Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, ÁKOS PORTER em seus TRINTA anos, jura seguir o legado de JANE E TARZAN durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO III Com a bondade tocada em seu coração, recebe CORAGEM e não se permite ser corrompido por RAIVA. Por último, é deixado um corte na mão de LEWIS TAN como prova de seu comprometimento com a luz.
HABILIDADE MÁGICA: manipulação de areia, o usuário é capaz de controlar a areia, podendo usá-la como matéria-prima e moldá-la em diversas formas para vários tipos de finalidade. ele pode, por exemplo, fazer com que grandes quantidades de areia se ergam contra alvos na forma de uma tempestade arenosa ou lançar disparos mais concentrados de areia. além disso, ele pode dar formas sólidas à areia manipulada, podendo criar armas, estruturas de defesa, plataformas para se apoiar ou voar e até mesmo grandes construções, assim como capturar e esmagar alvos com força letal. em níveis mais altos de poder, o usuário pode até mesmo converter seu próprio corpo ou outros corpos em areia. suas limitações, no entanto, o impedem de gerar areia, podendo manipular apenas a que já existe e por esse motivo costuma carregar sua própria areia em uma cabaça (feita de areia) nas costas. outra limitação é a água, se a areia estiver um pouco úmida ele até consegue manipular, mas se estiver completamente encharcada é impossível para ele a manipulação.
OCUPAÇÃO: protetor de dados da magitech, lutador da blosson e honor, mecânico de racha no castigo nas horas vagas
DORMITÓRIO: 304 - Londres
CONEXÕES - HABILIDADE MÁGICA - HEADCANONS
resumo: a primeira coisa que você precisa saber sobre ákos é que ele não aparenta ser uma pessoa legal, mas no fundo é bem legal com quem ele permite se aproximar. nunca, jamais mexa com o irmão dele se não quiser um cara furioso atrás de si. o ákos possui muitas nuances e não é fácil resumi-lo, tem pesadelos terríveis com um incêndio e é esse o principal motivo de não se permitir dormir ao lado de pessoas estranhas. sim, ele pode ser violento se quiser, mas já faz alguns anos que sua fúria está controlada, preferindo descarregar a raiva profunda que sente em treinos ou competindo no dojo. não é do tipo simpático, a pessoa com a maior capacidade de revelar seu lado mais meigo é justamente seu irmão, quiça alguns amigos. não é dos mais pacientes, não que ele saia explodindo por aí, só... lida na maior parte das vezes com sarcasmo e ironia, talvez um pouquinho de ameaça só pra tirar abelhudos do seu pé. não gosta muito de lidar com pessoas de modo geral, preferindo os animais sempre que possível. ninguém sabe exatamente o que ele faz na magitech, só que ele trabalha lá. sua sede por entender como as coisas funcionam e os segredos por trás do conselho e a nata arthuriana é o que o move. tem uma vibe perigosa e misteriosa, é fácil enxergá-lo como um vilão do castigo ou um mafioso dos filmes nom maj, seja pelo seu porte físico ou sua cara de poucos amigos, mas ele tá bem longe de ser alguém ruim, apesar de vários defeitos e ter um certo prazer por quebrar narizes com os punhos. não é mais o adolescente explosivo e violento que costumava ser, porém, continua não sendo tolerante com injustiças e defende os castigados com unhas e dentes. não acredita em utopia, mas que storydom pode sim ser mais justa se assim todos quiserem. não se importa se gostam ou não dele, contanto que o deixem em paz.
viver no castigo não é fácil para ninguém, principalmente para uma criança, o lugar é um misto de caos e acolhimento, já que muitos ali se protegem, é meio estranho, mas funciona apesar da precariedade. a origem de ákos é desconhecida, nem mesmo ele sabe de onde veio ou de quem é filho.
cresceu nas ruas por não gostar do ambiente do orfanato, para falar a verdade ele foi acolhido por um mecânico que o ensinou tudo o que sabe hoje sobre carros e suas particularidades. é envolvido de alguma forma com os rachas desde criança, inclusive organizando apostas durante as corridas.
estavam na oficina quando uma ação dos defensores causou uma grande comoção, o lugar foi destruído, o homem morto e akos se viu sozinho novamente. foi ali que seu rancor e ressentimento por arthurianos cresceu e se alimentou. tornando-o violento até hoje.
aparentemente toda desgraça para castigados é pouca e depois de quase ser obrigado a voltar para o orfanato, um incêndio que ninguém sabe começou tomou conta do lugar. em sua tentativa de ajudar as crianças que ali estavam, akos foi gravemente queimado na orelha e nas costas, deixando-o com muitas cicatrizes. os pesadelos com um incêndio e gritos se fazem presentes desde então. um sonho tão perturbador que o faz acordar suado e gritando quase todas as noites e não há seção de terapia que resolva o problema. nem é preciso dizer que o segundo módulo da academia foi simplesmente terrível justamente por isso, ninguém queria dividir dormitório com ele, a maioria reclamava e não entendia que ele não tinha culpa. muitas vezes ele simplesmente saía e ia dormir nos jardins, ao menos lá ele não acordava ninguém e os animais dali ainda o acolhiam.
