If I go crazy, then will you still call me Superman? If I'm alive and well, will you be there and holding my hand? I'll keep you by my side with my superhuman might. Kryptonite
benedict gregory maximillian schreave é o segundo príncipe de Illéa. Aos seus 27 anos, ben é extremamente parecido com grant gustin.
Nascido com três anos de diferença do herdeiro do trono de Illéa, Benedict recebeu a mesma educação e treinamentos de seu irmão, com a diferença de que nunca sofreu a pressão que Alexander sofria. Quando criança, sempre teve mais liberdade para ser quem ele bem entendesse e talvez fosse exatamente por isso que Ben teve tempo para brincar e pregar peças em todos aqueles que ele tinha a oportunidade.
Conforme crescia, seus talentos foram aflorando e os hobbies passaram a ser paixões, algo que ele realmente se dedicava com afinco a fazer e aprender, claro que ele não tinha liberdade para fazer de seus hobbies uma profissão, afinal, sua profissão era ser o príncipe reserva, como ele gostava de brincar. Contudo, toda brincadeira tem sempre um fundinho de verdade. Bem sabia que a verdade era que ele precisava estar ali, vivo e inteiro para caso o plano A de seus pai, Alexander, dessem errado. E por um momento, deu. Foi aos quinze anos que ele sentiu na pele o que seu irmão sentia. Com a viagem e afastamento de Alex por cinco anos, toda a pressão de assumir um trono fora depositada no mais jovem para caso do herdeiro do trono decidir abdicar. E fora naqueles anos, sob tamanha pressão, que um lado sombrio tomou conta do coração de Ben. Vivia estressado, irritado gerando pensamentos que antes não existiam em sua mente, afinal de contas “ele era apenas um plano B, não é mesmo?”, “nunca seria suficiente por si só”, “estaria sempre as sombras de Alexander”, “seria rei apenas porque o irmão não quis o trono, não porque era competente”…
Com o regresso do herdeiro, Benedict voltou a ser quem sempre fora num piscar de olhos e toda as suas inseguranças e medos foram varridas para debaixo da cama, afinal ele não precisava mais de preocupar não é? Ele poderia ser apenas ele e com isso dar seu apoio incondicional ao irmão. Ben voltou a ser um verdadeiro príncipe encantado, bondoso, brincalhão que sempre soube muito bem como usar de seu encanto para se livrar de qualquer situação a qual se metia. Ahhhh sua liberdade para ser quem quisesse estava de volta, certo? Errado. Com o anúncio da seleção, seus pais acabaram por também anunciar seu noivado com a princesa da Áustria, o que de nada agradou Benedict, que por sua vez vem jurando a Deus e o mundo que a noiva provavelmente é feia, burra e sem personalidade, da mesma forma que um garoto birrento de cinco anos faria.
headecanons
Benedict nasceu no dia 17 de maio, por isso é do signo de Touro.
Tem uma cachorrinha corji chamada Kimmy;
Toca violão e piano muito bem;
Gosta de cantar mas nunca canta em público;
Adora viajar;
Fala vários idiomas mas seu preferido é o francês, italiano e o russo;
É formado em nível acadêmico em história, ciências políticas e artes através de tutores;
Sua forma de relaxar e desestressar é pintando, misturando tintas e deixando que toda suas frustrações se transfira para a tela branca de um quadro;
Adora uma boa festa apesar de não ir a tantas quanto gostaria;
Teve várias namoradas e sempre terminou em ótimos termos com todas elas;
Por ter conhecido o que é liberdade não quer se casar com alguém que seus pais escolheram para si, quer se casar por amor;
Está noivo da princesa da Áustria, mas nunca nem viu seu rosto, nem por foto;
O fato de ser o plano B de seus pais, por mais que nunca irá admitir em voz alta, o incomoda e já o deixou extremamente inseguro em diversas ocasiões;
Quando o assunto sāo seus pais, ele sempre tenta passar despercebido e por mais que nāo exista a possibilidade de ouví-lo falar mal daqueles que lhe deram a vida, ele nāo tem a melhor relaçāo com os mais velhos;
Ama seu irmão incondicionalmente;
Encara a vida como sendo algo muito precioso, por isso gosta de viver o máximo que pode, aproveitar tudo com muita leveza e é por conta de sua visão da vida que ele vive pregando peças nas pessoas e vive brincando o tempo todo.
Ben acredita que o riso é a solução para muitos problemas.
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Victoria gostava de quando era mandada para fazer tarefas por Angeles. Deixar o palácio por algum tempo era um respiro de normalidade, uma forma de esquecer um pouco a batalha constante que travava dentro dela, e se afastar de Porter e Abby por um tempo. Para um casal insano, os filhos eram quase… normais. A sua tarefa naquele dia era na vinícola St. Benedict, que ela sabia ser de Benedict. Não era como se estivesse fugindo dele desde o encontro no salão da família real, mas ela também não havia ido atrás dele. E, definitivamente não estava passando na parte administrativa da vinícola por causa dele. Tori estava vestida com uma blusa de gola preta e mangas longas e uma saia plissada abaixo joelho nude, com scarpins brancos. Poderia muito bem estar de calças, um pequeno luxo de se disfarçar de uma casta da qual as pessoas pouco ligam em como ela se vestia. “Boa noite, Benedict. Como você está? Eu estou bem, muito obrigada,” falou com implicância ao fato dele mal ter dado oi. “Quem ouve até pensa que eu não lhe vejo todos os dias, Ben,” ela disse com graça. Talvez ele que não notasse direito que ela estava sempre presente, afinal seu trabalho realmente exigia que ela desaparecesse ao fundo. “Sua mãe pediu que eu viesse conferir o pedido para o coquetel de Natal, e cá estou eu,” ela levantou as mãos. “Se eu soubesse que queria tanto me ver para achar que eu estou lhe seguindo teria lhe encontrado antes,” era claro que havia escutado sobre o fim do noivado, e queria perguntar como ele estava, mas se lembrava também que não eram exatamente amigos. Conhecidos. Pessoas que conviviam juntas dadas as circunstâncias. Algo do tipo. “Então… Eu já estava voltando para o palácio.”
