Oi diva sou eu denovo,andei pensando em um Enzo todo submisso a mulher,com aquela cara de coitado,daqueles que choram por medo de perder a mulher,eu amo um homem com cara de coitado.
đđđđ, aqui estĂĄ! Desculpa a demora, tĂŽ tendo ideias muito mirabolantes e complicadas de se passar para a escrita đ mas acredito que consegui passar essa vibe Enzo homem pobre carente da coitadolandia que prefere morrer do que perder a mulher dele em vida, que faria de tudo por ela e deixa ela ser o mulherĂŁo que ela Ă©.
^áȘČnotas da autora: homem bobo carente pela esposa em quantidade exorbitante!, homem romĂąntico e escritor de cartinha para a lobinha dele!, 40's!, guerra com tempo encurtado!, enzo militar!, muito choro e alegria!, citação de sangue e feridas!, sexo!, sexo desprotegido (jĂĄ sabem meu aviso, nĂ© lsdnetes?)!
ââââââââââââ vocĂȘ pede e a vampgi escreve.
đ đđđ era 1944 e o mundo se desmoronava em ruĂnas. Os lares haviam sido rachados com as dores e sangramentos da Segunda Guerra Mundial. Os homens lutavam no campo de batalha, distantes de seus lares, das esposas e filhos, enquanto as mulheres tentavam manter a esperança viva nas pequenas cartas que, vez ou outra, chegavam com notĂcias de seus amados. Muitos soldados se mostravam inabalĂĄveis diante do horror, mas a maioria nĂŁo conseguia esconder as lĂĄgrimas quando encarava a iminĂȘncia da morte.
Naquela tarde, na minĂșscula base mĂ©dica no front latino -americano, lotada e onde o cheiro do sangue misturava-se ao odor forte de medicamentos e Ă fumaça que parecia impregnar cada canto; Soldados estadunidenses, brasileiros e de outros paĂses da AmĂ©rica passavam de um lado para o outro entre a vida e a morte. Enzo Vogrincic estava quase sem forças. Seu corpo estava encostado em uma parede manchada de mĂŁos ensanguentadas, provavelmente de algum outro soldado ou mĂ©dico que falhou em manter a vida. A camisa do uniforme verde camufla dele estava toda ensanguentada de batalhas passadas, mas seu ombro esquerdo estava com uma mancha de um sangue vivo e molhado.
Ele respirava ofegante, mas sua dor fĂsica era insignificante comparada ao medo que o corroĂa por dentro. Seus olhos de uma cor entre um tom de castanho mĂ©dio e o mel estavam marejados, vermelhos e vidrados no alĂ©m. A mandĂbula travada denunciava o ranger dos dentes e escancarava a dificuldade de nĂŁo soluçar tanto. Ele chorava.
De repente, um soldado chamando Fernando, muita das vezes sĂ©rio, mas bom e compreensivo, se aproximou numa tentativa de acalmar os Ăąnimos feridos em latĂȘncia de seu amigo. Ele conhecia Enzo de antes da guerra, em encontros familiares, na casa de ambos onde suas respectivas esposas riram e conversaram bastante. Sabia da força de vontade e resistĂȘncia do uruguaio, mas tambĂ©m sabia que a guerra cobrava um preço atĂ© dos mais bravos cavaleiros.
"Aguente firme, meu companheiro. JĂĄ jĂĄ vocĂȘ vai ser atendido". Fernando disse quase gentil. Preocupado, sabia que Enzo era um dos melhores homens deles em campo.
"Não é a bala...". Enzo murmurou baixinho, a voz cortando enquanto afundava a cabeça nas mãos calejadas. "Porra, não é só isso, Fernando".
Fernando o olhou meio de lado, sem entender muito do que se tratava. "EntĂŁo... o que Ă©?".
"E se eu morrer, e se eu me for sem sequer poder dizer novamente o quanto eu a amo? Minha florcita, Fernando... ela Ă© tudo para mim".
Um outro soldado, que deitado em um catre de madeira caindo aos pedaços, de perna ferida e gemidos profundos de dor, balbucionou em lamentação algo sobre ter força e coragem, sobre não deixar os seus demÎnios tomarem conta de tudo. Enzo riu em meio a tantas lågrimas.
Ele enxugou o rosto na manga comprida que cobria seu antebraço, mas logo outras mais velozes caĂram. "VocĂȘs nĂŁo entendem. Minha esposa... ela". Parou, com um fungada baixinha, se sentindo completamente despedaçado. "Ela Ă© a coisa mais linda que existe. Os olhinhos dela... tĂŁo escuros, como jabuticabas". A voz entrecortou uma vez e ele se lembrou de vocĂȘ. Da sua imagem, da sua risada. Ele se lembrou de como vocĂȘ sempre o esperava. Do sabor de seus bolos, do seu tempero tĂŁo gostoso. "E o cabelo dela... enrolado, sabe? Sempre com aqueles bobs, tĂŁo formosa, tĂŁo... minha. E se eu nunca mais viver isso?".
