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Virada de sexta-feira para sĂĄbado, o relĂłgio indicando exatas 23:57 horas com os nĂșmeros digitais, o carro conversĂvel a algumas ruas de distĂąncia e a chuva forte do lado de fora agredindo as telhas da delegacia trazia um tchan a mais no cenĂĄrio desagradĂĄvel que Zhong Chenle estava.
â JĂĄ tentou acionar o seguro, garoto? â o policial, que Chenle havia apelidado de "Mustache", pergunta com uma carranca daquelas por detrĂĄs do bigode enorme.
â E-Eu tĂŽ tentando falar com meus pais, senhor...
â EntĂŁo anda logo que eu nĂŁo tenho todo tempo do mundo.
Um sorrisinho nervoso saiu do rapaz, que se tremia todo de medo.
Tudo em perfeita harmonia, sem necessidade de se meter em encrenca ou de sujar o nome com alguma passagem pela polĂcia.
Park Jisung, que jĂĄ era meio revoltado com a famĂlia, que o fez cair nessa burrada. Apostar racha? Num dia chuvoso? Puta merda, Jisung, que ideia de girico!
Durante a corrida Chenle se sentiu livre, selvagem. Gostou de sentir a sensação de quebrar regras e deixar o lado bom moço ir embora. A adrenalina passando pelas veias, os pingos de chuvas se acumulando em pequenos fluxos de ĂĄgua no visor assim que acelerava ainda mais o Tesla branco â que havia ganhado assim que fez 20 anos â, sentia a euforia se misturar com as luzes da cidade, quase que literalmente.
Ele bateu num poste.
NĂŁo sabia dizer a causa certa do acidente, se era por causa da moto que tentou desviar no meio da corrida ou se era porque foi burro o suficiente para nĂŁo freiar o carro com antecedĂȘncia.
Mas sabia dizer que por algum milagre divino nĂŁo morreu, nem ele e nem o motoqueiro que estava caĂdo a uns 10 metros dele.
Porra, nunca foi de incomodar os pais por motivos tĂŁo fĂșteis. A Ășnica vez que as autoridades ligaram para o pai de Chenle foi quando ele se perdeu no meio do povo na Time Square. Sorte a dele que tinha um guardinha ali por perto e que lembrava de cor o telefone do pai.
NĂŁo tinha coragem. NĂŁo tinha coragem de avisar para os pais a merda que fez e nĂŁo tinha coragem de nĂŁo avisar para os pais a merda que fez.
Nossa, eram tantas opçÔes...
Num pulo, Chenle virou bruscamente para trĂĄs ao sentir uma mĂŁo pousar sob um de seus ombros.
Mustache o encarava com a mesma carranca que tinha quando estava do outro lado da mesa, agora de frente para ele. O policial aponta em direção ao motoqueiro do outro lado da delegacia, que finalmente tinha conseguido desencaixar o capacete que havia ficado preso durante o acidente.
â Sua amiga ali quer dar uma palavrinha com vocĂȘ, garoto.
Amiga? NĂŁo era um homem?
Como se estivesse em um filme, Chenle vĂȘ um dos policiais mais parrudos da delegacia puxar com tudo o capacete da cabeça da garota que antes Chenle quase mandou para conhecer Jesus.
O rosto delicado carrancudo, com os cabelos bagunçado caindo aos poucos sob os ombros, a forma como o olhar dela queimava a pele de Chenle.
De repente ele voltou para uma hora atrĂĄs, antes de bater com tudo no poste.
Puta merda, se não fosse pela carinha franzida de desgosto e como aquela expressão fazia Chenle ficar com os rabos entre as pernas, Zhong poderia jurar que ouviu a flechada do cupido repartir o coração dele em dois.
Depois do parrudĂŁo sair de perto e receber um joinha da garota, ela volta a olhar para o causador de toda a desgraça. Trocam por alguns segundos uns olhares, ela com a iris queimando voracidade tal qual um predador e Chenle com os olhos amassadinhos por causa do sorriso invertido que dava para ela â parecia um coelhinho prestes a ser comido por um lobo muito, muito mal.
