apenas uma rine (+25) dando nova chance para os seus queridinhos que marcaram sua vida. agradecimentos especiais à @rewrittenhqs na benção desse blog multimuse.
🔱 Finnick Odair. Jogos Vorazes. 25 anos. Bridge quarter. Gerente da Alder & Oak (Westmere). Pansexual de 1,88m. INDEFINIDO.
🐺 Matthias Helvar. Six of Crows. 30 anos. Eastline. Segurança do Lab's Oscorp (Eastline). Heterossexual de +2m. Calahan Skogman.
🌊 Princesa Kida. Atlantis. 29 anos. Westemere. Autenticadora Cultural do museu (Eastline). Heterossexual de 1,75m. Sobhita Dulipala.
🏅 Alex Horsi. Três Espiãs Demais. 25 anos. Eastline. Auxiliar de veterinária da Paws and claws vet (Ashgrove). Bissexual de 1,7m. Bruna Marquezine.
🦋 Clarion Summerlands. Tinkerbell (Disney). 41 anos. Ashgrove. Coordenadora do Orfanato (Ashgrove). Milori-sexual de 1,7m. Emily Blunt.
🧠 Dr. Spencer Reid. Criminal Minds. 35 anos. Westmere. Técnico em Análises Clínicas e Radiologia (Westmere). Bissexual de 1,85m. Seo In Guk.
🦁 Simba Adeyemi. O Rei Leão. 29 anos. Ashgrove. Paramédico no Corpo de Bombeiros. (Eastline) Heterosexual de 1,83m. Rome Flynn.
🍳 Rapunzel De Corona. Enrolados (Disney). 24 anos. Ashgrove. Recepcionista e Acrobata (Westemere). Mini Exploradora de 1,57m. Haley Lu Richardson.
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txt to kenai iqaluk: boa tarde, kenai. as transferências atrasadas acabaram de chegar e precisarei da sua ajuda para uma delas. poderia confirmar a leitura da mensagem e um possível horário para trabalharmos nela? // @oldhistorytold
Uma mensagem e algumas horas depois, Kidagakash se localizava em cima de uma mesa. Sim, mesa, a altura perfeita! Esta arrastada e colocada paralelamente ao mural de pedra exposto em sua frente. Pedra e tinta, poeira e rachaduras. Um intricado trabalho que aparentava ser bem mais velho do que as inúmeras línguas que ali estavam entalhadas. Inglês, francês, grego, símbolos antigos e... Aquele. Por isso estava ali, com livros espalhados de um lado e Kenai do outro; seu cenho ão franzido quanto os lábios ao redor daquele minúsculo croissant. Veja bem, a autenticadora levava seu trabalho muito a sério e, por isso, sabia o limite de cada espaço e peça do recito. As de lá? Permitiriam um lanche depois de horas trabalhando, e o acrílico o protegendo... Dando outras ideias para ela. Uma que envolvia o magnetismo de seu olhar para as canetas de quadro branco. —— Ali. Terceira linha depois do Seshen. A flor caída cheia de detalhes. Não parece... Cree? — As aulas com Kenai não estavam avançadas o suficiente para confiar na tradução escrita em lápis. Não passavam de palavras sem conexão, provindas de partículas que parecia ter reconhecido. —— Consegue lê-las?
Um convite começa bem antes do ato em si, Belle @oldhistorytold. Ele começa abraçando-a por inteiro e entremeando numa aula épica!
Ser professora nunca havia sido um destino, embora ensinar fosse um dos seus maiores prazeres. Ou melhor, em termos de ensinar entre quatro paredes e buscar respostas mundo afora, os carimbos de seu passaporte serviam mais do que evidências. Apesar disso, ela sentava na ponta da cadeira e ansiava pelo fim da leitura de Belle com expectativa. Era baseado num dos tópicos de conversa da última vez que se encontraram e ele, por si só, acendera uma ideia impressionante. A chama virou fio e ele se ligava a todos os lugares ao mesmo tempo. —— Essa pode ou não ser a aula que vai participar, minha querida. O reitor permitiu a abertura para todos os interessados desde que incluísse alguns tópicos pertinentes ao material. — Kida usou a ponta do lápis para indicar o que falava em várias folhas espalhadas pela mesa. Um parágrafo ali, uma gravura ali, folhas grampeadas cheias de linhas azuis de marca texto. —— Pensei em priorizar os escritores de Westbridge e a construção do dialeto local do que... Belle, se você tivesse ouvido a conversa, pensaria estar num convite para ser oradora de comício. — Ela não julgava as outras pessoas. Sua mente era aberta e receptiva demais para isso. Contudo, não dava para ignorar aquela sensação no estômago quando iam além do que podia ou estava disposta a fazer.
w: @wistfulepilogue
at: westbridge museum and archive
Os passos ecoavam discretamente entre as vitrines de vidro e corredores repletos de fotografias envelhecidas, mapas amarelados e objetos que haviam sobrevivido a pessoas, gerações e até tragédias que quase ninguém mais lembrava. Kol achava curioso como uma cidade inteira podia caber dentro de algumas caixas de arquivo. Depois de passar boa parte da manhã na Dawn Records, decidiu seguir uma recomendação de Belly e procurar inspiração em outro tipo de coleção.
