmação do que já suspeitava: aquele era definitivamente o seu lugar.
Não era o mais talentoso, mas ninguém treinava como ele. Incansável, quase obsessivo, Oliver se construiu como jogador à base de muita repetição e disciplina. Cada gol sofrido era revisto. Cada erro defensivo, corrigido. A cada treino, exigia mais de si do que no anterior, e com o tempo, isso chamou a atenção dos seus veteranos. Sua postura e seriedade em campo não passaram despercebidos. Tornar-se capitão, posteriormente, não foi apenas ocupar uma posição vaga, foi assumir uma responsabilidade que ele carregou como algo pessoal.
Fora do campo, sua presença era mais discreta. Não era o tipo de aluno que se destacava academicamente, mas mantinha notas suficientes para não se tornar um problema que o impedisse de jogar. Era evidente onde estavam suas prioridades. As relações interpessoais nunca foram simples. Conectar-se com pessoas que não compartilhavam, de alguma forma, do universo do quadribol era… difícil. Não por falta de interesse por parte de Wood, mas porque tudo nele parecia girar em torno do jogo. Sua intensidade afastava as pessoas antes mesmo que qualquer vínculo pudesse se firmar. Porém, aqueles que insistiam em estar por perto, acabavam eventualmente o entendendo: Oliver era, à sua maneira, um bom amigo e uma boa pessoa, apenas exigia mais paciência do que a maioria estava disposta a ter com ele.
Oliver está no seu último ano em Hogwarts. Tudo parece mais urgente. Desta vez, não se trata apenas da garantir a Taça para a Grifinória. Trata-se do que vem depois da formatura. Trata-se de provar que isso nunca foi apenas uma fase, nunca foi uma distração adolescente. Era seu futuro que estava em jogo e quadribol era o seu mundo inteirinho. Sim, havia muitos riscos em escolher esse caminho. Não existiam garantias, estabilidade ou o conforto que seus pais sonhavam para ele. Existia apenas um caminho de incertezas, mas Oliver nunca teve medo de trabalhar duro. Ele está disposto a ir até o fim. Treinar até a exaustão, se fosse preciso. Jogar como se cada partida fosse a última.
A verdade era simples e uma só: Oliver Wood não nasceu para uma vida comum. Ele nasceu para ser um jogador, e não pretendia desistir sem lutar para sê-lo.
PERSONALIDADE
Oliver Wood está longe de ser um mistério. Na verdade, não é nada difícil desvendá-lo. Ele não se mostra muito diferente daquilo que realmente é. Sua obsessão por quadribol não é algo que esconda de ninguém, e ele não se importa nem um pouco com a forma como é percebido pelos outros. Para ser honesto, até prefere que mantenham certa distância; Oliver não pode se dar ao luxo de distrações desnecessárias.
Todo o seu foco está no jogo. Mais do que um interesse ou uma paixão avassaladora, é onde encontra direção, controle e, em muitos aspectos, seu valor.
Wood é profundamente empenhado em tudo o que faz; quando se compromete com algo, move céus e terra para concretizá-lo. Está longe de ser tão bonzinho quanto pode parecer à primeira vista. É ambicioso e obstinado, não hesitando em fazer tudo ao seu alcance para alcançar seus objetivos. Sua ambição é seu maior aliado, mas também pode se tornar sua maior ruína. Vive constantemente em uma corda bamba, já que raramente mede esforços para conseguir o que quer, sendo forçado a buscar um equilíbrio para não ferir os outros, nem a si mesmo.
Competitivo e disciplinado, não aceita facilmente falhas, especialmente as próprias. Sua autocrítica é implacável. Mesmo que não tenha a intenção de ser duro, sua comunicação direta frequentemente o faz soar mais exigente do que ele percebe. Isso sempre lhe causa problemas. Mas, para aqueles persistentes o suficiente para se aproximar, Oliver não é tão inacessível assim, é apenas mais reservado.
Embora seja introvertido, torna-se surpreendentemente articulado quando fala sobre o que ama, especialmente o esporte. Observador e estratégico, aprendeu dentro de campo a ler pessoas, hábito que carrega também fora dele. Tende a escutar mais do que falar, o que o faz parecer distante, mesmo quando está presente.
Quando demonstra lealdade, ela é inabalável. Oliver não é de grandes gestos; sua forma de se importar está na presença e no permanecer. Por ser emocionalmente reservado, tem dificuldade em expressar vulnerabilidade.
Mesmo aos vinte anos, segue tentando encontrar algum equilíbrio, embora, no último ano, esteja mais à flor da pele do que gostaria de admitir. Portanto, é aconselhável um pouco de paciência.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Com pequenos saltos pelo caminho todos que encontravam a aluna da Grifinória percebiam o quão feliz ela estava. Seu sorriso ia de orelha a orelha, e todo o mundo parecia cor de rosa para ela. Naquela tarde não conseguiu se desvincular de Oliver. Quando havia chegado em Hogwarts havia sido ele a acudí-la quando as coisas estavam difíceis e estava com saudades de casa. Por mais que o outro passasse a imagem de viciado no esporte e durão, ele sempre teve um coração mole na visão dela. Ela o seguia de cima a baixo no começo, e a presença dela trazia um conforto tão grande que hoje ficava triste ao lembrar que ele já estava se formando e ela teria que aguentar um ano inteiro sem a presença dele. Em momentos como aquele se grudava a ele para não perder tempo.
Suas aulas eram separadas, então aproveitava intervalos, o refeitório e todos os momentos para ir se despedindo aos poucos. Queria fazer uma grande surpresa de formatura para ele, mas ainda não sabia o que direito. Geralmente, ele estava disposto a ouvir suas loucuras e desvaneios, mas no final do periodo anterior parecia que algo havia mudado e ela não sabia o quê. Só que não queria perguntar e talvez atrapalhar. A pergunta sobre o perfume fez ela sorrir. Rodopiou em torno de si mesma querendo mostrar-se um pouco a mais. "Eu e Parvati tentamos fazer umas fragrâncias em nossos caldeirões. Sei que deveriamos estar fazendo a atividade de Slughorne, mas era mais divertido e ele nem se importa conosco. Juro que não é Amortentia nem nada disso. Apesar de que nós chegamos a abrir o livro para entender um pouco."
Seria mentira dizer que elas não haviam pensado em fabricar um pouco, apenas para saber o cheiro que os outros sentiam. Saber se era recíproco. Nem ao menos usariam. "Gostou do novo visual? Estou me repaginando e quero ir a mais treinos. Por favor, me avise do horário. É verdade que você está treinando o Ron também? Queria muito ver meus meninos juntos." Já estava o chamando de seu sem ao menos ele ser dela, mas fazer o quê? Ele havia a beijado e agora sua cabeça era cheia de imaginação sobre o próximo passo.
"E quanto a você? Sabe que posso sempre te ajudar. Não sou uma Phoebe, e nem tenho experiência, ainda, mas se precisar de uma ajudinha ou querer fingir que sou alguém que você gosta, posso te ajudar a se declarar. Só recomendo não usar o uniforme de treino e evitar comparações com Quadribol. Se bem que se alguém soltasse para você algo tipo você é um verdadeiro Goleiro e defendeu todo o meu coração. Você iria se amarrar, não é? Você acha que eu deveria tentar essa cantada?"
Que bagunça. Como as coisas tinham chegado àquele ponto? Oliver estava mais perdido do que um pugilista recém-nocauteado. De alguma forma, ainda estava de pé, mas não menos desorientado por causa disso. Enquanto olhava para Lavender, conseguia perceber que ela dizia alguma coisa, mas, por algum motivo, suas palavras demoravam a ser processadas pelo seu cérebro. A verdade é que Lavender disputava sua atenção com todas as outras vozes que insistiam em falar dentro da sua cabeça, e nenhuma delas fazia completo sentido naquele momento. Talvez fosse por isso que demorou alguns segundos além do normal para perceber que ela ainda esperava uma resposta. O simples ato de focar nela parecia exigir mais esforço do que deveria. “Desculpa, eu...” Passou a mão pelo rosto, frustrado, soltando uma breve risada sem humor. “Acho que meu cérebro entrou em curto-circuito.” O comentário era uma tentativa preguiçosa de disfarçar o quanto estava à deriva.