e adoção, como aconteceu? tomado por uma sede de vingança, o akos de treze anos planejou que tentaria a todo custo ser adotado por uma família arthuriana, só assim ele conseguiria se vingar e trazer justiça para o castigo. um excursão em mors se tornou a oportunidade perfeita, com cuidado se afastou do grupo e quando deu por si estava perdido na floresta prestes a virar comida de um urso. só que akos nunca foi medrosos e urrou com toda a força que conseguiu, numa tentativa de amedrontar o animal e sair vivo dali. tarzan ouviu o som e simplesmente se encantou com a coragem do adolescente, o adotou e o ensinou como se comunicar minimamente com os animais.
a habilidade e conhecimentos mecânicos se tornaram úteis, começou auxiliando no conserto dos transportes em mors e zootopia, sempre curioso e buscando aprender sozinho. ákos era um pré adolescente quieto, reservado e que vivia estudando mecânica e programação. o mundo tecnológico que abriu diante de seus olhos após ser adotado o fascinava. não era nenhum inventor, nem queria ser, mas adorava entender como as coisas funcionavam, descobrir como os sistemas de software eram criados e principalmente: o cheiro de graxa.
apesar de quieto, havia uma raiva incontida dentro de seu ser, além da sede por vingança e justiça. não, ele não era agressivo com seus pais adotivos ou com seu irmão, muito menos com os animais, mas sempre que se sentia frustrado socava alguma coisa ou uma árvore, quebrava algo… e vivia cheio de hematomas por causa disso. foi numa fuga aos dezesseis anos que conseguiu voltar ao castigo, reencontrou a academia gaston e redescobriu ali um passe livre para descontar toda a raiva que sentia. aprendeu a lutar de forma feroz e incontida, demonstrando aptidão para aprender diferentes estilos de luta, principalmente os mais violentos. havia um certo deleite quando seu punho acertava o rosto de alguém, sentir ossos quebrando embaixo de seus dedos era prazeroso.
entrou para academia aos dezoito anos e além da habilidade mágica, foi descoberto que ele era um verdadeiro garoto problema e brigão. não que ele arrumasse briga por causa de nada, simplesmente não conseguia levar desaforo para casa, muito menos ver injustiça ou alguém sendo maltratado, não… seu sangue fervia e a raiva juntamente da violência simplesmente explodiam de si. combinava mais com o dojo de shang devido ao estilo de luta, mas nem jane e nem merlin achavam adequado, por isso, foi colocado no dojo da mulan e apesar de não ter se tornado treinador por não querer mesmo, é um lutador lá até os dias de hoje.
os rachas continuavam o encantando, assim como a adrenalina, não era um bom corredor, tampouco corria muitas vezes, não… seu fascínio eram os carros e como eles funcionavam. aos poucos foi aprendendo mais e mais, e hoje possui uma garagem personalizada onde trabalha como mecânico para alguns corredores.
a desigualdade e hipocrisia que permeia storydom ainda o incomoda. sua ânsia de saber os segredos escondidos em conjunto com sua sede de vingança ganhou vida através da tecnologia, lhe dando acesso a algumas informações sigilosas. o primeiro segredo foi descoberto aos vinte anos quando invadiu o sistema da magitech e descobriu a respeito do sumiço da pedra de kida, assim como de um certo incêndio em um laboratório clandestino no castigo. claro que jim encontrou aquele que havia invadido seu sistema, ao invés de punição, ákos recebeu um convite para estagiar na magitech, o hawkins viu potencial no porter e foi firmada ali uma pequena aliança. não que eles soubessem o que havia por trás da intenção de cada um. não era importante no momento. ákos não era um gênio, mas se demonstrou dedicado e muito inteligente, aprendeu muito com milo e jim (ainda aprende), ele era bom com programação e principalmente com proteção de dados, por isso atualmente trabalha única e exclusivamente com proteção de dados dos sistemas da magitech ao lado de milo e jim.
jogou magibol pelos knights durante todo o módulo dois da academia, era uma ótima forma de deixar seu lado competitivo vir a tona e ainda mais divertido usar sua habilidade mágica para distrair ou confundir os oponentes.
ákos tem uma vibe de castigado que é amada ou odiada por muitos, quem o vê de longe acredita que seja um mafioso dos filmes nom maj, uma aura misteriosa e de intocável emana de si. não é mais o adolescente explosivo e violento que costumava ser, porém, continua não sendo tolerante com injustiças e defende os castigados com unhas e dentes. não acredita em utopia, mas que storydom pode sim ser mais justa se assim todos quiserem. possui uma tendência a ser sarcástico e debochado, muitas vezes finge estar perto de explodir só para impor algum medo. não se importa se gostam ou não dele, contanto que o deixem em paz.
a descoberta sexual também veio através do castigo, mais precisamente dentro do bordel soul, fazendo-o descobrir seu gosto entre quatro paredes, provando para si mesmo que não é do tipo que gosta de muito carinho na hora H. relações intensas, carregadas de certa selvageria e falas obscenas é o que o atrai, mais do que isso… é o que alimenta seu apetite sexual.
está no segundo ano do terceiro módulo, afinal o segundo módulo foi um inferno de difícil e mesmo que não tenha lhe faltado dedicação, repetiu dois anos. agora busca entrar para ordem, seu fascínio por conhecimento é o que o motiva, assim como a fome por descobrir os segredos que merlin esconde.
