A pergunta da imagem é uma pergunta que costuma causar bastante confusão para vários umbandistas. E além desses, ainda existem os Sofredores. Cada uma dessas classificações tem um porque e não devem ser confundidos. Mas como saber diferenciar cada um desses espíritos?
EGUM: É todo e qualquer espírito desencarnado. Parentes, amigos e até nossas tão queridas entidades. Todos eles são considerados Eguns.
SOFREDORES: São espíritos que muitas vezes não possuem a ciência do desencarne, mas mesmo quando possuem, não conseguem seguir seu caminho no plano espiritual, seja por falta de luz ou por simplesmente estar perdido no meio do plano astral, sem saber por onde seguir. Quando incorporados por um médium de transporte, normalmente não falam, e têm pouca ou nenhuma tenacidade muscular, fazendo com que o médium caia. Alguns conseguem parar em pé ou se sustentar em posição ereta quando sentados e são capazes de gesticular para se comunicar. Em alguns casos, sentem dores agudas (que podem ter sido o motivo do desencarne) e, por não ter a consciência da morte, seguem com ela. Muitos chegam chorando ou com alguma ação que se liga com a vida encarnada que ele teve.
O tratamento espiritual para esses seres consiste em realizar o encaminhamento deles para seu lugar de merecimento, orientação e oferecimento de luz. No terreiro em que trabalho, normalmente são oferecidas velas e ou o preto velho, que é o chefe da casa ou o exu se responsabilizam por mostrar o caminho para essas almas no plano astral. Quando as almas sofredoras chegam com dores ou mazelas físicas de quando encarnados, essas mesmas entidades procuram, por meio da manipulação de energia, restabelecer o espirito para que ele possa prosseguir em paz e com o menor sofrimento possível,
KIUMBAS: São espíritos que sabem que estão desencarnados e se aproveitam disso para atrapalhar a vida dos encarnados, sejam pagos por meio de oferenda ou não. Em geral, alteram o humor da pessoa, provocam desentendimentos e exageros (drogas/bebidas), causam doenças (dores físicas, problemas psicológicos, insônia). Podem ser “mandados” ou simplesmente atraídos (acontece mais com pessoas com espiritualidade aflorada ou com “muita luz”). Quando uma pessoa está sendo obsediada por um Kiumba é normal que espíritos sofredores sejam atraídos para a aura dela, já que os próprios Kiumbas podem se aproveitar desses espíritos que se encontram perdidos. O tratamento e a desobsessão se dá por meio do transporte, onde um médium irá “puxar” o Kiumba para que uma entidade converse com ele, de modo que seja feito um acordo para que ele deixe de acompanhar a pessoa. Esse acordo pode incluir uma nova oferta para o Kiumba ou não. De toda forma, o kiumba deve deixar de acompanhar a pessoa.
Normalmente durante a incorporação, os Kiumbas ficam em posição inclinada ou encurvada, podendo ser de pé ou agachado, com expressão contorcida e emitindo grunhidos ou rosnados. Em alguns casos, eles podem imitar postura e gestual de exus e pombagiras, sendo tão bons nisso, que podem se fazer passar por entidades reais e assumir a coroa de um médium. Nesses casos, existe prejuízo tanto para o médium quanto para quem se consulta com esses, já que Kiumbas não irão trabalhar para a caridade e sim a favor da desunião e discórdia.
TEXTO POR VAMPIRA-DE-PALAVRAS