Preciso recolocar os timers pra app
Foi gostoso ler o que escrevi uma semana atrás, quem sabe isso não fica assim né? Cartas de mim para mim. São joão começou!!! Não pra mim, mas começou.
Foto de hoje. Tocava Legião Urbana nos fones.
Bebi mais do que queria essa semana, o que por si só é uma frase muito boba de se dizer. Treinei bem, trabalhei pouco, socializei muito. Comprei uma passagem pra Fernando de Noronha e tô muito impactada com essa informação. Minha psicóloga pediu pra eu aceitar minhas conquistas e alegrias, a parar de pedir desculpas por elas (falo de Fernando de Noronha como se tivesse confessando um crime). É um pouco difícil isso. Não me sinto realmente culpada por elas, se tem culpa é em não poder trazer todo mundo comigo hoje (pra tudo, o que pesa um pouco).
Ás vezes me falta dar um pouco de crédito pra mim. É mesmo o meu corre, o meu dinheiro, o meu tempo e energia no planejamento. Eu compro os voos, convido os amigos, convenço Johan, pesquiso o que importa. Estudo, trabalho, surto por guerras que não sei posso resolver e seguro boa parte do rolê social, sugiro até os assuntos.
Não sei se tem um outro jeito pra isso... quero fazer coisas e todo os outros parecem querer menos (ou outras coisas), então provavelmente vou seguir assim. Mas acho que preciso aprender a escolher o lugar que quero sentar (não só o que os outros não querem), preciso poder escolher sushi pro rolê do meu aniversário, mesmo que não seja a opção preferida dos outros. Ainda não sei se sei o que quero (tem tanto 'qualquer um dá certo', 'tanto faz', 'gosto de todos') e ignoro ou se ainda tenho isso pra aprender.
Prestar mais um pouco de atenção em mim podia ser bom né? Talvez até necessário.
Temos flores silvestres pelo mundo de novo.
Essa semana tive dois afterworks e um rolê aqui em casa ontem (Lisa, Nader e Johan). Fui caminhar na rua três dias, em vez de ir pra academia, porque tava fazendo sol e eu quis fazer a lindeza de priorizar isso. Gostei muito. Não é efetivo como a academia, mas me dá outras coisas.
Comprei queijos/presuntos pro rolê aqui (primeira vez). Esse foi muito bom, era cheddar defumado.
Comprei uma mala que ainda não chegou, pensei sobre a viagem de Fernando de Noronha do nada e em dois dias foi resolvido (vamos nós e dois amigos). Andei meio hiperativa e depois meio exausta. Minha psicóloga perguntou se eu tava brincando sobre estar pedindo socorro repetidas vezes e eu achei engraçado que não percebi que tava (guardei essa parte pra mim).
Não posso mais dizer que nunca ganho nada.
Ganhei um airpod num sorteio no trabalho (não posso mais dizer que nunca ganho nada), e já vendi, vendi também um fone de Johan que me estressava perdendo valor aqui). Vamos viajar em dois dias e acabei de perceber que eu meio que preciso de um dia pra mim... é... semana que vem tem algo assim (volto pra casa dia 10 e ele fica em Estocolmo até 13).
Tô lendo um livro do autor de Sapiens (sobre informação, AI, nunca lembro o titulo), vi um filme sobre sequestros de noivas (Bride kidnapping) que me deixou chocada com o mundo e hoje comecei a última temporada de The Handmaid's Tale.
Ontem tive uma conversa sobre inteligência que me fez pensar na importância de achar que sua opinião/contribuição é valiosa o suficiente pra ser dita. Senão o mundo vira um grande e estéril silêncio. E mesmo que eu não ouse me chamar de inteligente ou perder muito tempo pensando nisso... que bom que é que eu me acho digna de voz e de acrescentar coisas à conversas (assim como acho todo mundo). Em resumo: que eu não me ache tão burra (não me acho burra) que passe a achar que não tenho nada a dizer.
Vou ver um filme agora. Como sempre não sei nem qual.
Um xero! Semana que vem escrevo de outro país.