Gorgeous Nightmare - Capítulo Quatro
A Boate
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Capítulo Três / Capítulo Cinco
Franco pede um carro para levar você e Javier até a casa de vocês pelos próximos meses. Ele se senta no banco do passageiro, e você agradece por não ficar presa no banco de trás com ele. Desde a notícia de que vocês teriam que aparecer no clube na noite seguinte, ele vinha mais irritado - inclusive com você.
Por fora, é uma casa muito fofa e acolhedora, parece uma joia encaixada na rua. A fachada é pintada de um turquesa suave, desgastado pelo sol, mas ainda vivo, emoldurado por detalhes em mostarda que brilham sob o calor colombiano. Portas altas de madeira, pintadas de verde-escuro e cravejadas com rebites de ferro, guardam a entrada como uma promessa silenciosa de segurança - algo que vocês dois sentem que vai faltar em algum momento. Acima, uma sacada estreita com grades entalhadas e janelas com venezianas. Um vaso de flores de barro está vazio por enquanto, mas você pretende enchê-lo com buganvílias e jasmim.
O corretor está esperando na porta, com um sorriso enorme no rosto, cumprimentando vocês com toda a empolgação possível. Você tenta retribuir, mas é difícil quando vê Javier sequer esboçar um sorriso ou trocar uma palavra com o pobre homem - que não tem culpa de nada, assim como você - mas esse é o jeito dele, tirando suas próprias conclusões e vivendo de acordo com elas.
Por dentro, a casa se abre diretamente para a sala de estar, um espaço longo e estreito, refrescado por grossas paredes de adobe - que em breve terão porta-retratos pendurados com as fotos que vocês vão tirar mais tarde naquela tarde - e um teto alto. O piso de azulejos foi alisado por décadas de passos, decorado com padrões geométricos já desbotados. Um pequeno sofá fica encostado na parede, enquanto uma mesa baixa de madeira sustenta uma vela e um cinzeiro. A luz entra pelas janelas altas com venezianas de madeira, dançando nas paredes conforme a manhã avança.
De um lado, parcialmente separada por um arco estreito, fica a cozinha minúscula. Compacta e eficiente, apenas o suficiente para os dois - não que vocês vão usá-la tanto assim. Um balcão estreito, azulejado em branco e azul, sustenta um pequeno fogão a gás e uma pia de metal. Prateleiras abertas substituem armários, exibindo canecas lascadas, potes de vidro com arroz e café e uma única panela pendurada em um gancho. Você vai precisar fazer compras com o dinheiro da DEA.
Por um corredor curto, você vê, Franco enganou vocês. Apenas um quarto. As paredes são claras, feitas para refletir o calor, não para prendê-lo. Uma cama de tamanho médio com estrutura simples de madeira ocupa a maior parte do quarto, mas há um colchão extra. Um ventilador de teto gira lentamente acima, movimentando o ar quente. Também há um guarda-roupa médio no canto e uma cadeira. O quarto é sem cor, então depois do ensaio de fotos de hoje você com certeza vai comprar itens de decoração.
Ao entrar no único banheiro, você já consegue sentir os futuros conflitos diários. Ele é simples, mas funcional: piso frio de azulejo, uma pia pequena, um espelho com bordas enferrujadas e um chuveiro sem divisão - apenas um ralo no chão.
A casa parece morta agora, mas você pretende fazê-la viver. Você sabe que ela vai abrigar muita tensão e muitas discussões. Javier traz sua bagagem para dentro, junto com a dele. O corretor entrega a cada um uma cópia das chaves e faz questão de avisar que Franco também tem uma. Quando ele vai embora, o silêncio é tudo o que preenche a casa.
“Javier…” você sussurra, como se as paredes pudessem ouvir e contar seus segredos.
“Eu fico no sofá, não precisa se preocupar…”
“Podemos revezar. Você até cabe ali.” você ri, ele é grande demais para aquele sofá “E temos um colchão.”
“Você acha mesmo que eu vou dormir no mesmo quarto que você?” ele revira os olhos.
