O quarto estava abafado. Ventilador girando preguiçoso no teto, luz fraca da escrivaninha acesa, e S/N curvado sobre a mesa com os olhos presos na tela do notebook, rabiscando anotações ao lado de uma pilha de livros. A faculdade estava no modo destruidor: trabalhos, provas, apresentações. Nenhuma brecha pra respirar, muito menos pra acompanhar o namorado em outra turnê de lutas.
E do outro lado do quarto, jogado de qualquer jeito na cama com os cabelos molhados e só uma toalha frouxa na cintura, Kota Miura estava simplesmente... acabado.
Não fisicamente, claro. O corpo dele estava no auge — músculos tensionados do treino intenso, pele brilhando depois do banho, os braços grandes cruzados debaixo da cabeça como se tentasse manter a calma. Mas por dentro? Por dentro ele estava um caos.
Era o tempo que ele ia passar fora. Um circuito de lutas no exterior, três eventos importantes em sequência. E sabe o que era pior? S/N não ia com ele.
Por conta da maldita faculdade.
Kota bufou alto pela quarta vez em menos de dois minutos, só pra ver se ganhava atenção. S/N nem se mexeu. Só continuou digitando.
Ele se levantou, largou a toalha no chão como se fosse por acidente e caminhou até S/N completamente nu, com aquele pau semi ereto balançando entre as coxas fortes, cada passo mais decidido que o outro.
— Você vai ficar a noite toda ignorando o fato de que o seu namorado está indo embora amanhã e tá com o pau duro desde que saiu do treino? — a voz dele saiu baixa, rouca de desejo e... manha. Muita manha.
S/N deu uma risadinha nasal e balançou a cabeça.
— Kota, por favor. Eu preciso terminar isso. É entrega em grupo, e só eu tô fazendo alguma coisa.
— Você vai ter duas semanas inteiras pra ficar com esses livros... — Kota encostou o quadril na mesa e olhou pra baixo, onde S/N tentava desesperadamente não reparar no volume já aparente. — Eu só quero você agora. Eu preciso.
— E eu preciso terminar isso.
— Amor, olha pra mim — ele sussurrou, pegando a mão de S/N e guiando devagar até o próprio pau duro. — Sente isso. Sente o quanto eu tô com saudade... antes mesmo de ir.
S/N engoliu em seco, os dedos ainda fechados na caneta enquanto a outra mão, agora envolvida na ereção quente de Kota, tremia levemente.
— Eu vou passar duas semanas longe do seu cheiro, da sua boca, da sua pele. Sério... se eu não foder você hoje, eu não vou aguentar. Vou acabar subindo no ringue com você na cabeça e apanhando porque tô pensando em como você geme no meu ouvido.
S/N mordeu o lábio inferior, tentando não rir da sinceridade desesperada.
— Você precisa treinar foco.
— Eu preciso meter. No seu corpo. Agora. — Kota se abaixou, colando o rosto na curva do pescoço de S/N e inspirando fundo. — Preciso memorizar você... seu cheiro, seu gosto. Quero tremer no avião lembrando da sua boca no meu pau.
— Você é insuportável. — S/N riu, mesmo enquanto o corpo reagia com arrepios visíveis ao toque possessivo de Kota.
— E você é gostoso demais pra eu dormir só de conchinha hoje. Me dá isso... antes que eu enlouqueça.
Kota agarrou S/N pela cintura e o puxou da cadeira com um só movimento. O notebook quase caiu, mas S/N protestou com um riso surpreso.
— Kota! Caramba, eu tô no meio de um texto!
— Agora você tá no meio de uma necessidade, e a necessidade sou eu — ele murmurou, já encaixando o quadril no do namorado e pressionando a ereção entre os dois corpos. — Olha como eu tô. Isso aqui não é normal. Eu tô maluco, S/N... maluco por você.
S/N fingiu se debater nos braços dele, rindo como quem não queria, mas queria sim.
— Você tá me sequestrando da faculdade?
— Tô te sequestrando da sua vida chata por uma causa muito nobre: eu quero gozar abraçado em você e dormir com seu gosto na minha boca. Você devia me agradecer.
— Idiota... — S/N resmungou, mas já estava deitado na cama, jogado pelas mãos de Kota que não hesitou nem por um segundo.
Kota subiu por cima dele devagar, espalhando beijos pelo pescoço, pela clavícula, pelas bochechas. Os olhos estavam quentes, quase úmidos. Uma mistura doida de tesão e saudade antecipada.
— Eu odeio sua faculdade. Odeio esses trabalhos. Odeio esses professores que acham que você não tem uma vida fora dos livros.
— Você tá com ciúmes da minha faculdade?
— Eu tô com ciúmes do seu caderno.
S/N riu alto, e Kota aproveitou pra beijar a risada, colando a boca na dele com carinho e luxúria. Era desesperado, mas ainda doce.
— Fica pelado pra mim... por favor... — ele murmurou, puxando devagar a camiseta de S/N e descendo os dedos pela barriga exposta. — Só um pouquinho. Deixa eu te ver. Eu tô indo embora amanhã, porra.
— Só mais dez minutos. Eu juro que só preciso revisar esse parágrafo e...
— Eu juro que se você insistir, eu vou sentar no seu colo e esfregar meu pau até você gozar na cueca. E aí a culpa vai ser sua.
— Você tá muito desesperado...
— E você tá muito calmo pro tanto que vai sentir minha falta. Isso me assusta.
