Desculpe invadir seu espaço assim, sem mais nem menos. Eu não sei se você vai se irritar comigo ou não, mas é a medida necessária...
Eu precisava de uma forma discreta de comunicação direta contigo, por favor, leia cada palavra escrita com calma e não se esqueça de nada que escreverei aqui...
Desde que te encontrei eu me senti aliviada por ter finalmente esbarrado com alguém que supostamente compreenderia meus pensamentos e sentimentos, por mais que eu estivesse errada, você foi uma pessoa maravilhosa. Correção: Você é uma pessoa maravilhosa.
Meu sumiço será repentino na sua vida, eu sei que talvez você não compreenda, sinceramente, nem eu compreendo direito ainda o porquê de certas atitudes serem tomadas, mas são necessários certos sacrifícios para um bem maior.
Esse bem maior pelo qual luto é pelo seu futuro, pelo meu futuro, pelo futuro de tudo que nós conhecemos, então me perdoe se eu parecer imprudente ou fria.
Eu realmente desejo o melhor pra sua vida.
Infelizmente por ordens e por questão de destino eu não posso contar nada pra você, mas quero deixar algumas pistas pra que você consiga viver melhor.
Infelizmente minha presença pode acabar com nosso futuro, eu não consigo me aguentar quando vejo alguém maltratando-a ou alguém se aproveitando de ti.
Eu preciso me afastar pra não destruir tudo que conhecemos. Eu quero repetir isso inúmeras vezes pra que você tenha certeza que mesmo que você nunca tenha me visto como amiga eu de fato fui sua amiga. Talvez sua única amiga. Não quero julgar como tenho feito, mas eu realmente acredito nisso, e perdoe minha prepotência ao afirmar tal coisa.
Então por uma última vez eu repito: Meu afastamento é para o seu própro bem.
Tudo que lhe acontece tem que acontecer.
Tudo que acontece é atraído para ti por conta de sua região de nascença.
Seres evoluídos, sabe?
Você nunca parou pra pensar que parece possuir um magnetismo estranho para problemas?
Pois bem, não são só ondas de azar ou coincidência, até porque isso de azar e sorte não existe de fato.
De forma simples: Existem dimensões paralelas a essa. É como se você pegasse uma folha de papel e colocasse sobre outra.
A folha de cima seria este plano e a de baixo seria outro plano, paralelo a este. Seu mundo de origem, assim como você, está "entre" essas dimensões.
Logo, você acaba servindo como uma espécie de imã para coisas que não são comuns neste plano. Como você possui uma "frequência", mais próxima a essas coisas consideradas anormais por esta realidade, elas acabam sendo atraídas por você.
Resumidamente, é como se você fosse um buraco entre esses planos e o outro lado usa você para puxar as coisas "estranhas" de volta para o lado de lá. Mas como você não é de fato um portal, eles acabam somente ficando próximos a você... Ah, dane-se, você provavelmente não está entendendo nada, mas é isso.
Você vem de um lugar que não é real, ao menos não para esse mundo, por isso coisas que não deveriam ser reais aqui vão sempre ser atraídas por você. Simples assim! Fim!
Agora você pode limpar essa baba escorrendo do canto da sua boca e fingir que entendeu tudo que eu escrevi.
Espero que realmente se esforce pra entender, é muito importante que compreenda o que lhe acontece.
Antes de partir eu também quero deixar claro que você pode me ligar a hora que quiser, estarei sempre pronta para ouvi-la e aconselha-la.
Porém, não poderei disponibilizar tudo que sei, por mais limitado que seja o meu conhecimento a respeito de toda a situação, sei que eu possuo mais conhecimento do que está ocorrendo no momento do que você, e infelizmente por motivos de forças maiores não posso partilhar meus conhecimentos com você.
Saiba que se não pude impedir algo ruim de te acontecer era porque infelizmente tinha que acontecer, caso contrário talvez nem estivesse escrevendo isso pra você agora.
Dentro do meu limite quero te dar avisos... Listarei eles abaixo.
O primeiro de todos os avisos é sobre o Kentin.
Kentin é um cara bom, mesmo odiando terráqueos eu devo admitir, ele é um bom menino e de fato nunca encontrei pensamentos sujos na cabeça dele.
Ele não te esconde nada.
Por ele fazer parte daquela organização sempre pensei que ele fosse o tipo que conseguisse moldar seus pensamentos como bem quiser, porém, vendo melhor, ele não esconde nada.
Ele possui uma inocência sem igual e tudo que você precisar, tudo mesmo, ele vai tentar o possível pra te ajudar, pensando nisso eu fico tranquila em te deixar "sozinha".
Perdoe as falhas dele, afinal, ele é humano, e bem, com vocês aprendi que todo humano erra, se até seres com genes superiores podem errar, porque não simples terráqueos? Principalmente quando os mesmos estão confusos sobre os próprios sentimentos como Kentin.
Kentin pensa muito antes de agir pra não magoa-la e ele de fato possui sentimentos intensos por ti.
Agora vamos ao segundo aviso, que é referente ao Nathaniel.
Ele tem boas intenções, aliás, ele quem pediu meu afastamento.
Você provavelmente se perguntou bastante sobre o que eu e ele conversamos.
Talvez um dia você descubra, na verdade, espero que esse dia nunca chegue, tenho medo das consequências. Mas com uma coisa você pode ficar tranquila: Ele NUNCA mente.
Ele omite, ele molda, até foge, mas mentir, jamais.
Então sempre que quiser saber algo do Nathaniel, seja direta com as palavras, ele não vai mentir e se ele desviar o assunto você já terá noção de qual seria a resposta dele a respeito do assunto perguntado.
Eu não confio nele, sinceramente.
Mas confio cegamente em suas palavras. Então não coloque sua mão no fogo por ele.
Ele sabe como agir em cada situação e ele é bom em muitas áreas, incontáveis áreas!
O que o torna um grande aliado e uma pessoa de pouca confiança.
Agora meu aviso é referente a uma pessoa que acho que não tem muito foco pra você: Armin.
Sim, o Armin.
Ele é muito útil apesar de ser um pervertido.
Te aconselho a fazer amizade com ele, sem confiar, claro. Mas se aproxime dele o máximo que puder.
Ele será muito útil pra você.
O Armin possui habilidades incríveis, ele conhece muito bem de meios técnológicos e consegue invadir praticamente qualquer coisa.