“Você já considerou falar um assunto de cada vez? Tenho quase certeza de que você acabou de me fazer processar umas sete conversas diferentes ao mesmo tempo.” Respirou fundo, como se estivesse genuinamente se preparando para a tarefa que se seguiria. “Ok, recapitulando: você e Patil ignoraram a atividade, criaram fragrâncias misteriosas, estudaram Amortentia por motivos totalmente acadêmicos, você mudou o visual, quer assistir aos treinos, quer ver eu e o Weasley treinando juntos e, por algum motivo, também decidiu abrir uma consultoria amorosa. Correto?” Fez uma pausa, como se estivesse genuinamente tentando se lembrar de tudo o que conseguira absorver da avalanche de informações. “Merlin, falando em voz alta parece ainda pior.” Apesar da reclamação, um sorriso acabou surgindo em seus lábios. Era um sorriso menor, mais tímido do que o habitual, mas não conseguia evitar. Poderia não estar em seus melhores dias, mas aquilo era exatamente o tipo de coisa que esperava de Lavender. Já devia estar acostumado. “E, para responder uma das perguntas: sim, gostei do visual. Ficou muito bom.” Não se permitiu discorrer mais do que aquilo; não queria acabar colocando a corda no próprio pescoço. Era um suicídio. Os olhos permaneceram nela por um instante mais longo do que pretendia antes de desviarem. “E você pode aparecer nos treinos, se quiser. Mais para o final, ok? Não quero distrações. Só não prometo que continuará gostando do Weasley depois de vê-lo sendo treinado por mim...” ‘Depois de comer o cu dele.’ Deixou aquela parte implícita. A provocação veio fácil demais. Era difícil refrear o próprio veneno naquele momento. Não que realmente fosse fazer qualquer coisa com Weasley, mas só a possibilidade o deixava satisfeito.
“Quanto à consultoria amorosa...” Soltou uma risada breve, balançando a cabeça. Estava indignado, e até um pouco incrédulo, para ser completamente honesto. Ele chegara ao fundo do poço, definitivamente. “Acho que o problema não é exatamente saber o que dizer ou fazer.” Mais uma vez, parou por ali. Se dissesse algo a mais, estaria cavando a própria cova. Bem naquele momento, infelizmente, sua mente escolheu lhe apresentar uma coleção das piores decisões românticas que já tomara na vida. Talvez estivesse beijando mais bocas que não deveria. Precisava pensar em qualquer outra coisa para tirar aquilo da cabeça. “A cantada é horrível, absolutamente horrível. Não conta para ninguém fora daqui.” Era uma sacrilégio rir daquilo. Fez uma pausa antes de apontar para ela. “Por Merlin, não use isso em ninguém. Nem no Weasley. Nem em qualquer outro inocente.” Deixou que o semblante se tornasse um pouco mais sério, depois daquelas últimas palavras mais divertidas. Talvez se arrependesse do que estava prestes a dizer, mas precisava ter certeza de que ela soubesse daquilo. “Se o Weasley te magoar, você me avisa. Dou um jeito nele.” Não era um pedido, era uma afirmação, confirmação do que ela deveria fazer. A ameaça veio em tom leve, quase brincalhão, mas havia sinceridade demais por trás dela para ser ignorada. “E fico feliz que você esteja feliz...” Feliz. É, talvez aquela palavra pudesse ser debatida, talvez aquela fosse uma simplificação generosa demais. Ainda assim, seus sentimentos eram sinceros. No fim das contas, era simples: queria vê-la bem. Apesar de toda a confusão que aquilo lhe causava, uma parte sua ficava genuinamente contente ao vê-la sorrir. No momento, isso teria de bastar.
21 de setembro, vestiários do campo de quadribol, @keeperwood
O treino já tinha acabado fazia tempo. Os jogadores tinham ido embora, as arquibancadas estavam vazias e o sol começava a desaparecer atrás das montanhas ao longe. Marcus deveria estar voltando para o castelo, já conseguia ouvir Pansy dizer que ele era doente e que precisava respirar algo além daquela merda de esporte. Mas, em vez disso, estava no vestiário tirando as ataduras das mãos com a lentidão de alguém que claramente não tinha pressa nenhuma de ir embora. Foi quando ouviu um armário bater. Levantou os olhos e deu de cara com Oliver Wood. Marcus soltou uma risada baixa antes de balançar a cabeça. "Of course", a fala saiu antes que pudesse conter, mais como um comentário pessoal do que para ser ouvido. Ele terminou de desenrolar uma das ataduras antes de jogar o tecido sobre o banco ao lado. "Me diz uma coisa, Wood. Existe a possibilidade de eu entrar num campo de quadribol e você não estar nele? Começo a suspeitar que você simplesmente aparece quando sente minha presença. Quer dizer, é justo, agora que é muito provável que a temporada de Quadribol volte, mas você não precisa ficar me espiando só porque quer ter a vã ilusão de que vai vencer a Sonserina. It's pretty desperate", o olhar encontrou o dele através do vestiário o canto da boca formou um sorriso minimamente.
Oliver não era supersticioso. Pelo menos, era o que gostava de pensar. Sim, era evidente que possuía algumas manias antes dos treinos e jogos, mas preferia chamá-las de hábitos do que de superstições. Não acreditava que deixar de cumprir qualquer uma delas lhe traria azar ou mudaria o resultado de uma partida. A questão era outra, na verdade. Aqueles minutos sozinho antes de entrar em campo eram uma espécie de ritual. Era um momento para limpar a mente, afastar o resto do mundo e lembrar a si mesmo do porquê estava ali. Como os treinos no campo finalmente haviam sido liberados, era exatamente isso que pretendia fazer. Wood organizara-se para chegar mais cedo e ter alguns minutos sozinho antes que o restante do time aparecesse. Precisava reencontrar um pouco do senso de normalidade.
Quando recebeu a notícia de que o campo voltaria a ser liberado, sentiu um misto de emoções difícil de definir. Alívio, claro, junto com a ansiedade também. Mas, diferentemente de antes, havia medo, embora relutasse muito em admitir isso em voz alta. Não havia sido tanto tempo longe do quadribol, mas fora suficiente para fazê-lo questionar coisas que jamais imaginara colocar em dúvida, inclusive quem era sem o esporte. Sim, o campo estava liberado e tudo indicava que mais uma temporada finalmente começaria, mas aquelas perguntas ainda não tinham desaparecido. Continuavam ali, escondidas em algum canto da sua mente. Era exatamente por isso que sentia tanta urgência em retornar aos velhos hábitos. Precisava reencontrar aquela certeza inabalável sobre o lugar que o quadribol ocupava em sua vida. Era o capitão, no final das contas, e precisava estar com a cabeça no lugar.
Encontrar Marcus não estava nos seus planos. Não só porque não queria plateia, mas porque sua companhia era desagradável por si só. Ouvi-lo falar já costumava ser um teste de paciência. O mais sensato seria simplesmente lhe dar as costas. Já era irritante o bastante ter de dividir o campo com ele. Porém, antes que pudesse se refrear, Oliver não conseguiu deixar uma provocação daquelas passar impune. A resposta veio antes mesmo que tivesse tempo de pensar melhor. “Você me chama de desesperado, mas é sempre você quem faz questão de notar quando eu apareço. Não é meio contraditório?” Uma sobrancelha arqueou-se em questionamento; o repuxar no canto dos lábios demonstrava toda a sua acidez e desprezo. “Sinceramente, Flint, eu nem tinha percebido que você estava aí. É difícil prestar atenção em algo tão insignificante.” Antes que pudesse continuar a provocá-lo, um riso descrente escapou de seus lábios. Marcus era uma piada de muito mau gosto, mas sem a parte engraçada. “Você sabe que essa teoria só funciona se eu acreditar que realmente vale a pena gastar meu tempo espiando você e sua equipe, não sabe? Se eu quisesse observar alguém jogar, escolheria alguém que fosse realmente bom. Mas fico feliz em saber que você repara tanto em mim.” O sorriso tornou-se um pouco mais convencido. As últimas palavras vieram afiadas, como se estivesse dando um aviso. “A única certeza que você pode ter neste momento é que serei um pé no seu saco, com toda certeza. Não tenha pressa, ok? Teremos o campeonato inteiro pela frente, o que significa tempo o suficiente para eu te esmagar como a baratinha que você é.”
Provocar era algo que o Zabini sabia fazer muito bem. Ele não se importava muito com repercurssões. Reclamadores, sempre, reclamariam. Depois de um bom jogo tudo que ele mais gostava era relaxar. Não importava se havia ganhado ou perdido, a verdade, era que só de jogar e estar em cima de sua vassoura já lhe dava todo o alivio que gostaria de sentir já que sua mãe mandava corujas e mais corujas sobre os cigarros que havia encontrado em seu quarto (após ela entrar sem permissão no mesmo). Oliver Wood de cabeça quente era uma boa distração.
Não sabia o que pensar sobre o outro jogador, tirando o fato de saber que ele era viciado no esporte. Tudo sobre Oliver parecia girar em torno daquele pequeno espaço, e isso era divertido. Blaise não poderia se dar aquele luxo, pois sua mãe jamais deixaria que ele se levasse por futilidades, mas era bom para ele o equilibrio. Estudos. Exercícios. Sociabilidade. Ele equilibrava tudo com tanta maestria que sua mãe não tinha muito do que reclamar (tirando os cigarros). Olhando para Wood novamente sua mente foi para um lugar divertido. Como que Oliver reagiria se ele fumasse em sua cara? Será que explodiria? Diria que não é saudável? Gostaria de tragar com ele?