“Ah, pelo amor de Deus!” você resmunga “Cresce, bonitão. Eu até fico feliz que só tenha um quarto e uma cama, assim você não pode trazer suas putas.”
“Eu nunca—”
“Ah, cala a boca, você traria.”
“Eu não traria. Eu não sou infiel, nem mesmo em um relacionamento de mentira.” a voz dele é neutra, e você sente a honestidade ali.
Você engole em seco e leva sua mala para o quarto. Precisa começar a organizar suas coisas, e Javier entra para fazer o mesmo. O quarto é pequeno, então vocês esbarram um no outro o tempo todo - corpos se tocando e se chocando, arrancando resmungos e suspiros impacientes de ambos.
“Droga! Isso vai ser mais difícil do que eu pensei. Franco estava certo, nem um ano ou uma vida inteira de treinamento fariam a gente parecer amigos.”
“Bom, princesa, agora somos um casal. Tarde demais para tentar ser amigos - pulamos tantas etapas de um relacionamento…” ele dá um sorriso de canto.
“Ainda bem.” você ri “Odeio tentar impressionar alguém ou todas aquelas merdas de encontros. Mas falando sério, achei que teria um parceiro melhor.”
“Eu também, princesa.”
Franco manda o almoço. Você ainda não fez compras, então é impossível cozinhar qualquer coisa. Você come em pé no balcão enquanto Javier come no sofá. O carro chega para buscar vocês à uma da tarde de fotos. Novamente, Javier se senta no banco do passageiro e você desliza para o banco de trás. A cidade passa pela janela em um borrão de cores e calor. Sem música. Apenas o ronco do motor e a consciência da vida que vocês terão pelos próximos meses.
A DEA quer tirar fotos de vocês para tornar tudo mais real, porta-retratos nas paredes. Eles têm um laboratório que revela filmes no mesmo dia, sem atrasos. Mesmo assim, você leva sua Polaroid, guardada com cuidado na bolsa, para fotos mais íntimas.
O Cerro Nutibara recebe vocês dois e o fotógrafo da DEA com ar quente e movimento tranquilo. Famílias passeiam, casais se encostam, risadas flutuam preguiçosas pela tarde. Do mirante, Medellín se estende infinitamente abaixo, bonita e viva - diferente de você. As primeiras fotos ficam rígidas demais, distantes demais.
“Mais perto!” o fotógrafo grita.
Javier suspira baixinho e se vira para você. A mão quente dele envolve seu pulso - não é um aperto bruto, mas também não é delicado - e te puxa para o lado dele. Os braços se acomodam sobre seus ombros, quentes, pesados e firmes.
“Só relaxa, princesa” ele murmura, os lábios tão próximos do seu ouvido que você sente a vibração da voz dele descendo pelo seu pescoço “Eu quero que minha namorada esteja linda.”
“Ah é? Porque você está esmagando meu ombro” você reclama, olhando para cima.
“Posso te garantir que você até que não é de se jogar fora.” ele se inclina ainda mais, abaixando a voz, provocador.
Sua respiração falha antes que você consiga impedir. A câmera dispara. Você se ergue na ponta dos pés e sua boca alcança o ouvido dele, seus lábios roçando o lóbulo.
“Vai se foder, bonitão” você sussurra o fazendo arrepiar.
Em vez de reagir, a mão dele desliza para sua cintura, descansando ali com uma naturalidade que parece treinada e perigosa. O fotógrafo tira outra foto enquanto você encara a cidade, fingindo que o contato não te afeta.
“Sorri” Javier diz baixo. E você sorri, quando ele te vira de frente. E é real.
Ele leva vocês para perto do parapeito. A cidade agora está atrás de você, o sol capturando reflexos no seu cabelo. Javier fica atrás de você, as mãos soltas em seus quadris. Para a câmera, tudo começa a parecer natural. Íntimo. Como um casal apreciando a vista.
“Tá tudo bem?” ele pergunta, num sussurro.
“Sim” você mente.