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« ♕ ☪ ⇀ Malika não era ingênua - exceto talvez por essa situação, em que se sentia completamente perdida pela primeira vez em muito tempo, e detestava cada segundo disso - ela sabia o que ele estava implicando. Golpe de estado. Não com essas palavras, é claro, tampouco uma acusação séria, ele falava mais como uma forma de suspeita; ainda assim, querendo e sabendo ou não, o que Akos sugeria, mesmo que não fosse imediatamente, desdobraria em traição. Malika estava tão chocada que por um momento esqueceu de toda a recepção fria, sua mente voltando para as engrenagens com a facilidade de sempre, com o abraço quente da normalidade que ela precisava tanto naquele momento. Ela sentia falta do calor que sentia quando estava com Akos, mas seria com alegria a Malika fria e racional de sempre se isso a devolvesse um pouco de sua compostura de volta - da arrogância, elegância, distanciamento - ela sinceramente aceitaria qualquer um deles que a fizesse sentir menos indigna e patética agora. ❝―――――Está falando de traição, Akos ❞ falou quando finalmente achou sua voz, contente o bastante por ela ter saído firme ❝―――――De lesa-majestade ❞ prosseguiu, mais baixo, ainda contemplando a ideia na mente. Não tinha qualquer razão para defender David Charming ou a Fada Madrinha, na realidade, eles eram exatamente os integrantes do Conselho que Malika constantemente duvidava da capacidade, e eram os que mais queria ver substituídos. ❝―――――Sei que eles são ambiciosos e delirantes, mas isso é… É muito sério. Isso é uma preparação de campanha contra o rei escolhido. Não agora, mas a longo prazo ❞ suas palavras eram baixas, e parecia que ela falava mais consigo mesma do que com ele, como se tentasse desvendar a lógica da situação e sua probabilidade. Achava que fosse provável? Talvez não muito, mas era possível? Sim, achava que era. ❝―――――Nem todos do Conselho são assim, eles não permitiriam isso ❞ finalmente voltou o olhar para Akos, sua voz um pouco mais firme com a convicção de defender sua mãe. Jasmine nunca ficaria do lado de Charming e da Fada Madrinha naquela situação, ela respeitava o rei escolhido e as leis do reino, ela acreditava na magia pura da Excalibur e do Light One. Céus, Jasmine discordava de Charming e Fada Madrinha o tempo todo no cotidiano do Conselho, ela era uma de suas maiores oposições! Sua mente fraquejou com a admissão seca de que ele tinha, de fato, recusado sua visita, e Malika sentiu o coração doer um pouco, querendo tomar conta enquanto ela lutava para deixar a mente no comando. As falas seguintes tornaram seu trabalho mais fácil - duras e curtas, sem emoção, só distância e frieza, ela sabia fazer isso também, porque enquanto as pessoas achavam que a raiva era quente e explosiva, a de Malika era fria e corrosiva, e foi mais fácil se apoiar na raiva que sentia - dele, mas principalmente dela mesma - do que se permitir mostrar o quanto estava magoada. ❝―――――Isso complica as coisas? É, aparentemente complica mesmo, mas não se preocupe, eu vou descomplicar. É óbvio agora que eu tinha entendido errado tudo isso ❞ começou, se aproximando da cama e o olhando de cima do facilidade já que ele estava deitado e ela usava um dos seus saltos costumeiros ❝―――――Deve ter sido chato esperar que eu caísse em mim. Ou divertido, não sei. Em retrospecto, eu demorei um pouco realmente, devia ter percebido nas inúmeras vezes que você não quis ficar até o amanhecer. Só se estivesse acordado, não é? ❞ o tom era ácido para esconder a mágoa, um sorriso falso e sarcástico numa vã tentativa de fingir que estava bem; ela gostaria de dizer que não sabia de onde o corte gratuito tinha vindo, mas ela sabia: tinha vindo da pequena voz da insegurança que Malika ignorava e não permitia que crescesse quando estavam juntos, mas que toda vez que Akos a levava para o seu quarto, e não para o dele, ela escutava. Todas as vezes que acordava de manhã cedo e ele tinha saído, mesmo que voltasse com o café da manhã. Todas as vezes em que ela não pode dormir na cama dele. Todos os vazios que ela sentiu depois de ter esperado acordar com ele ao lado. ❝―――――Mas eu percebi agora ❞ finalizou, a voz apenas um pouco mais quebrada depois de ter repassado todos seus momentos de insegurança na mente ❝―――――Então vamos descomplicar. Nem Rajah nem os outros se incomodam com Hellcat, e ela fica comigo na Academia a maior parte do tempo ❞ ele não precisava saber que Sultana, sua gata que morava no dormitório com ela, tinha estranhado e brigado com a monsterpet no começo, elas haviam chegado em uma espécie de trégua depois que perceberam o estado de espírito miserável de Malika. ❝―――――E por que ela continuaria comigo depois da sua volta? Está querendo mais privacidade, é isso? ❞