Parou diante de um enorme mapa antigo de Westbridge, inclinando a cabeça enquanto tentava comparar bairros que conhecia com nomes que já não existiam. "Impressionante..." Murmurou mais para si do que para qualquer outra pessoa. "A gente passa a vida inteira andando pelas mesmas ruas sem imaginar quantas versões delas já existiram." Continuou caminhando até chegar ao setor de documentos históricos. Sobre uma das mesas descansavam jornais antigos, cartas catalogadas e registros cuidadosamente organizados. Kol observava tudo com um cuidado quase reverente, como quem tinha medo de tocar em algo que não lhe pertencia. Foi quando reconheceu uma figura conhecida entre as estantes, um sorriso discreto surgiu. "Então é aqui que você fica quando não está ajudando pessoas a se abrigarem de tempestades..."
A prancheta em mãos tomou o lugar de ferramenta mais utilizada na vida da Nedakh. Os lápis e anotações guardados nas salas privativas, ao lado de caixas impermeáveis esperando o momento certo de abertura. As chuvas não tinham poupado o museu e muitos dos seus preciosos textos absorveram água demais para serem expostos sem ressalvas. Kidagakash suspirava discretamente para os espaços vazios, riscando os itens na prancheta, sonhando com o momento de tudo voltar ao seu devido lugar. —— Ainda estou abrigando pessoas de tempestades aqui, mas da tempestade da ignorância. — O nariz enrugou com o ponto final, a cabeça negando discretamente do que tinha dito. —— Tentativa de trocadilho falha com sucesso. Por gentileza, cortar das memórias imediatamente. — Estar em seu ambiente natural, com o sussurro do sahri no piso impecável, trazia segurança para a autenticadora. Como estar cercada de primos e tios, nos jantares de família que tanto amava. —— Você ficaria surpreso com o passado do lugar onde seu restaurante preferido está ou o que aconteceu naquele cantinho perfeito para soneca no parque. A prefeitura sempre foi um lugar de poder, se serve de ponto de referência e consolo. Nos textos mais antigos, sempre pontuaram a aura daquelas terras e de como nada contra se aproximava. Essa parte é confusa, mal e contra não são palavras exatas, mas algo como... O que é diferente de você é repelido. — A caneta era completa, encimada por um ponteiro de infravermelho que usava para marcar o lugar no mapa maior, afixado na parede próximo. Sim, aquela frequência de luz era permitida nas obras. —— Kol, meu querido, o que acha de um tour? Qual lugar do museu você sempre quis ver, mas nunca teve chance ou foi lhe permitido? É o mínimo que posso fazer pelo seu trabalho ajudando nesses três dias calamitosos.
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Ergueu a cabeça automaticamente quando ouviu seu nome ecoar pela loja, ainda terminava de embalar um disco para um cliente quando avistou Rapunzel praticamente desmontando um dos aparelhos de som da Dawn Records. Franziu o cenho. "Rapunzel, espera, não mexe..." Tarde demais. O cabo voltou para o lugar com um clique seco, no segundo seguinte, a voz da cantora atravessou a loja inteira em um volume absurdamente alto. Por um instante, ninguém se mexeu, o cliente diante do balcão ergueu lentamente as sobrancelhas, uma senhora folheando a seção de clássicos lançou um olhar curioso por cima dos óculos. Kol fechou os olhos por um segundo, balançou a cabeça negativa e por fim soltou uma risada, daquelas que escapam antes mesmo de tentar segurá-las. Kol tentou terminar o atendimento o mais rápido possível, observando Rapunzel desaparecer atrás das prateleiras como se aquilo realmente pudesse salvá-la. Assim que o cliente deixou a loja, caminhou até ela ainda com um sorriso preso no canto da boca, parou ao lado da estante e cruzou os braços. "Então era esse o plano, derrubar a reputação da loja inteira em menos de dez segundos?" Esperou alguns segundos antes de abaixar um pouco a cabeça para conseguir enxergá-la escondida. A expressão divertida foi cedendo lugar àquela tranquilidade de sempre. "Ei..." Ajoelhou ao lado da prateleira. "...Você sabe que ninguém vai lembrar disso daqui uma semana, mas eu provavelmente vou implicar com você pelo resto da vida." O sorriso voltou, pequeno. Estendeu a mão para ajudá-la a levantar. "Agora vem antes que a Rowan apareça e me demita de vez."
