[esse é um conto original meu, que escrevi há algum tempo atrás no meu outro blog, @tertuliaeinsonia] Repostando aqui.
— Oi! — A Senhoria M. disse ao rapaz, ela era uma mulher de olhar muito profundo.
— Oi… — respondeu o homem que estava desajeitado, tímido. A Senhoria M. sentia o cheiro do seu nervosismo.
Sem dizer mais nada, os dois seguiram pela estrada. Eles se conheciam há muitos anos, desde a época do ensino fundamental, mas nunca haviam interagido mais intimamente. Por capricho do destino, porém, justo hoje, decidiram sair para se conhecer melhor. Estavam flertando há dias.
— Está nervoso? — a Senhoria M. perguntou, olhando o rapaz dirigir pela estrada de terra. A tarde estava tão quieta que nem mesmo o vento fazia qualquer som.
— E... eu? Não! — ele tentou disfarçar, com os olhos fixos no trânsito.
Ela sabia que ele estava mentindo.
A Senhoria M. era ousada. Ela gostava de manipular as emoções e os sentimentos das pessoas. Ela sente prazer em dominar e ter o controle dos próximos passos de alguém. Ela fica excitada imaginando as possibilidades. A Senhoria M. queria ter uma noite agradável, mas a partir daquele momento ficou tão empolgada, tão excitada, que mudou de ideia.
Ela tirou o cinto de segurança. Com a mão esquerda tocou a coxa do parceiro. Olhou para ele.
— Encosta o carro? — ela pediu, mas com um tom autoritário que não assumiria uma resposta negativa.
— Mas aqui? No meio do nada? Por quê?! — o menino estava ansioso, tentou relutar.
Ela se aproximou de seu ouvido. Sua mão escorregou até a virilha dele.
— Me obedece — ela sussurrou, arfando em sua orelha.
O carro desacelerou bruscamente. No acostamento da estrada, ele ligou o alerta e olhou para Senhoria M. Seus olhos estavam perdidos, mas o olhar dela era extremamente malvado e concentrado.
Ela era ousada. A mãos na virilha esfregou duas, três, quatro vezes. O garoto se encolhia no banco do motorista, desajeitado pelo cinto de segurança e cada vez mais acoado com a postura matadora da Senhoria M.
Ela tinha as bochechas naturalmente rosadas, mas agora, com tanta excitação, seu rosto guardava um rubor sensual impossível de ignorar. O calor daquela noite de outono estava crescendo dentro daquele carro.
— Vamos com calma, M… — ele foi interrompido.
— Shhh! — ela já estava se contorcendo de tesão. — Fica quietinho.
Com o dedo em cima dos lábios, ela pediu o silêncio do rapaz. Debruçou-se entre um banco e outro e beijou seu pescoço devagar. Sua respiração estava cada vez mais profunda, sinal de sua excitação. Seu coração estava começando a pulsar mais rápido, bombeando sangue pelo corpo.
— Me toca! — ela exigiu, levantou sua saia e conduziu a mão do acanhado menino pelas suas curvas, dos seios até o quadril e finalmente na buceta.
A Senhoria M. poderia parecer muito comportada quando queria mas, no fundo, era tão promíscua quanto a própria puta da Lilith (uma garota de programa conhecida na cidade). Era uma súcubo insaciável, uma mulher com desejos ardentes e necessidades gigantes.
Em um lampejo de coragem, o garoto respondeu. Estava cada vez mais retraído no banco de motorista, engolido pelo desejo feminino, mas conseguiu, com um aperto firme, arrancar um gemido gostoso da Senhorita M.
Com a respiração entre cortada, a Senhoria M. já estava enlouquecendo. Nunca ficou tão excitada, tão rápido.
Ela continuou subindo sua mão esquerda até alcançar o cinto do menino. Abriu a fivela com muita destreza e, sem pensar duas vezes, alcançou seu membro.
Segurou com delicadeza, olhando nos olhos do rapaz. Tomado pelo tesão, o casal já não prestava mais atenção aos arredores, nem mesmo nos caminhões que passavam acelerados pela estrada, buzinando violentamente contra o carro parado no acostamento, no meio de uma curva perigosa.
O banco reclinou-se. Ele tirou o cinto de segurança e a Senhoria M. deslizou seu corpo por cima do dele. Aconteceu, então, o primeiro beijo.
E o sabor deles se misturando gradualmente, enquanto as línguas se esfregavam sem parar...
A saia da Senhoria M. já estava levantada. As calças do rapaz também já haviam se afrouxado. Ela se ergueu. Sua calcinha estava encharcada, como poucas vezes estivera. Subiu seu corpo e se encaixou por cima do menino. Colocou uma das mãos em seu pescoço, enquanto a outra ainda segurava seu membro.