— Claro que vou sentir sua falta, seu idiota — S/N murmurou, agora com o corpo derretendo debaixo dele, os dedos já escorregando por instinto pelos músculos do abdômen definido. — Eu só... também tô tentando manter o controle, sabe?
— Eu não quero que você mantenha. Eu quero que você desmorone comigo.
Kota agarrou a mão de S/N novamente e a pressionou com mais firmeza no próprio pau. Estava duro de verdade, quente, pulsando, e agora úmido na ponta.
— Tá vendo isso? — ele sussurrou no ouvido do namorado. — Isso aqui é saudade. Isso aqui é amor. Isso aqui é o tanto que eu quero você.
S/N fechou os olhos e soltou um suspiro longo, derrotado pela intensidade do toque, da voz, do corpo que ele também ia sentir falta assim que a porta do aeroporto se fechasse.
— Eu odeio quando você fala bonito e tá pelado. — ele sussurrou.
— Então me beija logo antes que eu me declare de joelhos.
S/N puxou Kota pela nuca e colou os lábios nos dele com força, misturando desejo, carinho e uma entrega lenta e quente. Kota gemeu baixinho, como um alívio depois de dias de espera. As mãos já deslizavam pelos quadris, pelos lados da cintura, encaixando os corpos com uma intimidade conhecida.
— Eu vou fazer amor com você essa noite... — Kota murmurou entre os beijos, como uma promessa. — Daquele jeito que faz a cama ranger e o coração doer de saudade depois.
S/N sorriu, os olhos meio fechados.
— Então me faz esquecer esse parágrafo.
— Eu vou fazer você esquecer o seu nome.
Kota não perdeu tempo. Assim que os lábios de S/N aceitaram os dele com aquele gosto suave e já tão íntimo, ele começou a desfazer cada peça de roupa do namorado com uma pressa cuidadosa. Nada era arrancado — era tirado como se estivesse desembrulhando o maior presente da porra da vida.
— Levanta os braços... — ele murmurou, e S/N obedeceu, deixando a camiseta subir e revelar a pele quente que já deixava Kota em ponto de combustão.
Ele beijou o abdômen no caminho, respirando contra a barriga antes de soltar um suspiro trêmulo.
— Que saudade do seu corpo, caralho... e eu nem fui ainda.
S/N sorriu, tímido mas entregue, mesmo ainda com aquele charme fingido de resistência que só deixava Kota mais maluco. O short e a cueca foram descidos juntos, de uma vez só, e Kota se ajoelhou diante dele, olhando o pau exposto com tanta devoção que parecia que estava encarando algo sagrado.
— Isso aqui... — ele passou a língua pelos lábios, excitado. — Isso aqui vai ser minha memória favorita nas próximas duas semanas.
Sem esperar mais, Kota segurou o pau de S/N com uma mão firme, quente, e passou a ponta da língua pela glande, devagar, só pra sentir o gosto inicial.
S/N suspirou, os dedos agarrando o lençol ao lado.
— Shh... só deixa eu cuidar de você.
Ele começou a beijar o pau de cima a baixo, lambendo pelas veias expostas, contornando com a boca antes de finalmente engolir tudo, fundo, como quem estava com fome. A boca era quente, apertada, úmida — um inferno perfeito.
Kota gemia baixo a cada movimento, sugando com vontade e ao mesmo tempo carinho. A língua fazia círculos na ponta, depois lambia até a base de novo. Ele queria memorizar cada centímetro, cada reação, cada som que S/N soltava quando ele fazia aquilo direito.
— Você... chupa como se fosse a última vez — S/N murmurou, quase arqueando o quadril.
Kota soltou o pau da boca com um estalo molhado, sorrindo com os lábios brilhando de saliva.
— Porque pode ser. Amanhã eu já tô no avião, amor. E eu quero ir com seu gosto grudado na minha garganta.
E antes que S/N pudesse responder, ele desceu mais. Primeiro beijou as bolas, chupando uma de cada vez com uma lentidão que arrancava gemidos abafados. Depois separou as coxas dele com as mãos grandes, abrindo espaço para o próximo passo.
— Levanta um pouco pra mim... isso. Isso, amor. — Kota ajeitou S/N na cama, puxando uma das pernas pro ombro enquanto descia com a boca até o ponto onde poucos ousavam ir.
A língua quente encostou no cuzinho devagar, provocando com toques leves, molhados. Depois foi fundo, lambendo com fome, com vontade de fazer o namorado se contorcer.
— Ah... Kota... — S/N gemeu, os dedos agora nos próprios cabelos, puxando como se aquilo fosse o bastante pra manter o controle.
— Fica assim... isso... deixa eu abrir você direitinho — ele murmurou entre uma lambida e outra, salivando mais, cuspindo direto no meio da bunda e esfregando com a língua logo em seguida.
Ele não tinha pressa. Explorava como se estivesse decorando o caminho de volta pra casa. O cuzinho de S/N já estava piscando, molhado, tremendo.
Foi quando ele levou um dos dedos à boca, chupou devagar e então encostou na entrada.
— Vou começar com um... só um, tá?
S/N assentiu, ofegante, os olhos fechados, a respiração já descompassada.
O dedo deslizou fácil, ajudado pela língua de Kota que não parava de lamber ao redor enquanto o dedo entrava e saia com movimentos lentos, circulares.
— Tão apertado ainda... como se fosse a primeira vez — ele gemeu, com a voz engasgada de desejo.