Não consegui parar de pensar e se perguntar se Hope sabia que a Saint Benedict era sua. Talvez ela não soubesse, por isso seus pais também não sabiam. Mas talvez ela soubesse e havia guardado aquele segredo para si mesma. Ele não conseguia decifra-la e isso o intrigava. Nem as respostas dela respondiam as perguntas não feitas dele, mas como poderiam? Tomou um segundo para olhá-la de cima a baixo de forma discreta, agora que ela estava devidamente vestida ele não conseguia apagar de sua mente a imagem dela do outro dia, no entanto fingiu compostura, lembrando a si mesmo que ela estava com seu pai. “Onde estão os meus modos?” - Ele revirou os olhos rindo, no mesmo tom que ela usava para cumprimentá-lo. Fez uma reverência exagerada, como se ela fosse uma rainha mas o sorriso zombeteiro nos lábios o entregava. “Boa noite senhorita.” - Estava pronto para dizer que eles não se viam todos os dias, mas então se lembrou da fala dela no outro dia, quando ela dissera que ele era quem não a notava. Uma falha dele, é claro. “De fato.” - Ele disse, fugindo um pouco assunto. “Só não temos o costume de nos encontrarmos fora do palácio.” - O que ele pelo menos achava ser verdade. “Ohh sim, você trouxe a lista do que ela quer? Alguém já cuidou disso?” - Se quer se tocou que havia entrado no modo proletário da vinícola, mas quando acabou se tocando, revirou sinólogos. Ah que se foda, estava cansado de esconder aquilo das pessoas, estava orgulhoso demais de seus feitos para ficar se escondendo. Sua mãe era sua maior consumidora, sem se quer saber que a vinícola era dele, duvidava que ela o forçaria a fechar o lugar se descobrisse. “Sendo assim, talvez na próxima vez eu devesse procurá-la então.” - Ele brincou. Quando ela disse estar voltando para o palácio Benedict franziu o cenho pois tivera a impressão de que ela havia acabado de chegar, mas deves ser apenas sua impressão errada. “Neste caso você está livre, não é mesmo?” - Ele olhou no relógio de pulso. “A essas horas minha mãe deve estar completamente bêbada, não vai precisar de você. O que quer dizer que ela não precisa de você.” - Ele apontou com uma piscadela. “Já jantou? Eu estou morrendo de fome.” - Por mais estranho que fosse para ele, o fato dela estar dormindo com seu pai, Hope parecia uma garota bacana, gostava da presença dela, de passar o tempo ao lado dela apenas jogando conversa fora.
Ela pendeu a cabeça para o lado, analisando o rosto do príncipe mais novo. Para Tori, era bem simples ── havia se sentido atraída por ele. Não sabia exatamente o motivo, e não era como se ela analisasse todas as suas atrações. Simplesmente acontecia, e não estavam falando de juras de amor, só sexo. A coroa poderia ser um atrativo, mas ela nunca pensou em ser princesa. Antes de se acostumar com a vida no palácio, com as facilidades oferecidas por Porter, ela não tinha pretensão diferente de juntar as informações necessárias. Benedict parecia unir o útil ao agradável; conseguir suas informações e, bem, ele não era nada mal aos olhos. “São seus olhos,” ela respondeu, com o olhar fixo no dele, “você tem um olhar bondoso. O fato de eu saber como você é sem camisa também ajuda bastante,” ela adicionou com graça, “e é claro que ser literalmente um príncipe não prejudica,” adicionou aquela parte porque sabia que era o que ele queria ouvir. Ela sabia o que ele pensava, e não estava de todo errado. Que ela estaria atrás da coroa, dinheiro, status. Mas a verdade era tão mais complexa que aquilo. E não importava o que ela falava, não achava que ele iria acreditar que a coroa não importava. Tori precisava de uma fonte de informações, e a coroa não lhe parecia uma péssima ideia, mas também não era como se não pudesse realmente se interessar por Benedict. Não mentia quando falava dos olhos dele. Mas no fim das contas, ele não pareceu vê-la, enquanto o rei a viu. Sabia que ele não via com bons olhos o caso que ela tinha com o seu pai. E não podia culpá-lo, afinal, qual filho iria ficar feliz com as traições dos pais? Mas Tori não achava que ele entendia completamente o que significava para ela ─ não apenas o fardo de dizer não para o homem mais poderoso do país, como o poder que ela subitamente tinha ali. Ela cresceu longe do sistema de castas, então foi apenas no castelo que ela entendeu o que era se sentir invisível, até que Porter a viu. Ela se fez relevante novamente. Ao menos por um tempo. Mas Benedict não iria se importar com aquilo. “Óbvio que não. Se eu tenho uma chance de lhe constranger um pouco, pode ter certeza que eu vou usar,” ela disse num tom zombeteiro. “Ei, acontece nas melhores famílias. Você ainda parece muito bem, alteza, não está vomitando suas tripas reais por ai,” disse com graça novamente.
“Aproveitei sim, mas não podia beber tanto… Ainda a trabalho.”
