Um porre pesado...
Daqueles que deixam enjoado.
Daqueles que dão nojo.
Daqueles que te fazem esquecer o nome e te proíbem lembrar de algumas horas.
Tomei um porre desse.
Tem dia, que é um porre.
Tem gente, que é um porre.
Tem lugar, que é um porre.
E todo porre dá ressaca.
Ressaca chata.
Ressaca que não passa tomando água.
Ressaca monótona.
Ressaca enjoada.
Os porres só deixam de ser tomados por dois motivos:
Ou um coma alcoólico, ou por nojo da dose do porre.
Um porre essas situações de coma social e nojo parcial.
Um porre, conviver com os embriagados covardes e hipócritas diplomatas.
Acreditam que estão sóbrios,
mas vomitam palavras,
e de tanta é a embriaguez,
que não se lembrarão que vomitaram.
Um porre, essa sobriedade isolada em meio a tantos bêbados chatos.
Bêbados que precisam curar ressaca com noção.
Bêbados chatos.
Porres chatos.
Ressacados infernais.
Eu, Andressa Melo"

