Logo ele acrescentou o segundo dedo. E o terceiro veio logo depois, alternando entre movimentos de tesoura e toques profundos que faziam S/N gemer mais alto.
— Quero abrir você todinho antes de meter — Kota murmurou, lambendo a base do pau dele entre os movimentos. — Quero sentir você me implorando pra entrar.
S/N apertou os lençóis, revirando os olhos com o corpo quente, entregue.
— Eu sei. Eu sei, amor. Eu também quero. Mas eu vou fazer isso direito. Porque você merece. Porque eu te amo. E porque quando eu meter... vai ser pra você lembrar por duas semanas inteiras.
E então ele se ajeitou entre as pernas de S/N, com o pau já duro, latejando e pronto.
Kota puxou as coxas de S/N pra cima, abrindo ele todo com as mãos grandes. O corpo do namorado estava tão vulnerável, tão quente, tão entregue, que ele mal se aguentava. A visão do cuzinho molhado e piscando depois do boquete e da linguada... porra, era um inferno feito pra ele.
Ele posicionou a cabeça do pau ali, na entrada.
— Respira fundo, amor... — sussurrou com a voz rouca, ofegante. — Eu vou entrar devagar, mas não vou sair tão cedo.
S/N mordeu o lábio inferior, os olhos meio úmidos de antecipação, o rosto inteiro corado.
A glande passou fácil pela entrada já preparada, mas o resto... o resto esticou o cuzinho de S/N aos poucos, fazendo o corpo dele se arquear em resposta, um gemido longo escapando dos lábios entreabertos.
— Tão apertado... porra, parece que nunca fui embora — Kota rosnou, cravando os dedos nas coxas do namorado, mantendo elas bem erguidas, dobradas contra o peito. — Seu corpo é meu. Só meu.
S/N gemeu alto, a voz manhosa, doce, tremida.
— Ah... Kota... tá fundo...
— Ainda nem enfiei tudo, amor — ele sorriu, sádico, os olhos cheios de tesão. — Vai aguentar, né? Vai deixar eu matar essa saudade toda?
E então empurrou mais. Mais fundo. Até a base.
S/N jogou a cabeça pra trás, os braços tentando se agarrar em qualquer coisa — travesseiro, lençol, nele mesmo. As pernas tremiam um pouco, mas Kota as segurava firme, como se mantê-lo escancarado fosse a única forma de não enlouquecer de vez.
Ele começou a se mover. Primeiro devagar, só sentindo o calor, o aperto, o corpo todo se adaptando. Mas logo a fome falou mais alto.
As estocadas vieram mais fortes, mais fundas. O barulho de pele contra pele preenchia o quarto junto dos gemidos manhosos de S/N, que agora choramingava sem vergonha nenhuma.
— Ah... ah... Kota... tão... tão grande... tá... fundo demais...
— Você aguenta. Eu sei que aguenta. — Kota se inclinou, pressionando mais as pernas contra o peito de S/N, dobrando ele quase ao meio enquanto metia com força, com fome, com amor bruto. — Você nasceu pra isso aqui. Nasceu pra ser meu.
Cada estocada arrancava um novo som do namorado — gemidos agudos, gritinhos abafados, súplicas confusas entre prazer e desespero bom.
— Me abraça... — S/N pediu com voz chorosa. — Kota... me abraça, por favor...
Kota soltou uma das pernas, se inclinou e o puxou contra o peito, sem sair de dentro. A posição mudou, agora ele o fodia abraçado, bem colado, o pau entrando fundo com cada movimento, fazendo o corpo de S/N tremer inteiro.
— Eu te amo, porra... — ele sussurrou contra o pescoço dele. — Te amo tanto que dói. Queima. Eu só queria te levar comigo... foder você todo dia antes de cada luta.
S/N o abraçou com força, a voz abafada no ombro dele.
— Kota... vai mais... por favor... me enche...
— Vou encher você tanto que vai vazar até eu voltar — ele rosnou, e voltou a meter com tudo, o som dos corpos se chocando ficando mais alto, mais molhado, mais desesperado.
O pau dele deslizava fundo, acertando o ponto certo, fazendo o corpo de S/N convulsionar a cada estocada.
— Vai gozar pra mim, amor? — Kota perguntou, com o tom dominador e carinhoso. — Goza no meu pau, vai... deixa eu ver.
S/N gemeu alto, o corpo todo contraído, os olhos lacrimejando de prazer.
— Kota... eu... eu vou...!
E ele gozou. Forte. Jorrando entre os dois, sujando o peito, o abdômen, tremendo inteiro.
Kota não parou. Continuou metendo com força, agora ainda mais faminto com a visão do namorado gozando tão entregue debaixo dele.
E com uma última estocada funda, ele se enterrrou por completo e gozou dentro de S/N, gemendo rouco no ouvido dele, despejando tudo ali, fundo, onde ninguém mais teria acesso.
Ficaram colados, suados, ofegantes.
— Agora... — Kota disse com um sorriso suado e safado. — Agora eu posso viajar em paz.
O quarto estava abafado, quente do calor dos corpos suados e entrelaçados. Kota ainda estava dentro de S/N, respirando fundo contra o pescoço dele, o peito subindo e descendo como se tivesse acabado de lutar uma final de campeonato. Mas ali, naquela cama, o oponente era outro: a saudade antecipada.
— Kota... — S/N sussurrou com a voz ainda trêmula, os olhos meio marejados. — Você gozou tanto... tá quente... — Ele deu uma risadinha baixa, toda manhosa, enquanto o peito subia devagar.