A frase era cheia de chamego, de dengo, da realidade do quanto Enzo era completamente devoto por vocĂȘ. Agarrado a sua beleza e sua alma como uma Ăąncora. E o silĂȘncio que se seguiu foi uma reação disso. Todos ali tinham algo ou alguĂ©m para qual voltar depois do cĂ©u nublado, mas Enzo nĂŁo se importava em transparecer esse processo com mais tristeza.
Logo os mĂ©dicos chegaram. Revestidos com linhas, pinças e um Ășnico propĂłsito: salvar o maior nĂșmero de vidas. Um deles levou Enzo para uma sala menor. Tinha um catre pequeno no canto, pior do que o do soldado que recitou sobre força, e sentado, observou a ĂĄrea mĂ©dica.
Em uma mesinha prĂłxima, uma bacia com ĂĄgua fervente e ĂĄlcool era usada para esterelizar os utensĂlios. Ali tambĂ©m tinham um frasco Ă©ter, bandagens e mais. O mĂ©dico estava concentrado, abrindo alguns botĂ”es do uniforme de Enzo atĂ© poder tirar a manga e expor a ferida. Foi com um pedaço de gaze umidecido em algo que evitou maior infecção no ombro afetado do soldado.
Ele percebeu os olhos marejados de Vogrincic, mas nĂŁo comentou. Todos ali tinham as suas vezes de cair em prantos. E a escassez de matĂ©rias mais eficazes, levou o velho no jaleco a usar o resquĂcio de Ă©ter para dar uma anestesia geral em Enzo, visto que o estado emocional poderia comprometer a situação e piorar ainda mais a dor.
Enquanto se encarregava de tirar a bala, o senhorzinho, de cabelos brancos e muito vivido, encontrou algo que o fez repensar suas escolhas de vida. No bolso do uniforme de Enzo, uma carta intacta, não lida por ninguém a não ser a mente de seu próprio escritor. O envelope externo tinha um prólogo da mensagem.
"De um homem comum, para seu grande amor.
Ele pensou que talvez a pessoa destinada para ler aquele papel, nunca fosse receber essa carta. Mas provavelmente pĂŽde sentir o amor de Enzo Vogrincic durante grande parte de sua vida. E sim, vocĂȘ sentiu. Ele sorriu, e guardou a carta novamente no mesmo bolsinho.
Quase trĂȘs anos de guerra depois, ele voltava. ApĂłs tanto sangue e bombardeios, o mundo tinha conseguido subir minimamente atĂ© a paz. A guerra finalmente acabou e os cĂ©us estavam limpos. Os soldados estavam animados, alguns tinham um dedo a menos, um olho ferido. Outros sequer puderam voltar vivos. Mas Enzo tinha pelo o que agradecer, depois de todo aquele tempo de agonia estava voltando para os braços de sua florcita.
Olhando para o horizonte belo atrås da janela, ele sorriu para a vida. "Me espere, pode ser na estação, ou até em nossa casinha... só me espere, minha amada. Eu voltarei hoje". E então, o trem embarcou em viagem.
Em uma manhĂŁ lĂmpida, o sol brilhava mais, como se atĂ© ele parecesse saber da chegada da paz naquele lugar. A cidade de MontevidĂ©u estava em um alvoroço. Mulheres de toda a cidade, sendo elas, filhas, mĂŁes, esposas, vestidas com a elegĂąncia da Ă©poca e com sorrisos mais que afetuosos se reuniam na estação ferroviĂĄria do centro da cidade. VocĂȘ sequer tinha conseguido dormir naquela noite, o coração quase explodindo de tanta saudade.
Colocou seu melhor vestido, um na altura dos joelhos, de um tecido de poĂĄ, muito gostoso e leve. O favorito de Enzo. Ele dizia que a florcita dele ficava mais formosa com aquele vestido. Acompanhado de um cinto fininho, Ă© claro.
Jå na estação, se podia ver muitas mulheres despedaçadas, que provavelmente jå sabiam da morte de seus homens, e só esperavam o uniforme deles como uma triste e fervorosa lembrança do que eles tinham feito para um mundo melhor. Sem respostas e apenas uma esperança guardada no peito, se sentou em um banco.
"Volte para mim, meu marido. Volte que eu te tomo em meus braços". Rezava para si.