Esperava qualquer resposta dela, menos aquela, por isso quando Hope disse que eram os olhos dele, Benedict ignorou a ressaca e apenas jogou a cabeça para trás, gargalhando. “Essa é a primeira vez que alguém me disse ter se atraído pelos meus olhos bondosos.” - Ele confessou divertido, mas conforme ela continuava falando sobre o físico dele e sobre ele ser o príncipe Benedict acabou parando de rir e pagou-se pensando na resposta dela. Hope era de uma casta baixa, ele não poderia culpá-la pela ambição de querer crescer, de ter o que nunca tiveram, de ter luxo para si. Claro que ele nunca tinha passado por isso, havia nascido em berçário de ouro, por isso nunca entenderia completamente o outro lado, mas não julgava e podia pelo menos imaginar. Estalou a língua fingindo estar chateado. “Então quer dizer que nunca teria olhado pra mim se eu não tivesse essa coroa ridícula e imaginaria sobre a minha cabeça?” - Ele perguntou com um biquinho nos lábios. “Ou o meu físico seria suficiente?” - Brincou novamente, dessa vez não se aguentando e rindo. “Mas agora é sério, se estava tão interessada deveria ter insistido mais, sou bem mais bonito que meu pai, vai.” - Por mais que ele falasse que era sério, estava longe de ser, Benedict continuava a brincar e não achava que pararia tão cedo. “Você desiste muito fácil. Talvez tudo o que precisava era aparecer só de calcinha e sutiã na minha frente. Homens são lerdos.” - Disse como se confidenciasse um segredo. “Poxa, e qual a graça em me constranger?” - Não que ele ligasse, tentaria sempre entrar na brincadeira pois era a melhor forma de passar pela situação. “Não estou pois elas são reais, se não fossem, acredite que já estariam aqui no chão.” - Brincou novamente, mas mal sabia ela que ele já havia colocado suas tripas reais para fora mais cedo. “Talvez você precise de uma noite de folga, para se divertir. E quando digo em se divertir, estou deixando meu velho pai de fora disso. Aliás…Como você consegue? O negócio dele ainda funciona?” - Pois se ela não perderia a chance de lhe constranger, nem ele perderias retribuir.
Bella. Haviam poucas pessoas que se atreviam a chamar a guarda de forma tão carinhosa mas todas que o faziam conheciam o lado mais gentil e amigável por trás da cara fechada da Dalibor. Ela não quer ser encontrada. Aquela palavras eram difíceis de ouvir porque sabia como era o sentimento de ter algum fugindo de si quando tudo que você queria era alcança-la. Eu espero que as coisas deem certo pra você e Helena. Apesar de não saber como era estar na pele de Ben, pois nunca foi ou seria obrigada a se casar, ela sabia bem como era horrível quando tinha se apaixonado uma vez por um príncipe e sabia que nunca poderia levar aquilo a diante. Esperava que almas gêmeas não existisse e tudo não passassem de um suposto sentimento crescente com o convívio. Acho que encontrei meu novo vinho favorito. Ao menos era como queria se lembrar do dia, sem se aprofundar demais em seja lá o que tinha acontecido com ela e James. Bem, é que eu queria expandir os negócios. Realmente gostava de ser guarda mas tinha outras paixões e com certeza vinhos era uma delas. Eu queria lançar um vinho, meu, e pensei que se for uma possibilidade, ser em conjunto com a Sant Benedict’s, se você aprovar.
Quando a guarda desejou que ele é Helena se dessem bem, Benedict apenas deu um pequeno sorriso e balançou a cabeça em afirmação. Não queria entrar muito mais naquele assunto. As coisas estavam estranhas e ele não sabia o que pensar ainda. Apenas sabia de uma coisa, eles eram como água e vinho e mesmo que ele tentasse ver o lado dela, ela não parecia faEr o mesmo por ele, como seria a vida dos dois daquela forma? Ele não queria isso para si. “Encontrou? E qual seria?” - Ele perguntou interessado. Ouviu atentamente o que a guarda dizia. Expandir os negócios? Ele se quer sabia que ela possuía certo conhecimento de vinhos. Claro que não podia julgar, quando ele começara não era um grande expert apesar de ter um conhecimento intermediário. “Por que não vamos para a minha sala e me conta tudo o que tem em mente?” - Benedict não podia negar que estava curioso. Claro que iria apoia-la e ajudar, mas se o vinho seria dela, não podia simplesmente fazer todo o trabalho por ela, por isso queria conhecer todas as ideias da outra. “Por aqui.” - Ele disse apontando o caminho da sala para que ela fosse na frente.
Com o fim de seu noivado com Helena e a partida dela de volta para a Áustria, Benedict ainda não sabia como se sentia ou como deveria se sentir. No entanto, não era como se estivesse triste. Helena e ele eram como água e óleo, não se misturavam e mesmo que ele estivesse tentando dar uma chance para aquele relacionamento nos últimos dias, tanto ele quando Helena viram que seriam completamente infelizes no futuro. Ele de fato se sentia um pouco mais aliviado, apesar de também se sentir um pouco perdido. Terminava de assinar alguns contratos quando deixou seu escritório na vinícola. Passava das oito e ele estava faminto, mas ao mesmo tempo ele queria relaxar, o que lhe fez lembrar de algo que havia escondido em sua gaveta. Pegou o cigarro de maconha, colocou no bolso do casaco e então saiu. Contudo tamanha fora sua surpresa quando ao abrir a porta, se deparou com Hope se aproximando do corredor. “O que faz aqui?” - Perguntou num sorriso de canto. Não esperava ver a dama de companhia de sua mãe ali. “Está me segui simple acaso?” - Ela sabia de seu segredo sobre a vinícola?
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rae estava encantada pelo tamanho do observatório e o tanto de coisas sobre o estudo da astronomia. era algo que, de fato, lhe deixava um tanto quanto maravilhada. foi em direção ao telescópio próximo ao príncipe, colocando o olho direito para ver as constelações, com um sorriso no rosto. “você tinha razão. é mais bonito do que eu imaginava.”, comentou, apossando-se do telescópio, mudando sua posição para poder ver mais corpos celestes. “é incrível!”, falou, com entusiasmo por ser a primeira vez à ver as estrelas tão de perto, virando-se para encará-lo, mas logo voltando para observar novamente através do telescópio. “meio assustador, para ser sincera. quer dizer, eu não acredito em extraterrestres, mas imagina se, aleatoriamente, um aparecesse.”, brincou, rindo. “eu acho que morreria com o susto.”, rae não falava coisa com coisa, mas era uma das reações que tinha quando estava empolgada demais. além disso, a seleção estava lhe proporcionando experiências que nunca tivera ou imaginaria ter. poderia passar o dia ali, se a deixassem. “eu vou calar a boca, agora.”