Kota levantou o rosto, colou a testa na dele, ainda abraçado, o pau ainda enterrado, o corpo de S/N todo suado e marcado. Ele olhou nos olhos dele, como se quisesse memorizar cada traço.
— Por isso eu precisava gozar assim — murmurou, com a voz mais rouca do que nunca. — Era saudade antes mesmo de ir. Agora... agora eu consigo lembrar desse seu corpinho todo fofo, quente, meigo... cheio de mim.
S/N sorriu fraco, mas não conseguiu esconder o olhar triste.
— Duas semanas é muito tempo...
— Eu sei, amor... — Kota beijou o queixo dele. — Eu também queria que você fosse comigo. Cada noite longe de você é uma tortura. A cama do hotel é fria, não tem seu cheiro, não tem seu sorriso. Eu durmo pensando em você e acordo de pau duro querendo te comer de novo.
Ele deu uma risadinha, mesmo que o olhar estivesse mais apertado.
— Vai ser foda ficar longe... Mas eu prometo que volto mais rápido do que o previsto. Vão ser quatro lutas, mas eu resolvo isso na porrada, rapidinho.
S/N segurou o rosto dele com as duas mãos.
— Cuidado, tá? Não precisa sair quebrando todo mundo só pra voltar rápido...
— Precisa sim — ele riu, beijando a pontinha do nariz dele. — Eu preciso foder você de novo antes que essa saudade me mate.
Eles ficaram assim por mais um tempo, abraçados, em silêncio. O pau de Kota amoleceu aos poucos, escorregando pra fora, e ele suspirou ao sentir o gozo escorrer lentamente de dentro de S/N.
— Isso aqui é pra te lembrar de mim cada vez que sentar na cadeira da faculdade — provocou, dando um tapinha leve na bunda dele. — Vai estar quente e sujo por dentro... igual eu gosto.
S/N riu, envergonhado, e bateu de leve no peito dele.
— Seu idiota — corrigiu Kota, se levantando devagar e puxando ele com carinho pra tomar banho juntos. — Agora vem, vou te deixar limpo antes de te sujar de novo no aeroporto.
No aeroporto, o clima era outro. Gente indo e vindo, malas sendo arrastadas, chamadas no alto-falante. Mas Kota só via S/N, parado na frente dele com um moletom largo, olhinhos baixos, os braços cruzados como se aquilo impedisse o peito de doer.
Kota segurou o rosto dele nas mãos e colou a testa de novo.
— Não vai se apaixonar por ninguém na faculdade, né?
— Só se for por você de novo.
Ele riu e beijou S/N com urgência. Um beijo cheio de saudade futura, língua, desejo e amor bagunçado.
— Quando eu voltar, quero você de quatro na cama, só com aquela camiseta minha... e com saudade acumulada.
Kota deu mais um beijo, pegou a mochila e foi em direção ao portão. Mas antes de sumir da visão dele, virou de lado, olhou pra S/N com aquele sorriso safado de canto de boca.
— E se gozar pensando em mim..., tá ? É pra lembrar de como eu encho você.
S/N ficou parado, corado, mordendo o lábio. E soube que as próximas duas semanas seriam um inferno de saudade e tesão.
Kota sempre soube que era mais físico que emocional. Não por não sentir — sentia demais, até —, mas porque seu corpo era o meio natural de expressar tudo o que seu peito gritava. Ele amava com as mãos, com os beijos, com as marcas que deixava na pele de S/N. Amava fodendo forte, puxando pelas coxas, mordendo até o limite entre dor e prazer.
Então estar a milhares de quilômetros de S/N, com o cheiro dele já começando a desaparecer das roupas da mala, era uma forma sutil e cruel de tortura.
Já era o quarto dia de viagem, e Kota havia vencido duas das quatro lutas programadas naquela turnê de MMA em Los Angeles. Ambas por nocaute. Rápido, sujo, brutal. Sem enrolação. Era como se estivesse com pressa pra acabar logo tudo e voltar.
— Miura, mais uma pergunta! Você acha que seu desempenho está melhor por conta de uma nova rotina? — perguntou um repórter japonês, ao fim da entrevista pós-luta, com os holofotes ainda no rosto de Kota.
Ele suava em bicas, o tronco nu exposto sob a luz intensa, o abdômen subindo e descendo no mesmo ritmo acelerado da raiva que queimava nele desde o primeiro soco.
Kota respirou fundo, segurando a vontade de mandar o repórter enfiar o microfone onde não batia sol.
— Estou com pressa pra voltar pra casa. Esse é o segredo — respondeu seco, passando uma toalha no rosto e ignorando os risos desconcertados dos jornalistas ao redor.
No hotel, ele entrou no quarto sozinho, jogou a mala em um canto, trancou a porta e caiu de costas na cama. A lembrança de S/N naquela mesma posição — pernas abertas, manhoso, o olhar suplicante — invadiu a mente com força.
Soltou um grunhido baixo, apertando os olhos, a ereção já começando a se formar sob o tecido leve da cueca. Ele estava com saudade. Não só da companhia. Mas da pele, do cheiro, do toque. Do gosto. Do jeitinho todo fofo que S/N ficava quando estava de quatro e manhoso.
Desgraça de faculdade. Desgraça de responsabilidade.
Queria o namorado ali. Em cima dele. Agora.
