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Coincidências do dia .. a gente aqui na pinacoteca .. e o Borba Gato queimando em SP … racistas não passaram .. grande dia .. prontos para a 24J #racistasnãopassarão #fascistasnãopassarão #escravocratasnãopassarão #fogonosracistas #exposicaofotografica #fotografia #maluornelas #exposicaocoletiva #afrodescendente #photography #vidasnegrasimportam #arte #movimentonegro #blackpower #direitoshumanos #igualdaderacial #racismoécrime #ihavedream #forabolsonaro #elenão (em Pinacoteca Fórum das Artes) https://www.instagram.com/p/CRus7y2LVg4/?utm_medium=tumblr
Levante-se, o mundo está dormindo, se não acordarem, muitos mais terão a noite mais escura de suas vidas. #levantese #levantar #direitos #empoderamento #direitosiguais #equidade #amarras #liberdade #feminismo #negro #igualdaderacial #racismo #força #luta #garra #liberty #chain #freedom #resiliencia #reflexão #aprenda #valorize #aprendaavalorizar https://www.instagram.com/p/CFkScLvHFHN/?igshid=gl66a0gy9cu1
Igualdade
Da Dor da pele negra
Foram Sangue a ser derramado
Da escravidão brasileira, o suor é manchado
A população moderna denegrida pelo sangue
de seus ancestrais,
O povo negro firma o pé, eles precisam é de axé
Como é linda a cultura afro, como é lindo meu asé
Meu coração sangra negro pelos ancestrais pretos
Pelo meu amor ao povo negro levanto a bandeira da paz,
que pai Oxalá derrame bençãos para cada coração suicida.
Da minha pele clara, não me levem a mal me aceitem como igual,
Privilégios eu não tive o governo não me deu, o chute que vocês
levaram eu sinto como meu,
Me aceitem por favor, eu sou branca de periferia
Aceitem meu amor.
-Queila Domingos
Mulheres negras marcham hoje em Brasília por reparação e bem-viver
Expectativa é reunir 1 milhão de pessoas Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil Publicado em 25/11/2025 - 06:42 Brasília Versão em áudio
Reprodução: © Rovena Rosa/Agência Brasil Caravanas de diversas partes do país vão ocupar, nesta terça-feira (25), a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para a 2ª Marcha das Mulheres Negras, com o tema “por Reparação e Bem Viver.” A expectativa é reunir 1 milhão de pessoas.
Organizada pelo Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras, a mobilização nacional busca colocar em pauta os direitos básicos desse segmento da população - como moradia, emprego, segurança -, mas também por uma vida digna, livre de violência e por ações de reparação. A jornada faz parte da programação da Semana por Reparação e Bem-Viver, de 20 a 26 de novembro, na capital federal, marcada por debates, atividades e apresentações culturais para exaltar o protagonismo das mulheres negras em todo o país.
Segunda edição
A nova edição da Marcha das Mulheres Negras é realizada no mês em que é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro.
Reprodução: Marcha de Mulheres Negras 2025 ocorre nesta terça-feira (25) em Brasília - Foto Divulgação O evento ocorre dez anos depois da primeira marcha, em 18 de novembro de 2015, quando mais de 100 mil mulheres negras do Brasil marcharam em Brasília contra o racismo, a violência contra a juventude negra, a violência doméstica e o feminicídio, que vitimam essas mulheres, e pelo bem viver, rejeitando a mera sobrevivência. Neste ano, as mulheres negras vão marchar pela promoção de mobilidade social, considerando os danos deixados pela escravidão através de séculos, que se tornaram obstáculos ao desenvolvimento econômico dessa população.
Programação
A programação oficial da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, nesta terça-feira (25), tem início às 9h, com concentração no Museu da República, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. No mesmo local, haverá uma roda de capoeira e cortejo de berimbaus. Às 9h também, o Congresso Nacional realizará sessão solene em comemoração à Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver, no plenário da Câmara. Por volta das 11h, está agendada a saída da marcha pela Esplanada dos Ministérios. O jingle oficial da marcha, que promete embalar as mulheres na caminhada rumo ao gramado do Congresso Nacional, já está no ar. com a frase “Mete marcha negona rumo ao infinito. Bote a base, solte o grito! Bem-viver é a nossa potência, é a nossa busca, é reparação!” Às 16h, o público poderá conferir os shows de artistas que representam a diversidade da produção cultural negra no Brasil. As cantoras são engajadas com as pautas da temática da negritude, do antirracismo e do feminismo. São elas: Larissa Luz, Luanna Hansen, Ebony, Prethaís, Célia Sampaio e Núbia.