Observava Rhaella de perto enquanto ela observava as estrelas e não pode evitar o sorriso nos lábios ao ver o quão maravilhada e empolgada ela estava. “I told you so.” - Ele brincou aproximando-se da ponta do telescópio dela e trocando uma lente que ajudaria ela a ter um melhor vislumbre. “Tenta essa aqui, vai te ajudar a ver com mais clareza.” - Ele sugeriu e quando ela disse ser incrível, Benedict sorriu mais abertamente. “Eu sei.” - O céu era um lugar fascinante, haviam tantos mistérios ali a serem desvendados. “Interessante, você não acredita mas está imaginando uma parecendo? Muito interessante.” - Ele brincou gargalhando do medo dela, não que risse dela, mas ria da situação. “Relaxa, não acho que você verá nenhum alien. Talvez estrelas cadentes e neste caso terá que fazer um pedido.” - Ele incentivou e então acabou rindo de novo. “Não, por favor, não cale.”
Tori deu de ombros. O termo amante era tão… degradante. O rei e a rainha mal se olhavam e pareciam mais trocar farpas na presença um do outro do que qualquer outra coisa. Isto é, quando Porter não estava completamente evitando Abby. Aquela era uma das coisas que Victoria mais queria saber o motivo, mas não podia simplesmente perguntar. Tentara uma vez e lembrava muito bem da raiva que perpassou pelos olhos do rei. Foi o suficiente para ela nunca mais se atrever. “Oras, porque você estava sempre enfurnado no seu ateliê ou na garagem para sequer olhar para mim. Eu juro! Era como se eu fosse completamente invisível quando ia lhe oferecer algo,” relembrou, empurrando o joelho dele com o pé e rindo do seu primeiro ano no castelo em que ela parecia uma menininha encantada pelo príncipe. Se voltasse no tempo, provavelmente lhe daria um belo tapa. Não podia negar completamente que Benedict também seria um alvo, mas ao mesmo tempo era alguém desimpedido. Ou pelo menos era naquela época. Talvez ele sempre fosse ter ficado noivo da princesa da Áustria e ela passaria a ter sido nada além de um caso, mas poderia ter sonhado com alguma coisa completamente diferente. Sonhar era livre, não era? “Então espero que você me conte o que você quer,” rebateu com o mesmo tom provocativo, mesmo que não fosse dar em nada. Benedict sempre foi bonzinho demais. “Eu não estava insinuando nada, Benedict. Era para você ver como uma abertura para você contar o motivo de tanta ressaca, mas já ouviu falar sobre a carapuça servir?” Disse de maneira zombeteira. “O que você fez então?”
Se Benedict fingisse não estar surpreso, seria apenas isso, um fingimento. Sua boca estava levemente aberta permitindo que um riso descrente escapasse. “Não, eu não acredito nisso.” - Ele disse achando graça. Haviam tantas perguntas borbulhando em sua mente naquele momento que aquela revelação havia trazido que ele se quer havia como colocá-las em ordem. “Mas por que?” - Ele quis saber interessado. “Por que estava interessada em mim? Seja honesta.” - Não queria julgar a moça, mas não eles não se conheciam, muito provavelmente era por sua coroa, já que ela havia acabado mira do em seu pai. Acabou gargalhando, mesmo com toda aquela dor de cabeça. “Você não vai deixar esse assunto pra lá, não é mesmo?” - Ele revirou os olhos e então respirou fundo. “Não me orgulho, mas estava um pouco de cabeça cheia por causa desse noivado, alguns comentários que não gostei de ouvir. Essas coisas.” - Ele deu de ombros. “Não é como se eu não estivesse acostumado a beber, apenas acabei misturando mais do que eu deveria. Mas é você? Aproveitou o baile?”
Riu com gosto da ousadia e cara de pau do amigo, era uma das coisas que gostava em Ben a facilidade e leveza com que se relacionavam. “Vamos torcer para que seu plano funcione e sua esperança seja atendida então” Respondeu mantendo o tom divertido e camarada. “Sim, essa é a ideia, na verdade minha missão é continuar a empreitada do meu pai em mostrar uma nova visão da Nova Ásia para o mundo, somos muito mais pacíficos agora e não temos interesse em disputas políticas” Fazia parte do que tinha vindo fazer em Illéa, estreitar os laços políticos com o país e outros países também. “Na verdade dá, não é uma grande novidade casamentos arranjados entre realezas. E você não parece muito incomodado com isso, acho que estou perdendo algo aqui…” Deixou no ar provocando um pouco o amigo, não fosse que o obrigar a falar algo, Yifen não era assim, Ben teria todo o espaço que quisesse para falar ou não falar sobre aquilo.
Ben acabou rindo e concordando com a cabeça. “Como é aquele ditado mesmo? Quem não arrisca não petisca?” - Ele piscou para o outro. O príncipe voltou a ficar serio quando o outro falou sobre a empreitada dele, concordando com a cabeça, num sinal de que entendia e concordava. “Você esta no caminho certo Yifen.” - Ele torcia pelo sucesso do outro, isso não havia duvida alguma. Benedict quase riu com a fala do amigo, mas acabou apenas sorrindo, respirando fundo e encolhendo os ombros no processo. “Eu nadei contra a corrente no começo, mas me cansei. Só estou tentando conhecer ela de verdade.” - Afinal, eles se conheciam já tinha anos, desde crianças na verdade, mas agora ele realmente estava tentando dar uma chance para Helena.
