Um Sentimento Desconhecido - Fanfic Pernico (Parte 26 - Final)
Percy foi acordado pelos gritos alegres de Sally, mandando-o levantar rápido. - Percy! Acorda filho, vamos nos atrasar! Ele abriu os olhos e sorriu. - Ja tô indo, mãe! - Anda logo, moleque! - Calma, mãe, quem vai ver o namorado aqui sou eu! - Ah, então tá bom, pombinho! Percy levantou-se e foi em direção ao banheiro. Tomou banho, escovou os dentes, se vestiu e desceu. - Ah, bom dia mãe! - Bom dia, meu amor! Percy estranhou o fato do café ainda não estar pronto. - Ué, ahn, cadê... - Ah, o café da manhã? - É, se não for muito absurdo... - Ah, filho, desculpa... Não vai dar tempo, vamos comer no avião... - Eca, a comida de lá, é péssima! - Você quer perder o vôo? - Não, de jeito nenhum, nem pensar, sem chances. - Tá, Percy, eu entendi. Agora vai pegar as suas coisas lá em cima, que eu vou chamar um táxi. Anda, garoto! Percy subiu as escadas correndo e entrou no quarto. Pegou a mala no canto do cômodo, uma bolsa com coisas mais pessoais e desceu novamente. Sally estava tentando explicar o endereço deles pelo telefone. - Ahn, Percy, você poderia pegar a minha mala lá dentro? - Claro... Quase meia hora depois, o táxi chegou. - Percy! O táxi! - Tô no banheiro! - Isso não é hora de ir ao banheiro, garoto! - Calma, mãe! Ele pegou as malas, e com muita dificuldade, conseguiu abrir a porta. Parou em frente ao carro e o motorista tomou-as de suas mãos para que ele entrasse. Dentro do carro, Percy não quis muita conversa. Preferiu ficar ouvindo músicas e vendo fotos de Nico, que ele não sabia que Percy havia tirado. Finalmente, chegaram ao aeroporto. Percy não via a hora de abraçar e beijar Nico novamente. Aliás, você deve estar se perguntando, o que se passava com ele. Bom, pra começar, havia sido acordado aos socos por Jazmin. Depois, tropeçou em alguns CDs que esquecera no chão. E por fim, esqueceu a toalha e teve de esperar a "ótima" vontade de Jazmin para poder sair do banheiro. Mas não importava. Ele veria Percy. Sim, não se passou muito tempo, mas um ou no máximo um dia e meio já havia sido suficientemente insuportável sem ele. Claro que como sempre, ele demorou no banho. Não podia evitar. Porém Jazmin não tem paciência pra essas coisas. - Nico, sai logo daí, droga! - Fica quieta, Jazmin! Eu saio a hora que eu quiser! - Ah, é? Então veremos! Nathan, que havia dormido lá, se espantou com os gritos. - Cara, se eu não conhecesse vocês, eu diria que se odeiam... - Ah, Nathan, eu sou mais velha, tenho que impor limites, sabe? - É, é meio difícil entender... - Se você tivesse um irmão mais novo... Enfim, Nico resolveu sair. - Ah, nossa, achei que morreria afogado lá! - Olha, você não pode falar nada, passa quase uma hora no banho... - Oh! Eu sou mulher, e sabe... Ah, olha, quer saber? Dane-se, você paga a conta esse mês. - Sério? Sem contar que deixa o banheiro sujo com a tinta preta do seu cabelo... Jazmin saiu batendo o pé, e para Nico, ela estava soltando fumaça, mesmo assim, ele não deixou de rir. Mas Nathan o repreendeu. - Cara, você não devia ter falado assim com ela, viu como a deixou? - Calma, cara, eu tava só brincando... Ela sabe que eu tava zoando. - Mesmo assim, cara, ela tava feliz por você reencontrar o Percy e tal, mas, sabe...? - Eu vou falar com ela... - Tá, e, boa sorte. Nico foi até a sala, onde Jazmin estava tomando sorvete com cookies. - Jaz? - Fala, moleque. - Desculpa. - Hum... Por...? - Por às vezes ser meio... - Infantil? Insuportável? - Quase... Mas... - Eu sei que você é só um garotinho... - Ah é, mas quem é que te defende quando algum idiota fica de gracinha com você? - O Nathan? - Não, garota, eu! - Eu sei, seu moleque! - Me desculpa, tá? - Que desculpa o quê, Nico! - Não tá brava? - Não! E eu sei que meu cabelo é lindo... - É, tem razão... Enquanto Nico e Jazmin "faziam as pazes", Percy enviava uma mensagem ao namorado, que dizia mais ou menos isso: " Amor, advinha quem tá chegando? Pois é, logo logo eu vou poder te abraçar de novo e te beijar muito! Te amo, meu bebê." Nico leu e releu a mensagens várias vezes. Ele nem acreditava como precisava do Percy. Enquanto isso, Percy e Sally já tinham embarcado. O coração estava acelerado. Bom, estava também pelo "medo de altura", mas a ansiedade de ver o seu amado era maior. Nem se importou com a comida sem gosto. Nico reuniu todos em seu apartamento, e tramou um "plano". Armaram uma festa. Nico mandou uma mensagem para Percy pedindo para encontrá-lo em seu apartamento. Algum tempo depois, Percy e Sally já estavam em Manhattan. Felizes, em Manhattan. Sally ligou para outro táxi - que chegou mais rápido do que o outro - e Percy disse que pagaria. Alguns minutos depois, eles já estavam dentro do carro e o motorista guardando as suas coisas. O motorista deixou Sally em casa, já que Percy iria ver Nico. A viagem toda, ele pedia para ir mais rápido, e cortar caminho. Até contou o porquê... história engraçada. Mas voltando, Percy rapidamente tirou as coisas do carro e subiu correndo. Dois minutos esperando o elevador pareceu dois séculos. Finalmente, ele chegou. Nico não sabia. Percy, se pudesse, subiria todos aqueles degraus, achava ele, que seria mais rápido. Nico morava no 8° andar, não parecia tão longe, sem falar que o apartamento dele, era o primeiro do corredor. Já era uma vantagem. 5°, 6°, 7° e finalmente o 8° andar. As portas abriram e Percy deu de cara com o apartamento do namorado. Enfim! Tocou a campainha, e seu pequeno, seu amor, seu bebê abriu. E logo abriu um sorriso. O sorriso que ultimamente, era o motivo do seu próprio. Da sua vida. Era o sorriso perfeito, daquele garoto perfeito, que ele conhecia há anos, e que conquistou seu coração, num piscar de olhos. O garoto que havia mudado sua vida, pra melhor. E naquele momento, ambos tiveram certeza de que, tudo valeu a pena. Sabia, que uma vez na eternidade, ele seria feliz, do jeito que merecia. Percy havia aprendido que, para o amor, não existe cor, raça, idade, classe social, origem ou sexo. Apenas se ama. O coração não escolhe quem amar, apenas é conquistado, aos poucos, assim como de Percy, que foi completamente tomado por um sentimento desconhecido. Mas agora ele sabia. Era amor. Um amor verdadeiro, que nunca acabaria...












