Juro que no sé como le hago para que todo siempre me salga tan mal..
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Juro que no sé como le hago para que todo siempre me salga tan mal..

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sinto que quanto mais eu aprendo, mais percebo que nao sei de nada.
Meu Pai
Aqui não tem super- herói
Mas não pretendo pintar um vilão
Foi um humano comum.
Em agosto disseram que você morreu.
E eu não soube o que fazer
Não é que tenha faltado tristeza
Só não havia desespero nem aquele vazio que dizem nascer.
Certamente porque já havia partido antes.
Vi morrer todos os “e se” que alimentavam minha esperança e isso sim doeu intimamente.
Senti sumir qualquer chance de respostas para perguntas que me atormentavam.
Sabia onde me procurar.
Meu nome, que você escolheu
A casa, que você levantou
O caminho, que nunca mudou
Mas você não veio.
E eu cresci sem ter uma lembrança
que a morte pudesse levar.
Você morreu e a sua ausência não nasceu,
Só precisou ser deslocada.
Talvez eu não sinta sua falta.
Mas sinto curiosidade pela menina que teria existido se você tivesse vindo.
Assinado por: Aquele dia em agosto, não aquele em que morreu, mas aquele domingo que sempre me fez pensar “por que não escolheu ficar?”
Palavras que nunca enviei
Minha autoestima ficou vinculada ao teu olhar. São os teus olhos que me dizem como devo me sentir, porque, em algum momento, comecei a me enxergar através deles. Talvez esse olhar não seja tão verdadeiro quanto eu imagino, mas, ainda assim, continua impossível de alcançar.
Olham para mim e falam da minha beleza, mas como posso acreditar nisso se você nunca me diz nada? Em algum momento, me liguei ao que você sentia e, desde então, já não adiantava tentar me amar.
Parei de me amar e comecei a te amar. Ou talvez não. Às vezes, sinto que te encaro esperando a aprovação que eu mesma nunca fui capaz de me dar. Afinal, é muito mais fácil confiar no olhar dos outros do que no meu, quando se trata de mim.
Mais bonita. Mais inteligente. Mais divertida. Mais engraçada. Sempre tentando ser a melhor versão de mim, mas nunca suficiente.
Talvez eu tenha começado a te amar porque você se parece mais com um espelho do que com alguém. Você não diz nada. Apenas reflete aquilo que eu já carregava por dentro.
Familiaridade com o julgamento e estranhamento diante do suficiente. Eu sou pouco ou sou demais para você?
Todos os sinais apontam que você me acha demais, mas age como se eu fosse tão pouco que, na minha mente, isso acabou se tornando verdade. Você é tão complexo quanto eu, e eu sou tão estranhamente diferente de você. Ainda assim, escolhi continuar a me enxergar pelos teus olhos, olhos que nunca me dizem nada.
Abandone-me. Talvez, ao me perder do último traço de proximidade com você, eu finalmente me encontre.
Encontre-me em um mundo onde eu já não pense mais em você, mas ainda use outras pessoas para medir o meu valor.
Porque o meu problema nunca foi você.
Eu reconheço o sistema. Minha autoestima nunca pertenceu verdadeiramente a mim; ela sempre esteve vinculada a alguém. À minha família, aos meus amigos, aos meus relacionamentos. Eu sempre precisei dos olhos de outra pessoa para descobrir quem eu era.
Você não criou isso. Apenas ocupou, sem perceber, o lugar que tantas outras pessoas já ocuparam antes. A diferença é que, no teu silêncio, eu finalmente consegui enxergar o mecanismo que sempre existiu.
Agora, pela primeira vez, preciso aprender a suportar o peso do meu próprio olhar.
Uma faca atravessa minha carne para libertar minha alma.
A dor excruciante se torna conforto. Aquilo que esteve preso durante tantos anos, aprisionado dentro de uma prisão de ossos, finalmente encontra uma saída. E, enquanto o mundo enxerga a minha queda diante de uma cena tão brutal, meus olhos contemplam apenas a soberania da minha essência, finalmente livre para fugir.
Vocês olham para o meu corpo coberto de sangue. Veem as perfurações que, pouco a pouco, fazem com que eu desapareça diante dos seus olhos.
E eu sorrio.
Lágrimas escorrem pelo meu rosto enquanto minha essência abandona a carne. Vocês enxergam apenas a dor. Talvez enxerguem o fim. Talvez enxerguem apenas a morte.
Eu, porém, enxergo liberdade.
Talvez o nada esteja se aproximando. Talvez exista uma próxima oportunidade. Eu não sei.
No final, meu corpo se juntará à terra — à mesma terra em que pisamos, à mesma terra onde pequenos insetos encontram abrigos seguros para sobreviver.
Deixarei de ser aquele pequeno grão de areia.
E me tornarei um ecossistema inteiro.
Meu sorriso desestabiliza vocês?
Minhas últimas palavras são apenas:
“Que conforto.”
As lágrimas continuam escorrendo pelo meu rosto, mas não são de tristeza. Nem de medo.
São as lágrimas de alguém que finalmente encontrou novamente a paz que havia abandonado há tantos anos.