Rapunzel negou com a cabeça com tanta força e veemência que o cabelo curto esvoaçou para todo o lado. Um halo bagunçado ao redor do rosto que enchia dos pontos rosados de vergonha - e daquela ferocidade em defender os outros dos seus erros. —— Você quis dizer a minha reputação?!?!?! Porque a tonta de sair mexendo todos os fios foi minha. Eu juro! Eu vi você fazendo isso para outra pessoa ates e não pareceu nem um pouco difícil. Pelo contrário, coisa fácil de tirar e colocar, mas o ângulo estava tão- Acho até que alguma coisa me empurrou! — A última acrescentou só pelo... Nem sabia explicar. A pele enchendo-se de bolinhas dizia tudo, na coceira e comichão daquele sentimento escorrendo pelo corpo. Rapunzel tomou a mão do outro com um sorriso agradecido, as mãos batendo a parte de trás dos shorts para limpá-los. —— Pelo resto da vida? Kol! Foi um erro honesto e inocente! Não era como se eu estivesse dando em- — O vermelho explodiu nas bochechas assim que percebeu o que falava. As duas mão pressionadas contra a boca para impedir a torrente de palavras. Kol não tinha dito nada disso! Não era para falar! PARE! Rapunzel sentiu o arrepio de corpo inteiro e... Flutuou para longe. Ou melhor, para onde ele estivera segundos atrás. —— Ela não demitira você por isso, demitiria? Ela dá um pouco de medo com aquela expressão grrrr e acho que ela me deu o dedo no meio quando eu me despedi de você da última vez. Mas!!!! Mas ela não te demitiria por isso. Talvez me expulsasse de vez daqui, mas não você... Certo? — Derrotada, a garota jogou o corpo por cima do balcão do caixa, suspirando pesadamente. —— O que você tava fazendo? Vai demorar muito? Tem quanto tempo para largar? Aqui é assim parado? Era pra ter mais gente esse horário, não? E cadê aqueles biscoitinhos? Você disse que ia trazer hoje para mim!
Passada a tempestade, era hora de arregaçar as mangas e reconstruir o que havia sido destruído, e Dean Winchester havia aparecido no centro comunitário disposto a ajudar no que fosse preciso. Foi assim que acabou metido na reforma do local – e, felizmente, ele tinha mais do que experiência com esse tipo de serviço.
"Olha, eu não quero saber se o pato é macho, eu quero é o ovo. Preciso desses tijolos para ontem, porque não dá para usar um banheiro sem parede, certo?" disparou ao telefone, antes de se virar e desligar a chamada, dando de cara com a pessoa que estava atrás dele.
"Ah, que alívio, mais voluntários!" exclamou, já empurrando u infeliz para dentro do canteiro de obras sem cerimônia. "Vamos nessa, mexe essa bundinha aí que hoje o cardio vai ser diferente. O exercício da vez se chama 'bater massa de cimento', em dez minutos você já terá pago a academia do dia. Pode crer, melhor que muita dica de crossfit do Kaique Cerveny."
*kaique cerveny é o campeão sul-americano de crossfit e influencer de crossfit e noivo da Juliette
Uma pessoa pode acreditar que era sinal divino de boa sorte quando era liberada mais cedo do trabalho, encontrou uma nota no bolso e estacionou a lambreta numa vaga incrível. Certo? Jogando essa maré de boa sorte com cabelos incríveis desde o acordar e sua música preferida tocando naquele exato momento... Só melhorava! Porém, para tanta coisa boa, algo precisava ser feito para equilibrar a balança. Rapunzel só não esperava ser yeet puxada para dentro de um canteiro de obras e designada uma tarefa que nem compreendera direito. —— Sim, senhor. Senhor...? — Cimento ela conseguia identificar, mas bater? Rapunzel tropeçou para o lugar daquela massa cinzenta mole e cheia de grumos. Bater, sacudir a bunda e Kaique sendo as três palavras que ela trocava de lugar em busca de explicação... De um significado divino que mostrasse o que poderia fazer. —— Tá, isso é uma pá. Aquilo é um martelão gigante, esse treco parece um barril e areia? Aquilo deve ser pá de jardim mas não tô vendo nenhuma planta? E se eu não... — Falar consigo mesma fazia parte do processo de entendimento, assim como arregaçar as mangas estava para começar a fazer alguma coisa. Rapunzel segurou o cabo da ferramenta mais longa e a arrastou, mexendo e mudando de lugar para diminuir o peso da cabeça compacta.
Vamos dizer que não parecia certo. O martelo fez um som estranho ao bater no cimento e afundou, dificultando imensamente a vida dela no retirar da maçaroca. Uma segunda vez estava sendo preparada e o suor já acumulava por baixo das rupas coloridas. —— Senhor, hm senhor... É... Onde fica a batedeira? Porque eu tenho uma leve suspeita de que estou fazendo errado?