Merda, merda, merda. Era tudo o que James conseguia pensar enquanto segurava a direção com força, acelerando o máximo possível. “A gente está em uma faixa sem sinal, mas acho que daqui há uns dez quilômetros vamos passar perto de uma das antenas de comunicação”. A ordem que dava para o príncipe era para ficar atento a qualquer mudança nas barras de sinal do celular. Enquanto seguia com o pé no acelerador, percebendo que os carros voltavam a se aproximar, abriu o porta-luvas para retirar sua arma e as munições que deixava guardada em caso de emergência. Fazia muito tempo que não precisava utilizar aquilo. “Não desistiram”, garantiu. “Acho que…”, estreitou os olhos para o retrovisor, tentando identificar a movimentação atrás deles. “Estamos em uma armadilha”, admitiu, virando-se para trás a fim de olhar rapidamente para a expressão de Benedict. Ele parecia assustado. “Você vai ficar bem”. Era uma promessa. “Se eu precisar sair do carro e não voltar, tem que assumir o volante. Passe para a frente assim que eu mandar”. Ia soltando instruções rápidas, pensando em distintos cenários. “Ligue para o palácio logo que voltar a ter sinal. Precisamos garantir reforços”. A segurança real era preparada pra qualquer tipo de incidente, mas não poderiam agir se não fossem avisados. No entanto, antes que pudesse repassar as ações do príncipe, arregalou o olhar, vendo que alguns homens haviam aparecido da janela dos carros e miravam armas em sua direção. James só teve tempo de agradecer mentalmente pelo fato do carro ser blindado antes da primeira saraivada de tiros atingir o veículo.
Olhava James pelo retrovisor, mas sua cabeça constantemente ia para a janela traseira vendo se ainda estavam sendo seguidos. Murmurou um okay mas se quer se importou se James iria escutar. Mudou seu olhar para o celular mas nada. Viu James pegar a arma e imediatamente pensou em pular para o banco da frente para ajudar o outro, mas não quis fazer nada que fosse deixar James ainda mais estressado e brigar com ele por algo que poderia ser estupido não estava nos planos do Schreave. “Shit.” - Falou entre dentes quando o guarda disse estarem em uma armadilha. “Não.” - Benedict falou autoritário. “NÓS vamos ficar bem.” - Corrigiu o O’Connell. Concordou com a cabeça rapidamente seguindo as instruções e tentando ficar o mais calmo possível. “Onde você tem mais armas escondidas nesse carro?” - Afinal, Benedict tinha treinamento com varias tipos de armas, alem de uma excelente pontaria. Assim que sentiu a primeira bala atingir o carro, Ben passou para o banco da frente sem esperar comandos. “Fuck.” - Soltou o palavrão, abaixando-se e tateando por de baixo do banco, lembra-se de uma vez terem brincado sobre esconder uma arma ali e ele estava certo. Pegou a arma e carregou, olhando o celular novamente. “Uma barrinha.” - Disse antes de começar a discar, mas sem sucesso.
era intrigante assistir Benedict travando algum tipo de batalha interna, entre o que era real, e o que poderia ser fruto do seu imaginário. Mas como ele não poderia lembrar se o beijo havia sido bom? Sebastian tinha bebido tanto quanto ele naquela noite, e o terapeuta lembrava até demais do seu beijo com Franny, de sua pele respondendo ao contato com a dela, e tanto mais. Bem, Sebastian reconhecia que estava envolvido, e talvez por isso se lembrasse tão bem. Já Ben, continuava a tratar o noivado como um desconforto. “Uma pena que não lembre. Talvez fosse mais fácil de entender o que aconteceu… Digo, se é que isso importa” ainda era difícil saber se importava, se a preocupação e aflição do príncipe naquele instante eram por conta de algum sentimento positivo, ou negativo. “Jura? Não consigo ver” um sorriso debochado acompanhou sua resposta “Das vezes que tive a oportunidade de conversar com ela, a princesa me pareceu mais interessante do que chata” talvez o que faltasse para Benedict era se abrir, estar disposto a conhecer e ver além da implicância quem ele tinha para com a outra. ‘Ela tem um sorriso lindo’, Sebastian conteve a surpresa com a qual recebeu aquela frase, pois era verdade, Helena tinha um sorriso belíssimo. Serio, como Benedict conseguia resistir tanto? Quanto mais o terapeuta pensava sobre a outra, só conseguia ver que suas qualidades superavam qualquer mínimo defeito que o amigo pontuava. “Cara, você precisa desmontar esse conceito que tem sobre ela. A Helena da sua infância e juventude, não é a mesma que esta aqui hoje. Nós estamos em constante mudança, e é estupidez tratar como se ela também não tivesse mudado” falou com sinceridade, pois realmente não acreditava em uma constância quando se tratava de pessoas. Claro que podemos gostar do mesmo sabor de sorvete, ou filme, desde os cincos. Mas evoluímos em outros aspectos, e seria tolice ignora-los. “Se fosse perca de tempo, você não estaria conversando comigo agora, Ben. Pense nisso”
Andava de um lado para o outro como um animal enjaulado quando ouviu as palavras de Sebastian, não devia importar, não mesmo, mas era uma merda que importasse tanto. “Eu vou encontrar ela amanhã, eu inventei um maldito passeio na vinícola.” - Se ele fingisse que nada havia acontecido alguma lá poderia ficar brava, se falasse sobre o beijo ela poderia ficar brava, o que ele deveria fazer? Sentia-se num beco sem saída. Quando o amigo disse que achava Helena interessante, Bem acabou parando abruptamente e olhando para o amigo. “O que quer dizer com interessante?” - Estava apenas curioso, não? Irritou-se consigo mesmo, a quem ele estava tentando enganar? Não gostara quando James a elogiara ou mesmo agora quando Sebastian dizia que ela era interessante. “Que seja.” - Disse irritado, voltando a andar de um lado para o outro. Estava perdido em pensamentos, mas isso não queria dizer que não estava escutando o terapeuta, por isso ele sabia que o amigo estava certo, sabia que ele precisava enxergar a noiva com outros olhos. ”Aghr... Estou tentando, esta bem?” - Sentia-se frustrado e demonstrava aquilo passando as mãos pelo rosto. “Eu convidei ela para passar o dia comigo, não convidei? Mas eu disse que eu tinha uma regra que era sem brigas, sem chatice.” - Ele sentou-se finalmente e olhou para Sebastian. “Eu estou tentando.”
