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Bruce assistia as bandas. Sentado num dos bancos, os olhos fixos no palco mas a mente em algum lugar distante. As bandas tocavam, as pessoas aplaudiam, o mundo seguia seu curso colorido e barulhento. Mas ele não prestava atenção em nada disso. Estava perdido em pensamentos. Refletindo sobre o discurso do prefeito. E se perguntando por que raios todo evento parecia ter sempre o mesmo texto reciclado? Era como se alguém tivesse escrito um discurso-modelo nos anos 90 e desde então só trocassem o nome do prefeito e a data. Ou pior — talvez fosse gerado por Chatgpt.
Alguém se aproximou para sentar no banco vazio à sua esquerda. "Não senta aí não" Bruce avisou, a voz grave e pausada "que vomitaram perto dessa lixeira." Bruce continuou, o tom ainda sério, mas os olhos começando a brilhar com aquela faísca seca de quem guarda um arsenal de piadas ruins atrás da armadura.
"Não sei o que andaram comendo, mas com certeza o discurso eleitoral do prefeito deve ter enojado alguém o suficiente para fazer esse estrago." Aí ele abriu um sorriso. Pequeno. Quase tímido. O tipo de sorriso que quem conhece Bruce Wayne sabe que é raro. "Se você quiser, tem um livre desse outro lado." ele apontou com a cabeça para o banco à direita, limpo e seguro. "Sabe como é: um idoso sedentário sempre sabe encontrar lugares para descansar."
Onde: Barracas de Competição
"Sabe o que esse lugar precisa?" Harley comentou para a primeira pessoa que teve a infelicidade de ficar perto dela. Ela deu uma cheirada na quarta caneca de hidromel não alcoólico. O nariz torceu um pouco, como se tivesse sentido o cheiro de uma mentira mal contada. O tédio já ia na quarta camada, daquele tipo que coça por dentro da pele e não sai com unhada. Depois de ser chutada de mais uma barraca, a terceira, ou seria a quarta? Ela vagava pelo evento como um fantasma sem paciência. "Cerveja artesanal de verdade." continuou, os olhos semicerrrados ", não essa tranqueira aqui com pouco álcool que dizem que é bebida."
Ela agitou a caneca, observando o líquido pálido balançar. Parecia um vinho que tinha conhecido um algodão-doce num beco escuro e os dois resolveram ter um filho. Não deu certo. "Isso aqui parece mais um vinho velho misturado com algodão-doce." Estendeu a caneca para a pessoa ao lado. O gesto era de quem oferece uma prova, mas o rosto era de quem já sabe a resposta. "Prova" disse, com um sorriso que não chegava aos olhos. "É uma porcaria."
Responda um dos starters ou envie 🤡 para um starter fechado com a Harley ou 👹para um starter fechado com o Bruce
Encharcado da cabeça aos pés, Stark já tinha se conformado de que aquela seria a sua realidade pelas próximas horas: Subir no tablado em cima de um tanque de água e torcer pra todo mundo ficar milagrosamente míope e ruim de mira. Apesar de que, pra ser honesto, ele bem que estava se divertindo. Incentivava as crianças a lançarem a bola mais de perto, ficava em pé na plataforma ao invés de sentado e as quedas repentinas rendiam caretas engraçadas.
Porém, é claro, não só de crianças se fazia a fila para derrubá-lo.
“OI, nã-na-ni-na-não!” O bombeiro balançou o dedo indicador, mas estava sorrindo quando reconheceu quem seria a próxima pessoa a tentar a sorte. “Essa é a terceira vez que você vem me derrubar, pode passar pra outro!” Reclamou de cima do brinquedo.
Harley deu uma risada, dessas que começam no fundo da barriga e sobem leves e perigosas. A bola já estava em suas mãos, pronta. O bombeiro ali na frente. Havia uma expressão no rosto de Harley, o tipo de expressão que ela guardava para as pequenas vilanias do dia a dia. Não a maldade de verdade, aquela ela deixava para ocasiões especiais. Era a de quem se delicia em irritar o rapaz, derrubando ele na água uma, duas, quantas vezes fossem necessárias.
"Ah, eu não tenho culpa se você fica tão bonitinho molhado" disse, jogando a bola para o alto. Ela subiu, girou no ar, e voltou às suas mãos num movimento que parecia dançado. "Parece uma corujinha que acabou de se molhar numa chuva. Só os olhos grandes e expressivos, enquanto as penas estão todas murchinhas." Ela riu de novo. Tomou posição de arremesso. O pé esquerdo à frente, o peso no direito, os dedos calejados de tantas partidas de rua, ajustando a bola como quem ajusta um beijo antes de dá-lo.