Do outro lado do mundo, S/N tentava manter o foco em um trabalho de psicologia experimental. Tinha uma apresentação na sexta, mas a mente dele insistia em rodar feito louca pelas lembranças daquela última noite antes de Kota partir. Os gemidos ainda soavam nítidos no ouvido. O gosto de Kota na boca, o peso do corpo dele, os olhos suplicantes.
— Sério que vai ficar com a cabeça em outro lugar a aula toda? — sussurrou um colega, cutucando ele discretamente.
S/N piscou, assustado, fingindo que olhava a tela do notebook.
Mentira. Estava duro. Há cinco dias. Cada noite mais quente que a anterior, a ausência pesando como pedra no peito e na cueca.
Quando chegou em casa, largou a mochila no chão e foi direto pro quarto. Pegou o celular, abriu o WhatsApp e viu a última mensagem de Kota:
"Luta vencida. Tô com saudade do seu cuzinho. Quer chamada de vídeo hoje?"
S/N mordeu o lábio, todo quente, digitando com dedos trêmulos:
Kota atendeu em segundos. A imagem dele apareceu na tela: cabelo bagunçado, toalha jogada no ombro, o peitoral ainda úmido do banho, com gotinhas escorrendo pelas tatuagens que ele ostentava como prêmios de guerra.
— Amor... — disse com a voz grave, abafada de saudade. — Tava contando os minutos.
— Kota... você tá bem? A luta...?
— Ganhei. Dei um soco e só consegui pensar em você me olhando do outro lado do octógono. Queria tanto que tivesse lá. — Ele respirou fundo, apoiando o celular sobre o travesseiro e deitando de lado. A câmera mostrava o abdômen trincado, a calça de moletom baixa demais. — Mas não dá... né? Faculdade de merda.
S/N sorriu fraco, com o coração apertado.
— Eu também queria estar aí. Mas a apresentação de sexta...
— Eu sei. — Kota passou a mão no rosto, frustrado. — É só que... tá foda, amor. Tô me segurando pra não bater uma lembrando do seu gemido. Meus dedos coçam. Meu pau fica duro só de fechar os olhos e lembrar da sua boca.
— Kota... — sussurrou S/N, as bochechas vermelhas.
— Me mostra você. Só um pouquinho. O rosto. Deita na cama. Finge que tô aí. — A voz dele soava mais implorante do que mandona.
S/N deitou, virou a câmera e mostrou o rosto de perfil, com o cabelo bagunçado, os lábios inchados. Kota gemeu baixo, quase como se estivesse encostando a boca no celular.
— Puta merda... você é a coisa mais linda do mundo. — Ele fechou os olhos e passou a mão pela calça, pressionando a ereção óbvia. — Sabe o que eu queria agora?
— Sei... — respondeu S/N, mordendo o dedo.
— Queria te deixar de bruços e abrir essas perninhas todas, só pra enfiar devagarzinho. Sentir seu calor. Ouvir sua voz manhosa. Você gemendo meu nome... sua carinha de choro, todo fofo...
S/N arfou. As palavras estavam sujas, mas o jeito que Kota falava era quase como se estivesse rezando.
— Kota... para... eu vou ficar com saudade.
— Eu já tô com saudade. Tô com saudade de você gemendo meu nome baixinho, de você querendo gozar e se segurando porque eu disse que não era hora.
— Você me provoca demais... — sussurrou S/N, a voz falhando.
— Promete que vai dormir com a minha camiseta hoje?
— E amanhã? Faz um favor?
— Bate um pensando em mim, vou fazer o mesmo...
S/N riu baixinho, todo envergonhado.
— Você é um safado, Kota Miura.
— Só com você, meu amor. Só com você.
Kota estava no meio de uma coletiva. Jornalistas de vários lugares, flashes, microfones, perguntas previsíveis. Ele respondia no automático, o maxilar travado de tensão, as pernas balançando embaixo da mesa.
Por dentro, só conseguia pensar em como estava dois dias sem se tocar. Tentava guardar a última transa com S/N como se fosse um vídeo secreto, escondido na cabeça, revisitando cada expressão, cada gemido.
Mas aquilo não substituía a realidade.
Nada substituía o gosto do namorado.
— Miura, o que você mais sente falta quando está viajando? — perguntou uma repórter americana, com sorriso simpático.
A pergunta era protocolar. A resposta era óbvia.
— Do meu namorado — respondeu direto, sem pensar.
O tradutor hesitou. Kota olhou pra ele com os olhos semicerrados.
O ambiente ficou meio surpreso. Ele nunca havia falado publicamente sobre S/N. Mas foda-se. Estava cansado de segurar tudo.
— Ele é... meu lugar. Onde descanso. Onde esqueço o mundo. — A voz ficou rouca. — Cinco dias longe é tortura. Não física. É mental. Emocional. Sexual também.
Algumas pessoas riram nervosamente. Kota não sorriu. Encerrou a coletiva ali.
No quarto de hotel, acendeu uma luz fraca, jogou o casaco pra longe e pegou o celular. Queria ouvir a voz dele. Nem precisava vídeo. Só a voz.
"Amor... tô surtando. Deitei agora. Todo dolorido da luta. Mas o que tá doendo mesmo é saudade. Do seu cheiro. Da sua bunda. Da sua voz bem baixinha, quando você tá todo fofo e manhoso. Meu pau acorda só de lembrar. Ele acha que você tá por perto, mas você não tá... E isso tá me matando."
"Me fala alguma coisa, vai. Nem que seja me xingando por ser carente."
