frank
flashback.
Obsessão nada secreta? Frank riu alto, achando a fala da Carrow tremendamente engraçada. Ah se ela soubesse… Viu as bebidas pousarem magicamente na frente deles, empurrou a dela na direção da Carrow, pegando a sua própria bebida e levando aos lábios. — Conto de fadas? - Ele perguntou, estreitando os olhos antes de sorver um gole do líquido âmbar dentro de seu copo. Ele sabia que nem tudo era preto no branco, que as pessoas eram muito complexas para se rotular como boas ou ruins, ele acreditava que as atitudes das pessoas as definiam e não o seus sobrenomes, mas conto de fadas? Esse era um termo novo para ele. — E era tudo o que você esperava? - Se lembrava das poucas vezes que haviam conversado sobre o futuro, na verdade, Frank e Hell mal conversavam sobre qualquer coisa, sempre que o faziam algo acabava saindo errado e eles não se falavam por algum tempo, era quase como se ela fugisse dele. Mas haviam crescido, não? Eram adultos suficiente e o joguinho de gato e rato estava velho. Frank abriu a boca para fazer uma piada sobre o tamanho dela para o que ela chamará de “boa briga”, mas então fechou rapidamente, lembrando-se que a pequena Carrow era ótima em duelos, provando a todos que tamanho não era documento. — Então você escolheu a profissão certa, não? - Era mais uma afirmação do que uma pergunta, mas ele brincava com o que lhe parecia uma verdade absoluta. Auror combinava com ela a final. A gargalhada escapou-lhe pelos lábios quando el voltou a falar sobre seu fã-clube. Frank não era burro ou cego, era impossível não notar a quantidade de meninas, mulheres, meninos e homens que passavam por ele tentando chamar-lhe a atenção e se aquilo não bastasse ainda tinha a quantidade enorme de cartas e presentes que ele ganhava. — Não sei do que você está falando. - Ele mentiu com um sorriso cínico desenhado nos lábios. Levantou o olhar para o dela enquanto seu sorriso se desfazia, aquela era a primeira pergunta genuína dela, como se estivesse preocupada com o que o fazia feliz. — Não sei. Não estava nos meus planos. Nunca gostei muito daqui, mas… - Ele deu de ombros, estava sendo muito sincero e acabara nota do que Helene era a primeira a perguntar aquilo para ele, se ele estava feliz. — Todos gostam. - E ele não entendia bem o porque. O Caldeirão Furado sempre lhe dera uma impressão de uma espelunca. Frank voltou a rir quando ela falou que ele era um velho. Encolheu os ombros e então sorriu finalmente. — Pela primeira vez concordamos!
Ela levantou uma das sobrancelhas, “é, sabe? Historinhas pra trouxa dormir.” Provavelmente ele as acharia hilárias, mas não deveria se interessar. Até onde ela sabia, eram voltadas para garotas, mas ela não era exatamente expert em cultura trouxa. Ela deixou seu olhar se fixar na sua bebida, parcialmente como uma desculpa para não encará-lo por muito tempo e tomou um gole longo, talvez uma tentativa de evitar falar e preencher o silêncio que poderia se instaurar. Helene sabia manter a calma e a compostura, mesmo quando o seu interior parecia querer explodir de dentro dela. Deu de ombros. Para responder aquilo, ela primeiro teria que pensar um pouco em quais eram suas expectativas antes de começar. Certamente ela tinha ido por causa da parte corporal, ou algo como ser a lei. Não tinha pensado como seria o treinamento, ou a vida de auror em si, e não era exatamente uma carreira que sua família perpetuou. “Não tinha muitas expectativas,” disse com honestidade. Não queria entrar no assunto que sua mãe desejava que ela tivesse ido para política e então ela tinha decidido ir numa direção completamente diferente. Frank e Helene ainda teriam um caminho longo se fossem falar sobre coisas grandes, como futuro. “Veremos,” respondeu com um sorriso breve e curto, antes dela tomar mais um gole longo. Muitas pessoas provavelmente discordariam dele. Não era exatamente profissões de execução das leis mágicas que as pessoas pensavam quando se falava nos Carrow. “That,” ela falou, apontando para o rosto dele e fazendo círculos para indicar o rosto todo, com aquele sorriso cínico, “essa é a razão do fã-clube. It’s annoying.” E não era só pela aparência física dele, Frank simplesmente havia sido um daqueles caras populares de quem todo mundo gostava. Ela nunca entendeu o porque as pessoas gostava de uma pessoa tão irritante, mas ainda assim ele era popular. Ela também não lembrava o motivo de Frank pegar tanto no seu pé, ou se ela fez algo que possa ter sido a razão. Havia apenas acontecido, como se tivesse sido fadado a acontecer. E ela se acostumou a ponto de que, definitivamente, sem Longbottom sua vida seria um pouco mais entediante. Ela terminou de tomar a bebida do seu copo de uma vez, “talvez você esteja vendo da forma errada, afinal, o bar é mais velho que você, mas talvez isso que seja importante. É um monumento quase.” Ela não tinha a intenção de explicar o que o Caldeirão Furado poderia significar na comunidade bruxa, mas ela era uma das pessoas que não conseguia imaginar Londres sem um Caldeirão Furado. Ela balançou a cabeça. “Acho... que vejo você por aí, Longbottom.”
the end.













