Família, até que ponto é bom?
Oii, olha eu de volta aqui, como sempre questionando e colocando as coisas no lugar aqui dentro dessa cabecinha maluca. Dessa vez a dúvida é família!!
Família, o bem mais precioso que temos. Principalmente os nossos pais, não importa se são nossos pais de verdade, ou se são pais que adotaram você. O que importa é que eles te amem, te passem tudo que aprenderam nessa vida. Bem é o que dizem ...
É o primeiro lugar à qual temos acesso. É dentro dela que determinadas atitudes, como demonstrar e receber carinho, compartilhar, respeitar, falar e escutar, entre tantas outras, são aprendidas por meio do convívio. É realmente uma troca muito bonita a que ocorre no seio familiar, mas devemos reconhecer que essa convivência é uma arte e requer uma série de cuidados para que as divergências, que são inevitáveis, venham para trazer ensinamentos, e não rupturas.
Cada indivíduo é único, e esse é um fato que não pode ser ignorado. Mesmo que vêm de uma mesma família e receberam a mesma criação, são diferentes e têm a sua própria forma de agir e enxergar as coisas, simplesmente porque vivenciaram experiências que nunca serão exatamente iguais. É daí que surgem as divergências, pelo fato de cada um ter o seu ponto de vista sobre um mesmo assunto.
As divergências são inevitáveis, fazem parte do curso natural da vida, mas esse sentimento de ter pouco ou nada a ver com a família, além de gerar brigas, desavenças e estranhamentos, pode provocar uma sensação de culpa, afinal, como rechaçar as piadas grosseiras do pai ou as críticas passivo-agressivas da mãe, como conviver com as implicâncias do irmão, e as expectativas criadas, quando o que se prega é devemos amar a família acima de tudo (e aceitá-la do jeito que ela é).
Dentro de uma família, um casal pode ter divergências sobre a forma correta de educar os filhos. Os filhos podem não concordar com as medidas adotadas pelos pais, os irmãos podem não concordar com as atitudes tomadas nos cuidados dos pais já idosos. Os pais podem não aceitar as decisões tomadas pelos filhos que vão se tornando adultos. Enfim, são muitas as situações que podem ser geradoras de atrito, e é aí que a arte da convivência se faz necessária, tendo como base alguns pilares, como o respeito, dialogo, empatia, limite, convivência e compreensão. Será que é tão fácil erguer esses pilares?
E no fim quando esses pilares trinca, tem rachaduras, ou não são erguidos, o que temos é apenas CRISES, e atire a primeira pedra quem as nunca teve? Quem nunca viveu ou sentiu? No namoro, no casamento, na família ou com amigos. Poderia ser engraçado se não fosse trágico. As pessoas procuram um relacionamento de contos de fadas, onde as coisas acontecem de acordo com o desejado, mas esquecem que em contos de fadas existem bruxas más, ladrões, rainhas más, princesas e príncipes maus e a única coisa que as pessoas presam é pelo "Felizes para sempre" e não se dão conta de que para chegarem ali passaram por muita coisa e que a história só acaba ali porque o autor da história quis assim, porque após o casamento se inicia uma nova fase na vida de cada um deles e essa parte da história não é contada, fica a critério da imaginação de cada um que ler. Na vida real é diferente e para que a família, amizade, casamento permaneça são necessárias as brigas, as lutas diárias, pois o amor, o carinho, o respeito e o sentimento devem ser conquistados antes, durante e depois que subirem no altar e dizerem sim um para o outro. As crises sempre iram existir e a vontade de lutar por sua história também.
E agora imagine uma casa em que os adultos saem cedo para ir trabalhar, as crianças e jovens vão para a escola ou faculdade. Depois de um dia inteiro de muitas atividades para todos, eles se juntam na sala ou durante o jantar. Mas, estar junto ali, fisicamente, não mais implica em diálogo. Cada um pega o seu smartphone e parte para o espaço virtual, seja em conversas pelo Instagram e WhatsApp, nos jogos, filmes e series e tantas outras possibilidades no tablet ou celular. Será que esse tipo de situação causa algum prejuízo às pessoas ou é apenas mais uma maneira de se viver? A culpada é a tecnologia? Ela que está realmente aproximando ou afastando as famílias?