Do outro lado, S/N ouviu o áudio escondido no quarto. A luz apagada. A camiseta de Kota vestida. Um calor estranho entre as pernas.
Ele havia evitado se tocar até agora. Queria guardar o tesão pro dia que Kota voltasse. Mas o áudio... a voz dele... aquele jeito todo manhoso e carente... A respiração ficou quente, o corpo tremendo leve.
Respondeu com um áudio curto:
"Seu idiota carente... você é insuportável. Eu tô duro aqui agora, só de ouvir sua voz."
Kota respondeu em segundos.
"Se toca pra mim, vai. Só hoje. Só um pouquinho. Quero saber depois. Quero saber como você gemeu. Como se arrepiou. Como seu pau ficou babando. Me descreve tudo. Me deixa gozar aqui só com a sua voz."
S/N gemeu baixinho, se encolhendo sob o lençol. O pau pulsava já faz tempo. Um toque e ele arfou. Era como se Kota estivesse ali, mordendo sua orelha, segurando seus quadris com força, sussurrando tudo que ia fazer.
Ele fechou os olhos, mordendo o dedo, os quadris se movendo devagar. A mão deslizando quente. O peito subindo e descendo.
Pegou o celular. Apertou o gravador.
"Kota... eu tô me tocando. Pensando na sua língua me chupando todo. Na sua voz me mandando gemer só pra você. Eu tô tremendo, amor... Tô tão manhoso, igual você gosta. Queria seu pau agora. Sério... queria que você enfiasse tudo e me deixasse gemendo seu nome até perder a voz..."
Kota ouviu o áudio no escuro, deitado na cama, a mão já pressionando a calça, os dentes cravados no lábio inferior. Ele estava latejando. Os olhos quase marejando de desejo.
Respondeu com a voz rouca, baixa, urgente.
"S/N... eu te amo. E juro por Deus... quando eu voltar, você não vai sair da cama por dois dias. Eu vou te foder até você esquecer que tem faculdade, mundo, qualquer coisa."
"Você é meu vício, amor. Meu único. Meu tudo."
S/N abraçou o celular contra o peito.
A saudade fazia isso: deixava o amor mais sujo, mais forte, mais bonito.
Faltavam três dias para Kota voltar. Três longos dias. S/N já estava quase contando as horas de cabeça, preso em meio a provas, apresentações e uma saudade que doía como soco no estômago.
S/N estava deitado no sofá, ainda vestido com a roupa da faculdade, quando o celular vibrou com a notificação do Instagram. Kota tinha postado uma foto nos stories. Sem camisa, como sempre — mas o foco ali não era o tanquinho dele, e sim o hematoma enorme na lateral do rosto. Roxo. Inchado. E com um pequeno corte ainda fresco no canto do supercílio.
S/N se sentou de supetão, o coração disparando.
Abriu o direct e escreveu rápido:
"Kota. Agora. Me responde. Que porra aconteceu com o seu rosto?"
Dois minutos depois, chegou um áudio.
A voz de Kota estava arrastada. Cansada. Mas ainda assim com aquele tom que tentava — e falhava — em tranquilizar.
— Amor... relaxa. Foi só um direto meio mal posicionado. Pegou no osso, por isso ficou feio. Já passei gelo, já costurei. Só um ponto. E eu ganhei a luta, então tá tudo certo."
S/N sentiu o sangue ferver. Ele não queria saber da vitória. Queria o namorado inteiro, sem marcas.
Ligou de vídeo. Kota atendeu de primeira.
E lá estava ele. O rosto inchado de um lado, cabelo bagunçado, camiseta regata manchada de sangue seco. Ainda assim... lindo. Maldito e lindo.
— Kota Miura, você é um completo idiota! — a voz de S/N tremeu. — Olha essa sua cara! Eu não acredito que você me mostra isso em story, como se fosse uma tatuagem nova!
— Ah, amor... se eu te mandasse direto, você ia surtar pior. Assim pelo menos eu... suavizo?
— Suaviza o caralho! — ele mordeu o lábio, os olhos cheios d'água. — Você podia ter quebrado alguma coisa séria, merda. E se fosse o nariz? E se fosse mais forte? Porra... eu odeio quando você luta assim!
Kota ficou em silêncio por uns segundos. O olhar baixou.
— Desculpa, amor. Eu juro que não queria te preocupar.
S/N respirou fundo. Tentando se acalmar. Mas as emoções vinham como avalanche.
— Eu sei que você não queria. Mas você é meu namorado, Kota. E eu tô longe. Não posso cuidar de você. Só fico aqui olhando você se foder e tentando fingir que tá tudo bem.
— Não, você não sabe. Você não tem noção de como eu fico, ouvindo a sua voz gemendo de dor no fim das lutas. De como eu choro no banho tentando não pensar que alguém tá tentando te destruir em cima de um ringue.
Kota fechou os olhos. A voz dele saiu num sussurro:
— Eu odeio ficar longe de você. E essa luta foi a última. Depois do soco... os médicos pediram repouso. Nada grave, mas preciso ficar em observação. E adivinha?
Kota levantou os olhos e sorriu com aquele brilho faminto.
— Eu tô voltando antes. Dois dias antes, pra ser exato.
S/N arregalou os olhos. Um calor invadiu seu corpo inteiro.
— Não. Meu voo chega sexta à noite. Ou seja... em menos de 72 horas, eu vou estar na sua cama. Com o rosto inchado, sim. Mas com o pau pronto. — Ele riu. — E a boca com muita saudade do seu corpo.