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Poucos anos depois da morte dos pais Yifen precisou aprender tudo o que um herdeiro precisa fazer, se tornou o braço direito de Yuxin, se envolveu em causas sociais e trabalhos voluntários, passou a visitar as províncias com mais frequência. Não importava, ele entendia o que Ben queria dizer. “Todos? Por acaso esse é algum plano seu para me ver bêbado?” Provocou fingindo estar desconfiado do amigo. “Vou conversar com ele, acredito que podemos criar alguma política que ajude na comunicação entre os ministérios ou algo do tipo”. Encolheu os ombros não dando muita importância, teria que falar com Alex de qualquer forma. Olhou para baixo ao ouvir as palavras seguintes de Ben, um fraco sorriso se fazendo presente nos lábios. “Meu irmão me disse a mesma coisa e espero que vocês estejam certos”. O olhou agradecido. “Vamos beber e parar de falar dos meus dramas, o que acha de falar um pouco dos seus? Fiquei sabendo que está noivo”.
Acabou rindo da colocação do amigo. “Claro que não. Meu plano é que você conheça todos os vinhos e importe os que mais gostar.” - Ben piscou para o outro. “Minha esperança, no entanto, é que goste de todos.” - Ele então riu. Balançou a cabeça positivamente diante da fala de Yifen. “Acho que será realmente bacana para ambos os países, sem falar que levantará os ânimos em relação as guerras do passado.” - Não queria entrar muito naquele mérito, mas achava que realmente seria uma boa ideia para desmistificar muitas coisas. Balançou a cabeça em concordância novamente sem saber o que dizer e então riu sobre seus dramas. “Sim, dá pra acreditar?” - Revirou os olhos, mas pela primeira vez não era por raiva de estar noivo, era apenas para fingir uma implicância que ele começava a não sentir mais.
Assentiu com a cabeça, em demonstração de que havia entendido o recado. Costumava mesmo ser cuidadosa com livros, mas teria atenção redobrada para não arrumar encrenca por ali. 『 — Mas acaba precisando ler coisas que não gosta muito, não é? 』 Deduziu, pensando que se até ela era quase forçada a isso, ele na condição de príncipe deveria ser ainda mais intenso. Caminhou na direção que ele indicou com a cabeça, ouvindo as informações que ele dizia e escutando o nome conhecido do livro indicado. 『 — Parece bem antigo mesmo. Já me indicaram esse livro, talvez eu dê uma chance dessa vez. 』 Comentou, pegando o livro que ele entregou e analisando a capa antiga, passeando com as pontas dos dedos. Continuou a segui-lo, tentando decorar os corredores, ainda segurando o exemplar do primeiro Harry Potter que ele havia lhe entregado. 『 — Acho que vou dar uma chance a esse aqui. 』 Conhecia pouco da história, e tudo indicava que poderia se apaixonar pela saga. Ouviu a pergunta e, apesar do arrepio na nuca por diversos motivos, respondeu com um sorriso confiante. 『 — Acredito que estou bem preparada para isso. Já tive que ler uns livros que não gostava e, bom, como rainha, eu teria um propósito. 』 É claro que, na prática, tudo era diferente e mais difícil, mas ao menos a ruiva estava sendo sincera em sua resposta. 『 — Ele é… 』 Disse, com o sorriso de admiração, o olhar de nostalgia com saudade do pai. 『 — O nome dele é Harold. Ele foi tutor aqui em Angeles por um tempo, talvez aceitasse o convite. 』 Respondeu, quase animada com a ideia. Por outro lado, não fazia ideia de que a família para qual o pai trabalhou em Angeles havia sido justamente os Schreave.
Benedict encolheu os ombros antes de responder. “Faz parte do meu trabalho.” - Não se incomodava tanto assim em ler algo que não apreciava 100%. Quando ela respondeu sobre sua indicação, Benedict se perguntou se ela aceitava o livro que ele dissera porque queria ler ou porque não queria fazer desfeita a ele. De qualquer forma ele sorriu e acenou e continuou a lhe mostrar opções de livros, quando ela disse novamente que daria uma chance a Harry Potter, Benedict sorriu. “Acho que irá gostar. É um livro de fantasia e aventura que envolve magia.” - Ele explicou. Assentou novamente, era bom ver que a garota pensava daquela forma, precisava dizer a Alex. “Sim, teria.” - Apesar de que a teoria e a prática eram diferentes, mas era um ponto positivo que ela estivesse pensando daquela forma. Quando ouviu a outra falar sobre o tutor, Benedict franziu o cenho. “Harold o que?” - Perguntou curioso antes de completar. “Digo, qual o sobrenome dele?” - Ao notar o sorriso dela percebeu que ela parecia ter muito carinho pelo tutor, o que o fazia colocar as informações juntas e notar que… “Espera, não me diga que é Lockhart, Harold Lockhart.” - Lembrava-se de seu próprio tutor ter aquele nome é também sabia que aquele era o sobrenome da selecionada. Benedict acabou rindo daquela situação, sentindo-se um pouco estúpido. “Eu não acredito que seu pai foi meu tutor.”