De longe era possĂvel ouvir os cantos felizes dos soldados, as vozes roucas que ressoavam ao som de alguma mĂșsica de Frank Sinatra. Mas foi no barulho da locomotiva, que entĂŁo, anunciou a parada. O trem finalmente chegava em MontevidĂ©u e de lĂĄ de dentro, a festa parecia grande.
Os soldados estavam dançando de um lado para o outro, em fim, em paz. De repente, um ajudante do motorista começou a entrar em cada um dos vagÔes e em todos, suas palavras calmas eram as mesmas. "Peguem suas coisas rapazes, e voltem para a felicidade". Enzo tomou aquelas palavras como suas, as repetiu para os amigos próximos, as lågrimas voltando as olhos bonitos enquanto suas mãos tremiam na alça das malas.
Sem seguir ordens ou serem finos e educados, todos eles desceram, se esbarrando e atĂ© malas caindo. E de repente nĂŁo havia sequer espaço na estação. Os homens corriam e seguravam suas mulheres nos braços, beijavam suas filhas com saudades e sentiam o carinho de suas mĂŁes. Enquanto outras passavam pela dor da perda. A mala na mĂŁo de Enzo vacilou dos dedos trĂȘmulos quando te viu e as suas pernas tambĂ©m. VocĂȘ usava o vestido de poĂĄ favorito dele, vocĂȘ se lembrou. Tinha prometido que usaria exatamente aquele na volta dele.
Estava linda. Estava estonteante, como uma princesinha e as lågrimas desceram forte pelas bochechas dele. Quando estava um pouco mais perto de ti, se deixou cair. Em uns tropeços de ansiedade e o peso das bagagens trazidas, ele se deixou deslizar até os seus pés.
Com joelhos no chĂŁo, ele segurava em seu vestido, as mĂŁos fortes atĂ© demais que pareciam sĂł matar a saudade quando cravadas em seu corpo. "Florcita... minha amada e formosa florcita". O rosto vermelho do homem se enterrou nas suas mĂŁos delicadas quando vocĂȘ resolveu se ajoelhar perante dele, ele amou sentir o seu toque outra vez, sentiu falta dele. Seus lĂĄbios se arrastaram por sua pele, ele beijou ali como se tivesse encontrado um bom minĂ©rio. Com um biquinho nos lĂĄbios marcados pela demora desse reencontro, os olhos ardentes, ele sussurrou. "Eu voltei... para nĂłs. E-eu disse que voltaria".
Rindo para os ventos da cidade, vocĂȘ nĂŁo demorou em rodar as mĂŁos pelo rosto de Enzo, para beijar aqueles cabelos cheios dele. Para o levantar.
JĂĄ estando de pĂ©, o uruguaio te abraçava, te tocava com o pensamento mais leve de todos. Sabendo que ele poderia nĂŁo estar mais ali, mas estava. VocĂȘ deslizou um dedo pelos lĂĄbios de seu marido e logo deixou um beijo meio tĂmido e marejados de lĂĄgrimas ali. Manchando a boca dele, que te olhava como um bebĂȘ. "Sim! Sim, vocĂȘ voltou, meu querido". Exclamou.
Ganhando mais Ăąnimo, Enzo te ergueu no ar mesmo aos beijos, e a girou contra ele em um momento quase Ăntimo para uma demostração pĂșblica, mas ele nem sequer se importou. Um pouco tontos, perderam o equilĂbrio ali e acabaram no chĂŁo, mas aquela pequena dor nĂŁo afetou nenhum dos dois. E ao invĂ©s disso, a risada de vocĂȘs se misturou com choro e contra seus lĂĄbios, em meio a um beijo do sĂ©culo, ele respondeu.
"Eu sou e serei eternamente seu, florcita".
Mesmo estando no chão, o soldado não resistiu em ficar assim por mais um pouco, abraçados, ele te colocou para se sentar no colo dele e acariciou seu belo rostinho. "Somente seu". Tinha um tom brincante, porém choroso em sua voz. Ele com um semblante de menino perdido, admirava-te, os seus olhos de jabuticaba madura iluminando a vida dele.
Quando estavam finalmente em casa, sem uniformes ou amarras, nĂŁo demorou para cair em dengo. Em um estado de completa exaustĂŁo, o homem apenas sorriu enquanto a seguia para cada quanto da casa de vocĂȘs. Quando vocĂȘ descia para a cozinha, ele descia, quando ia ao banheiro ou para o quintal, ele ia igual. Naquele momento em questĂŁo, vocĂȘ preparava a massa do bolo favorito dele, de trigo com brigadeiro de maracujĂĄ.