Ele será um aliado muito bom de se ter por perto. Ele usa as habilidades dele pra coisas nada agradáveis, é questão de você conseguir canalizar as habilidades dele pra o que você quiser. Sendo amiga dele você conseguirá.
Por último devo dar aviso sobre nossos dois queridos monstros: Castiel e Lysandre.
Eu não consigo saber nada sobre eles como já havia te avisado.
Porém, Castiel parece fazer tudo o que você quer...Dentro do limite dele, claro.
Tente se usar disso pra se aproximar do Lysandre.
Tente manter TODOS desse colégio sobre o SEU controle.
Você conseguindo controlar o Castiel automaticamente controlará o Lysandre. Se foque nisso, por favor.
Não tem nada a ver com meus desejos ou vontades, e sim com sua segurança.
Eu realmente gostaria de te dizer tudo o que se passa...Mas não dá.
Eu não consigo parar de pedir perdão pra você por dar informações incompletas.
Me sinto incapaz.
Eu fiquei bastante feliz em ver que o Lysandre finalmente se desculpou.
Mas não confio nele, acho que de todos que residem nesse colégio ele é o que menos confio.
Achei interessante as atitudes dele com você, e muito estranho, devo admitir, a proximidade que ele tem contigo.
Na época que eu andava com eles, ele nunca foi de falar comigo ou ser próximo de mim, mas contigo ele trata com grande proximidade.
Não sei o que ele planeja, mas tenha cuidado.
Eu sei que você guarda sentimentos por esses dois trastes, principalmente pelo Lysandre, e peço que não se deixe enganar pelo seu coração.
As atitudes espalhafatosas do Lysandre em sua condição atual com ele pode te confundir sobre acreditar nele.
Peço do fundo do coração que só confie em quem tem CERTEZA que pode ter sua confiança.
Aquele cartaz enorme que ele fez como pedido de desculpas...Não consigo entender o que se passa na cabeça daquele desmemoriado.
Rosalya e Alexy são amigos fiéis, mas não sei até onde vai a sanidade do Alexy a respeito dos acontecimentos. Acho que ele não suportaria entender seu lado.
Basta usar a vez que ele descobriu sobre nós de exemplo.
Então cuidado.
Espero que tudo fique bem e espero um dia retornar...
Adorei conhece-la. De verdade.
Espero que tenha prestado atenção em cada palavra que escrevi em seu diário.
Fique tranquila, não li nada do que foi escrito nas páginas anteriores.
Espero que não tenha raiva de mim por "invadir" seu espaço dessa forma.
E o mais importante de tudo: Espero que possa ser feliz um dia.
Só pra encerrar essas páginas que estou escrevendo, não tenha raiva de seu filho, por favor.
Amo muito você viu? Mesmo que seja curto o convívio você se mostrou uma grande companheira e me ensinou coisas maravilhosas.
Com carinho, Debrah.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Quando as coisas ruins decidem acontecer, elas acontecem de uma vez. Elas não esperam que você se recupere emocionalmente, elas não esperam que você tenha uma dúzia de dias incríveis para que você esteja mais forte e reforçado estruturalmente, para lidar com qualquer que seja a ruindade da situação...
Sentada no sofá de sua sala, ela se pegou com três cartas de três diferentes universidades. A única coisa que elas tinham em comum, era a resposta.
Uma hora atrás, quando chegara de St. John’s encontrara três envelopes destinados a ela, sobre o a bancada. Todos os três envelopes tinham o brasão das universidades que ela escolhera, a coisa é que mais do que imediatamente, ela soube que não havia entrado... A grossura dos envelopes denunciara.
Ainda assim, enquanto abria-os para ler a rejeição, parte dela esperou ansiosa, contudo, não... Ela não havia sido aceita. Estava na lista de espera, mas afinal quem diabo rejeitava Cambridge, Oxford e London?
Bem... Ela. Um ano atrás, ela estava pulando de orgulho e alegria por ter sido aceita em duas das universidades mais concorridas do país! Aquilo não era algo comum, geralmente você pode se gabar de ter sido aceito em uma incrível universidade e uma intermediária, mas não ela. Ela havia sido aceita em duas e simplesmente jogara aquilo pela janela, por um mero capricho!
‘Ugh, eu estou tão farta do ensino médio, preciso de um ano pra mim’.
Passando as mãos pelo rosto, ela perguntou a si mesma, o que deveria fazer. Estava já um pouco aborrecida com seu emprego em St. John’s estava cansada daquela sala quente e se fosse para ser honesta, sentia falta de ser voluntária, de interagir com as pessoas. Ficar trancada, no telefone e sentada o dia inteiro na frente de um computador que toda semana estava em manutenção, não era seu estilo.
E ela estava ansiosa. Ela estava contando com a aceitação ao menos da Universidade de Londres – na verdade, ela almejava mais Londres do que a vida inteira almejara Oxford – para poder continuar em casa, para não ter que ir pra longe da capital, para longe de seu namorado e seus amigos. E agora, veja bem, ela teria todo o tempo do mundo para seu namorado e seus amigos! Porque não havia sido aceita!
Daisy não estava chorando desesperadamente, até porque ela não via aquilo como uma boa razão para chorar, mas admitia que havia sido um soco em seu ego. Ela sempre se mostrou extremamente confiante – e na verdade, ela era muito autoconfiante. Ela não procurou marcar uma entrevista para impressionar os olheiros, ela não procurou outra carta de recomendação de um ex-professor... Ela simplesmente contou com o fato de ter uma aceitação em sua ficha e com suas notas altas e colégio particular!
Ela devia ter se precavido. Ela devia ter demonstrado um pouco mais de interesse pela universidade... Havia pessoas que passavam a vida almejando uma vaga e Daisy sempre tivera-a muito fácil. Seus professores sempre faziam boa propaganda dela para os olheiros e ela tinha certa preferência na época, afinal, estava deixando o colégio... Agora era diferente.
Ela tinha vinte anos, ela tinha um nome na mídia, ela não havia mostrado o menor interesse... É claro que ela não havia sido aceita!
O barulho da chave virando na maçaneta da porta, a fez erguer os olhos. Parte dela lamentou a chegada de seu irmão, mas imediatamente seu rosto mudara, quando se deu conta de que se tratava de Harry e não Nate.