Ainda não era o momento para se desesperar, mas James já sentia o corpo completamente tenso pelo estado de alerta. Escutou a pergunta de Benedict, mas o tom parecia vir de um lugar mais distante, tamanha era a concentração do guarda na estrada e nos carros atrás dele. “Coloca o cinto”, ordenou, sem tomar cuidado de controlar o tom de voz. Não iria fingir que estava tudo bem quando possivelmente eram seguidos por rebeldes. Ele deveria ter suspeitado que havia algo de errado com o desvio. Em um gesto automático, tirou o celular de seu bolso para enviar uma mensagem pedindo reforço. O acesso a aparelhos eletrônicos não era comum, mas toda vez que saía em serviço, recebia um dispositivo para casos de emergência. O problema, no entanto, é que estavam na estrada sem sinal. “Fuck!”, soltou, batendo na direção com raiva. Fuck, fuck, fuck! Virou-se abruptamente na direção de Ben. “Cadê o seu celular? Você trouxe? Está com sinal?”, as perguntas saíam como uma corrente de urgência. O guarda acelerou um pouco mais, percebendo que, dessa vez, os carros não aumentaram a velocidade. Apesar disso, seguiu na tensão. Sentia que estavam prestes a cair em uma armadilha.
Notou que James ignorou completamente o que ele falava e então acelerou o carro, algo estava errado. Olhou pela janela traseira vendo que estavam sendo seguidos por isso apenas seguiu as instruções de James e colocou o sinto de segurança. Em alguma outra situação, Benedict definitivamente acharia um jeito de provocar James e não fazer o que o outro instruía, mas naquele momento, naquela situação, ele apenas escutou. Quando o outro perguntou pelo celular, Bem procurou no bolso do paletó, encontrando o aparelho rapidamente. “Não, sem sinal algum.” - Olhou pela janela mais um vez. “Parece que eles desistiram.” - Voltou o olhar para James pelo retrovisor. “Acha que são rebeldes?” - Poderia ser uma pergunta besta e óbvia, mas Ben sentia a necessidade de continuar falando, tanto para ele quanto para o guarda.
Ben! Bella disse um tanto animada quando o príncipe chegou, tinha pedido pra se encontrarem e ela adorava poder ter aquele tipo de intimidade com a realeza quando estavam sozinhos. Está bem, não sei por onde começar, talvez, pedindo desculpas pela dama de verde. Se sentia péssima por saber que ele tinha desistido, queria dar uns cascudos em Cedric por ter ajudado com aquilo, porque @princebenedict dava ouvidos pra pessoas como ele? Aff… apesar de saber que uma hora ou outra precisaria seguir em frente com a esposa, odiava finais de romances assim. E dizer que amei a Saint Benedict. Tudo bem que era suspeita pra falar, quando tinha uma clara paixão por vinhos. Por isso eu queria… Respirou fundo tentando tomar coragem com o possível pedido. Saber como funciona o sistema de afiliados, patrocinadores, parcerias.
Sorriu ao escutar a voz da guarda e então, vê-la se aproximar. “Oi Bella, como está?” - Cumprimentou a mulher deixando as formalidades de lado. Franziu o cenho quando ela disse não saber por onde começar, mas então quando ela desculpou, Benedict fechou os olhos por alguns segundo e negou com a cabeça num sorriso fraco. “Não se preocupe com isso. Ela não quer ser encontrada, se quisesse não faria nosso trabalho tão difícil.” - Sem falar que bem, ele estava noivo de Helena e Alex estava certo, ele não podia se apaixonar e ficar obcecado por uma ilusão. Haviam sentido uma enorme conexão com a mulher, mas talvez ela não havia sentido o mesmo. Quando, Bellatrix elogiou a vinícola, automaticamente Ben pensou em Helena e sua cabeça doeu, havia muito a lidar. “Fico feliz que tenha gostado.” - Ele disse com um sorriso num misto de apreciação e orgulho, mas ao mesmo tempo preocupação pelos últimos acontecimentos no lugar. “Sistema de afiliados, patrocinadores e parcerias?” - Ele repetiu confuso. “Não sei se entendi, me perdoe.”
Sebastian ainda estava perplexo com aquela revelação. De todos os beijos que ele poderia apostar que aconteceriam naquela noite, jamais passou por sua mente que Ben pudesse beijar Helena. “Sorry” ele disse tentando forçar inocência, verdade seja dita, ele não tinha ideia de que era algo tão grave assim, estava acostumado a ser uma pegadinha que o outro fez, ou algo assim. “e foi bom?” perguntou de fato curioso, se a resposta fosse positiva, ao menos teria valido a pena. Caso fosse negativa, ai era outro processo. Mas talvez nem precisasse ter perguntado, a medida que Benedict ia narrando os acontecimentos, Sebastian fazia a observação de sua linguagem corporal, o meio sorriso e o suspiro, eram respostas positivas. Por um instante, lembrará que ele mesmo havia feito uma loucura daquelas na noite passada, com alguém que nem tinha um compromisso e que ninguém poderia saber do ocorrido, portanto fingiu normalidade com um sorriso. “você não vai gostar do que eu vou dizer, mas… vocês formam um casal adorável” comentou sinceramente o que achava sobre eles. “eu sei que um casamento arranjado não é o ideal, eu particularmente não sou fã disso, mas Helena é uma mulher belíssima, inteligente, interessante, intrigante… Eu não estranharia se você estivesse minimamente atraído por ela.” ok, talvez ele estranhasse sim e julgasse um pouco, mas só para tirar uma com a cara do amigo. “vocês se viram depois que isso aconteceu?”
