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Local: Cidade Non-Maj de Nova York
– Nova York? Sério?! Ninguém se assusta com nada nesse lugar! – Ben exclamou, olhando ao redor para onde a porta o tinha transportado. Tinha assistido televisão non-maj o suficiente para saber do fato. E, para começar, ele já não era a pessoa mais assustadora do mundo. Como é que ia assustar alguém?! Na noite de Halloween, quando todos esperavam ser assustados?! – Eu vou ter que morar aqui para sempre…
A porta, que tinha sumido atrás dele, reapareceu e fez um som de aviso. Ben pulou para o lado quando a porta cuspiu Muse diretamente onde ele tinha estado parado um segundo atrás, antes de desaparecer novamente. – Ok, não entre em pânico… Mas temos que assustar um non-maj em Nova York. Ou, na verdade, dois non-maj… Agora que somos dois.
Local: Jardim das estátuas
– Você acha que essa estátua se parece comigo? – Ben perguntou, um pouco nervoso sob os olhares de todas aquelas estátuas. Aquilo tinha que ser alguma violação de algum código mágico, mas sabia que as leis deviam ser diferentes em Halloween Town. Isso não queria dizer que ele não se sentia mal sobre aquelas criaturas aprisionadas. – Minha mãe sempre disse que eu pareço meio escandinavo com esse rosto…
Esse, naturalmente, não era o rosto que Ben tinha nascido. Tinha mudado-o acidentalmente durante a sua iniciação na Academia e desde então não tinha conseguido dominar seus poderes o suficiente para voltá-lo ao normal. Nem sabia mais qual seria o seu rosto normal agora que estava crescendo com este.
– Ah, olha, aquele ali tem uma barba! – Ben tentou pegar na barba da estátua, que era mais escura que o resto, só para ela soltar um grito e sair voando. – AH! NÃO! ERA UM MORCEGO! ERA UM MORCEGO!
Local: Biblioteca Vampírica
– Aha! Eu sabia que tinha que ter uma biblioteca aqui dentro! – Quando ouvira falar sobre os corredores temáticos, sabia que a magia tinha que vir de algum lugar. E onde havia monstros, havia magia de transfiguração. E onde havia magia de transfiguração, tinha que haver livros que pudessem ajudá-lo com a própria habilidade. Não eram muitos que faziam o que ele podia fazer com a liberdade que ele conseguia. Por isso, era difícil aprender qualquer coisa que fosse sobre a sua habilidade. Não conseguia transformar os outros e, portanto, tinha que treinar em si mesmo, o que era péssimo. Ele detestava mexer no seu rosto porque, se ficava estranho, ele tinha vontade de não aparecer para a aula.
Ben percebeu que Muse já estava lá dentro, explorando o lugar antes dele. Ele sorriu de forma apologética, abrindo um sorriso. – Ah, desculpa. Biblioteca, né? Prometo ficar quietinho que nem um fantasma! – Ele se virou para as fileiras e mais fileiras de estantes. Levaria a noite toda, tempo que ele não tinha para procurar sozinho. Precisava voltar ao salão e dançar com Anne em algum momento. – Promete me avisar se achar algo sobre transfiguração? Não tenho muito tempo.