— Eu quero que você me coma! — ela disse, explodindo no menino uma adrenalina que nem mesmo ele sabia que tinha.
Já apontada, pronta para penetração, a Senhoria M. empinou a bunda o máximo que conseguiu naquela posição. Com a mão no pescoço do parceiro, apertou, sufocando-o.
Em condições normais qualquer pessoa pediria para parar, mas ela havia despertado nele um desejo incontrolável. Graças a uma injeção de testosterona e adrenalina, ele se manteve ereto e desejoso.
Ela não foi gentil. Sentou por cima dele como nunca havia feito. Talvez você esteja tentando imaginar a cena nesse momento, mas posso garantir que nenhuma palavra nesse mundo conseguiria descrever o que a Senhoria M. e seu parceiro estavam sentindo.
A penetração era tão profunda que o menino tremia. Graças ao peso da Senhoria M. sobre ele, a circulação de sangue para as pernas estava prejudicada, o que lhe deu uma terrível câimbra.
— Me fode! — ela exigiu, apertando mais o seu pescoço.
A Senhoria M. desceu o corpo abruptamente, apenas para que seu parceiro pudesse alcançar os seus seios com a boca. A essa altura nem mesmo ela lembrava quando havia tirado seu sutiã.
Até então ela segurava seus gemidos, mas quando se deu conta que ninguém poderia escutá-los ali, soltou gritos excitados, clamando por mais.
Ela era rápida, mais rápida que qualquer homem naquelas condições poderia aguentar. Vendo o semblante cansado do seu parceiro, a Senhoria M. sabia precisar parar um pouco, para que ele pudesse ao menos respirar.
Mas ela não queria parar.
Sentou mais fundo. Mais rápido.
— Argh! — O menino gritava, respirando com muita dificuldade. A asfixia estava lhe alcançando e a Senhorita M. não tirava as mãos de seu pescoço.
— Vai, vai! — ela rebolava rapidamente. — Vai, me fode!
Normalmente a Senhorita M. não usava um vocabulário tão… explícito, mas estava enlouquecida de tesão.
Quando ela percebeu que o menino realmente não aguentaria mais, parou. Ela se levantou, tirando o membro dele delicadamente de dentro. Foi só então que percebeu o quanto os vidros estavam embaçados.
O suor já escorria pela pele branca dela, mas ela não ligava. Ela queria mais. — Vem! — ela falou pro menino, deixando ele pegar fôlego.
Afastou o banco do passageiro, grudando-o na frente e pulou para o carona. Empinou o máximo que pode o quadril, de costas para ele.
— Enfia em mim… — e dessa vez ela disse quase implorando, com uma voz meiga e extremamente excitante.
Sem palavras, o menino recebeu uma nova injeção de adrenalina. Era impossível ver aquela mulher nua e tão excitada sem quase enlouquecer.
A Senhoria M. tinha uma cintura fina, perfeitamente desenhada. O seu quadril era irresistível e, vista de quatro, nenhum homem conseguiria ignorar.
O menino a segurou por trás, meio desajeitado pelo espaço e pela posição, mas firme o suficiente para penetrá-la de uma vez só.
O chão do carro já estava molhado, cheio das gotas que escorriam daquela mulher.
Para um iniciante até que o garoto estava indo bem. Tinha um membro não tão grande, mas grosso o bastante para a Senhorita M. gemer a cada estocada. Ele ia e voltava sem parar. E fez isso durante longos minutos, empurrando a menina contra a janela do carro e fazendo-a perder o raciocínio.
Enlouquecida, ela levou as mãos até os peitos, apertando. Depois desceu até a cintura, alcançando a bunda. Pegou em cada lado e abriu-a generosamente, implorando por mais.
— Mete mais! — ela suplicou.
E isso foi a gota d’água para o menino. Aquela visão, aquela situação era tão estimulante que ele perdeu o controle por um momento. O corpo parou de responder ao cérebro. Ele só enfiou o mais fundo que conseguiu, o mais rápido que conseguiu.
A Senhoria M. gemeu. Ela sabia ser o momento que ele — nem ela — aguentariam mais.
— Goza em mim! — ela pediu, em tom de súplica.
O rapaz prontamente atendeu, empurrando o mais fundo possível, segurando-a pelo quadril, erguendo suas pernas com uma força que nem sabia ter.
E ambos arfaram, em um grito uníssono.
O garoto estava com as pernas queimando. Nem mesmo uma série de exercício na academia teria lhe feito pior. Caiu para o lado, exausto, completamente esgotado.
