❀ ♢ — 𝓩𝔂𝓪𝓷𝔂𝓪 𝓑𝓸𝓾𝓽𝓱𝓲𝓵𝓵𝓲𝓮𝓻
》𝕋𝕀𝕄𝔼 𝕁𝕌𝕄ℙ ! ❜
Now the work at 𝕙𝕠𝕞𝕖 begins. So 𝔀𝓱𝓪𝓽'𝓭 𝓘 𝓶𝓲𝓼𝓼? What'd I miss? Adoria 𝖁𝖎𝖗𝖌𝖎𝖓𝖎𝖆, my home sweet home, I wanna give you a k i s s, I've been in Lorandy 𝒫𝒶𝓇𝒾𝓈 meeting lots of different ladies.
Pouco antes do final da temporada, um homem charmoso e dito como comprador chegara a Adoria, entretanto, não fora para ter uma esposa --- já era casado e bem casado, diga-se de passagem --- e sim para comprar a joia que se dizia sua filha em uma carta que, em todas as palavras, vira a verdade --- já que o cordão era uma prova irrefutável. Zyanya Bouthillier fora comprada pelo preço pedido --- as trezentas e cinquenta peças de ouro que virara o seu preço após o rombo das contas dos irmãos --- e, após despedir de suas amigas, prometendo escrever-lhes através dos anos, Anya partira em um navio rumo ao Velho Continente, deixando Adoria e todas as suas dores para trás.
Os anos, entretanto, foram favoráveis à adoriana. Bouthillier, embora fosse casado, não possuía filhos já que sua esposa era estéril e, assim sendo, estava mais do que feliz por ter uma filha de seu sangue --- e herdeira de sua fortuna e nome; sua esposa, por sua vez, recebera a cria de um amor de veraneio como uma dádiva, afinal, sempre quisera uma criança para abraçar e, embora fosse esta já adulta, não fora tratada como uma criminosa e sim filha, portanto, fora recebida, de fato, como filha do casal, apresentada à sociedade como uma Bouthillier e amada por tal. E, diante do reconhecimento de Timothé, a ex-joia fora cortejada por muitos nobres, todavia, hesitara em casar-se com qualquer deles. Agora que já não possuía a necessidade de casar-se, via-se livre de tal necessidade.
Durante o período que passara longe de Adoria, Anya fora instruída por diversos professores que aprofundaram sua visão política, tal como transformara a mulher em uma criatura um tanto mais aprazível. Ora, jamais seriam capazes de retirar da dama a acidez em diversos comentários, entretanto, foram capazes de lapidá-la de forma tal que poderia provocar a inveja em Sra. Culpepper. No mais, o amor recebido fora tamanho que a fizera, até mesmo, esquecer-se em diversos momentos o que fora deixado para trás --- e a dor que possuía; dor esta que se suavizara com o tempo longe da terra de seus pais. E, acordaria com Timothe, afinal, matar era fácil, viver com a morte em seus ombros enlouqueceria a dama.
Sua volta para Adoria não estava sendo programada, todavia, tendo ouvido rumores da revolução que ocorria nas ruas e tendo recebido uma carta inesperada de um amigo de seu pai (ainda questionava como o outro sabia onde encontrá-la, já que pouquíssimas pessoas conheciam seu destino) que a relatava a ideia da família Hybern em juntar todos os povos, Anya viu-se necessitada a retornar. Demorara semanas discutindo a ideia com seu pai, ambos chegando a um consenso geral de que, de fato, a filha daquele que incitara a revolução por parte dos selvagens --- tal como defendia a unidade dos adorianos como um todo --- para intermediar uma possível conversa era necessária. E estaria fazendo o que seu pai queria, afinal. Assim, voltara para Adoria, anos mais tarde, sendo recebido pela aura da revolução que seu pai lhe dizia que, um dia, ela iria habitar. E Anya não poderia deixar de lutar aquela batalha. Por seu pai.
