Obsessão por Sabrina Carpenter exposta no Dawn Records por Kol Mikaelson @middlemk Quer dizer, pela própria Rapunzel.
Sabe como é difícil não cantar uma música que não sai da sua cabeça? Quando basta você se distrair para que ela saia sem pensar? E sabe o quão desesperador é gostar de alguém cujas letras são... Pecaminosas? Rapunzel sabia a resposta de cada uma daquelas perguntas e, por isso, mantinha o consumo da loirinha na loja em que Kol trabalhava. —— Isso é o máximo? Não é possível. Essa coisa deve 'tá emperrada. — Falando consigo mesma, os dedos mexendo em todos os lugares daquele player, Rapunzel procurava Kol pela loja. Daquele ângulo não dava para enxergar que tinha alguém ali, tampouco que o amigo estava atendendo alguém. Ela dobrou-se para frente, a mão indo para trás do equipamento e mexendo nos fios. —— Kol! Tem como você fazer isso para mim? — Entretanto, tinha uma pergunta ainda não feita... Uma que ela odiava a resposta porque sempre estava certa. Sabe o quão fácil era se encontrar numa situação constrangedora? Bastou ela gritar a pergunta para o fio sair e a música estourar dos autofalantes.
Have you ever tried this one?
O tapa no pause cortou a música tarde demais e ela mergulhou para trás das prateleiras, abraçando a si mesma até reduzir no menor ser humano possível no espaço tempo. Nem soube dizer quanto tempo passou até ouvir a aproximação de alguém e, deliberadamente, erguer o rosto para Kol. —— Qual é a chance do sistema elétrico da curto de novo e me levar dessa vez? Vai ser mais rápido do que a morte por vergonha, né?
Ver a mão de Matthias balançando em negativa, fez com que Manolya colocasse as próprias na cintura. A postura era quase igual a de uma mãe prestes a dar uma bronca, o que explicava perfeitamente por que tantas pessoas a chamavam de Mon. ❝ Você está na minha cozinha, Matthias. Na minha cozinha, sou eu quem mando. Não vai funcionar se ficar desse jeito. Eu sei o que estou fazendo e sei o que pediu, não sou estúpida. ❞ Reclamou quando ele mal a deixou iniciar o curativo e já começou a protestar, agindo como se não confiasse nela. Manolya era extremamente perfeccionista e não fazia nada pela metade ou de qualquer jeito. Se tinha se oferecido para ajudar, era porque garantia que faria um bom trabalho. ❝ Vou limpar primeiro... ❞ Avisou para tentar fazer com que ele não ficasse inseguro com suas ações. Pegou uma gaze limpa e a umedeceu. ❝ Com licença. ❞ Murmurou baixo ao aproximar-se com uma delicadeza que contrastava com sua postura nervosa de segundos antes e levou a gaze até o corte, limpando o sangue ao redor sem pressa. Mesmo que Matthias tivesse afirmado para não se preocupar em machucá-lo, Mon continuava agindo com todo o cuidado possível. Ele já estava sentindo dor o suficiente e não havia motivo para piorar a situação. Fez questão de repetir o procedimento algumas vezes, porque não queria que corresse o risco de infeccionar. Limpou até não ter mais resquício de sangue ao redor e depois tirou um segundo para analisar o ferimento. ❝ O tronco e o guaxinim fizeram um verdadeiro estrago. Sinto muito. ❞ Comentou, enquanto descartava as gazes no lixo. Lavou as mãos mais uma vez por puro hábito antes de voltar para perto de Matthias. ❝ Agora vou fazer o curativo. Já entendi o que posso ou não usar, não se preocupe. ❞
Interpretação de informações escapava dos domínios daquela mulher ou era tão centrada na própria posição que não admitia estar errada. Matthias arqueou uma sobrancelha em julgamento, realmente considerando seguir aquele conselho e encontrar um lugar mais adequado para se tratar. Talvez a clínica veterinária fosse melhor equipada e Gaya liberaria os suprimentos médicos veterinários para tratar. Pensando bem, a cozinha do Alder & Oak fora uma péssima ideia. —— Não a impeço de ajudar. Impeço de cometer o erro e piorar a situação. — Visto que não tinha se movido do lugar além de fisicamente impedir o kit de ser usado além do que era fisicamente capaz de suportar. Matthias enrolou a camisa arruinada numa bola compactada, não querendo deixar em canto nenhum do ambiente imaculado. Ou deixar mais provas de que estivera ali. Os hábitos militares empurravam a lista de preocupações para os pensamentos, esquecendo de que não estava em missão secreta ou envolvendo alvos. —— Já tive piores. Se a luz fosse melhor, você veria. — Cicatrizes de outras missões, marcas de bala e ferimentos suspeitos demais para explicar. Aquela dor da limpeza estava marcada nos músculos da mandíbula cerrada. Não pela intensidade, mas por Manolya ser tão meticulosa em limpar cada lanho e arranhão. E, claro, o de não querer machucar. Matthias respirava fundo e devagar, os olhos claros indo do teto para o topo da cabeça escura da mulher. A vontade? Os dedos na cintura, o polegar afundado na pela para segurar a pele de se mover demais. —— Aprende rápido, meus parabéns. — Dito tão monocórdio que a ironia jamais passaria despercebida.
