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05: os acontecimentos de sexta-feira mudaram a forma que o seu personagem vê gamsiin? ele se sente menos protegido por aqui?
respondido aqui !
20: o seu personagem acredita que humanos podem vir a aceitar mutantes? ele acredita no bem dos humanos?
respondido aqui !
08: como o seu personagem passou a noite após os eventos? ele tentou escapar, ficou acordado até tarde com os amigos discutindo o acontecido…?
olha, os roommies fizeram um esqueminha para tentar falar sobre isso. ou melhor, sobre o símbolo, primeiramente. athos conhecia aquele desenho, mas sabe quando fica na ponta da língua? foi um negócio desse, mas dalbit sanou. dongmin também ajudou a chegarem à algumas conclusões, embora tenha parecido mais contido; mais na dele. de qualquer maneira, não foi todo o resto da noite. athos quis dormir, porque o dia já havia sido cansativo demais — queria calar a mente e fazer o tempo passar rápido. (e ele até esperou ter algum sonho relacionado a tudo aquilo, mas não acordou nem para mijar).
20: o seu personagem acredita que humanos podem vir a aceitar mutantes? ele acredita no bem dos humanos?
antes de qualquer coisa, é preciso que se perceba: athos usa os termos mutantes e não-mutantes. e, para ele, isso é de grande importância. agora, à resposta: athos acredita que há aqueles não-mutantes que já aceitam e respeitam, mas ele não acredita que a sociedade, como um todo, chegará a fazer.
sim, claro que crer na existência de bondade nos seres humanos — pessoas boas e ruins sempre existiram. e ao falar de pessoas, portanto, naturalmente, boas e ruins também se aplica à mutantes. não são todos humanos; mesma essência? vê a diferença quanto a ser um portador de habilidade, mas, ademais, para ele, são como qualquer outra pessoa... em teoria.
obviamente, seria uma comparação mais justa se ambos tivesse nas mesmas condições. viver sendo caçado ou marginalizados não faz bem a ninguém; no fim das contas, não é possível comparar uma criança crescida em liberdade com uma procurada - consequentemente, o meio influencia e por isso entende que um mutante possa, naturalmente, ser mais perigoso que um não-mutante: eles têm a mesma capacidade (de bem e mal) no coração, que é deixado nas piores condições, mais o diferencial de, possivelmente, fazer facas voarem com a mente. é quando entra a importância, para athos, na moral e caráter de alguém.
ele não passa mão na cabeça de nenhum ser humano, mutantes ou não-mutantes. há diversas minorias sofrendo um tipo diferente de violência em todo grupo de pessoas, inclusive, sim, entre mutantes.

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28: qual a opinião do seu personagem sobre as lutas mutantes?
athos não gosta. ele não vê graça. e às vezes, dá vontade de desejar que todos os mutantes de cura passem mal, do nada, sabe? só para que os mutantes que lutam no pub, por exemplo, tenham que lidar com os ferimentos — a real é que só fazem o que fazem, pois têm os mutantes de cura. athos não gosta de MMA, também, mas entenderia se fosse isso o que lutassem. só que o uso das habilidades podem causar estragos.
não suficiente isso, athos acredita que considerando a situação deles, o tempo em que estão vivendo e afins, fazer desses tipo de lutas uma programação, um entretenimento, como acontece na pandemonium, só reinforça a imagem violenta/perigosa, de bestas, que não-mutantes e (sim, também) mutantes têm sobre eles. somente acha que não estão no momento para lutas como essas.
ah, cara. a real é que athos não curte violência gratuita. ele não consegue achar essa vontade de meter porrada e muito menos de assistir — mas tudo bem, ele não exatamente julga quem sente, porque no fim athos acha que isso está muito ligado à cultura do grotesco que já está intrisica ao ser humano. oras, é só ver o histórico do ser humano. ele, particularmente, prefere não ceder e agradece se incomodar com isso.
(ou talvez evite se colocar em posições com possíveis gatilhos — é melhor do que ser tarde demais).
05: os acontecimentos de sexta-feira mudaram a forma que o seu personagem vê gamsiin? ele se sente menos protegido por aqui?
e quando foi que ele se sentiu protegido em gamsiin? a coisa só ficou mais complicada, pois apesar de entender a ideia dos rebeldes, acha algo complicado — é que athos acredita que tudo tem dois lados (ou mais).
atacar gamsiin da forma que fizeram terminou não sendo legal para muitos mutantes. o ataque à gamsiin afetou, de forma negativa também, os mutantes. e agora athos se preocupa com que tipo de coisa os rebeldes ainda farão — e quais as possíveis consequências para aqueles que estão dentro do instituto, muitos que sequer imaginam o que rola e está rolando. então, vem a outra preocupação: e se as ações dos rebeldes despertarem repúdio e cisma dos mutantes dentro do instituto, que serão os que mais sofrerão as consequências? os rebeldes podem terminar criando inimigos mutantes.