Assim que viu um dos braços dela se erguer, Chenle se encolheu tanto que nem parecia que tinha 1,80.
â TĂĄ todo encolhido por que ein, Playboy? â o tom amargo dela com certeza nĂŁo combinava com o rosto.
Chenle abriu um dos olhos, vendo ela com a mão esticada em sua direção. Zhong apenas a observou com uma grande e aparente confusão na cara.
â HĂŁ?
â "HĂŁ" o que, bonitinho? Acha que vai me fazer sofrer um acidente, perder minha magrela e minha maior fonte de renda sem sofrer as consequĂȘncias? Eu quero a minha indenização, porra! â se Chenle tremia que nem a cadelinha da vĂł dele, ela rosnava igual a cachorrinha.
â Mas...
â Mas o que? â as sobrancelhas dela se juntaram ainda mais uma na outra, Chenle poderia jurar que por uma fração de segundos viu elas se embolarem uma na outra.
â N-Nada...
â Bom saber.
â Ei, crianças. JĂĄ pararam de discutir ai? Ou vou ter que ficar mais trĂȘs horas esperando vocĂȘs se resolverem?
â TĂĄ tudo certo aqui. O Playboy disse que vai pagar o concerto da minha magrela.
â Eu vou?
â Sim, vocĂȘ vai.
â Mas-
â Mas o que?
â Nada... â desistiu de novo.
â Que fique bem claro que a indenização ficou em troca de eu ter te tirado do seu carrinho da barbie e por eu ter ficado com a cabeça presa dentro daquele capacete fedorento. â o dedo indicador dela ficou bem posicionado no rosto de Chenle â E nada mais do que justo vocĂȘ pagar o concerto da magrela, jĂĄ que se nĂŁo fosse por essas manias de boy de ficar apostando racha eu nĂŁo 'taria toda lascada.
â Desculpa...
â SĂł vai ser desculpado depois de arrumar minha moto, bonitinho.
â Garoto, fizesse o que eu te pedi? â Mustache surge novamente, com as mĂŁos na cintura tal qual uma mĂŁe quando vĂȘ que o filho nĂŁo lavou a louça.
â NĂŁo, senhor...
â E por que nĂŁo, rapaz?!
â Ă que eu tenho que ligar pro meu pai e-
â Puta merda, tĂĄ enrolando esse tempo todo por causa de uma ligação. Ă sĂł ligar, homĂȘ! â o policial se retira em completa indignação e volta para o lugar anterior.
â Ă mesmo? NĂŁo me diga... â um risinho estranho sai dele, ainda com a expressĂŁo dura.
â Assim, liga pro seu pai e conta o que aconteceu. SĂł que omite umas coisinhas aqui e acolĂĄ, mas menos a parte do dinheiro da magrela, eu preciso desse dinheiro! â ela diz com firmeza, deixando bem claro o que quer e o que vai cobrar se nĂŁo for cumprido â Fala pra ele que vocĂȘ tava voltando pra casa, chuva tava forte, deu problema no carro, pĂĄ e pum. VocĂȘ sofreu um acidente, veio parar na delegacia e agora tem que me garantir uma indenização pra eu poder voltar a trabalhar, simples.
â Que foi? Prefere dizer que tava apostando racha e quase me matou? Aproveita que eu to sendo boazinha, seu jaguara. Se nĂŁo eu mesma ligava pro teu pai e falava tudo o que cĂȘ fez.
Depois de resolver algumas papeladas e garantir o seguro do carro, Chenle agora estava do lado de fora da delegacia, esperando o pai finalizar o que tinha para assim poderem ir para casa.
â Espero que nĂŁo esqueça meu concerto, Playboy. â ela diz o olhando de relance, apĂłs soltar a fumaça da tragada que deu anteriormente no fumo â Preciso com urgĂȘncia da minha moto, se nĂŁo eu fico sem com o que trabalhar...
