O que procura o santo branco? Já saiba desde já, sua Pandora está calva O motor de seu cavalo branco encontra-se torto E nenhuma nuance era pela estética, mas pela audiência O único pecado da dama ao lado Era mergulhar de peito aberto na cândida E afogar-se neste mesmo líquido Com temor em descobrirem sua entranhas vermelhas Os braços que o envolvem são a clarividência Total flexão e fixação com lagostas Nos olhos da boca, o entretenho com poemas Nos olhos do inferno, lhe iludo com vaidade Arraste a Cronos em seu estúpido cigarro de pilha alcalinas És tão identificado com o idioma elétrico que lhe trago questões: O que dirão interpretes duzentos e vinte para os sonhos de gambiarras? Simples, O que queres és um produto de Bauhaus, o palpável: Um incêndio A rebeldia sintética curva-se à gastronomia nômade Um Sushi do Brooklyn, diretamente na Paulista Mesa de madeira com entalhes franceses do termo rococó Confeccionada nos E.U.A com madeira traficada da Amazônia Por baixo da batina escorre a noiva Empunhado seus dois filhos Um lindo casal de olhos azuis vazios Pedira o batismo e o castigo na pale do sacerdote Lhe beijas com ternura, que vira furor Transtornando-se em violência O toque como a quentura da pólvora Lhe tirando da vida e entregando à morte O enigma seduz, o coração seduz O afago seduz, a condenação seduz A publicidade seduz, a violência seduz O conforto seduz, o futuro também...
O Que Incita o Pecado é a Própria Invenção do Homem Adequável, Pierrot Ruivo




