- Ei Daisy, estou em casa! – Ele gritou enquanto dava espaço para Simon entrar e fazer a inspeção. Quando ele se virou e a viu sentada no sofá, sorriu. – Oh você está aí, amor.
- Ei... – Sorriu com carinho, sentindo-se imensamente feliz por Harry estava ali. – Você não disse que vinha.
Harry deu de ombros e mostrou a mochila nas costas, indicando que ele passaria a noite. Tinha uma semana que eles simplesmente passavam todas as noites juntos, mas naquela sexta-feira, Daisy não imaginou que eles fossem repetir a dose, visto que ela havia dito-o naquela manhã, que passaria a noite em casa.
Ela ficou tão feliz por ele ter tomado a liberdade de se convidar para dormir com ela.
- Guy ligou, disse que vai ter atração especial na casa noturna dele. – Explicou Harry com um sorriso. – Ele convidou todo mundo!
- O casamento dele está cada vez mais perto né... – Comentou, enquanto dava espaço para Harry se sentar ao seu lado no sofá.
- Yeah... Eu nem acredito. Guy cara! A gente fumou maconha juntos. – Harry franziu o cenho, mas logo sorriu balançando a cabeça negativamente. – Eu deveria estar me acostumando. William, Van, Jake, Guy... Todos meus amigos estão se casando. Estou ficando pra titio!
Daisy corou e desviou o olhar do de Harry, que era sem dúvidas, provocativo, e cheio de significado, mas logo sentiu os lábios dele se pregarem ao seu com ternura. E ela sorriu, retribuindo o beijo, como sempre fazia. Suspirando devagar, quando sentiu os dedos dele ternamente prenderem uma mecha rebelde, atrás de sua orelha.
- Há algo de errado? – Harry murmurou sem afastar o rosto do dela. Ele trouxe a testa de encontro à dela e colou seus narizes um no outro.
Suspirando, Daisy sorriu com tristeza. Ela não queria jogar mais bagagem emocional em cima de Harry, mas ele a conhecia tão bem – pelo beijo, ele logo identificara que havia acontecido algo – que não a deixaria em paz enquanto não descobrisse o que estava errado, o que a deixara daquele jeito...
- Leia. – Disse baixinho, colocando os três papéis nas mãos de Harry.
Silenciosamente, os olhos de Harry percorreram apenas o primeiro parágrafo de cada uma daquelas cartas. Daisy se sentiu um pouco incomodada ao ver que Harry se abatera por sua causa.
Fazia uma semana que ele vinha se desdobrando para tornar os dias dela, melhores e agora Daisy estava ali, com a maior facilidade do mundo, tornando os dele mais complicados. Mais de uma vez, durante aqueles dias, ela se odiou por ver Harry tão envolvido no estado de espírito que ela se encontrava... Ele não tinha que tomar suas dores, ela que tinha que voltar a lidar com sua própria merda, sozinha.
Pois é, ela tinha que lidar com aquilo sozinha e estava fazendo exatamente o contrário naquele instante.
- Ah meu amor, eu sinto muito. – Murmurou Harry e a puxou para um abraço. – Mas pensa por um lado positivo, você está na lista de espera... Se tudo der certo, você ainda vai ser chamada.
- Harry... – Disse com um pouco de diversão e esfregou as costas dele. – Eu estou bem, sério e também não estou me transbordando em rios de lágrimas.
- Mas eu sei como isso te afetou, sei que era importante pra você e eu sinto muito ok? Sinto mesmo!
Daisy sorriu e o beijou, colocando as mãos no rosto de Harry. A presença dele havia mandado embora toda e qualquer preocupação que estava em seu peito.
Óbvio, ela estava um pouco magoada por não ter sido aceita, mas aquela mágoa parecia mais um ego ferido do que qualquer coisa. Na verdade, sua única preocupação era com o que faria naquele ano...
- Você quer ficar em casa hoje? Eu entendo se você não quiser...!
- Não, não, não! – Daisy negou com a cabeça enquanto revirava os olhos para Harry e tornou a repetir. – Harry, eu estou bem, sério. Decepcionada? Sim! Esperava ser aceita? Com certeza! Contudo, não é o fim do mundo.
Harry não pareceu acreditar muito nela e Daisy não pôde culpa-lo. Ultimamente, tudo para ela vinha sendo motivo para aborrecimento e lágrimas. Aquele seu humor estranho desde a briga com seus pais, vinha até mesmo gerado aborrecimento em seu relacionamento com Harry! Ela havia brigado com Harry pela coisa mais ridícula do mundo e feito uma enorme tempestade no copo d’água, felizmente, seu namorado parecia ter a cabeça no lugar e simplesmente a abraçou enquanto ela gritava com ele.
‘Já acabou? Você quer me socar ou algo do tipo?’
‘Não... Eu estou bem’
‘Ótimo! Vá para cama, eu já estou subindo’.
Ela não o merecia, concluiu na noite após a briga e ao ver os olhos dele cheios de preocupação, Daisy disse aquilo a si mesma novamente.
Ela não merecia todo aquele amor e devoção... Às vezes ela sentia que não o retribuía o bastante.
- Eu sei que eu tenho estado um caco nos últimos dias... – Murmurou. – Mas sabe, está tudo bem agora, sério que está. Eu quero sair, eu sinto falta do pessoal... E até porque eu estou com um vestido novo pra usar!
- Um bem curto, eu imagino. – Resmungou Harry revirando os olhos.
Daisy sorriu e concordou com a cabeça até que o beijou nos lábios, sentindo os braços passarem ao redor de sua cintura. Jogando-o contra a superfície macia do sofá e sabendo que eles ainda tinham um monte de tempo disponível, até que tivessem que ir para a casa noturna de Guy, Daisy sentou-se sobre a cintura de Harry e já foi erguendo os braços e arrancando de si a camiseta que vestia.
Sentindo-se imensamente maravilhada com aquele homem que era dela e apenas dela, ela o provocou com uma fala e um sorriso, enquanto os olhos dele estavam pousados em seus seios expostos.
- Eu tenho que usar todos os vestidos curtos possíveis, agora. – Disse lentamente. – Porque quando eu for sua esposa... Eu só vou poder usar saias abaixo do joelho!
