You drift in and out of sleep at night, not sure why or how often it happens, but you feel like your dreams have been getting weirder each time. Weirder, and better.
The first time it happens, you feel my body pushed against yours, gently spooning you - no need for concern now, after all, we always do that - and my fingertips softly caress your arm, your fingers, loving and gentle. You feel kisses on your shoulder.
The second time, those same fingers brush over your hip, your thigh, downwards and upwards again, drawing circles and little patterns. My kisses have wandered, close enough to your neck that you can feel my warm breath against the thin, sensitive skin. It makes you shiver. You hear my whispers, telling you to shush, to not make a sound, so continue sleeping. It's just a dream, and you're oh so tired, so you quickly fall back asleep, right after gently complaining.
The third time... Oh, this time, it's different. You wake up to the sensation of two fingers, rubbing up and down over your slit, still covered by your underwear but soaked enough to know you've been played with for a while. An arm around your body keeps you close to me - and two more fingers are toying with one of your nipples, rubbing and pulling. You can't help a moan, even though you're so tired that you barely realize the situation. What a weird dream, mh? You move, immediately get locked into place by my arm and body, a quiet, rough voice vibrating against your neck, "Shh, stay still, be good", followed by a quieter "Fuck, you're so hard", as my fingertip rubs against the swollen nub in your underwear. You sigh and whimper and moan while I relentlessly touch and rub you, rubbing myself against your back simultaneously, and you're not awake enough to fight back or even just realize that this is not a dream. Shamelessly, your body moves against my hand, you shiver at every teasing word leaving my lips, and as soon as my fingers slide beneath the hem of your panties and finally touch your wet, hot, twitching clit uncovered, you tense up, rub harder against me, yell out your lust and come. Hard enough to knock you right back into delirium afterwards.
And oh, so I enjoy the shameful, embarrassed silence the morning after, when we're drinking our coffee, and you're under the impression that you've had one of your hardest orgasms because of a dream of how I've fucked you half asleep. Little will you ever know, mh?
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A mente de Sirius estava em todsos os lugares possíveis. Desde que havia visto Andromeda na enfermaria algo nele despertou. Por mais que o sobrenome Black pudesse estar sendo riscado de sua alma, a prima era uma das poucas pessoas em sua família que ainda demonstrava gentileza e compaixão com ele, e tudo isso fez não só com que ele, mas com que todos os outros ficassem alerta.
A falta de respostas, a ressaca e todo o sentimento de culpa da noite anterior eram tão fortes no maroto que precisou de um tempo sozinho para entender o que estava acontecendo com sua mente e coração.
Por mais que ele não demostrasse muito sua cabeça era extremamente racional. Sirius tinha boas notas, e também tinha ótimo desenvolvimento em feitiços. Por uma época em sua vida achou que se fosse um ótimo estudante sua mãe o reconheceria mesmo não tendo ido para a Slytherin. Grande erro dele.
Mesmo assim, não desistiu. Não conseguia falar direito com James, Remus ou Peter. Suas inseguranças estavam o afastando dos melhores amigos e isso era um caminho perigoso.
Geralmente haviam dois lugares onde se podia buscar por respostas. A biblioteca e a sala precisa. Imaginando que todos os outros estariam focados no primeiro decidiu ir atrás do segundo. Já havia frequentado por tempo o suficiente com os melhores amigos para entender que a sala era exatamente o que precisava.
Assim como sempre fez o caminho conhecido. Sentia falta do mapa, mas ele ter parado de funcionar também era algo extremamente estranho. Outro detalhe que precisavam organizar. Se ele fosse pego poderia desenrolar com seu carisma, mas no momento seu caminho estava vazio. Como se até fosse magia.
Sem preocupações entrou ali, e para sua surpresa a sala estava sem nada. Era estranho. Nunca havia presenciado isso. A sala sempre lhe dava alguma coisa.
Estar completamente vazia era uma novidade. Andou um pouco mais para frente e para sua surpresa notou que não era o único com aquela ideia. Será que a pessoa que havia chegado primeiro precisava do espaço vazio? De paz? Não sabia como cada um estava reagindo. "Quem está aqui?" Começou a perguntar, mas não parecia ser ouvido. Na realidade o som parecia nem se propagar, o que era estranho. A pessoa na realidade não estava sozinha. Duas formas apareceram em sua visão, mas os sons não eram ouvidos.