Ah, como era bom e inspiracional o ar que se aproximava ao fim do expediente – Bruno já podia imaginar-se deitado no sofá, com seu ratinho aninhado no pescoço e uma pizza quentinha direito do delivery mais próximo. Varria o chão da loja, embora essa não fosse sua função primordial, mas achava que era uma ótima opção para demonstrar que já estavam se preparando para fechar, então, por favor, finalize suas compras ou faça a gentileza de não entrar. Assim que formulou este pensamento e parecia se divertir com ele, foi pego de surpresa pela sineta da porta, que lhe deixaria de péssimo humor se não fosse Kida atravessando-a.
— Ah, claro, muito obrigado por ter tanta empatia pelo trabalhador — seus modos eram afetados e sua irritação, dramática e irônica. Deixou a vassoura de lado no mesmo instante — você sabe que, se tivessem chegado, eu teria te avisado — levantou uma sobrancelha, com ar divertido — mas posso dar uma olhada para você, hermanita.
Dirigiu-se ao outro lado do balcão para procurar entre uma caixa e outra. Quando encontrou o que procurava, voltou para o campo de visão da moça e colocou dois pacotes, ainda embalados, sobre o balcão.
— Precisamos fazer uma sessões de análise de sonhos, porque você está se mostrando muito telepata — sorriu, alcançando um abridor de caixas por ali — bem, a outra funcionária deve ter recebido isso aqui. desculpe este humilde servo por sua desatenção — fez uma mesura exagerada e estendeu o abridor para ela — quer fazer as honras?
As mãos cobriram o rosto em vergonha, mas os dedos bem abertos denunciavam a expectativa superando o primeiro sentimento. Kidagakash aproximou-se com passos cautelosos de início, olhando ao redor em busca de outras pessoas, e terminou por acelerar quando não enxergou mais ninguém. Até desceu a bolsa aos pés, encaixando-as entre os saltos altos que usava. —— Acredito nas mensagens subliminares dos sonhos, no que nós projetamos no descanso o que mais desejamos, mas... Há uma probabilidade de aceitar o convite dessa vez, Bruno. Até o papel de embrulho é... O toque... — Ela não deveria se prolongar, prender Bruno ali era um crime de maior instância, mas... Seus guardiões a chamavam, de alguma forma. Como forças invisíveis que moviam seus dedos pelas amarras do pacote e o descobriam. Como o calor entre os seios, onde o pingente brilhava daquele jeito sublime. —— Não é culpa sua, nem da sua atendente. Vamos encarar isso como o destino agindo pelas suas letras belamente cursivas e floreadas. E só vou abrir porque pediu, assim como o ajudarei a fechar a loja depois de- —
As palavras sumiram quando os dígitos encontraram pedra fria e lisa. A textura daquelas encontradas às margens de um lago, livre das reentrâncias e imperfeições pelo constante movimentar da água. Linhas mais clara criando rostos e feições, daquela civilização que ainda não se tinham muitas informações. Quatro pedras num pacote e o pequeno gigante no outro. —— Vê? Oh, Bruno, consegue ver? — Ela girou a estátua para que encarasse Bruno de frente. —— Elas são de um tempo antes da civilização comum e têm articulações. Nos braços, nas pernas, até os dedos. São de pedra e parecem ser movimentos, mas... Quando dissecadas, não há nada que justifique tantas adaptações para uma movimentação que não seria possível. Ah, é fascinante. — A voz caiu algumas oitavas, suavizando em admiração tão tenra como se ela mesma tivesse as criado. Seu toque delicado, apaixonado, explorando o que a cabeça não conseguia explicar - e acreditava piamente na possibilidade. Quando ergueu os olhos para Bruno, o suspiro de satisfação acabou intensificando a magia. —— Obrigada, muito obrigada. Eles são ainda mais do que eu imaginava. Aqui, esse aqui é seu. — Aquelas eram réplicas exatas, da mais perfeita qualidade, e não menos queridas pela autenticadora cultural. Kida separou a pedra e a colocou na mão de Bruno, fechando os dedos dele com as próprias mãos. —— Acredita-se que eram talismãs de proteção, cavado na pedra nos limites do reino. Que ele sirva o mesmo propósito para você, Bruno. Agora, o que mais falta fazer? Posso terminar de varrer a loja.