-x-
Ele estava na sacada, com o cigarro entre os dedos e observando o movimento dos carros, enquanto vez ou outra tragava com tranquilidade, esperando Daisy terminar de enrolar os cabelos. Harry por mais que amasse vê-la se arrumar, não tinha tanta paciência para esperar que Daisy enrolasse mecha por mecha de seu longo cabelo cor de chocolate, escorrido, que precisava de umas duas mãos de babyliss, até pegar fixamente.
Lançando um olhar sobre o ombro, Harry enquanto soltava a fumaça pelos lábios, teve o vislumbre das três cartas sobre a mesa de Daisy e torceu a boca numa careta. Ela havia dito a ele que não estava triste e realmente não parecia... Daisy não era de ficar escondendo emoções – ao menos não para ele.
Ela estava decepcionada e era normal que estivesse. Mais de uma vez, ele a pegou percorrendo os olhos pelas cartas de recusa das três universidades, ainda descrente e falando um palavrão, baixinho.
Se ele não fosse plenamente consciente da importância que aquilo tinha para sua namorada, ele estaria feliz. Afinal, que namorado quer a sua garota longe?
Harry, como qualquer outro homem, não queria que ela fosse embora, mas entendia. Entendia que ela precisava colocar a vida no eixo e ele também sabia o quanto Oxford era importante pra ela, porque mesmo que ela fosse aceita em Londres, ele insistiria para ela ir para Oxford. Ela era boa demais, inteligente demais e merecia o melhor...
Agora que ela não iria mais, agora que ela estava ali com ele, Harry não se sentia feliz. Ele não estava feliz porque ela não estava feliz, porque Daisy por mais que estivesse conformada, ainda estava aborrecida e chateada – não com as universidades, consigo mesma, pelo que Harry notara.
Ele não queria aquilo. Ele a queria por perto, de fato, mas não daquela forma... Não custando algo que era tão importante pra ela.
- Eu estou pronta! O que você acha? – Escutou a voz dela as suas costas e se virou, enquanto apagava o cigarro, para sorrir ao se deparar com aquela visão.
Ela nunca cansava de impressioná-lo.
Harry nem conseguia se incomodar com as pernas expostas, quando ela estava tão incrivelmente linda! Os cabelos encaracolados e presos num rabo frouxo e lateral, o rosto estava marcado por maquiagem e o salto alto, deixavam-na como uma mulher digna de capa de revista.
Ou ao menos, para ele, ela era digna de capa de revista.
- Ugh, essas pernas...
- Ah calado! – Daisy revirou os olhos e Harry sorriu.
- Linda, você sabe que está linda, deslumbrante. – Disse com carinho enquanto se aproximava e enconchou o rosto dela com as mãos.
- E você fedendo a tabaco... – Comentou Daisy num suspiro passando as mãos pelo peito dele. – O que eu vou fazer com você Wales?
- Uh... Me beijar? – Sugeriu sorrindo.
- Há, não! Você não vai conseguir tirar esse batom da sua boca tão cedo. – Disse exibindo os lábios vermelhos num bico.
Ele havia pensado numa coisa, para de alguma forma ajuda-la a conseguir ir para a faculdade. Ele não podia fazer muita coisa sobre Oxford ou London, mas William era o Duque de Cambridge e ele, era, de fato, um estudante de Cambridge, assim como o pai dele havia sido.
Correndo o risco de levar um bofetão na cara, Harry iria tocar no assunto de Daisy talvez, permiti-lo ajuda-la.
- Então querida... Eu estive pensando e talvez haja ainda uma chance de você entrar na faculdade esse ano.
- Ah querido... – Daisy gemeu e jogou a cabeça pra trás. – Esse assunto de novo não. Eu já disse, eu estou bem, estou mesmo!
- Eu sei, eu sei! – Harry revirou os olhos e suspirou. – Mas bem... Você sabe, eu sou um Príncipe e isso às vezes, poucas vezes, é útil.
Daisy franziu o cenho e se afastou de Harry, o encarando e mantendo os braços cruzados, provavelmente querendo saber a que ponto ele queria chegar – ela já sabia, é claro.
Não querendo enrolar com aquilo, Harry respirou fundo e evitando encará-la, enfiou as mãos nos bolsos com displicência.
- Meu irmão pode mover uns pauzinhos e te colocar em Cambridge...!
- Mas de jeito nenhum Henry! – Daisy ergueu o tom de voz e o encarou irritada. – De jeito nenhum você vai fazer alguma coisa ou mandar seu irmão fazer, por favor!
- Daisy... – Harry gemeu e revirou os olhos, tentando se aproximar e a vendo dar um passo para trás. – Amor, você não seria a primeira ou a última pessoa a fazer isso.
- Primeira ou última tanto faz! Não passei, então não passei! Fim de papo! – Daisy disse com firmeza. – Eu não preciso que você use sua posição de príncipe para tirar a chance de alguém que merece está lá para me colocar no lugar dela!
- Ora Daisy, quem vê, pensa que não merece...
- Mereço, mas alguém mereceu mais! – Daisy bradou.
Harry respirou profundamente, passando as mãos de forma frustrada pela cabeça. Ela andava instável emocionalmente, desde o jantar com a família. Ele não duvidava que ela debulhasse em lágrimas se acontecesse de Harry perder sua paciência, então ele escolheu com muito cuidado suas palavras.
- Amor... Um monte de gente faz isso. – Murmurou Harry, tentando se aproximar dela. – É normal, entende? Ou você acha mesmo que todo mundo passa e pronto?
- Eu passei uma vez não passei? Então eu posso passar de novo! – Replicou Daisy enraivecida. – Eu não acredito que você ofereceu uma coisa dessas pra mim... Até parece que não conhece a mulher que dorme com você!
Harry riu sem humor e balançou a cabeça negativamente. Ela estava certa... Até parecia que ele não conhecia a namorada que tinha.
Ele só queria ajuda-la. Aquilo significava tanto para Daisy que honestamente, parte dele ficou esperançoso que ela o deixasse ajuda-la. Novamente, aquilo o lembrou de Sebastian, de como Daisy o odiaria e a Nate, se soubesse que os dois conspiraram naquilo juntos.
- Ok. – Disse vencido e dando de ombros. – Você que sabe... Vamos então? Você disse que está pronta.
