O ElĂsio Ă© uma crença largamente respeitara, a noção de um local neutro, onde todos os vampiros daquela área pudessem se encontrar em segurança para propĂłsitos mais pacĂficos se foi com a era Romana. As mudanças na sociedade mortal, particularmente no “bárbaro” norte da Europa, contribuĂram muito para esse fato, mas na verdade, poucos Cainitas tĂŞm tempo para essas amenidades. Os encontros entre vampiros sĂŁo geralmente tensos, onde os negĂłcios sĂŁo a verdadeira preocupação, e nĂŁo as cerimĂ´nias ritualĂsticas de honrarias e diplomacia.
As cidades abençoadas com noites longas e quentes, como as cidades-estado italianas ou Constantinopla, ainda cultivam o ElĂsio. Os anciões da cidade se encontram periodicamente para se entreter com muitos dos prazeres compartilhados pelo rebanho, incluindo discussões sobre arte, filosofia e cultura. A violĂŞncia fĂsica nĂŁo Ă© bem vista, e qualquer um disposto a resolver uma disputa Ă© convidado a se retirar. O ElĂsio Ă© visto pelos vampiros mais jovens como um ritual antiquado, sĂmbolo de um tempo passado, mas os anciões tradicionalistas insistem que somente atravĂ©s desses eventos os vampiros conseguem permanecer “civilizados”, e acima das criaturas baixas que existem unicamente para a sobrevivĂŞncia.
Mas mesmo com essas amenidades, a idade azeda o paladar, e muitos anciões antigos, em sua busca por novas diversões, afundaram-se no excesso e na boĂŞmia dos ElĂsios. Mortais desafortunados sĂŁo selecionados como aperitivos, de acordo com a sua “safra”. Alguns anciões encenam atos de paixĂŁo pavorosos, numa sátira Ă Igreja e Ă sociedade mortal. Alguns deles decaĂram tanto que chocariam atĂ© mesmo os mais pervertidos, torturando Lupinos ou forçando Escravos e mortais Dominados a realizarem tableaux vivantsÂą. Os vampiros mais jovens comentam sobre a perversĂŁo dos anciões que presenciaram nesses ElĂsios; e o sadismo selvagem e quase frenesi dos anciões normalmente estáveis aterroriza muitos deles ao ponto de tomarem uma atitude.
 ¹Tableaux vivants: Tableau vivant (pintura viva) é uma expressão Francesa para definir a representação por um grupo de atores ou modelos de uma obra pictórica preexistente ou inédita. O plural é tableaux vivants.
 [Livro A Idade das Trevas, pág. 42]