Blaise não era estúpido. Ele entendia os olhares, a forma como era observado, e não era a primeira vez que isso acontecia com ele. Fossem homens ou mulheres. Blaise nunca ligou muito para isso. Já havia cedido ao prazer, mais de uma vez, tanto com homens quanto com mulheres, e algumas vezes até com os dois. O importante era conseguir sair da própria cabeça e não pensar em política, em sua casa, e qualquer que fossem as expectativas de sua mãe para ele. "A cor verde fica bem em você. Verde de inveja. É tão fofo esse seu bico por ter perdido." Deu alguns passos a frente. Não se importando que fosse visto, não tinha nada a perder. "Esse olhar significa que você não está me enganando."
Foi sua vez de cruzar os braços e encará-lo. "Qual o problema, não consegue lidar com o fato de um homem te encarando? Ou com o fato de você gostar de encarar e ser encarado por outro homem?"
Não era arrependimento. Não totalmente, pelo menos. Mas, assim que Blaise começou a falar, Oliver se questionou se realmente tinha perdido a cabeça ao ir até ele. Se revirasse mais os olhos, provavelmente eles acabariam parando atrás da própria cabeça. Se ao menos o sonserino tivesse ficado quieto ou fosse menos babaca... as coisas certamente seriam menos complicadas. Eles precisavam mesmo ter qualquer tipo de conversa? De qualquer forma, Oliver não era santo. Estava longe de ser um, na verdade. Mesmo contrariado, não deixaria uma provocação daquelas sair impune. A resposta veio antes mesmo que pudesse pensar melhor no que estava dizendo. A curiosidade e a ânsia por respostas que o haviam levado até ali foram rapidamente substituídas por irritação. “O mais impressionante dessa conversa é que você realmente acredita nisso. O dia em que eu estiver com inveja da Sonserina, pode me internar...” Não se intimidou com o passo que Blaise dera em sua direção. Uma sobrancelha arqueou-se em resposta, enquanto seus olhos permaneciam fixos no rival, analisando-o.
“Foi só um jogo perdido, Blaise. Acontece com os melhores. Um tropeço de vez em quando mantém as coisas interessantes. É preciso dar esperança para vocês de vez em quando, não é? No fim das contas, ganhar o campeonato será ainda mais prazeroso depois de dar a vocês a impressão de que tinham alguma chance.” Embora mantivesse um pequeno sorriso nos lábios, ele carregava muito mais desafio do que humor. Oliver sustentou o olhar do sonserino sem hesitar, embora começasse a suspeitar de que iniciar aquela batalha talvez não tivesse sido sua melhor decisão. A atração que sentia por Zabini era compreensível, mas valia mesmo a pena? Em algum lugar no fundo da mente, a pergunta insistia em surgir. Inclinando levemente a cabeça para o lado, o respondeu sem hesitar. “Não, não mesmo.” Oliver soltou uma risada breve. “Sabe, eu lido muito bem com o fato de um homem me encarar. A verdade é que isso está longe de ser uma novidade.” O olhar permaneceu preso ao dele por um instante. “Talvez o meu problema seja especificamente você. Você tem um talento especial para tornar qualquer situação tão insuportável.”
A provocação morreu em seus lábios quase no mesmo instante em que saiu. Ele deveria ter ido embora, qualquer pessoa minimamente sensata já teria ido havia muito tempo. “Estou começando a achar que um rostinho bonito não compensa uma personalidade tão irritante.” Não conseguiu esconder a própria decepção. No fundo, talvez já soubesse que aquela conversa terminaria exatamente daquele jeito. A cada minuto, ficava mais difícil lembrar o motivo que o trouxera até ali em primeiro lugar. Tudo o que queria eram respostas e, quem sabe, uma foda que o fizesse esquecer por algumas horas dos burburinhos que não se calavam dentro da sua cabeça. Pelo visto, porém, ficaria só na vontade. Os olhos percorreram o rosto de Blaise com uma atenção que definitivamente não ajudava sua situação. Passaram pela linha da mandíbula, demoraram mais do que deveriam na boca alheia e desceram brevemente pela lateral de seu pescoço. O goleiro soltou uma respiração curta pelo nariz antes de obrigar os olhos a voltarem para os dele. “É uma pena, realmente. É inacreditável o quanto você consegue estragar uma boa aparência quando abre a boca.”
Ela inclinou levemente a cabeça, observando-o por um segundo a mais do que talvez fosse necessário. Sempre havia algo familiar em Oliver; talvez porque, de algum jeito, com ele tudo parecia menos complicado. Mais leve. Como uma memória antiga que não envelhecia. Há alguns anos atrás, Daphne teve o prazer de notá-lo um pouco melhor. Havia dado duro nos treinos daquele ano, conseguia notar pela mudança de sua postura e como o corpo ficara mais robusto, e ela, bom, ela sempre foi ela. Obviamente que não se contentou somente em olha-lo, precisava ver de perto, e uma coisa levou a outra. Felizmente a amizade se manteve com os anos, graças a Merlin, porque Daphne definitivamente ainda adorava olha-lo de perto. "Hogwarts sempre foi fofoqueira," respondeu enfim, fazendo um gesto vago com a mão. "Só que agora que estamos isolados no castelo, com todo mundo entrando em colapso um por vez, sem nada melhor pra fazer aparentemente, as pessoas acabam buscando entretenimento em qualquer coisa." ela deu de ombros, a própria sendo uma especialista no assunto. Adorava o drama, as fofocas, os cochichos nos corredores. "Felizmente você foi o da vez." disse, lançando a ele uma piscadela cúmplice.
"Ah, com certeza!" concordou, assentindo com a cabeça "a segunda opção envolve muita testosterona reprimida, muito drama, você poderia até ter socado alguém. Merlin, consegue entender o quão sexy isso soa?" o tom de voz era nitidamente brincalhão, Daphne gesticulava todas as ações teatralmente só pra dar mais ênfase ao que dizia, trazia mais emoção a história. Entretanto, a risada seguida de um pequeno gemido, fez a expressão dela suavizar. "Um pouco." ponderou com a cabeça quando ele perguntou se havia ficado decepcionada, de um lado pro outro. "Vou continuar espalhando por aí a história da testosterona." brincou. Odiava o clima triste de enfermarias. Já não bastava para ele estar ali lesionado, não precisava de alguém o olhando com pena e todo cuidado do mundo. Daphne queria anima-lo, apenas. Mas a preocupação ainda permanecia ali, escondida no jeito como os olhos continuavam voltando para o braço dele.
A pergunta sobre Madame Pomfrey arrancou uma expressão instantaneamente ofendida. Daphne abriu a boca devagar, como se ele tivesse acabado de ataca-la pessoalmente. "Excuse me?" levou a mão ao peito, ultrajada. "Está me dizendo que eu atravessei metade do castelo pra verificar pessoalmente se você ainda estava vivo..." ela apontou pra ele acusatória. "e existe competição com Madame Pomfrey?" Daphne ergueu o indicador, balançando de um lado pro outro negativamente. "Estarei repassando essa informação para Minerva, acabou pra Pompom." Então inclinou um pouco a cabeça, um sorriso inevitável surgindo. Ela o observou por mais um instante antes de suavizar o olhar. "…I was a little worried, though." admitiu, um pouco mais quieta, quase casual, como quem não deseja fazer daquilo uma grande coisa. "É bom saber que você está melhor do que disseram."
Oliver talvez não colocasse aquilo em palavras, mas sua linguagem corporal dizia o suficiente. A presença de Daphne tornava tudo um pouco mais leve. Mesmo que a dor ainda fosse insistente, a conversa o distraía do acidente e, aos poucos, desfazia parte da tensão que carregava nos ombros. Era um alívio simples, mas bem-vindo. “Sim, faz todo sentido. Afinal, quem quer gastar esse tempo só estudando, não é? As pessoas têm coisas melhores para fazer. Fofocas são mil vezes melhores.” A ironia era tão evidente que dificilmente passaria despercebida. Oliver, acomodando-se melhor no encosto da cadeira, estava visivelmente incrédulo ao fato de que Hogwarts jamais deixaria uma história rodar pelo castelo sem acrescentar alguns detalhes dramáticos pelo caminho. Aqueles floreios eram ridículos, mas talvez pudesse transformá-los em algo útil, no fim das contas. Faltava um pouco da diversão que o quadribol costumava trazer para sua vida e, honestamente, havia destinos piores do que ser o alvo da fofoca da semana, para ser sincero. Pelo menos aquilo distraía sua mente do braço imobilizado e de todas as outras coisas nas quais preferia não pensar.