Daisy encarou-o ainda irritada e girou os calcanhares, sem dizer qualquer coisa, indo até a mesa pegar a bolsa de mão. Harry se odiou naquele instante, ela iria ficar de cara fechada e mau humor o resto da noite. Honestamente, ele só queria um tempo legal com seus amigos e sua namorada, ele não precisava de Daisy o ignorando e olhando feio o resto da noite.
Ela não era de perder a calma, ela não era de brigar... Mas Deus! Quando eles brigavam, quando ela queria fazer birra, ela sabia como mexer com ele.
Seguindo-a, Harry caminhou até a porta checando se seu maço de cigarro ainda estava cheio, porque algo lhe dizia que ele iria precisar durante a noite.
Saindo do apartamento, eles deram de cara com Simon, mas aquilo já era esperado. Simon estava sempre de guarda na porta do apartamento, desde que eles haviam se tornado, públicos. A coisa de tudo era Nate que acabava de sair do elevador e parecia surpreso, ao vê-los.
Harry de soslaio encarou Daisy e viu que as expressões endurecidas de raiva dela, se suavizaram, porém ela sequer encarou o irmão devidamente. Ele sabia que os dois estavam meio frios com o outro desde o jantar e Daisy vinha evitando todos os meios de se esbarrar com seu irmão e inclusive, dormira em seu apartamento durante a semana inteira!
- Ei, eu não sabia que você estava em casa. – Disse Nate coçando a nuca. – É sexta.
- Eu já estou saindo. – Daisy disse com pouco caso. – Tem algumas sobras do jantar na geladeira.
- Certo. – Nate acenou com a cabeça e entrou no apartamento fazendo um sinal para Harry e Simon. – Bom ver vocês dois, rapazes...
Harry retribuiu-o com um sorriso compreensivo, enquanto seguia Daisy para o elevador.
Ele sabia que ela não estava com raiva de Nate – até porque Daisy não conseguia ficar com raiva de ninguém – mas também sabia como aquele jantar havia mexido com os nervos dela. A prova eram as briguinhas bobas e desgastantes que eles tiveram a semana inteira.
Daisy, é claro, não havia atendido as ligações de Lily, Nate e mesmo de James. Lily a ligara uma vez e mandara uma mensagem de texto dizendo ‘sinto muito que não tenha sido da forma que você queria’ e a deixara em paz... Já James e Nate se mostraram mais persistentes – James o maior de todos.
Nate havia a ligado durante o dia inteiro e Daisy só o atendera, quando ele passara dos limites e ligara para o celular de Harry. Foi uma conversa rápida e monossílaba, mas ao menos aquietara Nate. Já James, não tivera tanta sorte... Ele a deixou um monte de recados no Facebook que ela leu e não respondeu e também ligou um monte de vezes para o celular dela, durante a semana inteira, pelo que Daisy o dissera!
- Seu pai não te ligou hoje? – Replicou.
- Ligou, mas não atendi. – Deu de ombros.
- Você não pode ficar fazendo pirraça pra sempre...
- Você também não pode me dizer o que fazer, mas ainda assim, insiste.
Vinha sendo cada vez mais difícil manter a paciência com ela, mas Harry respirou fundo uma, duas, três vezes. Apertando o maço de cigarro em seu bolso, ele disse a si mesmo
‘Ela está passando por uma barra... Respire fundo e aguenta moço, porque quando vocês casarem vai ser pior’.
-x-
Ela sabia que estava sendo uma idiota. Sentada no estofado do camarote, Daisy pousou os olhos em Harry, vendo-o beber e conversar com os amigos. Todos pareciam estar se divertindo, rindo, contando piadas, exceto ele... E tudo por culpa dela.
Os olhos dos dois vez ou outra haviam se encontrado, mas quando aquilo acontecia, mais do que imediatamente – e ao mesmo tempo – eles desviavam e esboçavam uma risada, tentando fingir ou mostrar para o outro que estava bem.
De fato, estava bem. Estava tudo bem entre eles, a questão é que ela era uma idiota e estava agindo como uma criança mimada há dias! E ele vinha sendo paciente, ele vinha tentando ajuda-la e ser amoroso, compreensivo, tudo para fazê-la se sentir melhor, mas era como uma TPM incurável...
Parecia que seu mau humor havia pegado em todas as garotas, porque tal como ela, Missy, Zoe e Helen estavam com cara ruim e Bubbles estava a meia hora brigando por mensagem de texto, com seu namorado que estava com raiva de ela ter saído sem ele!
- Malditos homens... Todos malditos. – Resmungou Bubbles enquanto pegava o copo intocado de Missy, com conhaque, e virava todo o conteúdo.
- Nem me fala. – Helen disse em concordância.
Sua melhor amiga estava calada desde que elas haviam chegado. Sua cabeça parecia estar em outro lugar, apesar de que seu corpo estava bem ao lado de Daisy.
Helen passou as mãos pelo rosto e seus olhos recaíram sobre o bar, mais especificamente sobre George que estava rindo alto com Arthur e Jake, enquanto Harry e Van se ocupavam em debochar de Skippy.
- Está tudo bem entre você e George? – Zoe perguntou, parecendo, assim como Daisy, preocupada com a energia constante de Helen ter desaparecido subitamente.
- Está, é claro que está... – Murmurou Helen e soltou um longo suspiro. – Apenas... Ah estou com um monte de coisa na cabeça.
Daisy e Zoe trocaram olhares significativos, Missy continuou calada e Bubbles estava se embebedando enquanto continuava brigando com seu namorado.
- Você não é a única. – Disse Daisy em tom de consolo. – Eu tenho sido uma vadia com o Harry... Ele deve estar repensando seriamente todas as vezes que disse que me ama e que quer se casar comigo.
Daisy sabia que era um completo exagero, mas não podia deixar de se sentir culpada. Assim, quando o via sorrindo pra todo mundo, mas sem permitir que a felicidade chegasse aos olhos. Ele não estava triste, estava aborrecido, um pouco tenso.
- Van vai viajar por dois meses. – Ela fez uma careta. – Logo após o casamento de Guy...
- Ah não fica assim. – Suspirou Daisy e tocou o ombro da amiga. – Harry também vai viajar logo após o casamento...
- Ele não vai ficar dois meses fora. – Rebateu Missy.
Daisy encolheu os ombros e realmente, ela não tinha bons argumentos. Missy murmurou um pedido de desculpas e Daisy a dirigiu um sorriso, tentando passar a ela que estava tudo bem e até porque ela não estava em posição de julgar ninguém.