â Assim, sem querer ser metido, vocĂȘ trabalha com o que?
â VocĂȘ nĂŁo viu a caixa enorme vermelha que eu tava carregando nas costas? â o rapaz apenas nega com a cabeça â Garoto, eu trabalho de motoboy!
â Ah...
â "Ah" o que? â ela o ameaça de novo.
â Nada... â a voz sai bem aguda.
Uma tragada e um silĂȘncio momentĂąneo.
â Enfim, deixa o teu contato comigo pra gente se falar.
Algjmas horas depois da grande encrenca que Zhong se meteu, ele se encontrava såbado a tarde na casa do amigo para tirar satisfação do ocorrido. Por que ele sumiu? Onde ele estava quando Chenle sofreu o acidente? Por que ele não retornou as ligaçÔes que Chenle fez assim que chegou em casa depois de sair da delegacia?
1.) Park Jisung sumiu para se resolver com a namorada psicĂłtica dele depois de brigarem pelo telefone no meio do racha.
2.) Park Jisung estava se resolvendo com a namorada na casa dela.
3.) Park Jisung estava ocupado demais para atender o telefone, jĂĄ que estava resolvendo o problema com a namorada dele, na cama dela.
â NĂŁo acredito que vocĂȘ fudeu com seu carro todo. Porra aquele Tesla era bonitĂŁo.
â Jisung, deixa de ser um mala por pelo menos 5 segundos. EU QUASE MORRI.
â Quem manda ser maria-vai-com-as-outras, se tivesse negado como as outras vezes nĂŁo teria acabado com seu carro. â um dos amigos inconvenientes de Jisung se junta na roda de conversa sem convite.
Chenle sĂł fez revirar os olhos. Lucas sempre foi assim, um cara inconveniente e fĂștil pra caralho, nem sabe como um cara desses tinha uma namorada. Ou a lĂĄbia era muito boa, ou a coitada era muito estĂșpida.
â Se eu fosse vocĂȘ abria o olho, se continuar deixando sua mina de lado, algum espertinho rouba ela de vocĂȘ facinho.
â Zhong, faz favor. Fica na sua. â Lucas fala, se retirando com uma garrafinha de cerveja na mĂŁo indo para o outro lado da casa de Jisung.
Na real nĂŁo quiseram passar o contato para Chenle.
Mas o destino parecia querer cruzar o caminho dos dois, jĂĄ que coincidentemente bem quando Zhong havia desistido de encontrĂĄ-la, os dois se tombaram na entrada da oficina.
â Ih, Playboy. TĂĄ fazendo o que aqui?
Tava te procurando.
Foi o que ele pensou.
â Vim dar uma checada no carro...
â Ah, sim.
â E vocĂȘ?
â Vim dar uma checada na minha mosca.
â Mosca?
â Ă. Ă o nome da minha moto.
â Que nome horrĂvel.
â Rapaz, vocĂȘ se chama Chenle, fica na sua.
â Olha aqui-
â Seu pai me mandou um recado falando pra mim vim aqui ver como que tava indo, o que tinha pra arrumar e pĂĄ.
â Ontem quando vocĂȘ tava ocupado em depressĂŁo do lado de fora da delegacia seu pai me pediu meu nĂșmero pra ele avisar sobre os procedimentos e tal que a magrela ia passar.
â TĂĄ bom... Mas se vocĂȘ tinha o contato do meu pai por que pediu o meu?
Um sorrisinho sarcĂĄstico surge no rosto dela, os olhinhos olhando o rapaz de cima baixo e a aura intensamente sexual que ela emanava fez Chenle se arrepiar pelo corpo inteiro.
â Descubra...
Passado um mĂȘs e meio depois do incidente, neste perĂodo de tempo Chenle e a "motoboy" haviam trocado alguns momentos um pouco estranhos, se podemos assim dizer.