E no final, na maioria das vezes o afastamento dos familiares não é responsabilidade apenas da tecnologia, mas também uma consequência do grau de união e intimidade que eles compartilhavam antes dela chegar: “Há uma pré-disposição”. Se o afeto e o cultivo de outros bons sentimentos não forem bem valorizados, possivelmente a tecnologia favorecerá um “distanciamento maior, propiciando um isolamento entre os membros da família. Ou seja, cada um fica circunscrito ao seu espaço virtual.
Mas se dialogamos geramos conflitos, porque sabe quando seus pais pedem a sua opinião e, quando você é sincero, eles brigam com você? Eles não queriam a sua opinião. Dizem que você pode confiar neles, mas na primeira oportunidade vão te condenar em vez de ensinar. É claro que nem todos são assim, sempre existe uma exceção. Se você confidencia algo ao seu irmão, ele as vezes pode usar contra você, ou então quando ele era para ser o parceiro é o primeiro a ir. E afinal como vamos conversar sem não temos espaço para ter nossas próprias opiniões, nossos próprios erros, nossas próprias experiencias. Sem falar que dizem o tempo todo que você precisa crescer, amadurecer, mas como? Se estão sempre te vigiando, te criticando, tudo que faz na maioria das vezes está errado.
Não importa se somos fortes, traumas sempre deixam uma cicatriz. Que nos seguem todos os dias e mudam nossas vidas. Traumas derrubam a todos, mas talvez essa seja a razão. Toda a dor, o medo, as idiotices. Talvez viver isso é que nos faz seguir adiante, é o que nos impulsiona. Talvez precisemos cair um pouco para levantar novamente, e erguer novamente aqueles pilares.
Conviver não é uma tarefa simples, principalmente, dividindo o mesmo espaço. Mesmo em família, é preciso muito respeito, limite e empatia para que o dia a dia seja de paz. Augusto Cury uma vez disse “Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração.” Talvez ser família seja isso, aprender constantemente a falar a linguagem de cada, mesmo que essas pessoas mudem suas linguagens e atitudes todos os dias, é todos os dias querer aprender, cuidar, ouvir, olhar, ensinar e querer estar perto sempre.
A final de contas a três coisas na vida que jamais retornarão: as palavras, o tempo e as oportunidades. Há três coisas na vida que podem destruir: a mentira, o orgulho e a inveja. Há três coisas na vida que você nunca deve perder: a paz, a esperança e a fé. E há três coisas na vida de MAIOR VALOR: o amor, a família e os amigos. Você pode rodar o mundo inteiro, mas nunca, em lugar algum, vai encontrar uma sensação maior de pertencimento e conexão do que aquela que existe na sua família. E não se engane! Isso não quer dizer que ela não tenha defeitos. Pelo contrário! Ser família é entender o que leva uma pessoa a ser exatamente como é, de bom e ruim, e mesmo com tantas imperfeições conseguir amar com o sentimento mais puro e intenso que existe. A família é o bem mais precioso que temos na vida. Ela é o alicerce que nos sustenta nos momentos difíceis e o refúgio de amor e alegria nos dias felizes. É onde aprendemos os valores que nos moldam e apoio incondicional em todas as jornadas que enfrentamos. E os nossos pais merecem todo respeito e carinho do mundo. Pois são eles quem nos dão tudo aquilo que temos e estão sempre se esforçando para nos dar aquilo que queremos. Aprenda a dar valor à essas pessoas tão especiais, que tem um amor enorme por você. Retribua tudo que eles te dão com carinho, amor, felicidade, pois esses são os presentes que os nossos pais mais querem.
Junte-se mais com a sua família, mesmo que seja só para uma refeição, ou só para assistir um filme, novela, ou simplesmente para ver o movimento da rua. E assim você viverá momentos inesquecíveis com quem mais te ama. Eles podem não ser o melhor modelo de família, podem não ser a família mais agradável, mais rica, mais inteligente. Porém, família não se escolhe, e se pudéssemos escolher, não escolheríamos tão bem assim.












