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Ex-devs de Suicide Squad dizem que jogo quase os fez abandonar a indústria de games
Por Vinicius Torres Oliveira
Criadores afirmam que o desenvolvimento do jogo da Rocksteady foi dominado por metas comerciais e análises de mercado da Warner.
O fracasso de Suicide Squad: Kill the Justice League foi tão devastador que quase expulsou dois de seus principais criadores da indústria de games. Em entrevista à Bloomberg, o designer Johnny Armstrong e o diretor de jogo Axel Rydby descrevem um processo de desenvolvimento marcado por pressões comerciais crescentes, desgaste emocional e uma sensação progressiva de que estavam fazendo qualquer coisa, menos um jogo de verdade.
O contexto já era pesado antes mesmo dos relatos pessoais: o título da Rocksteady gerou um rombo de US$ 200 milhões para a publicadora Warner Bros. Games, desencadeou múltiplas rodadas de demissões no estúdio e é apontado como um dos fatores que contribuíram para o cancelamento do jogo da Mulher Maravilha da Monolith Productions. Tudo isso após sete anos de desenvolvimento.
“Eu estava seguindo uma planilha”
Segundo Armstrong e Rydby, o projeto começou de forma diferente do que terminou. Com o passar dos anos, os atrasos sucessivos inflaram os custos de produção e aumentaram a pressão dos executivos da Warner Bros., que passaram a exigir funcionalidades orientadas ao retorno financeiro. Perguntas como “Quantos jogadores podemos alcançar com essa feature?” e “Como podemos tornar esse design mais rejogável?” teriam se tornado frequentes nas reuniões internas.
“Foi aí que comecei a sentir que não estava mais fazendo games”, disse Rydby à Bloomberg. “Eu estava seguindo uma planilha, uma planilha de análise de marketing ilusória que ninguém conseguia apresentar com clareza. Senti que essa não era a indústria de games em que eu queria trabalhar.”
O impacto no lado de Armstrong veio com força após o lançamento. O desempenho decepcionante do jogo e a reação negativa do público foram suficientes para sugar dele qualquer vontade de continuar. “Senti tudo se esvair de mim”, relatou. “Eu disse: ‘Não consigo fazer isso de novo. Acho que já acabei com essa indústria.’ Eu conseguia sentir a mim mesmo se despedaçando.”
Da Rocksteady para o indie: o recomeço em Secret of Circadia
Apesar do desgaste, nenhum dos dois abandonou os games de vez. Armstrong e Rydby saíram da Rocksteady após o lançamento de Suicide Squad e hoje trabalham juntos em Secret of Circadia, um RPG indie de estética retrô com mecânicas de deckbuilder. O projeto tem uma campanha ativa no Kickstarter, com US$ 1.500 arrecadados até o momento, bem distante do orçamento AAA ao qual os dois estavam acostumados. A meta estabelecida na campanha é de US$ 11.382.
O projeto menor parece estar ajudando Rydby a resgatar o que o atraiu para a área. Mas ele deixou um recado claro para as grandes publishers: “Acho que como indústria estamos perdendo seriamente o nosso caminho”, afirmou. “Costumavam ser projetos de paixão que você amava e torcia para que outras pessoas também amassem. Quando isso acontecia, era uma sensação incrível. Foi se tornando cada vez menos disso. Virou: ‘Vamos torcer para que venda. Vamos torcer para receber dinheiro com isso.'”
'Ophélia Marie ''I Man Suffering''
💀 A Rocksteady lead nearly QUIT the industry over Suicide Squad Axel Rydby told Bloomberg that making the failed live-service game felt like chasing marketing metrics instead of quality. Warner Bros. demanded profit, while Rydby hated forcing players into microtransactions. After leaving, he launched a Kickstarter for indie game Secret of Circadia with an ex-colleague. Meanwhile, Rocksteady is reportedly working on a new single-player Batman game 🦇

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John Holt Reggae Legacy Lives Forever
John Holt's story is one of dedication, talent, and lasting influence. From winning talent competitions as a young boy in Kingston to becoming the voice behind The Paragons, he helped shape reggae during some of its most important years. His solo career introduced timeless songs that continue to resonate with audiences decades later. Beyond commercial success, John Holt earned respect for his songwriting, expressive voice, and commitment to Jamaican music. Although he passed away in 2014, his recordings continue reaching new listeners and preserving his remarkable legacy for future generations.
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1968
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