era interessante observar as pessoas, ver a mudança em suas expressões faciais, decifrar o que os outros estavam sentindo era mais do que um hobby, era um questão de sobrevivência para ele. observar Malika era um caso a parte, indiretamente Akos se pegava tentando arrumar desculpas para seu ímpeto de fazê-la enxergar melhor o mundo à sua volta. a nuances faciais dela eram instigantes, enxergava com facilidade o possível juntar das peças na mente da mulher, quase conseguia ver a engrenagens funcionando e isso lhe deu um imenso prazer. a sobrancelha se ergueu com o desdobrar das palavras, sua linha de raciocínio convidativa para ser apreciada. “não acho que eles tenham permitido, sequer possuem conhecimento do que aconteceu de fato…” respondeu de forma direta e simples. no entanto, não pôde esconder a decepção que sentiu com aquelas palavras, não porque ela não tinha ido ao ponto que ele queria, mas sim por aparentar ainda não enxergar muito bem a realidade. “você é inteligente Malyeek, é prática e racional, não é possível que não enxergue o que está nítido: Charming nunca escondeu seu desgosto com o Rei e já tentou ser eleito no lugar dele, a campanha contra o rei eleito existe faz tempo, só não enxerga quem não quer. duvido que o próprio Arthur e Merlin não tenham percebido”. no fim ela era filha do sistema, mesmo que não concordasse com tudo que era feito. talvez fosse o fato dela ser certinha demais que a fizesse não ver certas coisas, confiar cegamente no conselho era um erro na visão dele. claro que Akos entendia que nem todos eram tão desconfiados quanto ele, não esperar nada de ninguém o protegia, tentar prever as ações dos outros também. ultimamente o Porter estava duvidando até de Merlin, mas isso não quer dizer que não o respeitava, a verdade é que ele respeitava e até mesmo admirava boa parte do conselho, Jasmine sendo uma delas. qualquer pessoa que discordasse do Charming e da Fada Madrinha ganhava algum respeito de sua parte. aquele pequeno rompante raivoso era o que ele queria, fazê-la o odiar e acreditar em algo que ele não era tornavam as coisas mais fáceis, mas não menos dolorosas. num primeiro momento se sentiu confuso com algumas coisas que foram ditas. tolo, como não percebeu que a magoava? não que Malika fosse fácil de ler, ela era interessante de se observar, mas não necessariamente fácil, não mesmo. no entanto, ali naquele momento ele a lia perfeitamente, a forma como tentava esconder o quanto estava doendo nela também e principalmente como ele estava fazendo mal a ela. num impulso que não soube de onde veio ou sequer conseguiu controlar, a mão dele agarrou o pulso feminino e a puxou para si, a perna se levantando para empurrá-la para o outro lado da cama, fazendo a cair de costas sobre o colchão enquanto ele movia o corpo para prender o dela sobre a superfície macia. os joelhos pressionavam o quadril dela e a destra larga e grande segurava os dois pulsos de Malika sobre a cabeça. “primeiro, não fale sobre o que você não sabe, se havia algo te incomodando deveria ter perguntado. posso ser muitas coisas, mas não falo sobre o que não sei”. sibilou com os olhos escuros grudados nos dela, aquela distância curta mexendo completamente com sua mente. a vontade súbita de beijá-la quase o dominando, o calor do corpo feminino um lembrete do quando seu corpo exigia o dela. “Hellcat continua com você porque ela sabe e sente de alguma forma que você precisa mais de proteção do que eu. e não, eu não vou explicar nada pra você. há muitas coisas que você não sabe sobre mim e que eu não posso contar, pelo menos não agora. se quer me ver como um monstro ou o quer que seja fique a vontade, não vou negar que isso facilita as coisas pra mim. você é incrível Malika, mas o que fizeram comigo, as coisas que descobri e o que está acontecendo em Storydom é maior do que nós dois e eu não posso mais me deixar distrair por você, tenho uma missão a cumprir. somos diferentes em muitos aspectos e você jamais aceitaria o que faço, não quero te machucar mais do que claramente já machuquei, mesmo que essa nunca tenha sido minha intenção”. era difícil continuar olhando para ela, mas Akos permaneceu ali, a olhando nos olhos e arfando durante todo o seus discursos, muitas coisas nas entrelinhas que não podiam ser ditas. no fim era esse o motivo dele se afastar, não queria que ela se machucasse mais, ainda que não fosse ele que a machucaria realmente. a soltou e se levantou da cama, caminhando até a porta e a abrindo. “se não ficou claro, está tudo acabado. pode me odiar se quiser… só me deixe dormir, estou esgotado” e essa conversa só me drenou ainda mais, foi o que teve vontade de dizer, mas se calou. dessa vez ele não olhava para ela, só queria realmente que ela fosse embora.
Um leve estreitamento de olhos foi tudo o que Alistair lançou ao Porter, sem acreditar que ele tinha aceitado a ideia de quebrar a maldição sem grande discussões, seria apenas ele receoso de participar daquilo? “ Sorte a sua, e quem foi a felizarda ou felizardo que lhe ajudou? Só para que eu não aborde a pessoa pedindo ajuda depois. ” Indagou e abriu um leve sorriso para o outro enquanto a taça ia em direção aos seus lábios. “ eu não faço ideia se essa é a maldição que me foi lançada, mas incrivelmente o vinho de sangue é muito bom, mas não ponderei se era feito de sangue de verdade. ” Ele esperava que não, mas isso não o impediria de continuar bebendo. “ Eu acho que não seria uma maldição apropriada para mim, levando em consideração que não ando beijando absolutamente ninguém, talvez na verdade, seja uma boa maldição, nunca se sabe. ” Deu levemente de ombros, não querendo entrar no mérito de sua vida amorosa fracassada.
