Quem passa pela estrada que liga Caria à aldeia histórica de Sortelha, distrito da Guarda, pode achar que avistou ao longe um dos muitos castelos de Portugal. A arquitetura é de facto semelhante, mas a sua história nada tem a ver com a monarquia. Aquelas são as ruínas das Termas de Água de Radium e do Hotel Serra da Pena, onde durante muitos anos se produziu água radioativa engarrafada (na altura achava-se que fazia bem) e se receberam hóspedes num hotel termal. Sim, aquele foi um local importante no País — até que se descobriram os malefícios da radioatividade e ninguém quis saber mais das termas ou do hotel. Quando abriu falência, o gerente do espaço levou tudo o que era de metal para vender — nem as tubagens escaparam. Mas recuemos um pouco. Junto à aldeia de Quarta-feira, a cerca de 30 quilómetros da Covilhã, desde 1910 que se exploravam minas de urânio. Porque é que isto é relevante? Porque era a partir deste elemento que era extraído o rádio, uma substância altamente radioativa que no início da década de 20 se acreditava ter poderes milagrosos. Pois é, muito antes do desastre de Chernobyl e da palavra radioatividade causar calafrios, esta substância era incrivelmente popular. Fabricou-se quase tudo com rádio: cosméticos, tónicos, sais de banho, até chocolates. Acreditava-se que curava uma série de problemas físicos e mentais, desde o cancro à impotência sexual. Como em qualquer boa história, nas Termas de Água de Radium também há um mito. E surge precisamente nesta altura, quando dizem que um conde espanhol veio para esta zona com a filha, que sofria uma grave doença. As águas curaram-na, e o conde — chamavam-lhe D. Rodrigo, mas supostamente tinha um nome diferente — mandou construir um hotel termal. #hotel #hotelserradapena #portugaldenorteasul #moraremportugal #morarfora #brasileirosemportugal #brasileirospelomundo #brasileirosemportugal #brasileirosnaeuropa #umacaboquinhaemportugal #manaus #manausamazonas (em Palacio da Pena) https://www.instagram.com/p/CD3LOyWD2N9/?igshid=1mgi593j3tfu0