O vislumbre fez com que ele reconhecesse a sombra que estava ali. "James." Suspirou ao reconhecer a fisonomia que havia decorado a tantos anos. "James? Quem está ao seu lado? Ah, que bom que é você." Porém, conforme se aproximava o som ainda não fazia sentido, e James parecia...diferente. Era o mesmo cabelo, óculos, a figura, mas seu rosto. Não, o rosto não era de seu melhor amigo. Ao seu lado também havia uma figura parecida, alguns traços, mas era totalmente diferente.
Não estava de ressaca ou vendo coisas, mas o porquê do som ou não estar sendo ouvido. Ou James não estar respondendo? "James." Tentou mais uma vez e sentiu todo seu corpo sendo puxado para trás. Bateu na parede, mas a figura de Minerva apareceu ao seu lado. "Professora Mcgonagall, James está lá dentro. Precisamos tirar ele de lá." A primeira coisa que pensou foi no melhor amigo, ele não poderia ficar preso.
"Eu acabei de ver James no Salão Comunal, Sirius." Seus olhos saltaram. "Não, professora. Acabei de vê-lo lá dentro, e mais alguém." Estava suplicando que não estava mentindo. Acompanhou a professora com um peso em seu coração. O que estava acontecendo? O melhor amigo estava bem? Por que seu rosto estava tão diferente? Eram tantas perguntas, e a cabeça de Sirius estava prestes a explodir, mas ele só descansaria após relatar tudo ao diretor conforme a professora explicou.
Ele precisava ver o melhor amigo, e certificar que ele estava bem. Após tanto o diretor quanto a professora provarem que James estava longe da Sala Precisa aquele tempo todo o peso tomou conta do peito de Sirius que desabava na poltrona no cabinete do Diretor. "Eu juro, James estava lá comigo, eu o vi, mas ele não me escutava." Explicou novamente. "Não estou mentindo ou bêbado. Podem ver minhas memórias." Ofereceu aos responsáveis, e respirou fundo.
A dor de cabeça pegando o melhor dele, provavelmente, teve uma contusão ao bater na parede, mas tudo que ele precisava agora era relaxar um pouco os olhos e descansar. Estava com muita dor e o corpo precisando de paz. Apagou ali mesmo enquanto era levado para a enfermaria.
not really anything i haven't said before, but i think so much of my saltiness with TLTS is--and i'm not really accusing them of truly doing this, it's just how i react to it, though i think there is a reason as to why i'm reacting to it--that i feel like it sort of presents the hypothesis that the LT characters and legacy can only be enjoyed if you drastically refit it to match modern standards. that to like the originals or allude to them is old hat, and any allusions TO the originals are largely out of the same surface-level pickins' that modern adaptations have been picking from from years, and all with the same sort of self-defacing "remember this? amirite? ugh. so old fashioned, lol. we're doing it this way now"
and it SUCKS because for as plentiful as my critiques are about the show, i know that it was a labor of love and there is some level of respect for the originals... somewhere. but it feels at odds with itself. and i just can't shake the feeling of "the LT gang are back! but you're only gonna like them a certain way that we deem acceptable and fit for our times". even though i know that's not what they're going for
but what ends up happening is that it makes a bizarro divide. and it feels like most fans get into LT for the TLTS philosophy of characterization, and will act like you're the bizarre one or not "doing it right" to prefer the classics because that's so old hat and not how we do things now... despite the characterizations in TLTS (and most modern LT stuff) being a thin approximation of what people think the characters are and how they acted, vs how they actually did, and that also creating a very alienating dissonance
and in contrast to my words, i don't think there's a right or wrong way to enjoy these characters or shorts or shows. you're gonna like what you're gonna like. but i'm still just baffled by the condescension i've seen and been directed to when you possibly suggest that TLTS is just an offspring of a much larger and ephemeral franchise rather than the dictating Ruler. and i think a lot of my personal alienation that i feel comes from my staunch loyalties to the classics. it's like we enjoy two sets of completely different characters, and to suggest that there's that split to begin with gets you called crazy or a snob
Essa carta faz parte de uma coleção de cartas que Balthazar juntou durante todos seus anos letivos em Hogwarts e as quais nunca chegou a enviar para o destinatário.
1º de Setembro de 2016.
Pai,
Escrevo esta carta sentado na minha cama, enquanto os outros garotos do dormitório já dormem. A luz do lampião é fraca e o som abafado da água do lago negro batendo contra as janelas de vidro é constante. Não é um som tranquilizador. O Chapéu Seletor mal encostou na minha cabeça antes de anunciar a sua decisão. Sonserina. Imagino que a avó ficará satisfeita em saber que a linhagem e as expectativas foram rigorosamente mantidas, mas a verdade é que as chamas esverdeadas desta Sala Comunal não aquecem absolutamente nada. Tudo aqui me parece frio.