“Estou convencido! Acho que vou deixar a fofoca correr mesmo.” O sorriso ergueu-se em diversão. “Quero quebrar expectativas. Passei anos construindo uma reputação de atleta e capitão responsável e dedicado, talvez esteja na hora de as pessoas começarem a questionar tudo o que acham que sabem sobre mim.” Fez uma breve pausa, como se estivesse refletindo seriamente sobre o assunto. Os olhos encontraram os dela por um instante. Estava tentando se manter sério, como se fosse um assunto de importância máxima. “Um pouco de mistério faz bem para a imagem. Nem todos são sempre tão interessantes como você. Quem sabe daqui a uma semana eu já tenha participado de outra briga clandestina, desafiado alguém para um duelo e sido expulso por três professores diferentes. Estou tentando diversificar meu legado.” Tudo era ridículo demais para que ele conseguisse segurar a seriedade por muito tempo. A risada escapou pelo nariz antes que ele apontasse para Daphne em acusação teatral. Talvez estivesse ficando louco. Talvez tivesse machucado mais do que apenas o braço. Quem sabe tivesse batido a cabeça também. Ou talvez houvesse algo que foi acrescentado ao seu remédio sem que ele soubesse. De qualquer forma, por mais que tudo não passasse de uma grande brincadeira, Oliver estava genuinamente grato por tê-la ali.
A risada escapou pelo nariz quando ouviu a ameaça direcionada à Madame Pomfrey, em falso desespero. “Não, por favor. Pensei que fôssemos amigos e apoiássemos um ao outro. Não estrague meu esquema com a Madame Pomfrey, por gentileza.” Balançou a cabeça, como se a simples possibilidade fosse um golpe duro demais. “Os beijinhos nos machucados vou ter que guardar só para mim, mas os chocolates eu posso dividir com você. Somente ganhos, não?” O olhar acompanhou Daphne e o sorriso permaneceu preguiçosamente instalado em seus lábios. “Ah, é? Interessante. Muito interessante.” Inclinou-se um pouco para a frente, estreitando os olhos numa falsa suspeita. “Eu poderia jurar que ouvi você dizer que atravessou metade do castelo para fazer conferir se eu estava inteiro.” A provocação veio fácil, mas perdeu parte do tom despreocupado quando encontrou o olhar dela. Por um instante, apenas sustentou aquele contato visual, o sorriso diminuindo até restar algo mais sincero. “Obrigado por ter vindo, mesmo que tenha sido só para confirmar se eu ainda estava vivo.” Segredou aquelas palavras em um tom mais baixo que o anterior, como se fosse algo somente deles.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
ela tinha passado boa parte da tarde escrevendo as cartas que deveriam ser enviadas no dia seguinte. se perdendo em palavras românticas, organizando encontros, e fazendo de tudo para que as pessoas encontrassem seus pares perfeitos. o que fez com que se sentisse exausta depois de um tempo, era como se colocasse todas as energias que tinha naquilo, e depois de um tempo não sobrava mais nada. e sempre que isso acontecia, Wood estava ali para recarregar suas energias. conversar com ele sempre fazia com que se sentisse melhor, e mesmo quando o assunto acabava, e eles só ficavam em silêncio, como naquele momento, tudo ainda parecia certo.
haviam rumores. haviam teorias. mas nenhum dos dois falava a respeito. não confirmavam ou negavam. até porque não havia o que se dizer, Phoebe tentava não pensar muito a respeito, porque sabia que se o fizesse as coisas mudariam, e ela não estava preparada pra isso, talvez ficassem melhores, mas também podiam piorar, e para alguém que falava tanto em tomar riscos, em pular para o desconhecido, quando o assunto era Wood, ela preferia manter os dois pés bem presos ao chão.
o pedido para que ele ficasse saiu mais facilmente do que ela gostaria. não queria voltar para o dormitório ainda, não queria ficar sozinha com os próprios pensamentos ainda. talvez fosse por isso que se mantinha tão ocupada com os problemas alheios, porque não queria enfrentar os próprios quando o silêncio parecia grande demais. sentiu os olhos dele sob si, erguendo o seus seus, tentando ignorar o peso que pairava naquela simples pergunta. " se eu facilitasse não teria graça. " comentou indicando com a cabeça para que ele voltasse para o seu lado no sofá. " e você sempre pode dizer não... mas você nunca diz. ás vezes me pergunto o porque disso. "
Como esportista, Oliver aprendera desde cedo que a zona de conforto raramente era uma opção. Nada se ganhava com ela além de estagnação e, eventualmente, frustração. Melhorar significava se desafiar, insistir em coisas difíceis e se acostumar com o desconforto constantemente. Wood estava mais do que ciente disso, mas o problema residia no fato de que aquela lógica funcionava muito melhor dentro das quatro linhas do quadribol do que em qualquer outro aspecto da sua vida. A pergunta de Phoebe ficou ecoando na sua cabeça por tempo demais. Com ela, ele tendia a permanecer justamente na zona de conforto, naquela área cinzenta que, além de fácil de habitar, não exigia respostas, definições ou quaisquer riscos. Era simples continuar como estavam e, se ignorasse os ruídos no fundo da mente, bastava continuar existindo daquele jeito estranho que só fazia sentido para eles. Talvez fosse exatamente esse o problema.
O olhar acompanhou o movimento dela, indicando o lugar ao seu lado no sofá, antes que um sorriso de canto surgisse em seus lábios. Acabou voltando para lá quase por reflexo, o que provavelmente só fortalecia o argumento dela. “Você está jogando sujo, Duke.” Comentou, a voz um tom mais baixa. Havia uma honestidade quase incômoda ali. “Sabe muito bem que não precisa de muito esforço para que eu fique ou faça o que você me pede, não é?” Seu corpo relaxou um pouco mais contra o estofado enquanto desviava o olhar por um segundo, apenas para voltar a encará-la, fazendo questão de reorganizar sua mente. Com um movimento calmo, ele inclinou o corpo um pouco mais na direção dela, diminuindo a distância até que seus joelhos quase se tocassem. Ele não ia embora, o que não era nenhuma surpresa.
Sustentando o olhar de Phoebe, Oliver arqueou uma sobrancelha. Sabia perfeitamente que estaria pisando em terreno inseguro, mas precisava saber até onde iriam com aquilo. “Você verdadeiramente não sabe o porquê disso? Hm. O quão disposta você está para ouvir a resposta?” Não fez questão de amenizar o que quer que aquilo pudesse significar para eles, desafiando-a abertamente se assim ela quisesse, quebrando, por um instante, a barreira daquela zona cinzenta. Antes que o clima ficasse denso demais, ele deixou a tensão que sentia ceder, suavizando a expressão. Ele era um covarde, definitivamente. “Amanhã eu provavelmente vou me arrepender disso quando precisar acordar. Mas, já que fui desarmado, acho que o mínimo que você pode fazer é me dar um bom motivo para não pensar no quadribol pelas próximas horas. O que sugere?"
as iris negras ficavam escaneando o rosto de oliver porque sabia bem no que ele estava pensando. her again??? sabia que era no que ele estava pensando porque era no que ela estava pensando, eles pareciam planetas orbitando um ao redor do outro. sol e lua, sorriu internamente com esse pensamento, era muito claro quem era o sol e quem era a lua, e ao mesmo tempo ela não sentia como se isso fosse romance na verdade era algo quase mais profundo do que isso, se é que conseguia tentar trazer uma adjetivo para aquilo. viu como ele ficava brincando com a caixinha dos feijõezinhos e havia algo quase adorável na tentativa transparente de parecer menos vulnerável do que estava se sentindo, o sorriso interno que ela tinha formado ao comentar sobre aquela linha invisível que parecia os conectar saltou pra fora quase que imediatamente quando ele comentou sobre odiar quando ela fazia aquilo "e vice versa... porque se você pensa que não percebo quando você faz a mesmíssima coisa comigo, está redondamente enganado" semicerrou os olhos quase que brincando "porque percebo, wood... mas em sua defesa eu não preciso ler sua mente pra ver que tem algo claramente te incomodando, ou você vai me dizer que perambular pra lá e pra ca como se estivesse em eterna agonia é normal?” comentou com suavidade, a ironia elegante o suficiente pra amortecer o peso da sinceridade, “poderia até chutar que é o quadribol mas já vi você surtar sobre quadribol antes e não é desse jeito... acho”
ela ficou quieta então, enquanto observava ele admitir, finalmente, que estava apavorado, e por um instante a expressão dela suavizou daquele jeito raro, quase imperceptível, porque se o chute dela estiver certo... talvez entendesse aquilo melhor do que gostaria “its the thought of getting out there thats scaring you? with... you know who and everything else?” murmurou mais baixo, o olhar desviando brevemente pras janelas antes de voltar pra ele. porque era o dela. porque ela via como draco malfoy se encolhia pelos corredores sem nem perceber, porque sabia que seu namorado embarcava em missões suicidas dia sim dia não, sabia que sua família continua comparecendo nas reuniões com ele por medo do que ele poderia fazer com eles se não fossem.... então a pequena risada cansada dele veio junto daquela observação sobre ela entender exatamente o que ele queria dizer, e emma sustentou o olhar dele por um segundo mais longo dessa vez, como se estivesse decidindo o quanto responder honestamente, “talvez porque eu entenda” admitiu quase distraída, embora houvesse alguma coisa mais pesada escondida por baixo das palavras, mas o comentário seguinte arrancou dela uma pequena risada, e ela inclinou levemente a cabeça como se estivesse reconsiderando toda a situação sob uma perspectiva muito específica, “you're the one saying it! not me! em minha defesa eu só estava querendo saber onde diabos você tinha se enfiado quando deveriamos ter nos encontrado na biblioteca 10 minutos atrás" a risada tinha cessado mas o sorriso permanecia grudado no rosto "or maybe you needed me here. vai saber!"