Agarrado por detrĂĄs de ti, as mĂŁos fortes de Enzo na sua cintura enquanto o rosto se entregava ao bom cheiro do perfume que marcava o seu pescoço. "VocĂȘ vai fazer bolo?". Ele perguntou, olhando de mansinho para a panela.
"Vou sim, meu bem". Ele te apertou ainda mais contra ele e tudo que respondeu antes de seguir o interessante aroma de seu pescoço foi um... "Eu gosto do seu bolo".
"Todos os dias, hĂĄ treze anos, vocĂȘ diz essa mesma frase".
"Eu sei". Beijou seu ombro delicadamente e encostando a bochecha ali, ele te olhava enquanto o bolo era preparado. VocĂȘ era tĂŁo linda, a mulher mais formosa e a flor mais cheirosa de MontevidĂ©u. A mĂșsica abafada pelo rĂĄdio que precisava de consertos o animava, e ele balançava o corpo junto ao seu em meio a risadas.
Mais tarde, naquele mesmo dia ainda, Enzo adormeceu completamente no chĂŁo mesmo da sala de estar, sĂł com a brisa do ventilador e uma calça de tecido macio, e enquanto vocĂȘ dobrava as roupas que estavam separadas para ir a mĂĄquina de lavar, encontrou algo que vocĂȘ nĂŁo esperava.
A carta. Com um cuidado para não rasgå-la, desdobrou o papel para ler, mas tudo que encontrou foram as mais belas e romùnticas das palavras do mundo. Transcritas naquele pedaço de papel amarelo, em uma letra rebuscada e culta, a carta dizia:
Sei que essas palavras podem nunca chegar atĂ© vocĂȘ, mas preciso escrevĂȘ-las. Preciso, pelo menos, tentar. Eu estou sentado num lugar onde a dor e o desespero tomam conta de todos. Meu ombro estĂĄ ferido, mas a maior ferida estĂĄ no meu peito. Ă o medo de nĂŁo poder voltar para vocĂȘ.
Porque vocĂȘ Ă© tudo que eu tenho de mais precioso. Sempre foi. Quando fecho os olhos, vejo seus olhinhos de jabuticaba brilhando, vejo os cachinhos que vocĂȘ enrola nos bobs com tanto cuidado... E meu coração dĂłi por saber que posso nunca mais tocar seu rosto.
Eu rezo para que Deus me permita voltar, para que eu possa segurar as tuas mĂŁos de novo. Mas, se isso nĂŁo acontecer, saiba que te amei com cada parte de mim. VocĂȘ Ă© a razĂŁo de eu estar aqui hoje, lutando. De eu ser quem sou.
Eu queria poder te abraçar agora, sentir seu cheiro, ouvir sua risada... VocĂȘ Ă© surreal, minha florcita, etĂ©rea demais. Minha mulherzinha. Se eu nĂŁo voltar, por favor, prometa que serĂĄ feliz. Viva por nĂłs dois.
Com todo o amor que cabe em meu peito,
E entĂŁo, vocĂȘ chorou. Por ler o medo de Enzo de te perder, pelo sentimento tĂŁo latente que ele ainda tinha por vocĂȘ. Sempre teria. Porque soldado ou nĂŁo, Enzo Vogrincic, nĂŁo poderia em nenhuma circunstĂąncia, ser definido de outra maneira a nĂŁo ser, completamente seu.
A carta foi guardada na gaveta da cĂŽmoda, entre as suas vestes, segura e que vocĂȘ um dia, diria abertamente a ele que havia sido tocada por suas palavras.
Quando finalmente entĂŁo, Enzo acordou, a casinha estava em um silĂȘncio confortĂĄvel. A sala de estar era iluminada apenas por um pequeno abajur, seu corpo estava coberto por um macio lençol que vocĂȘ havia deixado sobre ele ainda quando era cedo. Ele sentia sua cabeça pesada, ainda um pouco grogue graças ao sono e com alguns segundos de recobrar o equilĂbrio, se ergueu. O uruguaio te chamou uma vez, "Florcita". Te chamou outra. E vocĂȘ nada.
Com um bico do tamanho do mundo nos lĂĄbios, andou de um lado para o outro nos cĂŽmodos da casa, foi ao banheiro da ĂĄrea de baixo, na cozinha, no quintal. Logo, sĂł restava um lugar, o quarto de vocĂȘs.
"Florcita? Minha formosa florcita?". Disse ao entrar, batendo na porta baixinho para avisar da sua presença. E vocĂȘ nĂŁo estava na cama. Pensando um pouquinho onde estaria, ele se surpreendeu com o barulho do chuveiro caindo no azulejo do banheiro. Sorriu.