"não acho que alguém irá se importar de ser abordado uma segunda ou terceira vez, basta que a pessoa queira te beijar...” declarou em tom neutro e simples, se aproximando alguns passos para murmurar para ele as palavras seguinte. “eu ajudei três almas que me pediram ajuda, então... se arrisque” sugeriu com uma piscadela, como se tivesse acabado de compartilhar um segredo. “cada um com seu gosto, não é mesmo?” encolheu os ombros se afastando novamente, não seria ele a julgar o gosto alheio, mesmo que preferisse outro tipo de bebida, vinho definitivamente não era a sua praia. “não acho que seria uma boa maldição se qual for o caso, também não há garantias que será essa, só dei um exemplo. pode ser algo pior, vai que te nasce chifres na cabeça ou rabo na bunda? tudo é possível” apesar do tom relativamente sério estava provocando o homem, surpreendentemente o Hopps estava sendo uma boa distração, além de ser interessante observar suas reações. “Alistair, meu caro, isso é um pedido de ajuda? Sempre posso te apresentar alguma amigas, se tiver interesse, tudo depende do que está procurando”
« ♕ ☪ ⇀ Seu primeiro instinto foi defensivo, e aproveitou-se do fato de que ele tinha agarrado seu braço que tinha a pulseira-corrente de ouro, transformando sua pele no metal até a altura do cotovelo. A surpresa do lobisomem somada à diferença de força do material a permitiu puxar o braço de volta para se soltar sem maiores esforço ou dor. Antes mesmo de conseguir desanuviar a mente alcoolizada e pensar em alguma saída mais próxima do que normalmente faria - controlar a situação, se manter calma, conversar diplomaticamente - viu alguém passando para se colocar entre ela e o lobisomem. Ela nem tinha visto seu rosto ainda, até em função da máscara, mas não tinha dúvidas de quem era; parecia que no tempo que passaram juntos - ou o tempo que ela pensava que estavam juntos - Akos tinha se tornado seu maior objeto de estudo, e cada detalhe seu parecia dolorosamente gravado em sua memória que teimava em não esquecer. Apesar da surpresa de tê-lo por perto depois de dias em que evitavam um ao outro, ela se forçou a se concentrar na cena, ignorando o coração fora do ritmo, traidor, e a sensação de alívio e segurança que vinham com ele. Instintivamente seu corpo se colocou para mais perto de Akos, mas começou a perceber que chamavam atenção de algumas pessoas na pista ❝―――――Ele ouviu, tenho certeza que nenhum de nós quer chamar atenção do anfitrião e acabar com a festa mais cedo, não é? ❞ assumiu, lembrando aos dois do que provavelmente aconteceria se começassem uma briga. Segurou o braço de Akos e colocou uma leve pressão para que ele recuasse ❝―――――Vamos indo, acho que cairia bem uma água ❞
não se importava muito se estava chamando a atenção ou não, ainda que estivesse bem controlado e avaliativo, de fato chamar uma atenção negativa não era algo que queria. apesar de sua irritação estar sob controle, no instante que Malika segurou seu braço se sentiu mais calmo, o problema estava na criatura... aparentemente o lobisomem não recebeu muito bem a intromissão e talvez até teria pego Akos de surpresa se não tivesse rosnado antes. Porter nem mesmo esperou para ver, ouviu o rosnado e já reagiu, impedindo que o animal o mordesse com um belo soco.
“amadores...” suspirou e revirou os olhos, não ficaria ali para criar ainda mais tumulto ou esperar o bicho revidar, segurou a Malyeek pelo pulso e a puxou pelo salão, não iria para muito longe, só queria sair de vista um pouco. quando já estavam do outro lado do recinto ele finalmente parou, pegou uma taça numa bandeja e abriu a máscara bebendo todo o conteúdo de uma só vez. “não acho que uma água me acalmaria” declarou com humor, levemente indignado. “você tá bem? ele te machucou?” os olhos ágeis rapidamente correram sobre a face e todo o corpo dela, constatando não só que ela estava bem, como também que estava uma verdadeira perdição. deveria simplesmente lhe dar as costas e ir embora, já tinha feito seu papel e a defendido, não precisava ficar aqui lá na presença dela. aquela porra ia enlouquecê-lo em algum momento, doía estar longe e doía estar perto. o que o impedia de fato de colocá-la sobre os ombros e jogá-la sobre seu colchão? o medo de perdê-la para sempre e nem conseguir mais vê-la. bufou frustrado com a situação em que se encontrava, pela primeira vez sem saber realmente como agir.
O Jardim das Estátuas estava um tanto cheio devido ao acontecimento, então era de se esperar que Selene estivesse um tanto apreensiva de andar entre tantas pessoas que tinham escutado sobre a maldição que tinha sido colocado sobre os presentes. Uma brincadeira de mal gosto, mas lá estavam todos, esperando um milagre guiar as pobres almas. Tinha mandado mensagem para quem achava que aceitaria entrar nisso para quebrar aquilo com ela, afinal não eram todos que ela simplesmente beijaria. Era uma jovem exigente, principalmente porque dizia que sua boca não era lixo. Estava encostada perto da porta, o macacão vermelho justo não sendo nada discreto contra a parede escura. Um sorriso apareceu nos lábios de Selene ao ver que a figura conhecida aproximava-se, apertando botão e fazendo com que o capacete de ranger vermelho sumisse. “Você veio, Akós Porter.” Os olhos passaram pelo corpo alheio lentamente, tentando não passar muito tempo no abdômen exposto. A Fantastic era humana, no final das contas. Tentou não parecer tão desconcertada. “Essa fantasia…” Balançou a cabeça como se as palavras tivessem sido o suficiente.