Com o passar dos dias, virou rotina os dois passarem a tarde na oficina ou na praça perto dela conversando sobre automóveis ou sobre qualquer outra baboseira da vida.
A rotina de Zhong havia se retransformado: era faculdade durante as manhĂŁs, ir a oficina de tarde e os fins de semana inventava uma desculpinha ou outra para passar junto com a garota da moto de nome estranho, seja irem em algum fastfood ou trailer de lanche duvidoso que ela conhecia.
Quem visse ao longe iriam os confundir com um casal, algo que com certeza deixava Chenle muito feliz.
Todavia, chega um momento que ciclos se finalizam.
Assim que se foi cumprido o combinado, todo o tempo que passaram juntos pareceu sumir num piscar de olhos, se tornando um só com o passado, se desmanchando em lembranças.
Com uma Ășltima piada engraçada vinda da garota e os cabelos esvoaçantes dela indo embora assim que ela subiu na moto agora arrumada e deu partida, a despedida se fez silenciosa.
Chenle nĂŁo sabia, mas depois daquele dia, seria a Ășltima vez que veria o sorriso dela.
Haviam se passado vĂĄrios meses desde a Ășltima vez que Zhong e a garota da moto se viram, desde entĂŁo a menção da garota se tornou um tabu entre Chenle e os amigos, jĂĄ que ela conseguiu se tornar um assunto muito delicado para o pobre rapaz.
Chenle notou que os sentimentos que estavam começando a florescer nele sobre a garota eram muito mais complexos do que uma simples atração. Ficou tĂŁo Ăłbvio para ele que as desculpas de sempre vĂȘ-la, ou dar um jeito de colocĂĄ-la como prioridade na agenda quase ocupada dele, era uma forma de suprimir toda aquele desejo de poder tĂȘ-la por perto.
A primeira semana para ele foi muito dolorosa. As mensagens que enviava não recebiam respostas. As ligaçÔes não eram atendidas.
E as tentativas falhas de encontros, se transformavam em desencontros.
Chenle sentiu raiva como reação a situação frustrante.
Depois sentiu tristeza, mas não conseguia chorar, só sentir como se os pulmÔes fossem prensados um no outro, causando uma agonia sem igual.
Chenle sentiu saudade.
E depois da saudade ele simplesmente pegou ranço a qualquer coisa relacionada a ela.
Mas lĂĄ no fundo ele ainda queria reencontrĂĄ-la, queria perguntar o porquĂȘ das coisas terem seguido esse rumo. O que ela havia feito, como estava.
Se os sonhos que tinha compartilhado com ele haviam se realizado.
Por isso Chenle agora se via na sua atual situação.
Trajado de roupas caras e fresquinhas, sentado no sofĂĄ da sala de Jisung â enquanto o mais novo o puxava para saĂrem â, a espera do tal luau que Park havia o convidado para espairecer as ideias, mudar os horizontes.
Esquecer dela.
â Eu jĂĄ to indo, Jisung... â respondeu arrastando a frase num resmungo.
â Levanta logo a bunda daĂ, Mark disse que Jeno e Jaemin jĂĄ tĂŁo lĂĄ. SĂł tĂĄ esperando a gente e o rabugento do Renjun.
â O Renjun vai? Que milagre.
â Tive a mesma reação.
â Pensei que ele tava ocupado passando raiva atoa com aquela mina lĂĄ.
â Ta, ta. Levanta logo. â o mais alto joga uma almofada contra Zhong.
Depois de vĂĄrios murmurinhos mal humorados e xingamentos, os dois amigos haviam finalmente chegado ao festival/luau/resenha na praia.
Se permitiu ter a serenidade de ser jovem acariciar a pele e a alma.
Chenle cumprimentou os amigos, algumas pessoas desconhecidas e, apĂłs uma cerveja e outra, decidiu ir assistir o mar.