O castelo em si é exaustivo. Durante o banquete no Grande Salão, a quantidade de barulho quase me causou uma enxaqueca antes mesmo de os pratos principais aparecerem. Os alunos não conversam, eles gritam. Não há postura, não há etiqueta. A magia aqui parece ser tratada com uma euforia desordenada que me ofende os ouvidos. Fiquei em silêncio durante todo o jantar, apenas observando, mas a sensação que tive foi a de ser um intruso assistindo a uma peça de teatro mal ensaiada.
Não acho que pertenço a este lugar. Tentei olhar para os garotos que dividem o quarto comigo, buscando alguma semelhança, algum traço familiar com o qual pudesse me conectar. Mas não há. Eles riem alto demais, maravilham-se com as coisas mais banais e movem-se de forma desajeitada. Não consigo falar com eles. Não tenho vontade de tentar. Sinto que, se abrir a boca, a distância entre nós só ficará ainda mais evidente.
O ar das masmorras tem cheiro de pedra úmida e lodo. Eu daria tudo para sentir o cheiro de tinta fresca e pergaminho do seu escritório agora. Sinto falta da nossa casa. Sinto falta do nosso silêncio e de saber exatamente onde as coisas estão.
Eu sei o peso do nosso sobrenome. Eu sei perfeitamente a postura que me ensinaram a ter e o homem que esperam que eu me torne um dia. Mas, pai... o senhor ficaria muito decepcionado comigo se eu pedisse para voltar para casa?
And isn't it just so pretty to think all along there was some invisible string tying you to me?
Os dois dias que se seguiram após a explosão irracional no corredor foram, de longe, os mais sufocantes que Lysander já havia experimentado desde que a maldita barreira selara Hogwarts. A adrenalina entorpecente da briga evaporou rápido demais, deixando para trás apenas um cansaço denso e a pulsação latejante nos nós dos dedos esfolados e no maxilar machucado. Ele não pregou os olhos por um único minuto naquela primeira noite, a mente hiperativa girando enquanto repassava o próprio descontrole em um looping exaustivo. No fundo, ele genuinamente queria manter a dor física intacta, sentindo que os hematomas eram um castigo justo pelo descontrole que havia deixado escapar, mas acabou engolindo a seco o próprio orgulho e virando um frasco inteiro da Poção Wiggenweld de uma só vez apenas porque Lorcan havia feito aquela expressão carregada de preocupação ao vê-lo, expressão essa que Lysander jamais conseguia ignorar ou rebater.
A manhã seguinte não trouxe qualquer alívio, e o Salão Principal pareceu encolher ao redor dele. O estômago de Lysander estava embrulhado num nó tão denso de ansiedade e culpa que a simples ideia de mastigar qualquer coisa lhe causava náuseas, forçando-o a apenas empurrar a comida de um lado para o outro com o garfo para disfarçar. Mas o que realmente o esmagava ali não eram os sussurros das outras mesas ou os olhares curiosos sobre o seu rosto recém-curado; era a presença da sua mãe na mesa dos professores. Pela primeira vez na vida, o goleiro abaixou a cabeça e evitou o olhar de Luna a todo custo, o rosto queimando de pura vergonha por saber que havia falhado miseravelmente em manter a própria raiva sob controle, usando o passado da sua própria família como munição numa briga de colégio.
Com a realidade do castelo em colapso, Lysander focou toda a sua energia restante na única coisa que ainda estava ao seu alcance: se desculpar com Lily. Sabendo que forçar uma aproximação direta seria um erro enquanto ela não estivesse pronta, ele ativou o seu instinto de observação silenciosa, mapeando as brechas para agir sem sufocá-la. Ao notar o habitual atraso da ruiva para aquele mesmo café da manhã intocável, ele não hesitou em surrupiar a última porção de morangos da mesa antes de interceptar a rota dela com um pequeno pacote levitante e um bilhete rabiscado com a sua caligrafia relaxada: "Vi que chegou atrasada, como sempre, e que não teve tempo de comer esses. Guardei porque sei que os adora." A segunda tentativa de bandeira branca veio horas depois, no intervalo entre a terceira e a quarta aula, quando ele a avistou de longe no corredor e fez com que um novo pergaminho dobrado voasse discretamente até as mãos dela, contendo apenas uma observação honesta: "Gostei do penteado com lacinho, caiu bem em você." A verdade humilhante era que ele havia escrito dezenas de outros bilhetes ao longo daquele dia, mas a grande maioria acabou virando cinzas na lareira por soarem melosos demais ou por denunciarem o quão desesperado ele estava pelo perdão da amiga.