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❝ Posso saber por que você está sendo tão legal com ela? ❞ Manolya apontou para Finnick com a faca que usava para picar as nozes antes que ele adentrasse a cozinha. ❝ Janice não é só uma cliente seletiva, exigente... Eu sou uma chef exigente. Agora ela... ❞ A faca agora apontava para a porta em direção ao salão. ❝ É uma cliente sem noção, sem paladar e com muito tempo livre! Eu deveria ir lá acabar com ela. ❞ No entanto, mesmo que estivesse explodindo de raiva, Mon não deu sequer um passo. Por mais que Janice conseguisse tirá-la do sério, o salão do Alder & Oak estava cheio de outros clientes que mereciam seu respeito e ela jamais faria um escândalo durante o expediente, prejudicando não apenas a si própria, mas também Finnick e os outros funcionários. Para responder a pergunta de seu gerente, ela pegou uma dos pratos de sobremesa e colocou nas mãos dele. ❝ Mas não vai folha de ouro nessa sobremesa. Ela está querendo passar por cima dos outros clientes? ❞ O tom de voz era de indignação. A raiva que tinha conseguido controlar segundos atrás, voltou com força total só de imaginar Janice recebendo qualquer tipo de tratamento especial. Preferia que encontrassem uma maneira de fazê-la nunca mais pisar os pés ali do que continuar agradando alguém que não merecia aquele esforço. ❝ Ela mesma já é o desvio de caráter desse lugar! ❞ Mesmo com aquela conclusão, Manolya se esforçou para respirar fundo e voltar ao trabalho, picando em máxima velocidade as nozes que faziam parte daquelas sobremesas. ❝ Mas eu já entendi, Finnick. Já entendi! Eu não posso fazer nada para tirar essa mulher daqui. Ótimo, maravilha. Mas ela não vai ganhar folha de ouro! Se ela quiser, vai ter que pedir uma sobremesa que leva folha de ouro. Eu sigo um padrão e não vou mudar o cardápio por causa de uma Janice. ❞
Finnick Odair não demonstrava nenhum sentimento que não queria expor. Sua expressão ficando naquele neutro perfeito, entre um sorriso e seriedade, esperando o sinal do outro para construir sua própria resposta. Seus lábios, no entanto, o traíram por completo. Torcendo o mais levemente no canto, frustração no repuxar que trazia o nariz junto. E tudo era culpa de Manolya. Porque ela tinha crescido tanto em seu conceito que passar por cima não trazia nenhuma satisfação. —— Não, você não entendeu. Não estou sendo legal com Janice, tampouco estou priorizando ela acima de todos os clientes. Ela pode ser cega, surda e muda no paladar e não podemos fazer nada até que algo errado aconteça. — Pegou o prato novo e o deixou de lado, a mão levantada para estalar os dedos e girar o indicador para a sala. Aquela conversa já era ruim o suficiente dita em voz alta, não queria os outros funcionários parando tudo só para acompanhar. Finnick olhou ao redor, esperando uns segundinhos antes de baixar a voz e se aproximar. Estava bem mais 'tranquilo'. —— Eu estou escolhendo o caminho que me traga menos problemas, o que prevejo me trazer menos retaliação. Janice vai reclamar por cinco minutos se eu trouxer algo exatamente igual, as mesas ao redor vão ouvir e achar que está certa, e vão para casa com esse assunto pronto para o próximo encontro com os amigos. Agora, levando a mesma coisa com um mimo... Ela vai ficar quieta, deixar todo mundo em paz e posso continuar a ronda sem ouvir nada sobre você. — A careta ao final era cômica, porque ele estava do lado da amiga, mas precisava dar razão ao cliente. —— Me mata alimentar esse ego dela, mas minhas mãos estão atadas. Droga. Viva o serviço ao cliente, hein. — O prato tinha peso de sentença de morte quando o equilibrou no centro da mão livre; o rosto assumindo o sorriso cordial do cargo que ocupava. —— Vejo você de novo em alguns minutos, eu acho.