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Por favor, só me odeiem. Eu não aguento mais.
Vocês estão cada vez mais próximos, mas qualquer sinal de distância me desestabiliza. Me amem, eu peço, porque não quero viver em um mundo onde eu não importe mais aos seus olhos. Sintam raiva, eu imploro. Quero ser esquecida o suficiente para que não doa mais abandoná-los.
Cada segundo dói mais. Não confio em vocês, mas lembro de cada detalhe, que, com o tempo, está se distorcendo pela minha própria dor. Acho que isso está acontecendo com vocês também, então tento apoiá-los, mesmo que eu me odeie.
Como posso ajudá-los se nem mesmo eu confio em mim mesma? Não se aproximem. Não quero mais ouvir palavras de esperança. Conforto onde já não sou mais bem-vinda, mesmo que seja dentro da minha própria carne, crua e despida.
Parem de se importar. Isso só está causando mais dor. E parem de me amar, porque eu já não consigo compreender o que é o amor quando se trata de mim.
Já tentei um adeus, mas não tive coragem, porque só de pensar em partir e causar dor aos outros já me machuca muito mais do que ficar. Então, por favor, me odeiem, para que seja muito mais fácil me jogar para longe de vocês.
O sentimento oscilava entre meu peito e minha mente. Eu não era boa o suficiente para realizar o que esperavam de mim, mas também não era incapaz a ponto de justificar o fracasso. E talvez fosse justamente isso que mais me atormentasse.
Minha mente insistia em dizer que eu estava me abandonando para alcançar um fracasso que jamais deveria desejar diante daqueles que amo.
Eu seria boa o suficiente para encontrar meu lugar entre os melhores, mas incapaz de permanecer nele, porque meu coração insistia em caminhar por outros lugares, outras vozes e outros desejos.
Seria triste decepcionar expectativas tão grandes. Mas também seria doloroso abrir mão dos sonhos que nunca foram vistos, escondendo-os sob a falsa tranquilidade de ser aceita.
Talvez esse fosse o verdadeiro abandono: desistir de mim para continuar sendo quem esperavam que eu fosse.
Se escolhesse meu próprio caminho, carregaria a culpa da decepção estampada em olhares que sempre me aqueceram quando me ofereciam orgulho. Se escolhesse o caminho deles, talvez conquistasse tudo o que sonharam para mim, menos a mim mesma.
Nenhuma das escolhas parecia uma vitória.
Ambas exigiam um tipo diferente de perda.
Depender dos seus sorrisos é um conforto estranho: aquece enquanto esvazia. Imaginar um futuro sem eles é frio, mas, pela primeira vez, também parece inteiro.
Talvez crescer seja justamente descobrir que toda escolha deixa uma ausência.
E talvez esse seja um peso grande demais para alguém que ainda está aprendendo quem deseja ser.
Egoísmo é o que parece me definir.
Estou aqui, mas abandonaria tudo para não estar. Só que isso traria perdas tão grandes que já não consigo traduzir em palavras o que sinto.
O mundo desaba diante dos meus olhos. Vejo tudo se direcionando ao chão, mas ainda existe uma parte de mim que deseja cair junto. Talvez por pena de mim mesma. Talvez por ódio de continuar onde tudo terminou.
Quero sair daqui. Sumir do mundo onde os olhos de quem tanto amo ainda conseguem me encontrar. Sinto que, se pudesse reconstruir tudo, mesmo que fosse pela milésima vez, ainda existiria alguma esperança. Mas reconstruir exige permanecer visível, e talvez seja justamente isso que mais me assuste.
Seria egoísmo. Eu fugiria, e faria com que apenas as memórias permanecessem, até o instante em que voltassem a me encontrar.
Estou mais machucada do que aparento. Parte de mim deseja que isso seja visto, mas outra parte sabe que esse olhar me destruiria ainda mais. Então peço que não me enxerguem. Que não venham atrás de mim.
De preferência, sintam raiva. Sintam o quanto fui egoísta por fugir e abandoná-los. Talvez, em meio a tanto ódio, eu finalmente encontrasse alguma paz. Essa ideia me machuca, mas ainda assim parece menos dolorosa do que imaginar vocês chorando pela minha despedida.
Eu tenho desejos. Eu tenho sonhos. Mas quanto machucaria vocês me verem seguir em frente sem conseguir realizá-los, diante de olhares repletos de uma esperança que já não sou capaz de carregar?
Cada palavra de vocês atravessa algo mais profundo do que minha carne. Atravessa minha alma. Sei que existem caminhos que poderiam salvá-los, mas não consigo percorrê-los sem destruir algo tão grande quanto aquilo que ainda resta de mim. Então escolho ferir o que é mais frágil: meu corpo. Porque, diante da minha mente, ele parece pequeno.
Me deixem.
Me vejam ser a pessoa mais egoísta possível, mesmo que isso provoque horror. Mesmo que desperte repulsa em quem um dia depositou tanta esperança em mim.
Desejo que me odeiem. Talvez, assim, eu finalmente consiga amar vocês um pouco menos e aceitar, em silêncio, a paz que nunca consegui encontrar.