‘E foi bom?’ - a pergunta ecoava não mente do Schreave. Havia sido bom? Tentou dar o máximo de si para se lembrar daquele beijo. Havia sido um pouco apressado, rápido, espontâneo, portanto não havia nenhum acontecimento grandioso, apenas a surpresa dela e dele entrelaçados. Mas o beijo em si… Apesar de rápido havia, definitivamente, sido quente. Quente o suficiente para fazê-lo se lembrar de que havia ido para seu quarto com uma ereção, ou aquilo havia sido porque ela sentara em seu colo? O que você her que fosse havia sido o suficiente para deixá-lo acordado por boa parte da noite, até que ele se obrigasse a se levantar e tomasse um banho gelado até que apagasse por causa da exaustão. A única conclusão que chegará era que ela beijava bem, mas isso é todo o resto não era suficiente iene para responder se havia sido bom, certo? Ou ele estava apenas em negação? “Não sei.” - respondeu com sinceridade. Odiava não saber mas o que podia fazer. “Estávamos ambos bêbados.” - E aquela era sua desculpa pois ele não sabia mais o que dizer. Quando escutou o que o outro disse, Benedict revirou os olhos mas não se surpreendeu, já esperava algo daquele tipo vindo do amigo, se do verdadeiro ou apenas para provocá-lo. No entanto, ele concordava, Helena era de fato uma mulher belíssima, inteligente, interessante, intrigante “E chata.” - Ele completou. “Não se esqueça que ela é chata e muito séria.” - Reclamou pois tinha que reclamar de algo. “Ainda não, eu não sei por que mas acabei convidando ela pra vinícola amanhã.” - Falou entre dentes. “Na verdade eu sei, queria provar pra ele que é possível reinar um país e ainda assim não perder o bom humor. Por que diabos ela tem que ser tão séria e chata? Por que não pode sorrir mais? Ela tem um sorriso lindo.” - Tagarelou andando de um lado para o outro irritado, e quando se tocou que havia elogiado a noiva, ele parou e revirou os olhos. “O que não vem ao caso.” - Ele demarcou as palavras antes de voltar a falar. “Por que ela não pode ter bom humor para encarar a vida? A vida já é difícil pra cacete, por que ela precisa de mais seriedade?” - Aquelas eram de fato perguntas aleatórias, estava apenas despejando seus pensamentos mais ocultos em Sebastian sem se quer notar. “Quer saber, isso não importa, é perda de tempo.”
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O primeiro sinal de que algo não estava certo foi quando a estrada principal de retorno ao palácio foi interditada com cones e placas de aviso, mesmo que não tivessem visto nenhum problema na ida. James havia levado Benedict para cobrir um evento inicialmente organizado para Alexander e a pequena mudança no regresso deixou o guarda real um tanto desconfiado. Tomando o segundo caminho possível, reduziu a velocidade, tentando averiguar qualquer evidência de algo fora do lugar. Casualmente, para não deixar evidente a mudança em seu humor, perguntou para o príncipe. “Então, quando você vai me falar o que realmente aconteceu no final da festa de Halloween? Se espera que eu acredite no que falou mais cedo, você está…”, ajeitou o retrovisor, vendo que um carro preto se aproximava dos dois. “enganado”. Quando um segundo carro apareceu em seu campo de visão, o guarda se tencionou. Ali estava. Aquele era o segundo sinal de que algo não estava certo. Porém, como os veículos ainda estavam muito distantes, manteve a calma. Poderia não ser nada e decidiu apenas acelerar um pouco mais, a fim de ver se os outros carros repetiriam o movimento. @princebenedict
Aquele evento havia sido longo e muito chato, mas Benedict havia cumprido com seu papel exatamente como esperavam dele, com responsabilidade, mas sendo quem era, o bom humor havia permanecido consigo o tempo todo. Naquele exato momento, no banco de trás do carro, ele tentava tirar um cochilo pois estava esgotado, contudo ao sentir que James diminuiu a velocidade, Ben levantou a cabeça olhando pra frente meio sonolento. “Nos chegamos?” - Mas era uma pergunta retórica com pois ele via que James mudava a rota. Quando foi abrir a boca para perguntar, o guarda voltou-se. Falar e Benedict ficou um pouco confuso. “Eu já te disse, fui pro gazebo, bebi, encontrei a Helena e só. Fui dormir.” - No entanto, era impossível não notar o aumento da velocidade do carro, o que fez Benedict encarar james pelo retrovisor. “What the hell is going on?”
“eu adoraria uma partidinha, não jogo futebol desde que me casei” para ser sincera jogara uma vez depois de casada, mas ela continuava treinando sozinha quando fugia um pouco dos guardas e de suas damas de companhia, era um de seus hobbies preferidos e gostava de praticá-lo quando tinha oportunidade. “olha, nisso eu vou adorar, sinceramente. eu adoraria ver a sua vinícola e se puder me ajudar seria ainda melhor, vou ser sincera” sorriu, não poderia deixar de aceitar aquela pequena ajuda, poderia lhe ser útil. não havia conquistado aquele sonho por puro medo de enfrentá-lo, de não saber por onde e nem como começar uma vinícola; vira na oferta uma ótima oportunidade de tentar descobrir aquilo, quem sabe não abrisse uma ela mesma. “olha, nunca tive muito do que reclamar, mas é divertido. as festas de final de ano são sempre as melhores, porque não ficamos sozinhos nunca, além de que aprendi muitas brincadeiras bestas ou apreciar umas boas bebidas. também não tinha problemas com alguma coisa porque eles podiam resolver pra mim” sentia falta dos irmãos e comentar sobre eles com benedict apenas a fez sentir ainda mais a falta dos mais velhos.
“Então vou combinar uma partida, te te procurar mais pessoas que queiram jogar, vamos montar dois times e então jogamos, o que acha?” - Seria extremamente divertido ter uma partida no palácio. Podiam fazer um evento beneficente com aquilo, haviam inúmeras possibilidades e ele só precisava falar com Alex. “Claro, quando quiser apareça lá na vinícola, estou lá quase todos os dias na parte da manhã.” - Ele contou pois assim ela poderia se programar e ele a ajudaria no que fosse preciso. Benedict riu ao ouvir a descrição dela, sentia que, se Dulce fosse sua irmã eles teriam se divertido muito quando criança, pregando peças nos funcionários e guardas, ou aprontando por aí. “Eu acho que consigo imaginar. Acho que se tivesse tido uma irmã a teria tratado da mesma forma.”