Espaço de articulação
A marcha de 2025 ultrapassa as fronteiras do Brasil. Para fortalecer a articulação global, a manifestação reunirá mulheres negras em diáspora (imigração forçada de africanos), e do continente africano, comprometidas com a construção de um futuro livre das violências impostas pelo racismo, pelo colonialismo e pelo patriarcado.
Reprodução: Saída dos ônibus com mulheres de São Paulo para participar da Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Foto Rovena Rosa/Agência Brasil Lideranças negras do Equador estão em Brasília para participar da Marcha de 2025. O objetivo é, de acordo com o grupo equatoriano, aprofundar e visibilizar as lutas das mulheres afrolatinas, afrocaribenhas e da diáspora. Elas estão focadas no fortalecimento da articulação regional e global das mulheres negras, na recuperação da memória e visibilidade das mulheres afrolatinas em todos os níveis e no fortalecimento político, por meio do posicionamento coletivo dos direitos das mulheres. A ativista de San Lorenzo (Equador) e membro da Confederação Comarca Afro-equatoriana do Norte de Esmeraldas (Cane), Ines Morales Lastra, explica que elas defendem os direitos coletivos e dos territórios ancestrais do povo afro-equatoriano e que viajaram a Brasília para somar na luta feminina. “Marcharemos para ecoar a firmeza de nossa voz e nossas demandas, porque são nossas as vozes de nossas avós.”
Lélia Gonzalez
Quem também participará da 2ª Marcha das Mulheres Negras é Melina de Lima, neta da antropóloga Lélia Gonzalez, falecida em 1994, aos 59 anos. No último dia 10, Melina esteve em Brasília para receber, em nome de Lélia Gonzalez, o título de Doutora Honoris Causa concedido pela Universidade de Brasília. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado. A ativista é referência nos estudos e debates de gênero, raça e classe no Brasil, na América Latina e no mundo. Ela é considerada uma das principais autoras do feminismo negro no país e foi a criadora de conceitos como “amefricanidade” e “pretuguês”. "Amefricanidade" é um conceito que se refere à condição dos povos negros nas Américas, unindo ancestralidades africanas e ameríndias para descrever uma identidade política e cultural específica. O termo questiona a dominação colonial e o racismo que persistem após a escravidão, O "Pretuguês" é o termo para descrever as influências das línguas africanas na língua portuguesa falada no Brasil. Atualmente, Melina de Lima é diretora de educação e cultura do Instituto Memorial Lélia Gonzalez e cofundadora do projeto Lélia Gonzalez Vive.
Meninas e mulheres negras
As meninas e mulheres negras são o maior grupo populacional do país.
