O Idioma Desinfetante
Suspira na minha boca Todo teu inconformismo Reze para o céu vermelho de minhas gengivas O cheiro de morte e vida de botos e ansiolíticos Me reconheça entre teus pulmões Como me embebedo do licor de tua pele Misturando lavanda, leite de rosas e cigarros Desfruto dos antagonismos das três essências Acima de deus só a juventude Acima da juventude só o teatro Acima do teatro o consentimento Acima do consentimento, o próprio público A morte entre aberta em teus cílios Carrega-a como se fosse tempestade Solva nos pesares das seis Quando o sol urge em julgamento Fui liberto dos teus domínios Depois de mudar a minha face Antes da trincheira inchar Quase no raiar do arrependimento Os desejos escorrem sutis Quando digo sinônimos profanos Em sentido anti-horário Em idiomas desinteressantes Rastejada para fora de seus olhos A dor convergida em deleite Agradece a estadia em primaveras secretas Meu compromisso é com teu corpo Nunca com teus demônios Nunca com teus pesares Meu encontro é com tua libido Que promove mares solúveis do tempo