Você pega a Polaroid. Suas mãos tremem levemente quando você a ergue, enquadrando ele, enquadrando vocês. Click. A primeira foto desliza para fora da câmera. Vocês trocam de lugar e ele pega a câmera da sua mão, surpreendentemente cuidadoso.
“Você está pensando demais nisso. Precisa relaxar” ele resmunga.
Você mal tem tempo - ele te pega desprevenida revirando os olhos com um sorriso torto. A segunda foto sai lentamente da câmera, a imagem se formando na mão dele. Não é perfeita. Está torta, próxima demais, e seu sorriso é mais suave do que deveria. Assim como a outra, que também é próxima demais, porém, os olhos revelam algo ali, na imagem.
“Essas não são pra DEA” você diz baixo.
“Concordo” o maxilar dele se trava, depois ele apenas concorda com a cabeça.
Surpreendentemente, o resto do ensaio flui melhor. Ele coloca uma mão aqui, você um braço ali. Ele joga a jaqueta sobre seus ombros quando o vento aumenta. Você pega sua Polaroid.
“Ei, bonitão…” você chama, e quando ele se vira, você tira a foto. O flash o faz cobrir os olhos “Acho que vou ficar com a jaqueta.”
“Pode ficar. Fica melhor em você do que em mim…”
“Javier Peña, você está sendo gentil comigo?” você arregala os olhos e deixa a boca aberta.
Depois de alguns segundos, a Polaroid termina de revelar a foto de Javier. Ele foi fumar com o fotógrafo, e você confere a imagem. Lá está - um meio sorriso torto puxando o canto da boca dele. É real, você sente a honestidade ali. Você guarda a foto na bolsa junto com a câmera.
“Últimas fotos, pessoal, e depois vamos para a casa de vocês” o fotógrafo grita quando Javier retorna “Preciso de algo mais próximo, íntimo,” ele diz ajustando a lente “Como se vocês estivessem prestes a se beijar.”
Seu corpo inteiro enrijece, mas Javier está relaxado - relaxado demais. Bem, ele está acostumado a foder prostitutas, então não precisa ter sentimentos para fazer nada. Ele solta o ar pelo nariz, aquela mistura familiar de irritação e foco atravessando seu rosto.
“Claro que precisa…” ele murmura e se vira para você “Vem cá, princesa.”
A mão dele segura sua cintura novamente, mas dessa vez não para ali. Os dedos deslizam um pouco mais para trás, repousando na curva do seu quadril, te ancorando. Você sente o calor dele atravessar o tecido da sua blusa, inconfundível e firme.
“É só uma foto” ele murmura. “Não significa nada.”
Você repete mentalmente: é só uma foto, não significa nada.
A cabeça dele desce na sua direção, devagar o suficiente para você se afastar. Mas você não se afasta. Seus narizes quase se tocam. Você sente o hálito quente dele, com cheiro do cigarro que ele acabou de fumar - torna-se um aroma perigosamente familiar agora. Você vê o quão escuros estão os olhos dele, como os cílios são longos e curvados. O polegar pressiona uma vez seu quadril, sem intenção - ou talvez não.
“Princesa…” ele sussurra, quase sem som, quase sem controle.
“Bonitão…” você sorri de canto.
A outra mão dele envolve seu rosto, erguendo seu queixo apenas um pouco. Você sente o bigode dele fazendo cócegas na sua bochecha. Seu coração quase salta para fora do peito.
Click.
O disparo corta o momento como um tiro. Javier se afasta imediatamente, o maxilar travado, os olhos escuros, algo cru passando por eles antes de desaparecer. Você vira o rosto, sente o calor subir pelo pescoço.
“Peguei!” o fotógrafo diz, satisfeito “Essa ficou perfeita.”
Javier não olha para você enquanto se afasta. Ele passa a mão pelos cabelos, brusco, frustrado.
“Chega” ele diz seco “Já deu.”
Vocês voltam para o carro. Você entra no banco de trás. Ninguém diz uma palavra. O caminho de volta é silencioso, exceto pelo som do motor. Parece uma eternidade dentro daquele carro.