O par de jarro das artes cênicas, ele mesmo Bruno Madrigal @sonamuses
Ele sempre trazia flores. Ou algo igualmente adorável para dar de presente aos atores da peça no Teatro de Westbridge. E aquela tradição tinha nascido pelo respeito acima da contribuição direta nos ensaios. Seu físico usado para substituir certas estrelinhas, ou para não desgastar antes da hora principal. Finnick não se importava, de verdade. Reconhecia o talento que eles desenvolviam por prazer, por amor - diferente da necessidade que o movia desde a infância. —— Booora Bruno, mais forte. Eles foram incríveis! — As mãos atingiam aquela perfeição de encaixe, cada batida ecoando com os demais da plateia. E, claro, acrescentando o assobio torcendo os lábios e angulando a língua do jeito certo. O Odair levantou o buquê para a protagonista, piscando um dos olhos quando ela sorriu e agradeceu, já distribuindo para os outros. —— Olha, eu não podia estar divulgando assim para qualquer um, mas... — Aproximou de Bruno com um inclinar de pescoço, voz reduzida no segredo compartilhado entre os dois. —— Vai ter outra apresentação depois dessa. Uma coisa mais descontraída e pessoal, bem inclusive. Beirando o interativa. Você tem idade para beber, hm? 'tá interessado? — Temendo ser fora demais do conforto do amigo, Finnick acrescentou com a mesma facilidade, de lábia perfeita pelos anos de prática. —— Tem também aquilo que te falei mais cedo. O lugar é incrível e tem um jantar de fazer suspirar.
a cidade de westbridge dá boas vindas à RAPUNZEL DE CORONA , originalmente pertencente ao mundo de ENROLADOS / DISNEY! ELA tem VINTE E QUATRO anos, mora em ASHGROVE, e em sua nova vida trabalha como RECEPCIONISTA em MIKAELSON & ASSOCIATES e ACROBATA em THE MENAGERIE. esperamos que ela esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra!
Frágil, desleixada, imatura, tonta, crédula, ingênua, levemente suja, vaga.
É uma estranha resignação em alguém pronto para viver cada segundo como se fosse o último. Rapunzel cruzava aquele limbo como quem equilibra na corda bamba, peso de ambos os lados num bastão gigante, metros e metros distante do chão lá embaixo. Como fazia? Como conseguia? Como vivia com isso? Aquela que abaixa a cabeça quando faz algo ruim, que busca os olhos da madrasta procurando permissão - aceitação! Aquela que espia por cima do ombro e segura a boca para não respirar tão alto enquanto descia as treliças do lado de fora do quarto. Uma contradição ambulante, de fato, difícil de acreditar que existe, mas... Mas estava ali, para quem pudesse ver. De pés juntos e mãos firmes atrás das costas, tão comportada quanto a garota exemplo entre as debutantes. Por trás, seus dedos fechavam em collants apertados e canhotos de ingresso proibidos. Provas de que, por mais que a madrasta falasse...
Não era tão frágil como as flores.
I can't believe I did this. I can't believe I did this. I CAN'T BELIEVE I DID THIS!
Sua estranha obsessão por sóis e flores a acompanha desde que se entende por gente. Sério! Basta ter o formato e ela compra, ou reproduz no caderninho à tiracolo. Seus acessórios preferidos são: os dois colares, os broches de flores na bolsa e a flor eternalizada presente do pai. P.S.: uma tatuagem dela vem aí, só falta arrumar coragem!
Deve ser alguma coisa que come ou genética, mas os cabelos de Rapunzel crescem rápido demais! E de tanto crescer (e gastar no cabelereiro!) aprendeu a cortar em casa. Recentemente ENFIM conseguiu domar a juba encaracolada. Outra coisa que percebeu, quanto mais longo, mais liso ele fica. Além de serem pesados demais!
Tem uma rebatida digna de jogadora de beisebol, daquelas de precisar colocar um segura de tão preciosa. Descobriu a habilidade de um jeito um pouco problemático, mas já esperava um pouquinho de força. Tantas acrobacias e treino era de se esperar um condicionamento físico decente.
É apaixonada por vestidos e saias! Curtas, longas, com fenda ou bordadas. A sensação do tecido contra suas pernas é simplesmente maravilhosa! Só que... Sustos acontecem. Sua natureza elétrica e inquieta a faz bem 'expansiva' nos movimentos, acabando por mostrar demais. Mas calma! Ela nunca sai de casa sem um shortinho combinando por baixo.
Suas apresentações no Menagerie são lendárias! A garota misteriosa de rosto pintado e cabelos dourados. Todo o equipamento utilizado é feito de material translúcido ou negro, que, no foco de luz único, dá a ilusão de que está voando. Uma fada de luz, flutuando e voando, encantando até os mais céticos.
Rapunzel pede muito para a madrasta, mas para qualquer tentativa quando receber o olhar. Ele devia ser grata, sabe? Então escolheu uma única coisa: pintura. Pareceu um milagre quando lhe foi concedido o sótão abarrotado de coisas para seu 'espaço de rabiscos'. Agora é seu refúgio artístico, decorado de sol e flores e roxo; e com uma escada de corda que só ela consegue subir.