𝚀𝚄𝙰𝙽𝙳𝙾 𝙱𝙰𝚁𝙱𝙰𝚁𝙰 𝙶𝙾𝚁𝙳𝙾𝙽 𝚃𝙸𝙽𝙷𝙰 𝚄𝙼 𝙾𝙱𝙹𝙴𝚃𝙸𝚅𝙾 eram poucas as coisas que a faziam desistir dele. Na verdade, se fosse colocar na ponta do lápis, a lista de desistências não passariam de quatro itens, sendo alguns deles algo mais próximo de uma alteração de planos do que desistência em si. Por isso que quando decidiu que precisava daquele plushie de um personagem que parecia um senhor de óculos, sobretudo, bigodes grandes e cara de poucos amigos, Barbara sabia que precisava ter uma pelúcia de James Gordon na sua coleção. Já conseguia ver o semblante paterno, que seria muito parecido com o da pelúcia, mas para isso precisaria vencer o jogo de tiro ao alvo. "Não deveria ser tão difícil assim." Disse, para ninguém em especifico, ajustando os óculos no rosto. "O alvo nem está se mexendo tão rápido. Será que tem alguma coisa errada?"
Bruce viu Barbara no estande de tiro ao alvo. Ele se aproximou devagar, do jeito que se aproxima de um pássaro que ainda não decidiu se voa ou se fica.
"Faz assim" disse, endireitando a arma na mão dela. Os dedos dela eram mais finos que os dele, mas o osso era duro. Filha do Jim Gordon, pensou. Ele ajeitou a mira com um gesto quase carinhoso, um pequeno ajuste de milímetros que podia ser o mapa entre o susto e a certeza.
"Olha nesse buraquinho e usa aquela chapinha na ponta do cano pra mirar. A chapinha não serve pra enfeite, mas quando for atirar, atira antes de ficar centralizado com a ponta, senão, a bala vai passear. Vai conhecer lugares interessantes no fundo do campo de tiro, vai fazer amizade com o nada. Menos com o centro do alvo."
Ele deu um passo para trás. Não gostava de ficar perto demais das pessoas quando estavam prestes a fazer alguma coisa difícil.
"Vamos lá" Falou com a voz mansa apontando para o alvo. "Tenta mais uma vez."
starter: open
local: tenda de primeiros socorros
contém: menção leve a medicamentos e curativos.
“Pronto, querida. Você e Mr. Snuggles foram muito corajosos.” O sorriso sincero pareceu acalmar a menina que deveria ter por volta de cinco anos. Joan finalizou os curativos – um no joelho da criança e outro igualmente posicionado no fiel escudeiro de pelúcia – e deu algumas orientações ao adulto acompanhante antes de liberá-los.
A tenda de primeiros socorros estava tranquila. Profissionais de saúde se revezavam em turnos curtos e nada que uma bolsa de gelo, um antisséptico e os eventuais medicamentos para dor de cabeça ou enjoos não tivessem resolvido até ali. Mas não seria Joan a dizer aquilo em voz alta e arriscar a serenidade do dia; ela ainda se lembrava do incidente com as tortas no festival de anos atrás.
Watson percebeu uma movimentação com a visão periférica. “Só um instante.” Pediu educadamente enquanto terminava de organizar o material e então se virou para ver quem era.
Bruce entrou carregando o garoto como se fosse um pacote de ossos e roupa suja, alguém que ele tinha acabado de pescar do outro lado do caos. "Aqui, doutora", disse, depositando o adolescente na maca com uma urgência que beirava o tédio. "Brincadeira idiota com faca na entrada do evento. É claro que ia dar merda, né? Sempre dá." Tirou do bolso um canivete pequeno, quase inocente, e colocou ao lado do garoto como quem deixa um guardanapo sujo. "Ele só cortou a mão. Nada demais. Mas fez um escândalo tão bonito,todo mundo olhando, a festa parando, eu tive que dar um jeito. Um soco. Só um. Nada grave." Pausa. Bruce não contou que o soco fora certeiro na têmpora. Ele sorriu, um sorriso rápido, meio culpado, meio orgulhoso. "Se puder chamar a delegada Benson pra resolver isso, agradeço. Ela já conhece o meu jeito de fazer as pazes." Riu baixo, tentando arejar o ar pesado da sala.