- E você Zoe? – Perguntou Daisy.
- Ah... – Suspirou Zoe e deu de ombros. – Jake está de frescura, porque meu ex-namorado me adicionou no Facebook, mas está tudo bem ele curtir a foto da ex-namorada dos tempos de Eton, no Instagram.
- Mas que idiota! – Bubbles disse de repente, chamando a atenção de todas elas. – Não, não o Jake. O estúpido do meu namorado...
As quatro garotas entreolharam-se entre si e penderam o olhar em Bubbles novamente, que continuava digitando furiosamente uma resposta para o tal namorado.
Daisy estava pronta para indagar a Bubbles quando é que elas iriam finalmente conhecer aquele tal namorado, até que Helen se levantara repentinamente e saíra andando, sem sequer dizer uma palavra a elas.
- Gente... – Bubbles franziu o cenho, agora não dando mais atenção para seu celular que apitava sem parar. – Mas o que foi isso?
Com o cenho franzido, Daisy observou Helen deixar o camarote e fazer a curva que levava até os banheiros do segundo andar da boate.
Pegando seu celular e sua bolsa, Daisy se ergueu de onde estava sentada, escutando o rangido do banco e percebendo que Missy e Bubbles, haviam feito o mesmo.
- Eu acho melhor que só a Daisy vá... – Comentou Zoe com delicadeza.
- Mas...! – Missy começou.
- Deixe-me ir sozinha, qualquer coisa, vou dar um toque no seu celular. – Disse em tom de promessa.
George não parecia ter notado a repentina fuga de sua namorada para o banheiro, mas Harry havia notado que ela estava deixando o camarote. Quando ele fez menção de ir atrás dela, Daisy fez gesticulações, indicando que depois conversariam. Ele não pareceu muito feliz – e quando é que Harry ficava feliz ao ser contrariado – mas acenou com a cabeça, tendo as expressões retorcidas em seriedade.
Ela, porém, não podia se importar menos com Harry naquele momento. Passando em meio as pessoas que ficavam empacando seu caminho, Daisy tomou cuidado para evitar os engraçadinhos e também para não ser fotografada, por isso manteve o rosto baixo – era incrível, como apesar do ambiente escuro, as pessoas ainda a reconheciam.
Ao chegar no banheiro, não foi uma surpresa ao encontra-lo abarrotado de moças retocando a maquiagem, mas Helen não era uma delas e por um momento, Daisy acreditou que Helen talvez nem estivesse no banheiro, quando escutou uma fungada e aquela fungada ela conhecia muito bem!
Vinha de um dos primeiros boxes e Daisy, um pouco nervosa, percebeu que ainda não havia chamado a atenção daquelas moças tagarelas, mas se ela batesse na porta de Helen e pedisse pra entrar, aí sim chamaria. Por isso, indo para o lado de fora do banheiro, ela digitou uma mensagem de texto para a amiga.
‘Estou aqui fora, deixe-me entrar’.
Uma parte dela dizia ‘você gostaria de ter sua privacidade sendo respeitada, então, respeite a de sua amiga’ e a outra parte, dizia ‘você está certa, ela é como sua irmã e você tem razão de estar preocupada’.
Daisy havia escolhido escutar a segunda parte, porque se havia algo de errado com Helen, precisava saber. Porque não podia ser qualquer coisa! Não podia ser uma coisa de pouca importância, porque Helen nunca ficava frustrada, nunca ficava triste... Ela vivia em seu mundinho onde as coisas não davam errado, onde, pelo menos, ela não se importava com nada, que não fosse sua felicidade.
O barulho de uma tranca sendo desfeita é o que instigou Daisy a entrar no toalete novamente. Ela viu a porta branca do boxe que Helen estava escondida e tomando cuidado em continuar despercebida, entrou para encontra-la sentada na privada com o rosto escondido nas mãos e chorando, aos soluços.
Em tantos anos de amizade, Daisy havia visto Helen chorar pouquíssimas vezes. Ela nunca chorava, na verdade, Daisy sempre a invejou por isso. Helen sempre foi o tipo de mulher autossuficiente e também extremamente forte e agora, vê-la ali, desamparada, aflita e aos prantos, fez Daisy questionar a si mesma, o que poderia de tão ruim, ter acontecido.
- Helen... – Sussurrou, ajoelhando-se, deixando de lado qualquer tique higiênico que existia dentro dela.
Sua amiga não respondeu, na verdade, Helen continuou chorando. Ela chorava, chorava, chorava, com o rosto escondido pelas mãos delicadas e os cachos loiros balançavam por conta dos soluços desesperados que ela dava.
- Helen, fala comigo. Eu quero te ajudar. – Murmurou tocando as costas da amiga. – Helen, por favor, seja racional... Fale comigo! O que aconteceu? Você brigou com George?
Por algum motivo ela chorou ainda mais na menção do namorado, o que levou Daisy a crer que havia acontecido algo com os dois.
Mas ela havia dito que estavam bem! Há poucos minutos Helen dissera que os dois estavam ótimos e realmente, George e ela haviam chego juntos, de mãos dadas e Daisy até mesmo o vira beijar sua amiga nos lábios.
O bom senso pareceu tocar Helen, contudo, ela não parara de chorar. Ergueu o rosto, mostrando seus olhos encharcados e inchados pelas lágrimas e seu nariz avermelhado. A maquiagem havia borrado um pouco e ela tremia.
- Helen... Você está bem? Você está tremendo. – Daisy tocou o rosto da amiga, cheia de preocupação. – O que aconteceu?
- Daisy... – Helen sussurrou e respirou profundamente. – Eu estou grávida.
-x-
Eles entraram no carro em silêncio, após enfrentarem a multidão de pessoas do lado de fora. O paparazzo furiosamente enfiou suas câmeras em direção ao rosto deles e Harry se já não tivesse um longo histórico de desentendimento com a mídia, provavelmente teria perdido o controle.
A coisa é que o paparazzo não incomodava a ele mais, tanto assim. O problema de Harry com o paparazzo era que eles viam sua namorada como um pedaço de carne! Era como se aquilo fosse uma selva; Daisy era um bife suculento e eles, os paparazzi, um bando de leões famintos.