Reprodução: Mulheres embarcam em ônibus no Rio de Janeiro para participar, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras - Foto Tomaz Silva/Agência Brasil De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), elas somam 60,6 milhões de pessoas, divididas entre pretas (11,30 milhões) e pardas (49,30 milhões). O total corresponde a cerca de 28% da população geral do país. Confira aqui a programação oficial da 2ª Marcha das Mulheres Negras e da Semana por Reparação e Bem-Viver, que vai até quarta-feira (26). Edição: Graça Adjuto

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Um quarto dos municípios tem estrutura de promoção da igualdade racial
Entre os estados, 100% criaram secretarias ou órgãos com esse fim Alana Gandra - repórter da Agência Brasil Publicado em 31/10/2025 - 10:03 Rio de Janeiro Versão em áudio
Reprodução: © Fernando Frazão/Agência Brasil Enquanto todas as unidades da Federação dispunham de estrutura operacional para tratar da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial no ano passado, apenas 1.331 municípios (24% do total) estavam preparados para isso. Os dados constam nas pesquisas de Informações Básicas Estaduais (Estadic) e Municipais (Munic), divulgadas nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Região Sul do país apresentava a menor proporção de cidades com estrutura (15,4%), e a Nordeste, a maior (32,2%). A gerente de Pesquisas de Indicadores Sociais do IBGE, Vânia Pacheco, afirmou à Agência Brasil que o que se percebe é que, embora o número de municípios com estrutura para tratar da política de igualdade racial não seja tão expressivo, “a gente já tem no país estados e municípios se dedicando à estrutura, políticas e programas voltados para a política de igualdade racial, preocupados com o tema, para que ele esteja presente na gestão”. No ano passado, somente nos estados do Maranhão, Ceará e Bahia, a política de igualdade racial era tratada por secretarias exclusivas. Já no Paraná, Pará e Rio Grande do Norte, o tema era trabalhado por secretarias em conjunto, ou seja, com várias políticas dentro da mesma secretaria, como uma secretaria de direitos humanos e igualdade racial, por exemplo. “Na verdade, a política de igualdade racial é transversal a todas as outras políticas públicas vigentes, como educação, saúde, transportes, habitação, direitos humanos, assistência social. Em todas essas políticas públicas, você enxerga o traço da política pública de igualdade racial. Quando a gente fala que, em 2024, eram 1.331 municípios com estrutura para tratar dessa política, é pouco”, admitiu a pesquisadora do IBGE. Ela destacou, porém, que a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial, como política pública, é relativamente nova no Brasil, e por isso, considerou que já é um bom sinal ter 1.331 municípios que possuem na sua estrutura organizacional um espaço específico para tratar desse assunto. “Isso leva tempo. A mesma coisa ocorreu com a política pública de assistência social”, lembrou. “É a mesma coisa com a igualdade racial. É um trabalho de formiguinha a construção de uma política pública. Para ela ser plantada, organizada e trabalhada, leva tempo”. Além disso, na análise de Vânia Pacheco, o fato de ser ainda um número reduzido não quer dizer que aquele município não trata nada de igualdade racial. “Ele trata disso dentro da assistência social, dentro da educação, dentro da saúde negra, dentro da saúde. Mas estrutura leva um tempo para que se apresente em todos os municípios”.
Reprodução: Pessoas participam da Marcha das Mulheres Negras em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Gestores
Entre os gestores de igualdade racial nos estados, a maioria era branca em 11 unidades federativas, preta em nove e parda em cinco. Na maioria dos estados (20), os gestores eram do sexo feminino. Somente um gestor se declarou quilombola, no Maranhão. Já sobre os 1.331 municípios que declararam possuir órgão gestor da igualdade racial, em 982 (73,8%) os gestores eram mulheres e, em 348 (26,1%), eram homens. Nos municípios, 102 disseram ser quilombola ou pertencente a um povo de comunidade tradicional de matriz africana ou povo de terreiro, dos quais 60 se encontravam na Região Nordeste. Segundo Vânia, a maior presença de gestores negros, indígenas, quilombolas, ciganos ou de comunidades tradicionais leva um tempo também para ser construída.
Órgão gestor
A Estadic mostra que em todas as 27 unidades federativas, o órgão gestor da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial tinha programas e ações para a população negra e para povos e comunidades tradicionais de matriz africana ou povos de terreiros. Em alguns estados, entretanto, ciganos, indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais não foram contemplados por esses programas e ações. Entre os municípios, 1.061 (79,7%) possuíam órgão gestor da política de promoção da igualdade racial. O Plano Municipal de Igualdade Racial estava presente em 133 municipalidades (2,4% do total). Por grandes regiões, a menor proporção de cidades com plano desse tipo foi encontrada no Sul do país (1,6%), e a maior, no Nordeste (2,9%). Isso ainda é o reflexo da política de igualdade racial, que é nova no país, reforçou Vânia Pacheco. Entre os estados, somente o Rio Grande do Norte e o Paraná tinham Fundo de Igualdade Racial no ano passado, cuja origem dos recursos orçamentários era o próprio estado. Em seis unidades da Federação, as verbas com essa destinação eram oriundas da União ou de entidades privadas. Já entre as 149 cidades com fundo, o Conselho Municipal de Igualdade Racial respondia pela gestão orçamentária do fundo em 102 municípios, enquanto em 97 os recursos orçamentários eram próprios da localidade e, em 79, o fundo recebia recursos orçamentários e de outras fontes.
