A verdade Ă© que ninguĂ©m Ă© de ferro. Tem dias que tĂŽ sem paciĂȘncia, mas nem por isso faço do outro o alvo da minha dor.
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A verdade Ă© que ninguĂ©m Ă© de ferro. Tem dias que tĂŽ sem paciĂȘncia, mas nem por isso faço do outro o alvo da minha dor.

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teus olhos sĂŁo verdes com um toque de mistĂ©rio, teu cabelo Ă© sol claro â dourado pra mim, teu sorriso? confusĂŁo boa, tua presença? meu lugar preferido.
vocĂȘ me ganha no jeito, na risada boba, no olhar de canto, no corpo que encaixa no meu sem esforço.
tu Ă© pequena sĂł no tamanho, porque em mim, tu ocupa tudo.
Me bate a tristeza e nĂŁo queria ficar triste por coisas que nĂŁo posso controlar, mas como dĂłi. Sentir muito, sentir demais e fingir que tudo bem.
Te dei o amor que eu nĂŁo sabia que tinha, te dei cartas de amor, declaraçÔes, te dei meu mundo colorido e parte do cĂ©u cinza desse mundo, nĂŁo quis te meter em minhas sombras, mesmo sabendo que vocĂȘ entraria contudo pra dentro de minha alma, como uma molĂ©cula que se une a outra e as torna pluricelulares, como o eclipse que se encontra e depois se separa, mas sempre se reencontram para se recarregar.. Eu a tempos nĂŁo escrevo sobre o amor ou outras drogas.. Mas momentos de expressĂŁo me faziam uma pessoa mais leve na adolescĂȘncia, entĂŁo que eu torne a me expressar mais por aqui, onde posso escrever a quem gosta de ler, e falar de amor a quem gosta de amar..
E falar coisas sobre vocĂȘ, que aqui posso expressar em maior nĂșmero detalhes..
VocĂȘ Ă© minha Lua e eu sou seu Sol, vocĂȘ me dĂĄ morada, eu te dou lar, vocĂȘ Ă© meu cĂ©u e eu o seu mar, consigo te olhar e ver tudo que um dia eu sempre quis, tĂŁo pequena mas tĂŁo gigante ao mesmo tempo, menina quente, me fascina, seu sorriso me ilumina, vocĂȘ dançando me tira o ar. Sagaz, cheia de gingada, pisa firme no chĂŁo. Nunca me reconheci tanto em alguĂ©m. Obrigada por ser, desculpa por nĂŁo saber lidar com a Intensidade que Ă© vocĂȘ.. Falar de vocĂȘ nĂŁo Ă© fĂĄcil nem para os maiores escritores de romance dessa vida. Machado de Assis gastaria pĂĄginas e pĂĄginas tentando decifrar o quanto inefĂĄvel Ă© vocĂȘ. Desculpa nĂŁo saber pedir desculpas, vindo de vocĂȘ, tudo, todos os dias Ă© novo como dar o primeiro passo.
Se te amar Ă© errado, acho que nunca errei tĂŁo bem. Por que te amo..
âą Filha de Marte
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HĂĄ bares que vĂȘm para o bem.
li na tua camisa, aquela vez:
âhĂĄ bares que vĂȘm para o bemâ
e, bem,
te conheci num barzinho.
daqueles que a gente para do nada, numa madrugada,
pra se embriagar.
lugar lotado,
MarĂlia cantando Infiel,
sĂł eu,
numa mesa com uma cadeira vazia.
cerveja de litrĂŁo no centro,
copo americano quase seco.
tu procurava lugar pra sentar e me viu ali:
âopa, tem problema de eu ficar aqui, irmĂŁo?â
na tua camisa,
eu logo li:
âhĂĄ bares que vĂȘm pro bem.â
semi-embriagado, falando alto,
largou o maço de cigarro e o isqueiro
depois do meu âpode ficar Ă vontadeâ.
trĂȘs garrafas depois,
eu jĂĄ sabia que teu cachorro se chamava Golias
e que tu tinha se mudado pra cĂĄ fazia pouco tempo.
te contei do meu fim â
um motivo pra estar ali.
tu também falou do teu antigo amor,
na tua cidade natal.
estranha sintonia,
a volta na madrugada fria:
dois bĂȘbados na orla da cidade,
queimando cigarro,
falando de saudades
e se fazendo companhia.
provei teu beijo,
senti teu toque,
guardei teu nĂșmero no bolso,
com a escrita tremida
no guardanapo de papel da banca de café que abriu às 5 da manhã.
te mandei um âoiâ depois do meio-dia.
tu me ligou assim que os riscos ficaram azuis.
fui provar tua sopa caseira que cura ressaca.
fiquei Ă noite
e te vi dormir
enquanto vĂamos The Office.
baita ironia do destino,
eu agora escrevendo tudo isso
vestido da tua camiseta que diz:
âhĂĄ bares que vĂȘm pro bem.â