Oliver podia não compreender como aquilo era possível, mas a verdade era que realmente não se importava, desde que pudesse continuar contando com a presença dela por perto. As aparições constantes de Emma, embora irritantes em alguns momentos, traziam uma estranha sensação de familiaridade, principalmente para alguém que vinha se sentindo um peixe fora d’água desde que os últimos acontecimentos implodiram em Hogwarts. Pelo menos havia uma coisa que permanecia previsível, e Merlin sabia o quanto ele precisava disso. Imaginava que, de alguma forma, ela também se sentia assim em relação a ele. Por isso, não conteve a risada baixa que lhe escapou quando Emma apontou a própria hipocrisia dele. Fazia total sentido. “Culpado! O sujo falando do mal lavado...” Constatou a própria hipocrisia em um tom claramente brincalhão, embora não tenha conseguido sustentá-lo por muito tempo. Manteve o olhar sobre a morena enquanto uma expressão mais séria tomava conta de seu rosto. “Não consegui disfarçar isso muito bem, consegui?” A pergunta veio acompanhada de um pequeno sorriso sem graça. “Não que minha intenção fosse esconder isso, mas...” Deu de ombros, simplesmente. Não havia muito motivo para fingir, pelo menos não com Emma.
Todos os planos que traçara para aquele último ano haviam sido descartados pelo universo sem mais nem menos e, controlador como era, Wood só pôde engolir em seco e aceitar. Ou, pelo menos, fingir que estava aceitando. Um fingimento bastante fajuto, considerando que a agonia denunciada por Emma transparecia com clareza em seu rosto. Ele ainda não sabia muito bem o que fazer quando o esforço, sozinho, não era suficiente para consertar alguma coisa. Estar perdido era praticamente seu segundo nome naquele momento. A menção ao que os aguardava do lado de fora do castelo arrancou do goleiro um silêncio mais longo do que pretendia. “Parte disso é sobre ele, sim.” Admitiu sem rodeios. “Seria idiotice fingir que não é. Você acha que existe alguma relação entre ele e tudo isso que está acontecendo aqui?” A pergunta escapou antes mesmo que pudesse refletir muito sobre ela. “Mas, de qualquer forma, acho que o problema é... tudo.” Deu uma breve risada pelo nariz, sem qualquer humor verdadeiro. “É a sensação de que tudo ficou fora do meu alcance e incerto demais. Não é só o quadribol. É a escola e o futuro também.” Os olhos finalmente voltaram para Emma, mais carregados do que gostaria. “Eu passei a vida inteira acreditando que, se trabalhasse o suficiente, as coisas acabariam dando certo. Agora não tenho tanta certeza. Haverá futuro, aliás?” Houve uma pequena pausa. “Isso é assustador pra caralho.”
Por um instante, observou Emma com mais atenção. Sem grandes pretensões, apenas constatou o que percebeu ali. “Acho que essa sua pergunta não veio do nada.” O olhar permaneceu sobre ela por alguns segundos, com intenção de captar alguma coisa, qualquer coisa, que pudesse ter deixado escapar. “Você está preocupada também, não está? Com ele, com o que isso representa ou pode representar, não é?” A voz saiu mais suave dessa vez. Quem diria que Hogwarts reservaria tantas surpresas justamente no último ano deles? Que ironia. Já que a sinceridade parecia estar jorrando aos montes naquele momento, não se impediu de dizer as próximas palavras. “Eu provavelmente estaria sozinho com a minha própria cabeça agora se você não tivesse aparecido e isso raramente acaba bem.” O canto da boca ergueu-se outra vez, num sorriso pequeno e também cansado. A caixinha de feijãozinho já há muito esquecida... “Então... obrigado por ter aparecido ou algo do tipo. Eu irei te compensar depois, prometo!"
Entre todos os cenários caóticos possíveis daquela semana — e Merlin sabia que ela já tinha acumulado material suficiente pra um colapso nervoso completo — topar com uma fotografia dela e seu ex não estava exatamente no bingo. Especialmente quando ela já estava começando a perceber, com um atraso humilhante, o tamanho do estrago que vinha espalhando por aí. O canto da boca dela ergueu num sorriso enviesado, daqueles que vinham automaticamente quando não sabia muito bem o que fazer com o próprio desconforto. “Uau.” ela soltou, olhando da fotografia pra ele. “Você realmente escolheu violência emocional numa terça-feira qualquer.” O tom veio leve, provocativo, mas tinha alguma coisa meio cansada escondida ali. Porque ela estava cansada. De si mesma, principalmente. Mas a piada morreu um pouco rápido demais. Parcialmente porque Ginny vinha tentando ser uma pessoa um pouco mais controlada depois do último estrago. Mas principalmente porque, pela primeira vez em semanas, conseguia enxergar de fora o tamanho da bagunça que sentimentos mal resolvidos conseguiam fazer. Ela soltou o ar devagar pelo nariz. "É uma pena, se quer saber, que essa foto carregue algum tipo de rancor residual." A provocação saiu mais suave dessa vez. Talvez até mais cautelosa. Estava começando a entender como era estar do outro lado da coisa. Gostar de alguém num timing horrível. Uma parte dela queria falar sobre aquilo, a outra, um pouco mais sensata, sabia que ocupar Oliver com traumas passados não era exatamente a melhor escolha. "Bom, parabéns então, acho." um sorrisinho torto surgiu. "você oficialmente está na lista de pessoas que provavelmente mereciam uma Ginny menos emocionalmente confusa." ela estendeu a foto em direção a ele, sentindo até um certo pesar com tudo aquilo. "Talvez vá te fazer melhor saber que arrastar gente demais pra dentro da minha bagunça já está tendo boas consequências," Ela apontou vagamente pro nada — que claramente significava o incêndio social completo que era sua vida naquele momento. Mas o olhar dela continuou nele. Mais honesto do que provavelmente pretendia. “e se serve de consolo, você continua absurdamente bonito quando tá ressentido. Muito atleta aposentado, cansado depois de treinar seu time e acabar encontrando sua ex segurando uma foto que claramente ela não deveria saber da existência.” disse como se a vulnerabilidade tivesse durado tempo demais e ela precisasse voltar pro território seguro da provocação.
Oliver acabara de atingir um nível inédito de patetice. Nem ele imaginava que fosse capaz de tanto. Era difícil se desapegar de velhos hábitos, e Wood estava começando a se dar conta disso. Por mais que toda aquela história ainda o atingisse em lugares que preferia não examinar com muita atenção, viu-se mais preocupado com o desconforto aparente de Ginny do que com o próprio ressentimento, o que era loucura. Aquilo provavelmente dizia coisas preocupantes sobre ele; era culpa do seu coração mole, que visivelmente o estava traindo. O goleiro tinha seu orgulho e, se deixasse aquele ressentimento se dissipar tão facilmente, provavelmente estaria traindo alguma regra não escrita sobre dignidade pós-término ou algo do gênero. É, definitivamente, ele era patético. “Você pode me culpar por isso?” Oliver balançou a cabeça, quase rindo de si mesmo. “Preciso preservar o que restou do meu orgulho, por mais patético que isso soe.”
Os olhos recaíram sobre Weasley por alguns bons segundos. Ao mesmo tempo em que queria desligar o cérebro e simplesmente dizer tudo o que passava pela sua cabeça, sem filtros, sem orgulho e sem medo das consequências, outra parte sua insistia em refrear a si mesmo. Era tarde demais para aquilo, não era? A verdade é que ele estava cansado, e prolongar aquilo era um martírio que não precisava atravessar duas vezes. “Ginny... eu não teria guardado essa foto se ela não tivesse significado alguma coisa para mim. Ela estava meio esquecida no fundo da bolsa, mas é uma boa memória. Meio agridoce, talvez. Mas, ainda assim, uma boa lembrança.”
Com essa deixa, finalmente pegou a fotografia que ela lhe oferecia. O olhar demorou alguns segundos sobre a imagem antes que voltasse a falar. “Não vou mentir para você. Eu gostaria que as coisas tivessem sido diferentes e que você não tivesse feito o que fez. Não foi justo com os meus sentimentos por você. É até meio irritante admitir isso, mas eu não consigo olhar para essa foto e fingir que me arrependo de tudo.” No fim das contas, apenas deu de ombros. “Não, isso não me faz sentir melhor. Nem de longe. Mas fico satisfeito que você reconheça isso. Alguém precisa assumir a responsabilidade por ter partido o coração de um jovem inocente.” A provocação veio sem que ele sequer percebesse, mas durou pouco. Não conseguia sustentar a brincadeira por muito tempo, o que era um indício claro do quanto ainda estava magoado.