( one word prompts ) wound : my muse patches and bandages a wound your muse has gotten.
tw sangue
os dedos parecem grosseiros como os seus, ainda que ache ter os nós mais pretuberantes. poderia estar acompanhando como o sangue se torna ralo e escorre rápido, colorindo o pano sobre o colo alheio, porque tem o cuidado de antes lavar a ferida com soro, mas é inevitável passear o olhar pelo desenho das mãos.
já viu mãos muito piores, e definitivamente se refere àquelas machucadas pelo tempo.
“ eu não vou perguntar. ” garante (quiçá apazigua). ele enrola a gaze só para ter uma pega melhor quando a mela no antisséptico. “ mas eu estou esperando que doa muito. ” os olhos levantam para encontrar os de dongmin. “ essa é parte das consequências dos seus atos e todo esse papo. veja, é melhor que me ouvir. ” tem algum brilho nos olhos quando diz isso; quando tem um segundo antes de tocar a ferida.
tem também o brilho de quem vê algo além — athos se vê. athos o entende. athos discretamente sorrir, silenciosamente orgulhoso. mas realmente espera que doa.
𝗲𝗻𝗳𝗶𝗺, 𝗮 𝗵𝗶𝗽𝗼𝗰𝗿𝗶𝘀𝗶𝗮
observação: acredito que não há nenhum gatilho ou conteúdo possivelmente alarmante. citados: jongha, jiho, niki (npc, melhor amigo de athos e jiho), dalbit e dongmin.
se estava perto de encontrar a resposta sobre o que é aquilo que jongha fez consigo, a explosão seguida de alarmes jogam tudo pelo ar.
primeiro a preocupação, considerando o som ao longe ; depois a confusão e o alerta, até mesmo interno, que soa alto e perto demais, em cores vermelhas e vozes autoritárias dos agentes de gamsiin.
em um segundo, athos é levado para a base.
as sirenes soavam alto o suficiente e iluminavam não em vermelho, mas azul. é o sinal de que teriam poucos minutos para se camuflarem e, se a cor mudasse para vermelho, minutos para fugirem. custasse o que custasse, e pelo o mesmo caminho estudado uma vez por semana.
as simulações aconteciam com mais frequência entre seus oito e treze anos. depois, foram diminuindo — como se acompanhasse o desenvolvimentos dos garotinhos e seus poderes relativamente recém descobertos.
quando pareceu que todos sabiam o que fazer, sem perder-se, as simulações passaram a ser somente uma vez ao ano, ainda sem avisos. não havia nascido nenhum outro mutante na base, todos já tinham idade o suficiente.
athos sempre teve que olhar por seu irmão, então se tornou um instinto; um reflexo. um dia, porém, outra pessoa pareceu precisar mais — foi quando athos deixou o irmão mais novo seguir sozinho e se juntou à outro. seu irmão disse que tudo bem, que athos não tem culpa se ele (seu irmão) acabou sendo encontrado por aqueles que vinham de cima, da mansão, e simulavam os invasores. na verdade, eles até disseram que seu irmão tinha ido bem, se sacrificado por outros dois.
sabiam, pelos olhos do garotinho, que foi em athos que se espelhou.
já athos não saberia explicar a sensação de raiva que subiu o peito. não saberia explicar o que foi aquilo que dizia que o que o irmão fez foi um absurdo e ele não deveria fazer mais — ele tem que se manter vivo, seguro.
irônico, sim, porque não é o que athos faria, seu irmão o lembra. (e todos sabem. por isso naquela manhã, quando o agente pegou seu pai e seu melhor amigo, foi preciso que segurassem seu braço e o puxasse. sabiam que ele iria fazer algo).
‘ mas eu posso, você não. ’

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What if I wimper?
mas se @narcissagms & @gmskiwoon choram-
w. @gmsdalbit
aquele é seu universo agora, imensurável como um ; ainda com tanto a explorar como um. mas naquele universo, athos está sozinho — até o momento em que deixa alguém entrar. ou melhor, que mostra o caminho e convida para entrar, sentar. quem sabe ficar.
é claro que livraria não é sua, mas quando está ali, pode fingir que a tem para si.
“ eu queria poder ter minha própria biblioteca. ” ele fala tão baixo, como se um comentário para si. mal percebe que diz até fazer, e aí athos levanta os olhos para dalbit como se tivesse sido pego.
mas foi ele quem trouxe dalbit, não poderia se preocupar em ser pego.
“ o que você acha de livros? ” entre uma estante enorme e outra, athos toca a brochura de um dos livros, sentindo a textura das letras em relevo. aquela é a seção de filosofia e sociologia. “ você gosta de ler? se sim, o que gosta de ler? ” athos bate de leve na madeira e se vira para o menor.
perguntas como aquelas, para athos, podem dizer muito sobre alguém — e o quanto irá quere-las por perto.
18 de outubro — w. @narcissagms
“ qual o segredo dos dardos? ” jurou que não pensaria no que aconteceu dois dias atrás. se estressar com dardos funciona. “ caramba, mas que saco. qual o meu problema? ”
ou caem ou não acertam o centro.
talvez seja o tédio.