S/N mordeu o lábio e tentou esconder o sorriso. Fracassou.
— Idiota... Eu devia te bater também, por ter me deixado desesperado. Mas tudo bem... você pode vir se deitar em cima de mim quando chegar. Só se prometer uma coisa.
— Que vai deixar eu cuidar de você primeiro. E só depois a gente transa.
Kota ergueu uma sobrancelha, safado.
— E se eu quiser os dois ao mesmo tempo?
— Tá, tá... primeiro você me dá remédio e beijo no machucado. Depois me dá o cu, pode ser?
S/N fechou os olhos e soltou um riso abafado.
— E seu. Totalmente seu. Em três dias, eu te provo de novo.
72 horas depois, a porta se abriu devagar. S/N estava parado no meio da sala, vestindo só um moletom grande demais, aquele mesmo que tinha o cheiro de Kota — o preferido dele. O coração batia alto demais, quase machucando.
Quando o lutador passou pela porta, os dois ficaram em silêncio por um segundo.
Porque no seguinte, Kota já estava com os braços ao redor dele, o rosto enterrado no pescoço de S/N, respirando fundo como se tivesse voltado pra casa depois de anos.
— Porra... como eu senti sua falta... — a voz dele estava baixa, rouca, desesperada.
S/N apertou os braços ao redor do corpo grande, sentindo o cheiro de suor, aeroporto e saudade.
— Você tá fedendo, Kota. Mas eu senti sua falta também. Idiota.
Riram juntos. Kota se afastou um pouco, só pra encarar o rosto do namorado. Os olhos estavam marejados.
— Tá bonito pra caralho — sussurrou, com um sorriso torto.
S/N levantou a mão e encostou com delicadeza na lateral inchada do rosto dele.
— E você tá um idiota lesionado. Senta aí. Agora.
Ele arrastou Kota até o sofá, forçou o namorado a sentar e desapareceu na cozinha por alguns segundos. Voltou com uma bolsa térmica, pomada, e uma expressão determinada.
Deitou a cabeça na perna de S/N e fechou os olhos enquanto ele passava gelo no hematoma. A mão dele era leve, cuidadosa. Os dedos deslizavam de um jeito quase carinhoso demais.
— Eu odiei te ver assim. Sabia?
— Eu sei. E odiei te deixar aqui sozinho também.
Silêncio por alguns segundos.
S/N massageava o rosto dele devagar, olhando com doçura e raiva misturadas.
— Da próxima vez, não me conta por story. Se for pra me deixar desesperado, pelo menos manda uma foto só pra mim.
Kota abriu um olho e sorriu.
— Eu tava com saudade do seu cuidado. Tava com saudade até do seu sermão.
S/N baixou o olhar. E logo depois o beijo veio.
Um beijo que dizia "finalmente". Que dizia "você voltou pra mim". Que dizia "nunca mais some assim".
Kota segurou o rosto dele com as duas mãos e aprofundou o beijo, lambendo devagar a boca do namorado, puxando o lábio inferior como se fosse dele. E era. Era inteiro.
Mas quando S/N tentou se afastar, Kota foi mais rápido e puxou ele pra sentar no colo.
— Amor... — ele sussurrou, com a boca encostada na orelha de S/N. — Eu lembro do que você falou.
Kota sorriu, aquele sorriso que S/N conhecia tão bem.
— Que eu podia me enfiar em você... depois de você cuidar de mim... lembra?
S/N já sentia a pressão entre as pernas. Kota ainda estava de calça, mas o pau dele estava ali, pressionando a bunda por baixo do moletom fino. Duro. Quente. Faminto.
— Eu me segurei por dias, amor. Dias. Pensando em você. Me tocando no banho, de madrugada, com a mão na boca pra não gemer seu nome. E agora você tá aqui. Sentado no meu colo. Porra...
Ele gemeu baixinho, beijando o pescoço de S/N, esfregando o pau devagar contra ele, fazendo o corpo do menor arrepiar inteiro.
— Você ainda tá machucado... — S/N murmurou, com um arrepio na voz.
— Machucado, sim. Mas com a boca inteira. E o pau funcionando perfeitamente. E a vontade de enfiar ele em você, bem aqui... — ele deslizou a mão pelo meio das coxas do namorado, subindo devagar. — Tá no limite.
S/N fechou os olhos, mordendo o lábio, tentando não ceder tão rápido. Mas os dedos de Kota subindo por dentro do moletom estavam desfazendo cada resistência.
— Você prometeu, amor... — Kota murmurou de novo, voz baixa e quente. — Prometeu que depois de me cuidar... ia dar o cuzinho pra mim. E eu vim lembrando disso o voo inteiro.
S/N soltou um riso abafado, envergonhado, manhoso.
— Você não tem vergonha mesmo, né?
— Tenho sim. Mas tenho mais saudade.
Kota virou o corpo com cuidado, empurrando S/N no sofá, subindo devagar em cima dele, o peso e o calor do corpo conhecido fazendo o menor arrepiar inteiro.
— Eu vou fazer com calma... — ele prometeu, entre beijos. — Mas vou te lembrar de mim com cada estocada.
S/N abriu os olhos, encarando o rosto marcado, suado e ainda assim tão lindo.
O moletom subiu pelas coxas até revelar a pele quente, macia e tão familiar. Kota deslizou os dedos pelas laterais da cintura de S/N, os olhos escurecendo com a visão do corpo nu por baixo da roupa — sem cueca, do jeitinho que ele gostava.