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⠀⠀ ⠀ ⠀ ꯭⠀ open_𝐬𝐭𝐚𝐫𝐭𝐞𝐫 ٭ : 𝒊sabelle and yo͟u at roda-gigante
⠀ ㅤ⠀ a fila de espera para entrar na roda gigante era de, pelo menos, quinze minutos, o que já era tempo o suficiente para isabelle começar a ficar inquieta. de braços cruzados, com o pé batendo ritmicamente no chão e um beicinho projetado para demonstrar o quanto a loira se encontrava impaciente, observando atentamente, até mesmo contando quantas pessoas faltavam na fila para chegar a vez dela. depois de um grupo sair, bell descruzou os braços, se tornando a animação em pessoa para entrar no brinquedo, isso até o instrutor esticar o braço para barrar a entrada dela.⠀ ㅤ⠀ ❛ o quê? eu tenho as fichas, tá? eu lá tenho cara de quem não paga as contas? ❜ isabelle questionou com a voz um pouco mais fina que o normal, revirando os olhos antes de ver o instrutor apontar para uma placa que dizia é preciso ter essa altura para entrar. ⠀ ㅤ⠀ ❛ que merda é essa? isso não é pra crianças? ❜ a voz da loira já estava começando a ficar cada vez mais aguda, o rosto corado. de longe, provavelmente daria para ver a fumaça saindo das orelhas dela.⠀ ㅤ⠀ ❛ isso não faz sentido NENHUM. eu vi pelo menos cinco crianças entrando nessa.... olha não precisa ficar apontando, tá? eu enxergo muito bem, tô lendo que menores de um e cinquenta e cinco precisam de acompanhante. não cara, sério, quem te contratou? ❜ e lá estava, em menos de trinta minutos de festa, tinkler já estava discutindo, apontando o dedo em direção ao trabalhador e elevando a voz a cada palavra. e levou mais cinco minutos para ela finalmente encontrar uma saída. ⠀ ㅤ⠀ ❛ tá bom, tá bom, TÁ BOM! eu entendi, ai que saco. tem alguém alto o suficiente aí pra me acompanhar nesse brinquedo ridículo? ❜ a engenheira mecânica gritou à quase, quase plenos pulmões, se virando para ver quem estava atrás dela na fila.
Harley assistiu a cena com bastante interesse. A luz do parque batia nas cores falsas dos brinquedos, nas algodões-doces e nos rostos felizes das famílias. Mas o que realmente prendia sua atenção era a garota baixinha, aquela fúria de bolso, aquela tempestade compacta, pronta para derrubar o trabalhador do parque a qualquer momento. O homem, coitado, nem sabia o que tinha vindo buscar. Só ficava ali, gaguejando sobre normas de segurança e altura mínima, enquanto os olhos da garota prometiam um incêndio de terceiro grau.
A garota começou a se virar para ir embora. Antes que ela completasse o giro, o braço de Harley enlaçou o dela. Um movimento suave, quase dançado. O sorriso que veio depois era tão deslavado que daria para lavar roupa nele.
"Meu amor, desculpe a demora" a voz saiu doce, açucarada, venenosa como uma bala de morango que esconde cianeto "o consultório estava uma loucura." Ela piscou. Um olho só, como quem diz 'vem comigo que eu resolvo'. "E aí, grandão?" continuou, encarando o funcionário agora "abre esse brinquedo pra mim e pra minha garota. Senão deixo meu pincher favorito te atacar." E então, com a naturalidade, plantou um beijo na bochecha da garota baixinha.
O homem ficou vermelho. Abriu a cancela sem dizer uma palavra.
"Sabe," disse Harley, já arrastando a outra para dentro, os saltos ecoando no piso de madeira falsa. "Adoro isso nas pessoas. Basta um pouquinho de demonstração pública de afeto que tudo se resolve. É patético e é lindo."
Ela se sentou no carrinho, cruzou as pernas, apoiou um cotovelo no encosto e apontou para o banco da frente com um gesto de rainha apresentando o trono. "Dra. Quinnzel" fez uma reverência improvisada com a cabeça. "mas pode chamar de Harley." O sorriso que veio depois era dos grandes. Daqueles que ocupam o rosto inteiro e sobram pros cantos. "E seu nome é? Apesar que… gostaria de te chamar de Pincher. Você é tão fofinha. Mas tão bravinha."
a cidade de westbridge dá boas vindas à BRUCE THOMAS WAYNE, originalmente pertencente ao mundo de DC COMICS! ELE/DELE tem TRINTA E OITO anos, mora em WESTMERE, e em sua nova vida trabalha como PROMOTOR DE JUSTIÇA em MAGISTRATE’S COURT. esperamos que ele esteja se adaptando bem à rotina mundana da terra!
