O amargo gosto na boca
Ainda era selvageria de antes
Fitando a ferrugem dos portões
Cozinhando uma ode colérica
Em trajes ao chá
Com silhuetas desenhadas ao sofismo
Havia a prataria dócil
Ofertando-se à visitas e suas unhas postiças
Curadoria dos bruxos,
Enfeitavam a vassoura atrás da porta
O ateliê faça o confortável transe
Estaria expurgando a maldição do bruxismo
Usual entranhas lunares
Capturam satélites em miopia
Tão envolventes como ciganas
Mais dissimuladas que dois décimos teu
A tua transa sabor páscoa
Somente evocaria ecos de Lázaro
A divindade prometida morrera em concessões
Três meses virados para a parede, encerramos o tango ao sol poente
Os amantes de Sybil Vane
Seriam filhos de Peter Pan
Encolhidos em delírios artísticos?
Hão de corar-se a cada fitar de cílios caucasianos
Dourava-se um Dorian, enebriado de ciúme
Entregues aos tempos de fezes de paranoicos
Metade homem, metade bicho
Assoprando veias e destacando vielas em cartas
Além do véu estonteante
Descera dos palcos
Para o mistério da quimera
Dando o êxtase de miragem aos indicativos e indicadores de plantão...