O Tédio é uma das tonalidades afetivas fundamentais do ser humano, ou seja, todos nós vivenciamos no passado, podemos estar experienciando agora, ou vamos experimentá-lo em algum momento de nossa lida diária. O estar entediado, mesmo sendo algo repulsivo, nos obriga a nos escutar a nós mesmos. O Tédio é como uma força que nos impõe a nos movermos, isso quando não o evitamos com distrações, atividades, entretenimento, entre outras ocupações. No Tédio, o tempo apresenta-se como “adoecido” (lentificado). A rotina, seja do trabalho, estudos… traz certa ausência de sentido, devido às repetições mecânicas: “tudo é aqui igual, tudo é o mesmo, tudo é o nada” (FEIJOO, 2011). Surge um desinteresse e esquecimento de si-mesmo. O ser humano, em meio a esta falta de sentido, aprisionado em seu perder-se, é acometido pelo Tédio, o qual permite uma abertura de possibilidade de movimento do indivíduo, ou seja, de uma mudança em seus modos de agir frente à sua vida. Portanto, é importante darmos atenção e ouvidos para aquilo que o Tédio clama em nós. Pois ele sempre bate à porta e nos comunica algo. A questão é: O que o tédio deseja te dizer? Afinal, o que está acontecendo?
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Milton Cabral | Phileo Psicologia - CRP 06/159993 Bibliografia: A existência para além do sujeito, 2011. Expressão Artística: Retrato do Dr. Gachet, de Vincent van Gogh.