Rᴇsᴜᴍᴏ
Em Westbridge,Os Waynes eram o tipo de família que as outras famílias invejavam no silêncio dos salões privados, respeitáveis, antigos, quase lendários. Dali saiu Bruce Wayne. Não era o herói que esperavam, mas um playboy de sorriso fácil, champanhe na mão, coração vazio e risada mais alta do que a própria fortuna. Até que uma noite, as balas dos Marone apagaram a luz do mundo de Bruce. Ele não jurou vingança. Jurou algo pior: justiça. Ele se fez promotor, porque a polícia, soube desde o começo, exige lealdades que ele jamais daria a quem não merece. Prefere a solidão moral do tribunal à sujeira das ruas. É cético, desconfiado, quase cruel com quem tenta se aproximar. O mundo, para ele, é um quebra-cabeças de segundas intenções.
Ainda assim, há bondade nele. Coisa antiga. Herança dos pais que cuidavam de crianças feridas e corações partidos. Seu pai médico. Sua mãe guerreira contra o abuso. Essa bondade o rói por dentro, tempera o veneno da vingança com algo quase perdido: amor pela humanidade. E por isso, quando prendeu os Marone, quando Westbridge viu a corte estremecer e os nomes do crime desabarem, ele recebeu o apelido: "O Cavaleiro Branco de Westbridge". No fundo, por baixo do cinismo e das entrevistas cheias de sarcasmo e charme descartável, ainda mora aquele playboy. Só que agora, ele luta com armas mais afiadas. E sorri como quem já perdeu tudo.
Tʀɪᴠɪᴀ
Tem uma enorme coleção de carros que herdou do pai.
Alfred ainda mora na mansão Wayne e espera que Bruce se case um dia
Já apareceu na lista de solteiros mais cobiçados de Westbridge nas redes sociais
Tem fobia de morcegos
Gosta de espalhar nas redes sociais que está em festas, quando na verdade está em casa jogando videogame
Aprendeu artes marciais e a usar armas de fogo porque já tentaram matá-lo diversas vezes.
Mantém cópia de todos os arquivos dos casos que já trabalhou por não confiar na polícia.
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Rᴇsᴜᴍᴏ
Harleen chegou ao mundo do jeito que certas histórias começam: com uma mãe que da abandonou na porta de um homem que mal sabia segurar um filho, e uma criança deixada como um pacote sobre o batente. O pai criou Harleen Quinnzel entre o ronco de motos e o cheiro de cerveja velha, e foi ali, na garagem e na estrada, que ela aprendeu duas coisas: a pensar mais rápido que os outros, e a cair sem se machucar.
Com sua inteligência e altas habilidades atléticas, Harley encontrou seu caminho pelas melhores escolas de Westbridge como quem desvia de buracos na pista. Largou a medicina pela veterinária. Mas não qualquer veterinária. A dela tem um consultório que é lar de lagartos de olhos antigos, cobras que parecem guardar segredos e iguanas imóveis como estátuas verdes.
Socialmente, muitos a acham um tanto quanto estranha, já que não percebe o óbvio, tropeça em perguntas simples, que complica o que é claro. E é exatamente isso que ela quer que pensem, porque por trás do sorriso disperso e do jeito de quem perdeu o fio da meada, há uma mente caótica que desenha labirintos.
À noite, enquanto Westbridge dorme, Harley invade zoológicos. Não por dinheiro, nem por glória. Ela libera os animais exóticos e os devolve para seus lugares de origem, para florestas e desertos que a cidade já esqueceu que existem. Ninguém desconfia. Ninguém imagina. E essa, claro, é a parte mais engraçada.
Tʀɪᴠɪᴀ
Tem dois gatos, mas queria muito ter uma hiena de estimação.
É vegetariana, mas ama sanduíche de ovo e bacon
Fez parte da seleção americana de ginástica olímpica, mas foi expulsa por dar uma joelhada nas partes de íntimas de um dos técnicos e trocar o pó de silicone de outra competidora por sabão em pó.
Tem uma Ducati 848 que comprou ao vender a Harley Davidson do pai enquanto ele dormia.
Tem uma pick-up Ford F-150 roubada, um arsenal de placas clonadas que usa em suas invasões a zoológicos e esconde em prédios abandonados em Westbridge.
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