“Eu não posso fingir que nada aconteceu. Não seria justo. Você me enganou, e eu passei tempo demais me perguntando o que havia de errado comigo por não ter percebido antes que você estava me usando. Ainda estou irritado por ter deixado isso acontecer, na verdade. Então, me desculpe se eu ainda não consigo transformar isso numa conversa sobre amadurecimento e essas merdas todas.” Houve uma pequena pausa em suas palavras. Ele precisava muito colocar a cabeça no lugar; se não, se perderia novamente e diria coisas que não devia. Naquela altura, não queria apaziguamento nenhum, mas também não queria causar mais danos entre eles. Além de serem companheiros de casa, eram companheiros de equipe, e nada podia ficar no caminho do campeonato. “Espero que consiga o que quer. De verdade.” Deixou o restante subentendido. Não queria dizer o nome em voz alta. “Espero que tenha valido a pena, pelo menos.”
luna observou oliver em silêncio enquanto ele falava. quando ele se desculpou, o sorriso pequeno voltou ao rosto dela e balançou levemente a cabeça. ❝ — você não é um idiota. pessoas só fazem perguntas estranhas quando alguma coisa dentro delas está tentando encontrar uma resposta também.❞ — respondeu com simplicidade, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. sua capacidade para soltar frases filosóficas era realmente assustadora, como comumente observavam seus amigos. então apoiou o queixo na mão por um instante, observando-o com mais suavidade agora que ele finalmente tinha admitido em voz alta o que parecia estar carregando. ❝ — acho que acontece muito com pessoas que vivem para uma coisa só. estou correndo o risco de parecer uma psicóloga aqui, mas quando a coisa que ocupa tanto espaço na sua vida para por um segundo… fica um espaço enorme. e o quadribol sempre foi muito barulhento em você, oliver. talvez seja a primeira vez em anos que você realmente consegue escutar o resto.❞ — havia zero julgamento na fala dela. apenas constatação. o comentário final arrancou dela uma risada baixa, quase surpresa. ❝ — ah, não é fácil. eu só parei de tratar o silêncio como se ele fosse um inimigo. quando você para de lutar contra ele, percebe que ele não quer te engolir o tempo todo. além do mais, esse talvez seja um dos momentos da sua vida que vai ser impossível estar sozinho. por mais que estar sozinho não seja só sobre estar ou não com pessoas... você está cercado com pessoas que gostam de você, não? talvez devesse depender mais delas.❞ — sugeriu com uma calma tranquila, como se sugerisse que ele experimentasse um sabor novo de bolo.
Não seria exagero dizer que Oliver poderia ouvir Luna falar por horas sem sequer perceber o tempo passar. Ela parecia traduzir em palavras todo o caos que ele carregava no peito havia semanas e, pela primeira vez em muito tempo, Wood sentia que podia simplesmente parar de lutar contra os próprios pensamentos por alguns minutos. Era visível que a escutava com atenção genuína. O olhar permanecia fixo nela, mas sem a intensidade inquieta de antes do início da conversa; agora havia apenas uma concentração absoluta, assimilando cada palavra com o mesmo cuidado que Luna parecia demonstrar ao lidar com as preocupações dele. Wood estava verdadeiramente tocado. Sua gratidão era perceptível no olhar.
O sorriso que surgiu em resposta era pequeno, mas era sincero e desprovido das inúmeras defesas que erguia sempre que precisava mostrar-se um pouco mais vulnerável aos outros. "Você está certa. É estranho aprender a ouvir o resto das coisas depois de passar tanto tempo escutando uma coisa só." Wood estava genuinamente impressionado com a naturalidade que as palavras proferidas por Luna o balançaram. Ao relaxar as costas contra a cadeira, Oliver percebeu que parte da tensão em seus ombros havia simplesmente desaparecido durante a conversa. Os dedos antes inquietos tamborilavam devagar contra a madeira do banco em que estava sentado, num ritmo muito mais calmo do que antes. "Se quer saber a minha opinião, acho que você daria uma psicóloga excelente, Luna."
A mandíbula tensionou-se de leve antes dele revoltar a falar, agora num tom mais baixo e honesto. Os olhos recaíram brevemente sobre as próprias mãos. "Passei tanto tempo tentando parecer no controle que agora nem sei direito como admitir quando não estou. Ao que tudo indica, tenho algum trabalho para fazer em relação a isso." Oliver respirou fundo, estava finalmente aceitando dizer algo que normalmente engoliria em silêncio em outros momentos. "Acho que vou levar um tempo para aprender a depender mais dos outros, mas… obrigado por me dar esse empurrãozinho. Eu realmente não queria te aborrecer com meus parafusos a menos, me desculpa." O olhar voltou para Luna com uma suavidade rara. "Se algum dia precisar desabafar, sumir por algumas horas ou só de alguém para escutar você falar… eu estou aqui." Ele não era o melhor em agradecer, mas fizera questão de que ela soubesse que poderia contar com ele, caso precisasse.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Um de seus passatempos favoritos, se é que poderia descrever assim, era observar as pessoas ao seu redor quando precisava esvaziar a própria mente e imaginar o que estaria se passando na alheia. Poderia soar estranho, talvez fosse; porém, seria capaz de passar horas absorta na brincadeira, refletindo quem estaria tendo um bom dia ou não, quem precisaria de companhia, de conselhos... Mesmo que pudessem ser vistos como desnecessários e intrusivos, tentava medir até onde seria saudável intervir. Quando Oliver passou por si com aquele ânimo, se tornou bem claro que havia algo errado. Não se recordava de tê-lo visto assim antes, o que a fez saltar do banco, enrolando o pergaminho de transfiguração para guardar em sua bolsa enquanto tentava alcançá-lo. ❝Não é uma provocação.❞ Revirou os olhos diante da acusação alheia, levando uma mão ao coração como se apenas a possibilidade a ofendesse. Podia gritar bastante contra seus adversários durante os jogos, mas não era como se fosse fazer isso de graça! Soltou o ar de seus pulmões em certo exaspero, incerta de como organizar seus pensamentos de uma forma que também fosse compreendido pelo grifano, já que realmente havia sido interpretado como uma provocação, aparentemente. ❝É apenas um conselho... Meu avô sempre dizia isso para nós quando estávamos com medo de arriscar em alguma modalidade nova de arte pela possibilidade de sermos ruins nela.❞ Explicou, ajustando a mochila nas costas em um indicativo de nervosismo, o que não era particularmente comum da sua parte. ❝Você foi bem ruim no quadribol algum dia e só conseguiu se tornar bom nisso porque aceitou esse fato... Um deslize, uma imperfeição não impede que seja bom em algo.❞ Sua conclusão ainda soava um pouco incerta, como se temesse ser tratada como maluca, mesmo que já fosse habituada com isso. Quando ouviu sua provocação, porém, teve de soltar uma risada baixa. ❝Apanhar é um exagero. Sabe muito bem que quase empatamos no ano passado... E se fosse considerar apenas o saldo de gols, teríamos ganhado!❞ Bufou com a lembrança. Reconhecia que a Grifinória havia tido uma boa temporada, mas não o diria em voz alta. Segurou os cabelos para que não voassem com a brisa que atingiu o corredor, voltando a atenção para um dos arcos que permitia enxergar os dois castelos ao longe. ❝Sinto falta do quadribol... Parece que vou enlouquecer se continuarmos presos por muito mais tempo.❞
Oliver ficou esperando por alguma puxada de tapete que porventura pudesse vir da figura feminina à sua frente. Não veio. Já devia ter sabido disso antes. Wood podia estar pilhado e com o humor péssimo, mas nunca tivera qualquer desavença realmente séria com a lufana. Quando acontecia, eram apenas coisas das quatro linhas e, justamente por isso, sua desconfiança agora parecia não fazer sentido algum. Era só seu estresse e mau humor falando. Por alguns bons segundos, sentiu-se um verdadeiro idiota o que, honestamente, já começava a entrar para a lista de sensações recorrentes dos últimos tempos… ou seja, mais uma preocupação para atormentá-lo quando estivesse com a cabeça no travesseiro naquela noite. De qualquer forma, precisava se recompor. Sair atirando para todos os lados não estava lhe fazendo bem algum.
“É um bom conselho, vindo do seu avô.” Foi o que conseguiu dizer primeiro, depois de alguns segundos em silêncio. Constrangido talvez não fosse exatamente a palavra para descrevê-lo naquele momento; talvez estivesse apenas um pouco desgostoso consigo mesmo pela forma como se comportara. “Por favor, não espalhe isso por aí.” O canto da boca ergueu-se num quase sorriso cansado. “Até onde sabem, eu nasci um gênio do quadribol desde o dia 1. Não queira arruinar minha reputação, por gentileza.” Tentou fazer graça, mas o tom leve se perdeu no meio do caminho. “Você está me dizendo que existe a possibilidade de eu não nascer absurdamente talentoso em tudo? Isso é devastador demais ouvir.” Oliver levou a mão ao peito num falso choque dramático. A expressão divertida, porém, não durou muito. “Mas acho que entendi o que você quis dizer.” A voz saiu mais baixa dessa vez. “Quando as coisas fogem um pouco do meu controle, eu tendo a me desesperar. Um pouco… ou muito. Estar com as mãos atadas é um dos piores sentimentos do mundo.”