se aquela história de maldição era verdade ou não ele certamente não pagaria para ver, não porque seja alguém supersticioso, mas já estava tendo azar demais para querer arriscar carregar consigo uma maldição. estava fazendo o seu melhor para não beijar uma arthuriana, não que tivesse algo contra elas, só... queria evitar. no entanto, após receber a mensagem de Selene foi difícil resistir, até porque se havia uma arthuriana que ele beijaria além da que estava evitando, certamente era a fantastic. a melhor parte de se envolver com a mulher é que não havia complicações, tudo era cristalino como água, uma relação puramente carnal e levemente amistosa. sem ter nada a perder a não ser continuar amaldiçoado rumou para o jardim das estátuas. deixou a máscara aberta para facilitar a visão. “precisava vir conferir pessoalmente seu envolvimento com o mais novo criminoso de Storydom” declarou se aproximando a olhando de cima abaixo, a visão do corpo feminino era sempre espetacular e sua fantasia não deixava espaço para imaginação, não que ele precisasse disso, já tinha visto seu corpo nu vezes o suficiente para gravá-lo na mente. “nada que você já não tenha visto antes” o sorrisinho safado no canto dos lábios foi inevitável. movimentou os braços retirando duas adagas, uma de cada bracelete. “vamos encontrar um lugar melhor e partir para a melhor parte logo” não estava impaciente, só queria se perder na distração que a mulher conseguia lhe proporcionar o mais rápido possível.
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Se Akos pretendia ir até o mundo non-maj trajando aquela máscara ele com certeza teria sucesso na tarefa de assustar as pessoas de lá, já que o surgimento de um ser com cara de Chacal e quase dois metros de altura tinha sido assustador o suficiente para Theodore. “ Tudo bem. ” Ele respondeu simplesmente, olhando para o irmão, mesmo que não adiantasse muito para que ele recuperasse o fôlego. Seguiu as instruções do exercício de respiração que tinha aprendido ainda quando era mais novo e assentiu para o outro. “ Tem certeza? não está ocupado? ” Akos era mil vezes mais popular que Theo, então ele estar ali lhe dando atenção apenas levantava a suspeita do mais novo, ele não parecia que dispensaria a companhia dos demais para ficar ali lhe ajudando.
olhava para o irmão com atenção, sempre teve dificuldade em entendê-lo, em lê-lo... era estranho, pois, não havia esse problema com as outras pessoas, a maioria delas eram fáceis de ler, mas não Theo. após ser preso Akos se tornou ainda mais protetor, ainda que não deixasse o mais novo perceber, estava sempre de olho, aquela situação iria enlouquecê-lo a qualquer momento. “nunca estou ocupado pra você, Theo. cara, você é meu irmão, sabe que pode contar comigo para o que precisar, não é? porque se não sabia antes, tá sabendo agora” declarou por fim, mantendo os olhos sobre o irmão, tomando o cuidado de perceber se ele estava melhor. “acho que a cidade é aleatória, então vamos torcer para cair num lugar fácil. quer que eu segure sua mão ou algo do tipo?” em outro momento teria feito a pergunta só para zoar o irmão, não por achar que ele era uma piada, mas por considerar que fazia parte daquela relação fraternal, no entanto, estava falando sério, sua preocupação era real ali.
« ♕ ☪ ⇀ Ela se sentia incrível. Ou, ao menos, o melhor que conseguia se sentir desde que brigara com Akos e começara a evitá-lo a todo custo - não que precisasse, já que ele parecia estar fazendo o mesmo, não tinha nem ido buscar Hellcat, que passava mais tempo no seu quarto do que qualquer outro lugar, para a frustração de Sultana. Parecia que Halloweentown tinha lhe dado a desculpa para se libertar e se divertir, mas só tinha conseguido o humor para isso com a ajuda dos doces de Rhae, e agora das bebidas que ela não mais se controlava como antes. Já tinha perdido a conta de com quantos homens, mulheres e monstros tinha dançado, parecia que dançava há horas e não enjoava, presa em um estado de transe entre bebidas, música, parceiros e dança - quase como os mitos das fadas de antigamente. Subiu a mão boba do lobisomem com quem dançava pelo o que pareceu ser a quarta vez antes de finalmente perder a paciência e tentar sair de perto dele, apenas para ser puxada de volta, e quando disse que não queria mais dançar, ele pontuou não apenas que ela tinha dançado com todo mundo, mas que estava perto da valsa fantasmagórica. ❝―――――Bom, eu não vou dançar com você ❞ foi mais direta e grossa do que geralmente se permitia em eventos sociais, mas o álcool lhe dava mais ousadia e menos bom senso. Com a nova investida do lobisomem, Malika deu um passo para trás, mas ele conseguiu pegar seu pulso ❝―――――Don’t touch me ❞
era corrosivo o que estava sentindo, sempre se considerou um animal selvagem (quase um monstro) e pela primeira vez se sentiu verdadeiramente como um. era como se um animal enjaulado estivesse dentro de si, pronto para atacar ao menor sinal. pegou a primeira taça que apareceu na frente e virou, se era sangue ou outra bebida nem sentiu, uma tentativa vã de se acalmar diante do desenrolar da cena próximo a si. céus, como não surtar naquele momento? os olhos ágeis vasculharam o salão a procura de uma fuga enquanto seu corpo inteiro parecia estar sendo atraído feito um imã para o que não devia. e ali estava, a ação que fez pender sua balança moral e ciumenta. não pensou muito e só agiu, com passos largos se intrometeu entre Malika e o tal Lobisomem. “Keep your hands off of her!” um berro poderoso se fez presente junto com um empurrão bem no peito da criatura.