A sua última investida daquele primeiro dia de redenção aconteceu no silêncio do fim da noite, quando ele a encontrou adormecida de mau jeito sobre alguns pergaminhos na Sala Comunal, limitando-se a transfigurar uma pena perdida ali no meio em um lírio branco impecável sobre os livros dela e a deixar uma xícara fumegante do seu chá favorito ao lado antes de recuar para o dormitório. Quando o segundo dia amanheceu, a mente inquieta do Scamander já estava repassando o que mais poderia inventar para agradá-la, e ele admitia internamente que aquela missão exaustiva de reconquista estava servindo como a única distração real capaz de impedi-lo de enlouquecer com o caos do lado de fora do castelo. Felizmente, todo o peso opressor do universo pareceu evaporar dos seus ombros num alívio repentino no exato instante em que, durante o jantar, os olhos verdes da Potter cruzaram com os seus azuis e ela não desviou o olhar com raiva, arrancando um sorriso contido, derrotado, mas absurdamente sincero do rosto do loiro. Ela sempre teve aquele poder sobre o seu humor ou era só mais um efeito daquela maldita barreira?
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CONCUBINE TIYE PERGUNTA: Apesar de amar os meus meninos, eu nunca tive uma filha e sempre quis uma. Você é uma órfã, não é? Nunca teve ideia de quem são os seus pais? Sente falta de uma mãe? Um carinho materno?
Dahlia não pensou duas vezes em aceitar quando Cillian a convidou para acompanhar enquanto resolvia alguns negócios em Anglia. Como uma das pessoas no exército que não tinha um dragão, aquela não era uma oportunidade a ser desperdiçada. E é claro, que enquanto estavam na capital ela atormentou o homem até que ele a levasse ao mercado central, para cumprir a promessa de comprar gravatas combinando para usarem no casamento do ano, caso fossem convidados. E enquanto ele pagava o alfaiate pelos modelos escolhidos, Dahlia se aventurou pelas ruas, em busca do carrinho vendendo sobremesas congeladas que tinha visto, determinada a gastar suas poucas moedas naquilo.
Enquanto saboreava o doce, que fazia o seu cérebro congelar de um jeito divertido, na porta do alfaiate para não correr o risco de sujar nada lá dentro, foi abordada por uma mulher, que sorria como uma hiena e fazia perguntas estranhas. Era de se presumir que fosse alguém importante a julgar pelas vestes caras e o fato de estar acompanhada por um par de guardas. Mesmo assim, sem pensar duas vezes ela fez o que foi ensinada quando era menor, e deixou um grito fino ecoar pelas ruas lotadas. — ESTRANHO PERIGOSO! ESTRANHO PERIGOSO! VOCÊ NÃO É A MINHA MÃE, SOCORRO! SOCORRO! — Seus berros atraíram a atenção de todos que passavam na rua, atordoando inclusive a mulher em questão o suficiente para que Dahlia conseguisse escapar por entre seus seguranças entrando na loja de uma vez em busca de seu adulto responsável.
↝ I cannot bear my sorrow, I hate who I was before and fear I won't live to see the day tomorrow, someone tell me if this is hell? p.o.v. achlys
@silencehq trilha sonorahow can i escape this endless labyrinth of suffering?tw: ptsd/tept, flashbacks, luto, perda, morte.
A noite era um inimigo íntimo de Achlys, um tempo que ele preferia evitar, mas que inevitavelmente o alcançava. O vazio do teto acima dele parecia refletir o abismo que sentia por dentro. Mesmo estando sóbrio, ajudando no acampamento, e treinando até a exaustão, a dor persistia. Ela se infiltrava em seus pensamentos, corroendo-o de dentro para fora.
O álcool era uma antiga companheira, uma fuga temporária que ele conhecia bem, mas sabia que nunca seria suficiente para escapar verdadeiramente. O alívio que trazia era fugaz, e quando a embriaguez passava, a dor parecia ainda mais afiada.