Desviou o olhar por um instante, soltando uma respiração cansada pelo nariz antes de continuar. “Está sendo difícil imaginar qualquer coisa além do quadribol agora. Sei que parece meio patético quando digo em voz alta, mas…” Deu de ombros, sem muito jeito. Apesar das coisas absurdas que aconteciam em Hogwarts desde que adentrara a escola como primeirista, era a primeira vez que se sentia tão exposto daquela forma. Oliver não fez questão de acompanhar o olhar da outra pessoa. Já sabia exatamente para onde ela estava olhando, e tudo o que mais queria era não precisar encarar aqueles castelos de novo. “De qualquer forma… obrigado. Sei que isso tudo também deve estar sendo horrível pra você." Estava sendo realmente sincero. Naquela altura da conversa, seu humor começava a melhorar, e isso já tirava um peso considerável de suas costas. “Então me diz uma coisa.” O canto da boca ergueu-se de leve outra vez. “A essa altura, você acha que vale a pena investir no Xadrez Bruxo? Podemos começar uma nova revolução, uma nova era competitiva nessa escola. Deveríamos?”
starter fechado para lavender brown / @musingwithspells
FLASHBACK
Estava cada dia mais difícil se policiar perto de Lavender. Oliver não era do tipo que se dava ao trabalho de fingir coisas por aí. Quando sua expressão fechava, normalmente só se afastava até conseguir voltar recomposto. Bem, não era exatamente o caso naquele momento. Nunca conseguira — e provavelmente nunca conseguiria, sendo completamente sincero consigo mesmo — dizer não a Lavender. Principalmente quando ela estava tão… radiante.
Oliver não soube exatamente quando começou a olhar Brown com outros olhos. Foi um choque perceber que já não a enxergava do mesmo jeito que antes — por mais estranho que aquilo soasse para princípio de conversa. Durante muito tempo, era exatamente isso que ela tinha sido para ele, uma amiga e sua pessoa favorita no castelo. Uma presença constante que, em algum momento, simplesmente deixou de ser apenas confortável e começou a se tornar verdadeiramente importante. Só que Oliver demorou tempo demais para perceber o que aquilo realmente significava; qual era o seu verdadeiro sentimento em relação a ela. Wood demorou demais para se dar conta de algo tão... simples. Demorou tempo o suficiente para ouvir Lavender falar sobre Ron Weasley com aquele brilho irritantemente óbvio nos olhos. Tempo suficiente para entender que provavelmente perdera a sua chance antes mesmo de saber que existia alguma coisa para perder à princípio. Então fizera o que sempre fazia quando não sabia lidar com algo; sim, ele engolira tudo em silêncio e fingira que nada tinha mudado, mesmo que claramente tivesse mudado para ele.
Naquela tarde, Lavender falava sobre alguma coisa que Oliver honestamente já não conseguia realmente acompanhar. Estava prestando atenção nela — na verdade, talvez estivesse prestando atenção demais para o próprio gosto. Por causa disso, não demorou para perceber um cheiro diferente. Também não demorou para ligar os pontos e começar a deduzir coisas. “Ela estava se arrumando?” Foi o primeiro pensamento que lhe passou pela cabeça. Antes que pudesse pensar melhor sobre o que estava fazendo, as palavras simplesmente escaparam. “What’s that perfume you’re wearing?” Wood sabia que aquilo definitivamente não parecia uma pergunta normal, principalmente vinda dele, mas não conseguiu se impedir de fazê-la. “Merlin, ele devia mesmo estar perdendo a cabeça.” De verdade, ele estava começando a perder completamente a capacidade de agir como alguém minimamente normal perto dela — e honestamente, aquilo parecia o fim do mundo ou talvez o fim já tivesse começado fazia tempo, e Oliver simplesmente demorara demais para perceber. "Deixa 'pra lá! O que está aprontando, afinal?"
starter fechado para blaise zabini / @musingwithspells
Seria muito mais simples se aquilo estivesse tudo somente na sua cabeça. “Por que as coisas não podiam ser mais simples?”, questionou a si mesmo com impaciência, a mente fervilhando naquele momento. A verdade era que Oliver começava a suspeitar de que sua interpretação talvez não estivesse tão errada assim. Não era de hoje que percebia a troca de olhares longos demais com Blaise para que aquilo fosse apenas coincidência ou alguma nova forma particularmente irritante de provocação entre eles. Não era de hoje que tinha percebido o jeito como as discussões idiotas entre os dois pareciam ganhar um “q” a mais, uma tensão que definitivamente não tinha muita relação com quadribol, para ser honesto.
Oliver passava tempo demais revivendo aqueles momentos mentalmente, tentando decidir se estava lendo coisas demais onde provavelmente não existia nada. Sim, Wood reconhecia que aquilo era completamente ridículo e perigoso também; afinal, era o capitão da sua equipe, e cair nas garras de um rival não parecia um cenário muito bom. Mas, ele precisava de respostas, e a única coisa que sabia era que a densidade do ar sempre parecia mudar quando Blaise chegava perto demais, e o grifinório estava começando a perder a paciência. Talvez, só talvez, fosse exatamente por isso que, naquela noite, depois daquele maldito jogo, decidiu parar de ignorar aquilo — o grande elefante na sala — ou tentar, pelo menos.
Quando sentiu o peso do olhar de Zabini sobre si outra vez, foi até ele sem pensar demais, sustentando o contato visual durante toda a aproximação. Queria testá-lo, ver qual dos dois desviaria o olhar primeiro. Sua cabeça ainda fervilhava com o jogo perdido, mas precisava de uma distração, pelo menos naquele momento. Wood estava genuinamente intrigado, e não era apenas com a minicompetição que montara em sua cabeça sobre quem sucumbiria o olhar primeiro. Ele estava realmente curioso para saber o que Blaise faria. Ao apoiar o ombro na parede mais próxima do sonserino, a postura era uma tentativa falha de parecer casual. "Tem algo a dizer, Zabini?" Era quase automática a provocação. Fácil de administrar. Difícil mesmo era interpretar o olhar que recebia em resposta. Não se reprimiu tampouco. Queria e precisava de respostas.
Por algum tempo, deixou que o silêncio entre os dois se estendesse. Oliver podia sentir a própria pulsação acelerar de maneira irritante enquanto tentava decifrar aquela expressão enigmática de Zabini. Antes que pudesse pensar melhor sobre o que estava fazendo, ou acovardar-se, quebrou a tensão com ironia. "Do I look like someone who knows what that means?" Precisava saber o que aquele olhar dele realmente significava, e não desistiria até descobrir.
“Oliver Wood, sinceramente…” murmurou, aproximando-se devagar, a voz carregada daquela indignação elegante que ela reservava para situações profundamente absurdas. “Você não pode simplesmente aparecer quebrado desse jeito e esperar que Hogwarts aja com equilíbrio emocional. Essa escola vive de boatos e carboidratos.” O olhar dela percorreu o braço imobilizado, depois o rosto dele, e então o corredor da enfermaria, claramente decepcionada com a ausência de sangue espalhado pelas paredes para combinar com os rumores. “Até agora eu ouvi quatro versões.” começou a contar nos dedos. “Na primeira, você entrou uma briga bastante acalorada por abstinência do quadribol. Na segunda, agrediu um monitor porque ele chamou os Artilheiros da Grifinória de medíocres.” fez uma pausa breve. “Essa eu particularmente achei a mais convincente.” Ela inclinou a cabeça antes de continuar. “A terceira dizia que você foi derrubado da vassoura pelo Filch porque simplesmente surtou e decidiu improvisar um quadribol no meio do pátio.” o olhar dela estreitou minimamente. “E a quarta…” ela precisou conter um sorriso. “A quarta afirmava que você entrou em um surto emocional tão intenso sem quadribol que tentou literalmente escalar uma parede.” Os olhos claros voltaram para o braço dele outra vez, e dessa vez havia um resquício genuíno de preocupação escondido sob o teatro. “Merlin, você é tipo um sonho molhado da Madame Pomfrey, sabia? Um homem incapaz de permanecer intacto por mais de duas semanas.” comentou suspirando, a cabeça balançando negativamente. “Agora, entre nós, o que realmente aconteceu?”