“ela disse para não tocar nela, não ouviu?” retrucou em um estado colérico, a sorte de Akos é que já tinha anos que ele havia conseguido controlar sua raiva e agressividade, era o que estava o ajudando não perder o controle naquele momento, até porque não seria bonito ou benéfico para ninguém.
ele só podia estar ficando doido. o maxilar já estava doendo de tanto que o travou até aquele momento. veja bem, Akos nunca foi um cara ciumento, até porque nunca esteve em um relacionamento de verdade e a partir do momento que não há rótulos todos são livres para fazerem o que quiserem. então que raios de sentimento corrosivo era aquele que estava sentindo? bufou antes de simplesmente dar meia volta e procurar a saída, dando de cara com @kingsleyivy. “não tem vergonha de me deixar vagando por aí assim sozinho, esposa?” provocou torcendo para que ela o reconhecesse sem precisar abrir a máscara de metal que usava. “o que acha de me acompanhar até qualquer lugar que seja longe o bastante daqui e me impeça de cometer um homicídio?” é... pelo desespero na voz dava para perceber que o Porter sempre tão controlado estava bem perto de surtar. a música que tocava também não ajudava em nada, só o fazia sentir-se mais irritado.
Existiam várias datas comemorativas que Alistair Hopps preferia ao Halloween, ele gostava do natal, páscoa, dia dos namorados, qualquer um desses dias era muito melhor do que estar supostamente amaldiçoado por uma bruxa. Sua descrença só não era maior do que sua irritação de saber que se não conseguisse quebrar a maldição sequer sabia o que podia acontecer consigo. Estava virando mais uma taça de sangue e resmungando pelo salão quando encontrou com MUSE lhe encarando. “ o que foi? não está preocupado com a maldição? pois eu estou, mas não estou disposto a cortar minha mão e entoar cânticos para me livrar dela. ” declarou enquanto secava a taça e apanhava outra.
como o bom observador que era o fato de alistair estar tomando mais de uma taça de vinho não passou desapercebido. olhava o homem com curiosidade e se perguntava se o Hopps estaria possuído pelo espírito de um vampiro ou algo do tipo, se é que isso era possível. “na verdade já me livrei dela, será que você já está ficando amaldiçoado ou só passou a gostar de sangue mesmo?” indagou movido pelo tédio e vontade de talvez provocar o homem, era estranho que alguém que não estava disposto a cortar a própria mão estivesse bebendo tanto sangue. “o que há de tão ruim em cortar a mão e entoar cânticos? não acha que é melhor do que ganhar uma maldição que nem sabe qual vai ser? vai que você passa a sugar a vitalidade de qualquer mulher que beije, isso não seria pior?”
A ideia de ir para o mundo non-maj não era algo que apetecia a Theodore, no entanto, ele não tinha escolha, tinha? Ele sabia que era incapaz de assustar humanos trajado como Milo, mas ele tinha um plano bem elaborado e se pudesse usar os poderes naquele local seria melhor ainda. Estava pronto para atravessar o portal em direção a uma das inúmeras cidades comuns quando MUSE surgiu ao seu lado, fazendo com que o próprio Theo se sobressaltasse. “ ok, o próprio susto não conta não é? ” Indagou para a pessoa ao seu lado, levando a mão até a altura do coração para senti-lo acelerado, se era pelo susto ou pela ansiedade de atravessar o portal ele não sabia precisar. “ eu vou ter uma crise de ansiedade a qualquer momento. ”
procurava o irmão por acreditar que ele fosse precisar de algum tipo de ajuda, não foi uma grande surpresa encontrá-lo hesitante em frente ao portal que levava ao mundo dos humanos. “não... e desculpa, não quis assustá-lo” comentou abrindo parte da máscara de metal e fitar melhor o mais novo. “Theo, olha pra mim” pediu se posicionando em frente a ele e se baixando levemente para que pudesse olhar nos olhos do irmão. “respira com calma” comentou começando o exercício de respiração que tinha aprendido para ajudá-lo durante as crises. “não precisa ficar preocupado, eu vou com você e te ajudo se for necessário” sua intenção era deixar que o irmão se virasse sozinho e fizesse o que precisava fazer, o ajudaria apenas se realmente fosse necessário. não gostava de fazer tudo pelo mais novo, para Akos era importante que ele entendesse que podia fazer as coisas por si próprio, por isso, tentava sempre ajudá-lo a ter autonomia.