Fechando os olhos, ele não encontrava a paz, mas sim o rosto de Penny, uma lembrança que se recusava a desvanecer. Mais de uma década havia se passado, mas os detalhes permaneciam tão vívidos quanto antes. Penny, a filha de Afrodite, era a única que conhecera o verdadeiro Achlys, o garoto que escondia seu maior segredo, aquele que cometera atos impensáveis para salvar sua mãe. E, ao contrário do que ele sempre temeu, ela não o rejeitou. Ao contrário, ela o acolheu.
A lembrança de seus braços ao redor dele, das mãos dela acariciando seu rosto, e daquelas palavras simples, mas devastadoras, "você é bom, Achlys, eu sei que é" o assombravam. Nunca antes alguém o fizera sentir-se digno, e aquela aceitação foi tanto um bálsamo quanto uma maldição. Penny o conheceu, o viu por inteiro, e mesmo assim o aceitou, o que só tornava a perda mais dolorosa.
Ele sentia falta dela, da forma como os cabelos loiros e indomáveis emolduravam o rosto, dos olhos expressivos escondidos atrás dos óculos, da risada que iluminava até os dias mais sombrios, e dos beijos que carregavam uma ternura que ele nunca mais encontrou. Achlys olhava para as próprias mãos, que tremiam ligeiramente. Como podia ele, acabar destruindo tudo e todos que amava?
In a little while i'll be gone, the moment's already passed, yeah, it's gone and I'm not here.
A culpa e a dor eram companhias constantes para Achlys, sombras que se arrastavam com ele em cada passo. Enquanto estava sentado na cama do chalé, o desespero o tomou por completo, o choro silencioso escapando sem permissão. Seu pé batia nervosamente no chão, uma tentativa inútil de manter o controle sobre uma mente que estava à beira do colapso. A visão turva o levava de volta ao passado, para o dia em que o destino, cruel e impiedoso, arrancou Penny de sua vida de forma brutal.
As palavras que ecoavam em sua mente eram uma maldição. "Eu te amo." Penny morreu logo após dizê-las, e ele, em sua própria loucura, professou seu amor para um corpo sem vida. Aquele dia o havia marcado de forma irreparável, e desde então, as palavras que uma vez carregavam tanto significado foram pronunciadas apenas uma vez mais, para outra pessoa. Mas a culpa, como um parasita, não o deixava esquecer que foi sua própria incapacidade de controlar seus poderes que levou à morte de Penny.
Achlys havia tentado explicar a Quíron o que aconteceu, mas como poderia? Como poderia descrever o horror de sentir a vida da mulher ser drenada pelas próprias mãos, mesmo que acidentalmente? Ele havia tirado a vida de alguém que amava, e isso o perseguiria até o dia de sua morte. Cada vez que tentava se convencer de que poderia ser bom, de que poderia ser diferente, a realidade o lembrava de que ele era um ceifador, que trazia morte onde quer que fosse.
A respiração acelerada, o peito ardendo em dor, eram sensações familiares. Mas o que realmente o aterrorizava era o inevitável retorno àquela noite, quando ele segurou o corpo sem vida de Penny e soluçou em desespero. A lembrança era tão vívida que, por um momento, ele quase acreditava que estava vivendo tudo novamente. Foi Aleksei, seu melhor amigo, que o trouxe de volta à realidade naquele dia. Mas Achlys se perguntava se Aleksei o via como o monstro que ele acreditava ser. Anne, sua mãe, sempre dizia que ele era igual ao pai, e ele começava a acreditar nisso. Talvez sua sina fosse realmente a destruição, a morte.
Tentou trabalhar na respiração, contando de um a dez e de dez a zero, mas nada parecia funcionar. O rosto molhado pelas lágrimas era um lembrete da dor que ele carregava. Sentia-se impotente, preso em um ciclo de autossabotagem do qual não conseguia escapar. O peso da maldição de Afrodite, que parecia apenas confirmar o que ele sempre soube no fundo: seu amor era amaldiçoado, e ele estava condenado a trazer destruição para aqueles que se aproximavam.
Em um esforço desesperado para escapar daquela dor, Achlys decidiu fazer alguns push-ups. Precisava sentir algo, qualquer coisa, que não fosse aquela angústia sufocante. Cada movimento era uma tentativa de focar em algo físico, algo que ele pudesse controlar, algo que não o lembrasse do monstro que acreditava ser. Enquanto seus músculos queimavam com o esforço, ele se concentrava na dor física, uma bem-vinda distração do caos que se desenrolava em sua mente. Mas, mesmo enquanto fazia isso, sabia que a dor emocional estava apenas temporariamente adormecida, pronta para ressurgir assim que ele parasse.