Vogrincic sentiu o seu pobre coração quase parar. Tirando a calça do seu pijama e a cueca junto, o homem caminhou nu atĂ© o banheiro com passos de cachorrinho, leves e que nĂŁo fossem bem ouvidos por vocĂȘ.
Assim que entrou, derreteu completamente com a visĂŁo de vocĂȘ. Com o shampoo no cabelo, os olhinhos fechados. A mente dele nĂŁo conseguia processar direito quando olhava para vocĂȘ. Seu corpo era muito, para um homem tĂŁo pouco como ele. Ele caminhou e entrou no box, tomando o seu corpo nos braços dele.
"Enzo!". VocĂȘ gritou surpresa, apertando ainda mais os seus olhos.
Ele beijou seu pescoçinho, deslizando devagar a lĂngua ali e deixando uma marquinha vermelinha, te trazendo cada vez mais contra ele. "Oi", sussurrou todo carente. "Preciso de vocĂȘ... deixa eu te comer, florcita". Pediu. Ele lhe ajudou a tirar o shampoo e suspirou quando vocĂȘ abriu um olho.
Sua cabeça encostou no peito dele, quando o uruguaio a prendeu contra a parede. Aquele seu olhar, aquela maldita transição entre a sua doçura usual e o tesĂŁo deixava ele completamente aos seus pĂ©s. Podia fazer tudo que vocĂȘ o pedisse. Ele ficou assim agarradinho por alguns minutos, mas nĂŁo demorou para sentir o pau dele roçando a parte interna de sua coxa.
"Deixa, florcita... eu preciso sentir vocĂȘ me apertando... por favor".
Acenando suavemente, vocĂȘ percebeu como os olhos dele te admiravam por completo, as sobrancelhas franzida quase como se implorasse para foder vocĂȘ depois de dois anos e nove meses longe por conta daquela miserĂĄvel guerra. VocĂȘ talvez, nĂŁo soubesse como fazia feliz a esse uruguaio, vocĂȘ ser a mulher dele. Como ele poderia morrer, mas nĂŁo viver sem vocĂȘ.
Enzo te pegou no colo com uma facilidade indescritĂvel, sem dar a mĂnima para o banho, desligou o chuveiro. Ele te guiou atĂ© a cama, a deitando com aquele carinho que foi sempre parte dos momentos quentes de vocĂȘs. A expressĂŁo amoada, de pobre coitado, denunciava o amor que residia naquele homem louco por vocĂȘ.
Ele se sentou na cama, as pernas grossonas bem abertas para que vocĂȘ pudesse encaixar a sua bucetinha no pau dele com a extrema perfeição. "Vem, senta em mim, mi florcita".
Com uma risadinha, que levou o arzinho da sua respiração para o rosto dele pela proximidade, vocĂȘ engatinhou para se sentar no colo do seu marido, uma perninha de cada lado antes de segurar o membro dele daquele jeitinho que o fazia agarrar mais forte seu quadril, e gemer baixinho e rouco no seu ouvido. Sem fazer muito alarde, vocĂȘ o encaixou no seu buraquinho carente, e sentou nele para que ele sentisse seu apertinho. O que vocĂȘ fazia com ele, a forma como vocĂȘ se movia sobre ele, como acelerava e desacelerava e encaixava o pau dele todinho dentro de vocĂȘ o deixava alucinando. VocĂȘ era a dona daquele homem.
"M-mi amor... assim- eu te amo". Ele gemia, se encostando na cabeceira da cama, como quem sabe a esposa que tem, apenas relaxando enquanto vocĂȘ montava em Enzo com o conhecimento de quem tem um homem na palma da sua mĂŁo.
Seus gemidos faziam ele gemer mais, e suas mĂŁos no peito dele faziam as dele apertar ainda mais seu quadril. VocĂȘ acelerava, cada cavalgada que carregava menos fĂŽlego, porĂ©m mais velocidade.
E no fim da noite, depois de quase trĂȘs anos de angĂșstia tenebrosa, Enzo Vogrincic se sentia realizado por estar de volta. Dormindo bem agarradinhos, o pau do homem ainda dentro de vocĂȘ, ele sabia que tinha o ouro da vida.
VocĂȘ adormeceu de conchinha com ele e ainda de olhos abertos, mas quase caindo em sono, ele deixou um beijo na sua bochecha. "AtĂ© amanhĂŁ, esposa. Irei sonhar com vocĂȘ".
^áȘČđđđđđ đđ đđđđ â Prontinho, revisado e depois de muitas lĂĄgrimas. Espero que esteja ao seu gosto, @lilablanc.