As ondas da praia junto da luz da lua era uma das coisas que Chenle mais amava. A melodia que ressoava e o balanço das åguas.
Ah, aquilo era como assistir uma dança apaixonada.
â Playboy? Ă vocĂȘ?
Como num piscar de olhos, Zhong sentiu toda a calmaria de seu ser ser destruĂda. Aquela voz, rasgando a pintura que Chenle tinha em mente, causando o caos, destruindo sua paz de espĂrito, foi o suficiente para ele virar o rosto em direção a ela.
Estava diferente, muito diferente. Os cabelos antes compridos, enrolados e selvagens, estavam agora curtos. O sorriso continuava o mesmo, a aura diferente â Chenle nĂŁo sabia se era no sentido bom ou ruim.
O visual animalesco, revoltado. A postura de uma mulher madura, independente e sarcĂĄstica, todavia carismĂĄtica e gentil.
Tudo era igual, com uma pitada de mudança, que fazia Chenle a desconhecer â isso se um dia a conheceu de verdade.
â VocĂȘ... Eu...
â Como sempre muito expressivo, Lele. â ela riu para ele, bebericando de uma bebida duvidosa que conseguiu entre a pequena manada de jovens bĂȘbados.
â O que vocĂȘ estĂĄ fazendo aqui? â o cenho franze, ele a analisa de cima a baixo para ter certeza se era ela mesmo.
â Jisung me convidou.
â Que? â como assim Jisung a convidou? â NĂŁo to entendendo...
Chenle volta a prestar atenção nela, agora com uma expressão preocupada.
â Foi uma correria que sĂł, aquele velho me deu trabalho. â ela ri de uma maneira triste, olhando para baixo e depois voltando a fitar o horizonte â Hoje faz um mĂȘs que ele se foi, Lele. Por isso eu parei de fumar e por-
â Por isso que vocĂȘ sumiu? â ele afirma, com a frase soando mais como uma pergunta.
O fita, quieta. Ele espera que vocĂȘ o xingue pela Ășltima afirmação, mas permanece encucada.
â NĂŁo acredito que fiz isso... â confessa num alento de decepção. Seu cabelo ainda estĂĄ meio preso, ainda veste o moletom branquinho e as calças de veludo cotelĂȘ.
"Ăpico, como se tivesse saĂdo de um livro de romance em que no inĂcio a gente sente aquela ansiedade, o medo de que o casal nĂŁo fique junto e no final tem o felizes para sempre."
Em silĂȘncio, vocĂȘ toma o rosto dele em mĂŁos. Se perde no olhar profundo. Suspira.
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NĂŁo queria desapontaâlo dessa vez, jĂĄ tinha prometido outras vezes esperar por ele, mesmo tarde da noite e morrendo de sono, sabia que era algo importante para ele, esses pequenos momentos.
Quis saltar de felicidade quando escutou a fechadura da porta de entrada senso aberta, e em poucos segundos avistou seu namorado entrando pela porta. O semblar abatido do garoto te apertou o coração, mas mesmo assim foi em sua direção, o abraçando e dizendo o quanto sentiu falta do maior.
Jisung retorna a sala animado, chamando seu nome, mas sem resposta. Confuso, se aproxima mais, e assim que te avista, ele entende. E ele nĂŁo estĂĄ bravo, um sorriso surge em seus lĂĄbios perante sua imagem.
It was 1 am when you woke up from a nightmare in the middle of the night. Your heart beat rapid and droplets of sweat run down your neck. Another nightmare, and you always lost Johnny in them.
You turned your head and looked at every detail of his face, every small detail. While running your fingertips gently over his cheek, you felt your chest warm up from all the love you felt for Johnny. You loved him so much that you could give him the whole world.
It was 01:00 am when you realized that you would love him forever.
But it was also 01:00 am when Johnny pretended to be asleep, and you didn't even notice.
It was 01:00 am when Johnny realized that his heart was no longer beating for you.
It was 01:00 am when he realized that he didn't love you anymore.