Ele tinha que admitir que a cada dia que passava, sua preocupação aumentava. Ele agora entendia porque William sempre havia sido extremamente protetor com relação à Kate, e não que Harry não tenha sido com suas outras namoradas – ele havia cuidado delas – mas era diferente dessa vez...
Havia um limite quando ele estava com Chelsy e com Cressida! Na época de sua primeira namorada, havia também Kate e eles a achavam extremamente mais interessante e por algum motivo, Cressida nunca teve que enfrentar um enorme assédio de paparazzo e sim mais de fãs.
Agora com Daisy, era uma coisa única! Eles gritavam e imploravam para que ela olhasse pra eles, para que ela respondesse suas perguntas. Harry antigamente costumava sempre andar dois passos a frente ou dois passos atrás de suas namoradas, mas com ela era diferente...
Ele deixava qualquer lugar se mantendo posicionado ao lado dela, sua mão segurando a de Daisy com firmeza e mantendo os dedos entrelaçados.
Harry era plenamente consciente de que aquilo era um problema para o protocolo Real, contudo, ele não conseguiria dormir de noite se soubesse que alguém havia a machucado. E pior! Se soubesse que ele mesmo não fizera nada para impedir.
- Você ainda vai dormir lá em casa? – Ela perguntou baixo.
Harry ficou surpreso com a pergunta. Honestamente, ele não pretendia, porque não parecia que Daisy queria que ele ficasse. Eles haviam tido uma discussão ridícula e ficaram sem trocar quaisquer palavras pelo resto da noite.
- Você quer que eu fique? – Replicou hesitante e com um fiapo de esperança.
Ela sorriu de lado e esticou a mão para tocar seu rosto.
- Eu sempre quero você comigo, Wales. – Daisy murmurou. – Eu sinto muito por agir como idiota às vezes...
- Ei, você não é idiota... – Disse se sentindo mais aliviado pelos dois estarem finalmente ‘bem’. – Eu que fui muito cretino de te propor uma coisa daquelas. Eu sinto muito. Eu conheço você muito bem ouviu? Eu só... Eu só me frustrei porque queria isso pra você! Você vem sonhado com isso a vida toda.
Daisy deu de ombros e se encolheu um pouco no assento do carro.
- Sonhos mudam Harry... – Ela disse baixo. – E não é como se eu nunca fosse ir à faculdade. Eu vou à faculdade, só não esse ano.
Harry acenou com a cabeça e umedeceu os próprios lábios enquanto a via suspirar e recostar a cabeça no vidro. Ainda hesitante por causa do humor instável de Daisy nos últimos dias, ele se moveu no banco, aproximando-se dela e a puxando para ele. Felizmente, ganhou um sorriso e um beijo no queixo.
- Eu tenho sido uma vadia com você nos últimos dias, e eu sinto muito. – Murmurou Daisy encostando a cabeça em seu peito. – Você é maravilhoso comigo e eu não devia ser menos do que isso, com você.
- Você é maravilhosa. – Tocou a coxa exposta dela e beijou o topo da cabeça, como se pudesse reforçar a ideia. – Você só tem passado por uns maus bocados... Está tudo bem. Eu ainda amo você... Mesmo que seu humor oscile.
- Bom saber. – Daisy sorriu e passou os braços ao redor do tronco dele.
Durante toda a noite eles não trocaram palavras, na verdade, de longe Harry passara longos tempos a olhando conversar com suas amigas. Ela parecia infeliz, chateada e aquilo o destruiu, mas ainda assim o pouco de orgulho e dignidade que lhe restava, o impediram de ir até ela, beijá-la e dizer que estava tudo bem, que os dois não tinham que ficar de cara fechada pro outro.
Ela parecia definitivamente mais confortável, parecia menos tensa, mas algo em seus olhos e também a perna balançando nervosamente e seu joelho subindo e descendo, faziam Harry indagar a si mesmo o que estava errado. Por que afinal, quando os dois finalmente já haviam se entendido, Daisy estava tão inquieta?
- Aconteceu alguma coisa? Está tudo bem? – Perguntou colocando a mão sobre o joelho dela, cessando os movimentos dele de imediato.
- Está, é claro que está. – Daisy acenou com a cabeça sorrindo. – Está tudo ótimo.
Harry acenou com a cabeça e a viu fechar os olhos, sabendo que ela aproveitaria os longos quarenta minutos no carro para cochilar um pouco, decidiu seguir os passos dela. Até porque, havia sido uma longa noite e também uma longa semana.
~~ Desculpa pela demora!~~
Depois de repassar a conversa com Chuck na minha cabeça e pensar em tudo que senti na hora mais de dez vezes, não consegui acreditar que podia achar que estava apaixonada por ele. Tudo que pude pensar naquela hora era que eu ansiava para que nossa amizade voltasse e o quanto eu sou burra quando se trata de sentimentos.
Eu enrolava o colar de Ben entre meus dedos deitada na minha cama depois de me despedir de Chuck, que foi procurar um hotel. Não havia comentado a aparição dele para Lori, só balancei a cabeça na hora que cheguei e vi ela sentada no sofá do lado do Derek, dizendo que não tive coragem de falar com Alden.
Ah, Alden. Eu sabia que não poderia ficar bem sabendo que havia um mal entendido entre nós dois, sabia que teria que ir atrás dele em algum momento, mas eu precisava daquele tempo pra colocar meus pensamentos em ordem. O que não deu muito certo, quanto mais eu pensava, mas ficava perdida e então… acabei dormindo.
***
Lori: Ashy, porra! Tu vai perder teus exames! - Ela me sacudiu.
Eu levantei bruscamente.
Eu: O quê? - Ofeguei. Dei de cara com Lori ainda de pijama me olhando feio.
Lori: Gary acabou de ligar e mandou tu correr que os exames vão ser de manhã. - Ela puxou minha coberta até o pé. - Tu dormiu com a mesma roupa que chegou? - Ela bufou. - Não, não e não. Vai tomar um banho e te arrumar logo.
Eu: Pra que tantas ordens? - Me levantei e peguei umas roupas no guarda-roupa.
Lori: Não quero te ver desanimada, e tu vai falar com a porcaria do Alden hoje mesmo, quero nem saber. - Ela atirou um par de meias pra mim e apontou pro meu tênis em baixo da penteadeira. - Anda.