Toda vez que Daphne se aproximava, Oliver entendia (ou relembrava, para ser mais exato) o motivo pelo qual entregou seu primeiro beijo para ela — não que falasse isso em voz alta, era meio constrangedor, mas, no seu íntimo, era uma lembrança que guardava com bons sentimentos. Claro, ela era (é) linda de morrer, mas tinha algo em sua energia que parecia desacelerar o mundo ao redor, uma presença tão cativante que desarmava qualquer um. Podia ser estranho explicar para quem não estivesse em sua cabeça, mas aquele momento com ela o fizera criar um afeto genuíno pela loira. Embora não sentisse mais nada propriamente romântico por ela, o carinho se prolongara através dos anos, e isso explicava muito o sentimento que era visível nos seus olhos.
Nos últimos dias, seu humor não estava dos melhores, mas naquele momento, pôde deixar isso para lá por algum tempo. Enquanto a ouvia com a devida atenção (afinal, existia como desviar o olhar dela?), foi reagindo às opções que ela apresentava, uma mais absurda que a outra, de fato. No fim, só pôde se dar ao trabalho de rir mesmo. As pessoas realmente não o conheciam. “Hogwarts sempre foi fofoqueira assim ou isso é por causa de estarmos todos presos aqui?” Não se aguentou e a questionou; embora não fosse uma pergunta séria, ele estava genuinamente curioso. “Eu deveria mesmo te contar? Vai perder todo o mistério... Talvez eu tenha gostado mais de uma das opções. Acho que concordamos que a segunda opção é a melhor. Deixemos assim por enquanto." Era uma péssima tática, mas fazia bem ao seu ego, que andava bem ferido ultimamente; e a verdade por detrás daquilo tudo era bem mais simples e sem graça, até. Sustentar aquela posse de descolado definitivamente não combinava com ele. Quando percebeu, se debulhou em risos, mas ao final da risada, deixou escapar um gemido mínimo de dor; tinha exagerado na dose. Não deixou o mistério se desenrolar por muito tempo.
“Fui tentar fechar o ângulo do artilheiro antes que ele finalizasse. Nos chocamos; estávamos, os dois, rápidos demais, as vassouras se enroscaram e eu acabei levando a pior no impacto. Decepcionada?” Ele levou a mão instintivamente ao braço machucado, contraindo de leve os olhos quando os dedos pressionaram o lugar atingido. Só de remontar a cena na cabeça, parecia que a pancada ainda ecoava internamente. Já fazia uns bons meses que não se machucava dessa forma. Ao pensar na enfermaria de certa forma, retornou ao assunto que, de primeira, deixara passar. “Espera... voltando a Madame Pomfrey, não é todo mundo que recebe sapos de chocolate e um beijinho no machucado? É só comigo?” Um sorriso de canto, puramente brincalhão, surgiu em seus lábios enquanto sustentava o olhar dela. A graça na própria voz deixava claro que não passava de uma brincadeira para quebrar o gelo. Não queria deixá-la preocupada consigo, embora imaginasse que aquela não fosse verdadeiramente uma de suas preocupações, afinal.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Haviam poucas pessoas nesse mundo que faziam Rosalie repensar algumas vezes sobre seu modo de agir ou repensar se era correto afastar todos e trata-los como peças de um quebra-cabeça em seu caminho. Sabia que perdia muito com tal postura, sem conexões verdadeiras, criando-se isolada em uma fortaleza e querendo ou não, isso a machucava; Rosa queria ser como os outros jovens de sua idade, tendo dramas da sua idade e se apaixonando, vivendo a vida por ai, mas ela era diferente de todos e sempre seria — por mais que existissem maldições por ai, a dela era única, era uma condenação. E perder uma pessoa que nem ao menos havia percebido que fazia parte de algo que não conseguia nomear, doía; Era esse sentimento que sentia toda vez que encarava o rosto de Oliver. Uma conexão querida que perdeu por medo, recuando como uma medrosa.
E a única maneira que Rosalie conhecia para afastar alguém era sendo grossa, acida e maldosa — embora ainda tomasse cuidado para não machuca-lo por completo, apenas causando arranhões que o deixariam longe; sem insistência na presença dela. Todavia, ao mesmo tempo, queria ficar perto dela — e realmente não entendia porque isso acontecia, porque ainda se preocupava o Wood após ter tomado tal escola. Fora ela que escolheu se afastar, deixa-lo longe. Então, tentando suprir essa maldito e complicado sentimento, estipulou joguinhos, irritando-o ao ponto do rosto do jogador ficar vermelho rostos, tornando-se presente na vida dele… mesmo que fosse de um jeito errado.
"E porque não seria importante, Oliver?" O nome dele saiu com um gosto diferente de sua boca, percebendo que hoje o ex-amigo estava em ume stado diferente; Estressado com seja lá o que fosse e isso a preocupada, o que poderia ter acontecido? "Nenhuma outra pessoa seria tão divertido quando você, então não" Diz firme, batendo o pé no chão "O que aconteceu para deixar seus nervos desse jeito?" Pergunta em um tom debochado, escondendo a verdadeira preocupação.
Oliver nunca fora exatamente do tipo sonhador. Sim, era verdade que quadribol era sua vida inteira e, em relação à carreira profissional, tinha muitos sonhos — ou quase isso. A verdade é que não os encarava como sonhos, mas como metas. Tinha grandes objetivos para o próprio futuro como atleta de quadribol. Por isso, era difícil imaginar o próprio futuro para além do esporte. Gostava de viver o presente e o vivia intensamente. No fundo, sabia que estava sendo um pouco dramático com tudo aquilo. Ok, talvez bastante dramático, para ser sincero. Mas, não conseguiria ser de outra forma.
Ninguém sabia o que realmente estava acontecendo e, talvez, eventualmente (era o que se dizia pelos corredores), as coisas voltassem ao normal — ou ao que deveria ser — e tudo aquilo não passasse de uma adversidade passageira. Mas Oliver também não era do tipo otimista e, por viver o presente de forma tão intensa, aquela situação mexia com ele mais do que deveria. Não existia nada mais assustador para ele do que viver sem aquilo que realmente amava e almejava, e seu pior pesadelo era precisar abrir mão disso. Sabia que seus pais eram felizes trabalhando no Ministério e não via problema nenhum nisso, mas aquele emprego não era para ele. Nada daquela vida o atraía. Precisou ouvir bastante dos pais nos últimos anos e, por mais que não gostasse de chateá-los, estava convicto do que queria para si, mesmo que tivesse que contrariar a opinião deles, que queriam que ele tivesse um emprego que traria mais segurança e estabilidade.
De forma quase obsessiva, Oliver não conseguia parar de pensar... Sim, sua cabeça não parava nunca. Antes, era o quadribol que invadia sua mente e o fazia praticamente viver em função daquilo. Agora, embora o assunto ainda fosse relacionado ao esporte, todas essas preocupações decorrentes da suspensão oficial dos jogos da temporada e da incerteza que aqueles dois castelos trariam para sua vida (e para a vida de todos, sejamos honestos), não o deixavam sossegar. Por isso estava mais ausente do que gostaria. Sabia que ninguém precisava lidar com as suas merdas, por isso se afastara de todos. E por mais que Rosalie não fosse sua pessoa favorita no momento, não queria explodir com ela, principalmente na frente dela. Naquela altura, não seria exagero dizer que ele era uma granada prestes a explodir.
Era exatamente por isso que a olhava tão sério; seu semblante inteiro denunciava que aquele não era o momento para que ela o provocasse. Arrependeu-se amargamente por não ter virado as costas e saído dali no segundo em que notara sua presença. Mas seu desejo de despejar um pouco da raiva que sentia por tudo aquilo fora mais forte que ele. Quando percebeu, já estava a retrucando. “Você não tem nada melhor para fazer?” O riso que deixou escapar era curto e sem humor, deixando claro não apenas seu desconforto, mas seu ressentimento. “Não há nenhum outro coitado para ser alvo do seu veneno? Está tão carente de atenção assim que precisou vir me encher o saco? O que te faz pensar que eu te devo qualquer explicação? Já confiei em você uma vez, quebrei a minha cara, e isso foi mais do que suficiente, não acha?”
Passou a mão pelos cabelos num gesto que beirava a impaciência, desviando o olhar por um instante antes de encará-la de novo. Ele estava resoluto, não prolongaria aquela insensatez por muito mais tempo. Arrependia-se amargamente por ter deixado Rosalie ter o poder de mexer com ele daquela forma. “Por que eu te falaria qualquer coisa? É mais um dos seus joguinhos? Quer munição para jogar merda em cima de mim depois?” O gosto amargo da frustração quase o fez rir novamente, mas sua cabeça já estava explodindo naquele ponto. “Me deixa em paz e vai perturbar outra pessoa. Talvez ela seja idiota o bastante para deixar você se aproximar… como eu fui antes. Não foi tão difícil me fazer de idiota, não é? Então... Confio no seu potencial na réplica.” Deu um passo para o lado, dando passagem para que ela fosse embora. Frustrado, escorou-se na parede do corredor em que estavam. Esperaria ali até que pudesse retornar ao Salão, quando estivesse mais recomposto. “Seja lá qual for seu objetivo com isso, não me inclua nisso. Não quero participar das suas merdas.”