“Ei, agente!” você chama o fotógrafo “Podemos parar em um mercado? Eu preciso de algumas coisas.”
“Claro!”
Ele para no mini-mercado mais próximo, e você pega sua bolsa.
“Você vem, bonitão?” você pergunta com certa acidez.
“Tenho que ir, né?” ele responde sem te olhar.
“Você não é obrigado. Mas tudo bem, faz o que quiser.”
Você abre a porta do carro e caminha até a entrada do mercado, mas antes que consiga empurrá-la, uma mão conhecida faz isso por você, e você sente o calor dele atrás de si. Cada um pega uma cestinha de compras. Você compra os ingredientes para o jantar que pretende fazer: arepas con queso e huevos com hogao. Não há espaço suficiente para algo elaborado, então você fica com o tradicional e fácil. Também pega algumas coisas para o café da manhã. Javier pega algumas coisas para comer também, e, claro, uma garrafa de uísque e um maço de cigarros. Vocês pagam e voltam direto para o carro.
Assim que entram na casa, ele vai para o banheiro tomar banho. Você vai para a cozinha e começa a preparar o jantar, com vontade de algo fresco. Você faz as arepas e coloca na frigideira, recheando com queijo. Comprou mais três panelas, porque não dá para viver só com uma. Você corta o tomate e a cebola, começando o molho. Quando está quase pronto, mexe os ovos. Quando Javier termina o banho, tudo já está pronto.
Você sente o cheiro do sabonete e do shampoo quando ele abre a porta do banheiro e caminha pelo corredor, uma toalha enrolada na cintura, o resto do corpo totalmente à mostra. Seus olhos fingem que não querem olhar, mas seu maldito desejo fala mais alto. Dura apenas um segundo, e você percebe o sorriso satisfeito no rosto ridículo dele.
A comida está deliciosa. Mesmo tendo cozinhado para vocês dois, a mesa está posta apenas para você. Quando termina, Javier aparece - cabelo molhado e bagunçado, sem camisa, é claro. Você se levanta, lava sua louça e vai tomar seu banho. Você não sabe, mas arepas con queso são a comida favorita de Javier.
Você observa as roupas que a DEA enviou e decide que hoje vai usar um vestido preto. Ele está longe de ser simples. É no estilo slip, cortado de um jeito que se ajusta ao seu corpo em vez de apenas cair sobre ele, o tecido deslizando sobre suas curvas. Alças finas emolduram seus ombros e clavículas, delicadas o suficiente para parecerem frágeis, fortes o bastante para não falhar. O decote forma um V suave - não obsceno, mas intencional - atraindo o olhar e convidando-o a permanecer. As costas do vestido são abertas, descendo até pouco acima da curva da sua lombar, deixando a pele exposta. Ele cai até o meio das coxas, uma declaração silenciosa de confiança. É exatamente disso que você precisa esta noite.
Enquanto a água cai sobre seu corpo, você lembra de como foi quase beijar os lábios de Javier - de como quase sentiu o gosto de cigarro na boca dele, de como o bigode fez cócegas na sua pele. Você lembra da intensidade do olhar dele… ou talvez seja tudo coisa da sua cabeça. De qualquer forma, você não quer nada disso. Depois de Tom, você não quer sentir nada por outro parceiro. Isso é certo.
Ao mesmo tempo, Javier está sentado à mesa da cozinha comendo as melhores arepas con queso que já provou, pensando no seu perfume. Na maciez da sua pele sob o toque dele. Ele odeia o fato de ter querido te beijar tanto. Precisa voltar à razão - você é uma armadilha, um risco.
Depois do banho e de se vestir, você começa a fazer o cabelo e a maquiagem. Leva cerca de trinta minutos, o que poderia ser pior. Ao se olhar no espelho, você mal reconhece a mulher que encara de volta. Faz tempo que você não se sente tão confiante. E você está… perigosa.
“Porra! Vamos nos atrasar!” Javier grita da sala.
“De nada pelo jantar, bonitão” você responde.