Reprodução: Mães e familiares de jovens negros mortos por policiais protestam contra a violência com ativistas da Anistia Internacional em frente à Igreja da Candelária Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
Denúncias
Dentre os 24 estados que possuíam estrutura para receber, registrar e acompanhar denúncias de violação de direitos étnico-raciais em 2024, os órgãos mais citados foram a ouvidoria de direitos humanos e os conselhos ou comissões de cidadania, informados por 14 unidades federativas. Já o Acre, Tocantins e Sergipe relataram não ter estrutura para receber esse tipo de denúncia. Considerando os 1.775 municípios (32%) com órgão responsável por receber, registrar e acompanhar denúncias de violação de direitos étnico-raciais, o órgão mais citado por 1.458 cidades foi o serviço de assistência social, seguido de conselhos, comitês e comissões de cidadania, apontados por 291 municípios. Das 1.775 cidades, a maior parte, ou o equivalente a 35,3%, estavam localizados na Região Centro-Oeste, seguida da Nordeste (33,7%) e Sudeste (32,7%). A gerente de Pesquisas de Indicadores Sociais do IBGE explicou que os canais existentes não recebem somente denúncias de igualdade racial. “Eles começam como um canal de recebimento de denúncias de direitos humanos, qualquer tipo de denúncia. Com o crescimento da política de igualdade racial e, também, com o crescimento da conscientização das pessoas de que racismo é crime, isso se torna mais presente nesses canais de denúncia. Então, é natural que um número maior de municípios tenha mais canais para recebimento de denúncias também de igualdade racial”.
Políticas e programas
Foram investigados 19 programas ou políticas voltadas à igualdade racial. A Estadic mostra que enquanto Rondônia não desenvolveu nenhuma das políticas ou programas enumerados, os estados da Bahia e Espírito Santo realizaram sua totalidade. Já o número de municipalidades que não desenvolveu nenhuma política ou programa de igualdade racial surpreendeu os pesquisadores, somando 3.591. “Não é porque o estado faça que os municípios vão fazer”, disse Vânia, que destacou que os municípios tratam também de outras coisas e não só do tema da igualdade racial em seus programas.
Reserva de vagas
As pesquisas revelam ainda que 2.483 municípios realizaram concurso nos últimos 24 meses para a administração direta, mas somente 686, ou 27,6% dos que realizaram concurso, disseram ter vagas para negros, quilombolas, indígenas e ciganos. Em 569, a reserva de vaga era apenas para pessoas negras. Já em 48 municipalidades, havia reserva de vagas para quilombolas; em 105, para indígenas; e em 11, para ciganos. Oito estados não previram reserva de vagas para essas populações, e 14 fizeram reserva de vagas em seus concursos. “É uma construção que vem sendo feita. É pouco, mas já é um sinal de que alguns municípios já estão tratando como política, já têm estrutura, pensam na questão das reservas de vagas, assim como estados”. Confira as informações sobre a pesquisa em reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil Edição: Vinicius Lisboa
Reunião ocorreu na Casa dos Conselhos, em Porto VelhoO Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) realizou reunião na manhã da última quinta-feira (31), na Casa dos Conselhos, quando elegeu a mesa diretora e definiu o cronograma de reuniões, observando o Decreto nº 19.181 de 25 de julho de 2023 que dispõe sobre a nomeação dos membros do Poder Executivo Municipal e Sociedade Civil do Compir - Biênio 2023/2025.Por meio da Resolução nº 31 de agosto de 2023 que dispõe sobre a nomeação dos membros para compor a mesa diretora, o Compir, no uso de suas atribuições conferidas pela Lei Complementar Municipal nº 534 de 15 de maio de 2014; Lei Complementar Municipal nº 798 de 20 de dezembro de 2019 e pela Lei Complementar Municipal nº 911 de 18 de agosto de 2023, nomeou os membros da mesa diretora para o período de dois anos, ficando assim definida:Presidente - Vitor Martins Noé (representante Sociedade Civil) da Associação Esportiva Barra Vento; vice-presidente - Elsie Winte Shockness (Representante Governamental) da Secretaria Municipal de Assistência Social e Família (Semasf); 1ª