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Ter @dharkos como seu novo colega na Távola Redonda não tinha tornado seu humor melhor. Além disso, a seu ver, a incorporação do rapaz como recruta tinha sido um tanto repentina, como se houvesse mais acontecendo sem que Bora estivesse ciente. Claro que não podia questionar o pai diretamente a respeito. Tampouco queria mostrar demasiado interesse no filho de Tarzan. Ao se deparar com ele num corredor que levava ao que só podiam ser as criptas a respeito das quais tinha lido no romance non maj de Bran Stoker, suspeitou que estivesse sendo seguido. ‘ Ah, Akos ’ cumprimentou, com um sorriso que não mostrava os dentes. ‘ Eu já estava voltando para o salão ’ mentiu, meneando a cabeça, sem querer que o outro tirasse conclusões a respeito de seus gostos pessoais. ‘ Como acha que ele consegue SANGUE por aqui? Será que a cidade tem voluntários? ’ ele duvidava muito.
não era um sádico, pelo menos achava que não, mas seria mentira negar que não estava gostando do quanto Bora parecia incomodado desde que entrara para os defensores, não que tivesse algo contra o homem, talvez Akos só gostasse do incômodo que gerava em algumas pessoas. explorar o castelo não estava o ajudando tanto a se distrair quanto gostaria. foi ao virar num corredor que se deparou com ele, foi a resposta e ações do outro que o deixaram intrigado. uma sobrancelha se ergueu e o encarou avaliativamente, não que fosse dizer alguma coisa que possa ou não ter percebido, no entanto, não deixava de ser curiosa a reação do homem. “Hunter, você não me deve satisfação” declarou achando certa graça mesmo que não sorrisse. “eles tem portais para o mundo non-maj, com certeza atacam os humanos quando precisam ou roubam de bancos de sangue em hospitais”. duvidava que se dariam ao trabalho de criar uma fonte mágica de sangue fresco, nem mesmo sabia se isso seria possível.
não sabia dizer como chegou no corredor dos pecados, observava as portas com atenção, não foi difícil perceber qual brilhava mais. o que encontraria lá dentro? debatia internamente se deveria entrar logo na porta da ira ou se bebia um pouco mais antes de fazer isso, sabia exatamente quem encontraria do outro lado, o foco atual de toda a sua raiva. riu diante do barulho que ouviu e se virou só para encontrar a mocinha travessa que o fizera. “isso é um grunhido ou um rosnado, Tabb? estava tentando me assustar?”
“Come now, don't be shy. Show me your terror!” by @chocolatewithpimenta
de quem tinha sido a ideia de ir até a boate teen wolf? provavelmente de Max, era sempre dele essas ideias, pegar o máximo de mulher possível ou algo do tipo. talvez o Porter estivesse se deixando levar pelas ideias do amigo naquela noite, no entanto, tudo tinha limite e aquele era um deles. “não estou no clima para ser um terror essa noite, Spring. o que acha de só me fazer companhia na bebida?” sugeriu erguendo o copo, a máscara estava aberta na frente para que conseguisse beber.
“i felt the fatal touch of a forbidden lover”. by @ayferrou
explorar o castelo lhe pareceu uma boa ideia, era melhor do que ficar no foco do baile em si, se manter distante de quem precisava evitar. vasculhava pelos corredores sem curiosidade, não sabia o que procurava, só queria se distrair, tinha acabado de abrir uma porta quando ouviu a voz feminina atrás de si. “tá se envolvendo com arthurianos agora, ayfer?” a questão foi levantada em tom incrédulo e julgador, apesar de ser só uma provocação. virou-se e a olhou de cima abaixo, gostando do que estava vendo. avançou alguns passos na direção dela e deslizou o indicador sobre sua face. “o que acha de me ajudar a encontrar o quarto do drácula?”
trincou os dentes com tremer do corpo diante da aproximação alheia, era impressionante o quanto aquela porra de conexão da lua de sangue era poderosa, ele não precisava nem se virar para saber que @malika-malyeek estava por perto. conseguiu se conter por um tempo, mas não foi forte o bastante, precisava colocar os olhos nela de novo, não dava para evitá-la pra sempre. ela o reconheceria com aquela máscara animalesca que lhe cobria toda a cabeça e parte dos ombros? aquilo pesava. as mãos se fecharam em punho involuntariamente. quando os homens iam aprender que não deveriam usar as mesmas táticas com todas as mulheres? quando aquele cara ia perceber que não era aquele tipo de aproximação que malika gostava? não pretendia interferir, estava olhando de longe apenas para garantir que ela estava bem. mentia para si mesmo sem qualquer vergonha.
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“can you hear the evil dead singing?” by @foradacaxinha
aquele corredor tinha um ar sombrio e Akos estava aliviado por ter conseguido com Jim um anel onde conseguia manter sua areia estocada para emergências. matar um monstro naquela cidade talvez não fosse visto com bons olhos e a última coisa que queria era atrair mais problemas para si. acreditava estar sozinho naquela escuridão que mais parecia um labirinto. um sibilar maligno podia ser ouvido ao longe e foi com certa apreensão que ouviu a voz feminina. virou-se para olhar a mulher meio puto. “me seguir e perturbar é seu passatempo preferido, né?” retrucou meio mal humorado. “fique mais perto, não sou eu quem vai tentar comer você”
como o bom observador que era já tinha percebido que @dominiquelefou estava um tanto quanto diferente. até poderia colocar a culpa no nível de álcool no sangue para sua investida, só que não era o caso, Akos sabia beber e não bebia ao ponto de ficar tão bêbado assim. “é o seguinte, não sei quem tá aí no lugar da Dom, mas preciso quebrar uma maldição e não tô afim de beijar uma arthuriana. será que tenho chance contigo?” talvez o braço no ombro alheio fosse um pouco demais, a Lefou não se importaria, restava saber se o espírito que a estava possuindo ia se incomodar. chegava a ser cômico para o Porter ter que praticamente implorar um beijo para uma assombração, era Halloween e não estava se importando, tudo que pudesse fazer para se distrair de quem estava ocupando sua mente era bem vindo.