1 aninho.
Deu vontade de escrever em relação à isso, mas não sei se será um texto muito fofinho ou emperequetado, não venho aqui com nenhuma intenção a não ser dissertar um pouco sobre o marco de um ano. Na minha sincera opinão é um marco esquisito, mas não em um sentindo ruim, obviamente, não estaria aqui se fosse assim, é curioso... somos uma icógnita... e por mais que uma icógnita seja uma resposta determinada dentro de um problema matématico ela ainda possuí seu caráter enigmático, ainda não é uma certeza por mais que ela possa vir a ser. Essa foi profunda, ne? Senti aqui também.
E bem comemoramos ou damos importância para datas que são certas em nossas vidas, por mais que caiba muita discussão nesse tópico (minha mente já rodopiou por aqui querendo me contrariar) mas não vem ao caso, é algo pontual, é algo certo, como a certeza que nasceu em determinado dia, ou a certeza do dia em que conheceu o melhor amigo, ou a data que você casou com a pessoa que escolheu. O dia 14/09 é uma data certa, ela atende muitos requisitos e possuí grande relevância para toda uma história que está sendo construída, e acho que grande parte do ponto é esse o “estar sendo”, não que nenhuma outra data não construa mais “algo”, é claro que tudo tende a se estender, principalmente quando você comemora aquilo, é o intuito, ser grato por ter chegado a tanto e almejar que não pare ali, que apenas perpetue. E é por isso que sinto essa ânsia de não deixar passar em branco, de ser uma data ao menos destacada, com alguma coisinha para ser lembrada, contudo mesmo sendo uma data certa ainda tem muita água pra rolar nessa cachoeira.
Hoje faz um ano que conheço o Felipe, um ano desde o match no Tinder e o “oi, gata” e cá estamos, construindo toda uma história nesses 365 dias, olhar para o início me deixa maravilhada, nunca em um milhão de anos eu teria apostado alguma ficha que seria tanto, mesmo com as conversas incessantes e vultosas, a inteligência e perspicácia, o encantamento e divertimento, um conjunto e tanto de habilidades e atribuições, ainda assim, mesmo que em alguns momentos no começo eu chegasse a imaginar a possibilidade ou passasse a ideia vez ou outra em minha mente sobre sermos um casal, não achei que vingaria tanto, que seria tão intenso, que seria tão importante, mas foi tudo isso e muito mais.
Foi um ano bem instável, não houve uma constante na relação, com exceção da nossa amizade que só se desenvolveu ao longo de tudo, mas nas questões de frequência, comprometimento, importância e sentimentos, é nítida toda a variação que sofreram e ainda há a possibilidade dessa variação toda retornar, por isso a reticência em relação a comemorar ou não a data, uma icógnita, lembra? Mas tudo bem, foi um ano insano, rolou muita coisa entre nós dois e ainda mais coisas fora disso o que torna as coisas mais intrigantes.
Intrigante é uma palavra bem precisa quando busco definir um pouco minha relação com o Felipe, a construção dela é inteiramente intrigante, pegando o começo quando ambos tinham muito interesse mútuo, mas não o suficiente para resultar em algo a mais, depois um pequeno desinteresse na relação ao focarmos mais em outras pessoas e outros objetivos, sempre mantendo os filmes no meio até os interesses convergirem novamente, o legal foi que em nenhum momento ocorreu algo que colocasse em risco a amizade em si, mas o extra dela foi colocado em cheque umas boas vezes, seja no caso do Hiro, que levei um lindo “não gosto de você assim” no meio da fuça, seja no caso de ter decepcionado ele no lance com o Thiago, ou num dia que ele me desmotivou a amá-lo, foram pequenas coisas, momentos ou frases, mas existiram e por mais que eu odeie lembrar delas sei que é necessário, sem contar os momentos em que eu estava apaixonada por outro e as várias paixões que ele teve por outras, e mesmo assim cá estamos.
A sensação é de sonhar acordada, as vezes não acredito que cheguei nesse marco com ele, e olha que nem estamos namorando, desde o início ele sempre foi demais, muito lindo, muito inteligente, muito engraçado, muito original, muito pegador, sabe... ele me lembra demais aqueles caras das fanfics que eu lia, não tinha um maldito defeito, só o der ser pegador e na maioria das vezes frio por conta de algum passado obscuro, e ele se encaixa com perfeição em toda a descrição, era algo que eu achava engraçado, ter encontrado essa definição em carne e osso, até então eram histórias, raramente descrições em livros se tornam reais e o Felipe se tornou o “meu cara ideal”, conforme as fanfics, mas como todo bom cara fanfic existiam as impossibilidades... com ele era sempre a pegação na frente, foi o que mais notei ao longo de todas as conversas que tivemos, pegação e beleza, diante de tudo que fui conhecendo, acreditei piamente que teríamos essa amizade pra sempre e a pegação iria se desenrolar até algum de nós começar a namorar. Engraçado... mesmo sonhando com a possibilidade de namorar ele, as vezes como hipótese outras como vontade, nunca me dei conta que poderia vir a ser real algum dia, sempre ficava no mundo das ideias, não achava que minha beleza condizia com o conceito de beleza pra ele, fora o lance dele ser pegador e nunca ter demonstrado o menor interesse em namoro em um âmbito geral.
Chegar até aqui olhando para trás é realmente inesperado, foi a primeira vez que construí algo com alguém antes de declarar como namoro, foi a primeira vez que amei alguém antes de se tornar um namoro, ele tem algumas primeiras vezes minhas, então é um território novo para mim em alguns aspectos, tanto que em alguns momentos eu não soube lidar com isso da melhor maneira, como na demora para apresentá-lo aos meus amigos, a demora para falar da existência dele com as meninas, precisar entender como funcionava amá-lo e desejá-lo com aquela certeza de que eu não passaria de uma ficante e ver que eu passei dessa “fase” é algo bem impressionante, ouso dizer.
Sei que é só uma data de conhecimento e tudo o mais, tem apenas uns 2 meses (começou a contar oficial no dia 06/07, mas já tinha umas 3 semanas que só ficavamos um com o outro, com exceção da saída com a Samara) que estamos ficando sério e que não é nada lá muito concreto, ainda existem variavéis que podem fazer tudo retroagir, mas ainda assim... significa algo para mim, mesmo existindo todas essas circunstâncias, eu realmente desejo ele, eu realmente tenho a intenção de mantê-lo tanto no meu presente quanto no meu futuro e talvez eu não passe de uma boba apaixonada ao dar importância para uma data assim, mas não me importa, no fundo estou colocando em primeiro lugar o meu querer, e eu quero que isso dê certo, eu realmente quero, então não vou tentar ser recatada quanto aos meus sentimentos, só vou expressar toda a importância que as coisas realmente significam para mim e hoje é um dia importante, quero muito ler esse texto daqui uns 10 anos e poder rir ao lado dele sobre tudo isso, lembrando como foi a origem, imagina só encontrar no Tinder o amor para a sua vida? Bem típico de história de fanfic mesmo.
Eu amo você, Felipe, não faz um ano que te amo, mas faz um ano de construção desse amor e é de longe o sentimento mais intenso que já vivenciei até hoje.