Secretária Pâmela Roberta R. de Souza (Representante da Sociedade Civil) da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rondônia (OAB/RO); 2º Secretário - Edivan Alves da Costa Kaxarari (Representante Sociedade Civil) Associação da Comunidade Indígena Kaxarari da Pedreira.O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial aprovou o cronograma de reuniões ordinárias nas seguintes datas: setembro - 14/09/2023; outubro - 19/10/2023; novembro - 09/11/2023 e dezembro - 14/12/2023.Elsie Shockness, vice-presente do Compir, disse ser muito importante a atuação do Conselho na construção e implementação de políticas públicas e ações afirmativas, na promoção da igualdade racial e na desconstrução do preconceito no âmbito do estado, no aspecto econômico, financeiro, social, político e cultural.Texto: Adaides Batista Foto: SemasfSuperintendência Municipal de Comunicação (SMC)Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
Governo concede títulos a territórios quilombolas em Minas e Sergipe
Reprodução: © Rovena Rosa/Agência Brasil Medida compõe pacote anunciado em dia contra discriminação racial Publicado em 21/03/2023 - 08:02 Por Agência Brasil - Brasília ouvir: Nesta terça-feira (21), quando é celebrado o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o governo federal anunciará sete medidas para promoção da igualdade racial no país. Dentre elas, está a titulação de três áreas quilombolas que aguardam há duas décadas pela regularização: Brejo dos Crioulos (MG), Lagoa dos Campinhos (SE) e Serra da Guia (SE). Além disso, o governo também formulará ações de combate à violência contra religiões de matriz africana e criará um programa de proteção aos jovens negros.
A data marca também os 20 anos de criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), primeiro órgão com status de ministério voltado para a questão racial no Brasil, fundada em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No atual mandato, foi criado o Ministério da Igualdade Racial. Em publicação nas redes sociais, nesta manhã, Lula destacou que não deve existir espaço para a intolerância em espaços democráticos. As medidas serão anunciadas às 15h pelo presidente Lula, acompanhado da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e demais ministros, no Palácio do Planalto. O evento será transmitido pela TV Brasil. O pacote de ações envolve titulação de áreas quilombolas e criação de grupos de trabalho para ampliar o acesso de estudantes negros a universidades, reduzir assassinatos de jovens negros e valorizar a cultura afro-brasileira.
Veja abaixo as medidas:
Quilombolas - O presidente Lula irá assinar a titulação de três áreas quilombolas que aguardam há duas décadas pela regularização: Brejo dos Crioulos (MG), Lagoa dos Campinhos (SE) e Serra da Guia (SE). Será anunciado o programa Aquilomba Brasil, que irá promover os direitos dos povos quilombolas à terra, inclusão produtiva, qualidade de vida, desenvolvimento local e cidadania. Estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas sejam quilombolas. Acesso a universidade - Decreto irá criar grupo interministerial para elaboração do Programa Nacional de Ações Afirmativas, que tem como objetivo ampliar o acesso e a permanência de estudantes negros em cursos de graduação e pós-graduação, além de estabelecer reservas de vagas em órgãos públicos. Redução de homicídios - Decreto prevê grupo de trabalho para criação do Plano Juventude Negra Viva, que visa reduzir o número de assassinatos, desigualdades e vulnerabilidades sociais entre jovens negros de 15 a 29 anos. Cais do Valongo - Criação de um centro no local para valorização da herança africana. Pelo Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro e patrimônio histórico da humanidade, passaram mais de um milhão de escravizados. Combate ao racismo religioso - Formulação de ações de combate à violência em relação às religiões de matriz africana e povos de terreiro. No total, o grupo de trabalho terá representantes de 13 órgãos e de nove organizações da sociedade civil. Matéria alterada às 8h16 para incluir declaração do presidente Lula nas redes sociais. Edição: Aline Leal
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