— Porra... — ele murmurou, a voz rasgando no fundo da garganta. — Você queria me matar quando vestiu isso sem nada por baixo?
S/N tentou sorrir, os olhos piscando em nervosismo e tesão. Estava entregue. E ainda assim, tão manhoso.
— Eu só queria ficar confortável...
— Você me faz pensar besteira até quando tá confortável — rosnou Kota, beijando com força a coxa do namorado, depois subindo com a língua quente até a virilha. — Vou lembrar dessa visão quando estiver em outra luta, todo fudido, precisando de força pra levantar.
S/N ia responder, mas o gemido escapou da garganta no mesmo instante que a boca de Kota envolveu o pau dele.
Kota chupava com vontade, como se estivesse se alimentando depois de dias em jejum. A língua circulava a cabeça sensível, depois descia pelo tronco do pau, indo até as bolas, onde ele beijava e chupava com força, lambendo devagar.
— Kota...! — S/N gemeu, o corpo tremendo embaixo dele. — Ai... tá muito... sensível...
— Eu quero você sensível mesmo — ele murmurou, os olhos fixos nos do namorado. — Quero que lembre de mim o dia inteiro, amanhã. Quando andar, quando sentar, quando se tocar... Vai lembrar que eu voltei pra te foder.
A língua desceu mais. Kota afastou as pernas de S/N, expondo o cuzinho rosado, todo fechadinho, chamando por ele.
Sem perder tempo, lambeu ali com força.
S/N soltou um grito abafado, levando a mão à boca.
— Kota! Ai... ai, amor...
Kota gemia contra a pele dele, a língua cavando o centro com fome, saliva escorrendo. Ele lambia, chupava, mordia de leve, como se estivesse viciado naquele gosto.
Logo depois, sem nem avisar, um dedo entrou.
— Um dedo... já? Espera...! — ele gemeu, a voz fina, toda entregue.
— Você já tá molhadinho, amor. Já me quer, né? — Kota enfiava o dedo devagar, curvando ele lá dentro, sentindo o aperto. — Porra... senti tanta falta disso aqui...
S/N choramingava manhoso, os olhos marejando, as pernas tremendo. Ele se agarrava às costas do lutador, gemendo baixinho, cada vez que os dedos se mexiam lá dentro.
Aquela frase fez o coração do lutador parar por um segundo.
Ele tirou os dedos com cuidado, subiu por cima do corpo do namorado e tirou a própria calça de uma vez, o pau grosso e pulsante batendo na barriga.
— Eu vou entrar devagar... — prometeu, os olhos fixos nos de S/N. — Mas vou entrar fundo, amor. Até você lembrar que é meu.
Segurou as pernas dele, puxando-as pra cima, deixando o cuzinho bem exposto. A visão ali na frente era linda demais, íntima demais, desesperadora demais.
— Olha como você tá me esperando... — ele gemeu, passando a cabeça do pau ali, só esfregando devagar. — Porra, você nasceu pra mim...
S/N gritou baixinho, os olhos se apertando, o corpo se curvando todo embaixo dele.
— Kota...! Ah... ahh... tá entrando...
— Isso, amor... abre pra mim... — ele dizia, a voz carregada de tesão e carinho bruto. — Me deixa entrar... todo.
O pau de Kota afundava centímetro por centímetro até estar inteiro dentro de S/N. Apertado, quente, molhado... Era um paraíso.
Ele segurou as coxas do namorado pra cima, encaixando melhor, e começou a se mover. Primeiro lento. Depois com mais ritmo. Cada estocada fazia os olhos de S/N se revirarem.
— Ai... ai Kota... tá muito fundo...! — ele gemia, manhoso, as lágrimas caindo dos cantos dos olhos.
— Chora pra mim, amor... — Kota dizia, o quadril batendo forte, os músculos tremendo com o esforço. — Sua carinha assim me faz querer gozar agora... mas eu vou segurar. Vou foder você até o fim.
Cada vez que ele estocava, sentia o cuzinho apertar mais. A visão de S/N todo manhoso, gemendo, segurando nos ombros dele, arrepiava o corpo inteiro.
— Mais... — S/N implorava, já sem vergonha. — Mais forte...! Kota... me fode, por favor...
— Eu vou te dar tudo. Tudo, amor. Até o último segundo da minha força.
Ele acelerou os movimentos, agora socando fundo, com força, os quadris batendo com estalos altos. As coxas de S/N estavam marcadas de onde ele segurava, os gemidos enchiam a sala.
Kota beijava o rosto, a boca, o pescoço, enquanto metia forte. O suor escorria do corpo dele, a testa colada na do namorado.
— Eu te amo — ele murmurou, gemendo alto. — Te amo tanto que dói.
E S/N, entre gemidos, respondeu.
— Eu também... ah... Kota... vem... dentro...
Estocou mais três vezes, com força, até gozar fundo, bem lá dentro, com um gemido rouco e alto. S/N sentiu tudo. O calor, a pulsada do pau dele, o corpo inteiro tremendo.
Caíram juntos no sofá. Cansados. Molhados. Felizes.
Kota ainda dentro, sem querer sair.
— Posso ficar aqui? — ele murmurou, manhoso. — Só mais um pouquinho... deixa eu viver dentro de você.
S/N riu baixinho, acariciando os cabelos dele.
— Pode, amor... pode tudo.