A Senhorita M. colocou a mão entre as pernas, esfregando repetidas vezes. Seus pés estavam para o alto, quase acima da cabeça, em uma posição difícil de descrever. Ela se contorceu, tremendo e gemendo, gozando como nunca havia feito na vida.
E a cena ficou assim por vários segundos, em um silêncio fúnebre.
O menino não acreditava no que havia acabado de fazer. Esta foi a melhor e mais inacreditável experiência da vida dele. A Senhoria M. também sonharia com esse dia.
Amigável, ela se aproximou do menino. Respirou fundo, tomando fôlego.
A Senhorita M. queria mais.
Sabia que precisaria excitar o parceiro novamente se quisesse fazer de novo, por isso beijou-o profundamente.
— Você é tão gostoso! — ela também sabia que elogios empolgavam qualquer homem.
Então ela doou os seios para a boca do menino novamente, que não recusou, chupando-os um pouco mais. Ela estava implorando por mais, no entanto, o rapaz ainda não tinha se regenerado.
Delicadamente a Senhorita M. desceu. Beijou o pescoço, o peito e a barriga, até encontrar a virilha e o membro do parceiro. Ela respirou perto dele, uma respiração quente e extremamente provocante. Gradualmente o membro se endurecia. Ela sabia que, mais que o ato, o que provocava de verdade era o olhar, o gesto, a fala… Antes de engolir o falo, pegou-o com as duas mãos, como se encantada pelo tamanho. Lambeu a cabeça em movimentos circulares com a língua. Depois deslizou lentamente até a base, acumulando saliva e enlouquecendo o rapaz, que já estava duro de novo.
Ela tocou em suas bolas com os dedos, e lambeu de novo, de novo e de novo.
A própria Senhorita M. já estava gotejando por fazer isso.
Antes de implorar por mais, ela olhou para ele com o membro na boca, engolindo o máximo que conseguiu. Seus olhos escuros pareciam brilhar de tesão.
O menino estava possuído de prazer a partir dali.
— Me come mais — ela pediu.
Se levantou, ficando de costas e sentando no colo do parceiro. A penetração foi muito mais fácil e rápida que da primeira vez. Encaixados, a Senhorita M. começou a se mover. Não era gentil.
Menos ansioso, o rapaz conseguiu aproveitar melhor dessa vez. Ergueu a bunda empinada da Senhoria M. e decorou bem aquela vista atraente. Ele molhou o polegar com saliva e começou a meter mais rápido.
A Senhorita M. começou a gemer. Gemidos incontroláveis e involuntários.
A verdade é que quando o sexo acontece, os corpos se conectam tão profundamente que é difícil descrever com simples palavras.
Quando a Senhorita M. sentiu o polegar do parceiro entrando por trás, foi como se tomasse um choque forte, que arrepiou da planta dos pés até o alto da cabeça. Vendo que ela havia gostado, o menino enfiou mais fundo.
A bunda dela sacudia sem controle. Era algo profundamente explícito.
— Me bate! — ela precisava de mais para gozar de novo. Apenas a penetração não seria o bastante.
Com boa pegada, o menino acertou um tapa forte na Senhorita M.
O grito dessa vez não foi de prazer, mas sim de dor.
Deu mais um tapa, depois outro. A pele branca da Senhorita M. já estava marcada, vermelha, quase roxa. Um hematoma ficaria ali pelo resto da semana, mas ela não se importava. Queria mais.
— ME BATE! — Ela pediu de novo.
Dessa vez o menino fez diferente. Enquanto ela não parava de rebolar em cima dele, puxou seu cabelo e mordeu seu pescoço.
Nesse momento a Senhorita M. se desmontou.
Nem mesmo ela havia percebido que estava tão perto de gozar de novo.
Suas pernas perderam a força, tremendo sem parar. Ela desabou. Só não caiu no chão porque foi segura pelo parceiro. Ele, no entanto, não havia gozado de novo ainda. E queria mais.
Sensível, a Senhorita M. tentou se desencaixar, tentou se recompor, mas o parceiro aproveitou a fraqueza dela e se impôs mais.
Montou sobre seu quadril como conseguiu, no pouco espaço que tinha.
Meteu. O mais fundo que conseguiu.
A Senhorita M. ainda estava tremendo e sem energias graças ao segundo orgasmo seguido.
E teve o terceiro orgasmo. Quando também o menino gozou.
Sem conseguir articular uma única palavra, a Senhoria M. ficou jogada no banco de trás, enquanto o menino ligou o carro para sair do acostamento.
Depois desse dia eles iriam se reencontrar e tentar repetir tal façanha, mas jamais conseguiram.