ㅤKiara confiava o suficiente no irmão para não questioná-lo, mesmo que sair naquela tempestade não fosse ser sua primeira opção. Com Simba, ganhava o dobro de coragem — e um pouco de inconsequência também. "É pra já! Só preciso de cinco minutos." Avisou, já largando o rodo e os panos de chão encharcados que os ajudavam a conter o pequeno caos que a água trazia, apenas para caminhar rapidamente até o quarto. Enquanto arrumava a mochila com itens básicos de sobrevivência, tentava não cair na tentação de se questionar o porquê e o como. Precisavam focar em chegar em um lugar seguro. Qualquer outra coisa podia esperar. "Vou te esperar lá embaixo, mas tenta ser rápido. Os níveis da água aqui no bairro tão subindo mais rápido do que o twitter consegue acompanhar." Apressava os passos enquanto os olhos deslizavam pela tela, tentando reter o máximo de informação que conseguia, pelo menos até chegar no carro.
ㅤOcupou seu lugar já familiar no banco do passageiro, acomodando-se como pôde assim que pegou o celular alheio que lhe foi jogado. Diferente do próprio aparelho, onde pescava notícias nas redes sociais, ali poderia verificar as informações direto da fonte. "A rua da padaria já tá interditada, a da escola inundou. A única que ainda tá usável é a do orfanato, mas como todo mundo tá tentando sair do bairro por lá, virou uma mistura feia de água e carros parados." Enquanto falava, dava zoom em algumas fotos apenas para conter os dedos inquietos que antes batucavam a traseira do celular. À primeira vista, Kiara estava calma demais para a situação, mas bastava olhar com atenção para perceber que copiava o mesmo exercício de respiração que havia aprendido quando era criança. "Lembro do atalho pela rua da cafeteria, só não tem informação nenhuma sobre ela aqui."
Simba girou os olhos nas órbitas com o comentário, o ar saindo pelos lábios entreabertos num resmungo nada disfarçado. —— Não me faça lembrar do fiasco da festa nas ruínas. O esquadrão todo mobilizado para um estouro massivo de cano só para vinte pessoas transformar um galão de água quebrado numa tsunami. — Não tinha abdicado das redes sociais naquele dia, mas xingou muito para quem quisesse ouvir. Aquela tinha sido uma noite tão tranquila! Deu até para cochilar um pouco - mas não o suficiente com esse alarme extrapolado. Volte. Ligou os para-brisas na última velocidade, acelerando com cuidado o veículo. As condições da rua estavam bem perto do exemplo de como não fazer ou sem manutenção. —— Eu pensei nela também, mas lembra da casa dos Sanderson? O do quintal grande e pegando meio quarteirão? Acho que a lateral tem espaço pro carro. Ele não vai se importar com o gramado cheio de marcas de pneu. M*rda! — Como tudo estava coberto d'água, não dava para ter certeza de onde exatamente estavam as áreas 'afundadas'. Simba girou o volante no último segundo, escapando de um sumidouro e subindo na calçada. —— Vamos pela cafeteria daqui. Vê se o contorno do prédio de três andares tem alguma coisa, se não a gente segue pelo atalho das trepadeiras. — Antes de ter condições de comprar um carro, Simba e Kiara exploraram e mapearam os arredores. Pela necessidade. E, pelo Adeyemi, conseguir chegar nos três empregos em tempo recorde. Apertando o maxilar, e sussurrando baixinho por baixo da respiração, lançou a picape sobre os jardins da vizinhança para entrar na saída de carros do vizinho antes do fim da rua. Mais para frente? Ah, ele evitava duas árvores caídas cortando a rua.
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A visita de lei na Blackwood Spell para as encomendas - e ver Bruno @sonamuses!
Kidagakash Nedakh odiava misturar o pessoal com o trabalho e esse ultimato ia além das atividades em si. Duas coisas diferentes, dois mundos que deveriam ter uma linha de divisão. Então, quando apareceu na Blackwood Speels de calças de alfaiataria e blusa de seda, algo fora do comum acontecia. Ela levantou o pulso para conferir as horas no relógio e fez uma careta discreta, amaldiçoando-se por estar tão perto do fechamento. E saber que Bruno estava lá deixava a culpa um pouco mais pesada no estômago. —— Me desculpe por estar tão em cima do horário. Uma reunião levou tempo demais para finalizar e atrasou todo o meu dia. Não vai se repetir. — Kida sorria apesar de tudo. A expectativa brilhava em seus olhos antes mesmo que Bruno abrisse a boca para responder a pergunta não dita. E vê-lo... Bruno era sua pessoa favorita quando se tratava da paixão cultural que preenchia cada espaço disponível de suas prateleiras. —— Meus guardiões chegaram? Eu sei, eu sei, que a encomenda está prevista para amanhã, mas eu tive esse sonho e... Por favor, Bruno, diz que chegaram. E as pedras! Vim buscar as pedras também.