Ele se levanta do sofá, apagando o cigarro no cinzeiro. O corpo de Javier se vira na sua direção e ele congela. Os olhos percorrem você com uma fome que ele se recusa a admitir, um desejo que ele não quer sentir.
“Acorda, bonitão!” você ri “Estamos atrasados, lembra? Eu quero ir para a balada.”
Ele franze a testa, revirando os olhos, incomodado com o lampejo de desejo que não permite crescer. Ele pega a carteira, os documentos falsos - o nome dele é José e o seu é Eva - e as chaves do carro. Ele dirige rápido, irritado, como se você tivesse apertado algo perigoso dentro dele. Você não sabe o que é, mas já está se acostumando com as mudanças de humor.
Ele estaciona perto do Cielo Abajo, não exatamente em frente.
“Olha nos meus olhos…” a voz dele é firme “Fica perto de mim. Não se coloque em nenhuma situação perigosa. Se quiser ir ao banheiro, me avisa que eu te acompanho. Não fale com ninguém.”
“Javier, eu sou agente há dez anos. Você não precisa me ensinar como eu devo agir.” você revira os olhos.
“Considerando que seu parceiro morreu por sua causa em El Paso, acho que preciso ensinar.” as palavras te acertam em cheio. Um nó se forma na sua garganta. Ele vê nos seus olhos - sabe que te feriu. “Eu sinto—”
“Vai se foder, Javier!” você abre a porta e sai do carro batendo.
Seus saltos ecoam fortes na calçada. Javier sabe que errou feio. Ele vai atrás de você.
“Desculpa!” ele diz.
Você o ignora e segue direto para a porta preta do clube, onde o segurança aguarda. Javier alcança você em segundos, o braço envolvendo sua cintura. Ele sorri. Você não. Você assume a expressão mais feroz que consegue.
“Eva…” você começa.
“Eu sei quem vocês são.” você engole em seco. “Fiquem aqui.”
O homem entra no clube sem esperar Javier falar. Agora você está com medo - sua arma está no carro, a poucos metros. Alguém sai, e você o reconhece imediatamente.
Cuervo.
“Disseram que você era bonita” ele sorri de canto, causando arrepios, “Mas não disseram o quanto.”
“Oi. Eu sou Eva.” você estende a mão.
“Sergio…” ele a segura, levando-a aos lábios “Cuervo.”
“Enchanté, Cuervo.”
Javier limpa a garganta, chamando atenção para si - um lembrete de que você tem namorado.
“José…” ele estende a mão, mas Sergio ignora.
“Podem entrar.”
Você olha para trás. O rosto de Javier está tomado pela raiva. Você ergue uma sobrancelha e pisca antes de entrar.
O clube é escuro, banhado por luzes vermelhas e violetas. O cheiro de cigarro e álcool pesa no ar. Você vê a área VIP no segundo nível, onde acontecem as reuniões do cartel. No mesmo andar que vocês, há salas privadas para “negócios”. Uma das portas leva ao subsolo - onde drogas, armas e provavelmente mulheres são mantidas.
Todos os olhares se voltam para vocês. Especialmente para você.
Javier não gosta disso nem um pouco. A mão dele desliza para a curva da sua cintura, puxando-a para perto. Ele beija sua têmpora. Você abre o melhor sorriso que já usou. Alguém observa do andar de cima.
Ángel. Os lábios dele se curvam em um sorriso malicioso, e seu corpo inteiro se arrepia.
“O quê?” Javier murmura, sentindo também.
“El Jefe” você sussurra “Não olha. Segundo andar. Observando.”
“Vem cá.” ele a vira para si, enterrando o rosto no seu pescoço. A respiração quente dele faz com que arrepios percorram sua espinha. “Eu sinto muito. Por favor.”
“Não…” você ri, fingindo.
“Por favor” ele se afasta um pouco, olhando direto nos seus olhos. “Eu sinto muito mesmo.” a mão dele envolve seu rosto, puxando-a para perto. Você vira o rosto o suficiente para ele beijar o espaço entre sua boca e sua bochecha.
“A gente conversa depois” você diz baixo “Agora vamos dançar.”
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