“ ah! finalmente.” o som do download completo parece o sino tocado para anunciar esperança. athos tira o cabo do ipod e o guarda no bolso. “ feito. valeu por esperar, eu juro que sou melhor que isso. topa o boliche agora? até divido os fones durante o caminho. see? i’m fucking romantic. ” o inglês é só para soar mais ridículo do que já faz.
16 de outubro, refeitório, antes do incidente. — w. @jonghagms
as batidas estão tão altas nos fones, em seu ouvido, que é capaz de realmente terminar surdo. iyla é a única coisa que ouve. o refeitório nunca foi tão silencioso.
a fila anda e athos segue no automático, não é preciso raciocínio. a cabeça balança discretamente, ritmada, e é simplesmente tão óbvio que está ali só em corpo.
parece que nada o traria de volta à órbita, e athos não quer ser puxado. o dia havia sido tão cansativo que não quer estar por ali por um tempo.
athos é puxado.
uma troca de pés da pessoa a frente, que se bate em sua bandeja, que faz athos recuar o corpo alguns centímetros, que bate as costas na pessoa atrás. e aí, mesmo que a culpa tenha sido da pessoa da frente, que sai apressada e deixando mil desculpas, athos quem acaba virando para checar o mutante na fila.
ele coloca a bandeja no balcão e toma um segundo para mirar a cara do coitado— e nesse momento, iyla perde sua atenção.
athos se perde, mas também se encontra, nos olhos alheios. o reconhecimento sendo mais rápido do que gostaria. é ele, o garoto da livraria e biblioteca, e não é que seja a primeira vez que o vê pelo instituto, mas é a primeira vez perto assim. é preciso engolir a saliva e piscar, tirando um dos fones que parece vibrar com o volume da música.
“ desculpe. ” parece um sussurro, mas seu tom é firme. ele novamente pisca ambos os olhos, tendo que se virar para o funcionário que o pergunta sobre as porções para o jantar.
são os últimos hotteok de açúcar e canela, e athos não pensa muito quando aceita que sejam colocados em seu prato.

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16 de outubro, após o acontecido no refeitório e patrulha. — w. equipe 7 @gmsdalbit as sakura & @gmsdongmin as naruto & athos as kakashi
o coração àquela altura já está mais tranquilo. não há nenhum alarme soando em sua cabeça — ou em qualquer lugar do instituto. em sua mente, porém, uma tentativa de refazer o símbolo.
de onde conhece aquele símbolo? se é que conhece.
athos procura pelo livro que lê naquela semana e uma caneta. sentado na beira da cama, ombros sobre os joelhos, ele relembra a existência de câmeras por ali. a procura é, então, por um ponto cego. toda câmera tem um ponto cego — não tinha precisado de um até então.
“ vocês... vocês já viram aquilo? já viram aquele símbolo? ” acha que aquelas perguntas não querem dizer nada. seria normal que qualquer um as fizessem considerando o que aconteceu.
a cabeça grita novamente. ele conhece, sabe que conhece, mas é como se tivesse sido bloqueado, arrancado, de si.
seungwoogms:
ㅤ☁ … seungwoo nunca tinha encontrado problema algum em se dedicar aos treinos, via como um simples dever em retribuição ao instituto que lhe abrigou desde pequeno. seu único problema, e que o impedia de progredir, era quando tinha que usar suas habilidades. achava aquilo deveras desconfortável e odiava não ser bom em algo em algo que era inerentemente seu e talvez fosse por isso que seungwoo estivesse com um mal pressentimento sobre aquele treino.
não demorou muito para que sua intuição se mostrasse correta, sendo confirmada pelas palavras do outro garoto a sua frente. “não acredito que você saiba se comunicar com animais…” comentou, em um tom que parecia misturar o seu desconforto e um pouco de acidez. “então seria meio difícil continuar uma conversa se eu começar a sei lá… balir.”
em uma tentativa de se mostrar ainda mais decidido, o choi cruzou os braços na frente do peito, em uma pose tão firme quanto achava que seu argumento tinha sido. na verdade, aquilo era uma tentativa quase desesperada de que o outro simplesmente desistisse daquela ideia e só seguisse com o treino de agilidade, sem mais nem menos.
.
“ um berro para sim e dois para não. ” os ombros balançam.
sabe que não é tão simples como faz parecer, mas também acha que não é preciso fazer grande coisa sobre algo quando se quer dominar esse algo. é preciso querer estar acima disso.
athos sorrir pequenininho ao sinal da pose de seungwoo. não é do tipo a pressionar, mas há coisas que ele não consegue deixar só para si.
“ sunbaenim, ” ele joga a primeira bora na altura do peito alheio para que seungwoo tente desviar. “ se você não abraçar isso... nunca vai controlar. ” a força que não usou na primeira bola, pois foi mais como um aviso, ele faz na segunda quando mira as pernas. “ fugir de um problema, só faz dele um lobo. ”
a terceira é novamente no peito. a quarta é no ombro esquerdo.
“ o problema irá atrás de você, cada vez maior e por isso mais faminto. e será muito mais difícil acabar com ele. eu li um negócio assim. ” ele para. e mente. não leu, mas sempre ouviu de uma das pessoas mais importantes da sua vida.