Eu peguei o tênis e saí do quarto rindo. Tomei um banho rápido, vesti uma calça jeans preta e uma blusa qualquer, coloquei uma jaqueta jeans, meu tênis e saí de casa. Parei na porta e olhei na direção da rua da casa de Alden, prometendo-me mentalmente que iria falar com ele depois da aula.
Caminhei a passos apressados até a escola, torcendo que desse tempo. Cheguei quando estavam fechando o portão, passando como louca por ele. Gary estava do lado de dentro no térreo, certamente me esperando. Vestia uma blusa de banda, um colete jeans rasgado, uma calça preta com rasgos nos joelhos e um tênis vermelho. Quando me viu, sorriu.
Gary: Dá pra tu ser menos atrasada, pelo amor? - Ele deu um murro de brincadeira no meu braço.
Eu: Dá pra você ser menos chato? - Eu o abracei, apertando-o com vontade, fazendo-o reclamar com um gemido. - Afinal de contas, por que tão fazendo os exames de manhã? - Eu disse, separando o abraço.
Gary: Eu sei lá, mas se tu tivesse estado espiritualmente presente nas últimas aulas, teria ouvido o aviso. - Ele me puxou, fazendo com que eu acompanhasse seus passos até a sala.
Eu: Sei que to avoada, é que tanta coisa aconteceu. - Eu bufei, sentando na minha cadeira de costume, no canto.
Gary: Depois do negócio do Alden? - Ele virou pra mim, abrindo a mochila e tirando um estojo velho de lá.
Eu confirmei com a cabeça e contei sobre a visita de Chuck, minha descoberta de que não sentia nada demais por ele, minha aflição em relação ao Alden, o desespero de conversar com ele. Ele escutou tudo sem se manifestar, o que acontecia sempre que eu desabafava com ele - o que vinha acontecendo muito.
Gary: Tu não sabe escolher amigos mesmo, viu. - Ele estalou a língua.
Eu: “Tu” é meu amigo, sabe disso, né? Ele balançou a cabeça e abriu a boca pra dizer alguma coisa mas a professora o interrompeu, entrando na sala com uma pilha de provas, mais conhecidas como meu inferno particular.
Depois de ter dado as mesmas recomendações do mês anterior, a professora sentou em sua mesa e deu os exames como começados. Eu não tinha nem escrito meu nome quando Théo irrompeu pela porta, ofegante e claramente cansado, usava um moletom preto largo e uma calça roxa também de moletom.
A professora o lançou um olhar frio e apontou a cadeira vaga à minha frente. Eu o segui com os olhos, espantada por vê-lo. Ele havia faltado nas aulas desde a festa no Rocus, tentei ligar mas ele nunca atendia. E então aparece de repente, parecendo ter vindo direto de uma casa mal-assombrada.
Depois que todos estavam em silêncio e a respiração de Théo havia acalmado, eu o cutuquei.
Eu: Tá tudo bem? - Eu sussurrei.
Théo: Me espera na saída e a gente conversa. - Ele sussurrou de volta sem tirar os olhos da prova.
Voltei-me para minha prova, afim de acabar com aquilo logo e ansiando a conversa com Théo, que, pelo tom de voz estava bastante alarmado.
***
Acabei os exames e saí da sala. Fiquei encostada na mureta do lado de fora da escola esperando Théo e conversando com Gary.
Gary: O que eu ia falar antes da Mary interromper a gente - Então aquele era o nome da professora. - era que mesmo depois desses caras mostrarem pra ti que eles são babacas, tu aceita as desculpas deles. - Ele bufou, pegando um cigarro no bolso e o acendendo.
Eu: Se eu não aceitar, quem vai? - Eu suspirei, pegando o cigarro quando ele ofereceu e tragando. - Não sei o que há de tão insano nisso. - Eu soltei a fumaça.
Gary: Nada, na verdade. Tu deve ter o teus motivos. - Ele pegou o cigarro de volta.
Eu: Tenho sim. - Eu concordei com a cabeça. - Mas eu não sou burra, deixei claro pro Chuck que não confiava nele e qualquer passo que ele der fora da linha, já era, me perde pra sempre.
Gary: Se tu tá dizendo. - Ele deu uma longa tragada, soltando a fumaça pro alto.
Ficamos em silêncio por alguns segundos, até Théo chegar.
Théo: Eai, Ashy? - Ele sorria tristemente. Eu: Théo, esse é o Gary. - Eu apontei pra ele.
Eles trocaram uma balançada de cabeça, dizendo oi.
Gary: Vou nessa, fiquem na paz. - Ele jogou a bituca do cigarro na rua, seguindo em passos largos até o outro lado e desaparecendo na esquina.
Théo: Acho que ele não gosta muito de mim. - Ele recostou na mureta do meu lado.
Eu: Eu o pedi que me deixasse falar com você à sós. - Eu sorri. - E então, por que sumiu da terra desde a festa?
Théo: Meus pais. - Ele olhou para frente, seu tom era angustiado.
Ele demorou pra voltar a falar e eu esperei pacientemente.
Théo: Eles brigaram de novo e dessa vez minha mãe esfaqueou meu pai. - Ele falou rápido, como se estivesse prendendo aquilo por muito tempo. Demorei alguns segundos para superar o choque.
Percebendo o que tinha que fazer, me posicionei na frente de Théo até ele me alcançar com os olhos. Larguei minha mochila no chão e estendi os dois braços em sua direção, dando dois passos.
Ele recebeu meu abraço e recostou seu queixo no topo da minha cabeça por eu ser bem mais baixa que ele.
Théo: Estava no hospital com ele até agora a pouco, por isso to usando essas roupas horríveis. - Ele falou, bagunçando meu cabelo enquanto seu queixo mexia.
Eu: Foi tão grave assim? - Eu afastei-me do abraço para o encarar.
Théo: Sim, ele teve uma hemorragia, a faca acertou um órgão importante. - Ele fungou.
Eu: Mas ele tá bem agora, né? - Eu o encarei.
Théo: Tá sim, teve alta hoje de madrugada. - Ele limpou uma lágrima que fugia pela bochecha.
Eu: Tenho certeza de que já já eles voltam a ficar de bem.
Théo: Isso não pode acontecer, eles vão se separar. - Ele desviou o olhar para o chão.
Eu: Então talvez isso seja a melhor opção, não é? - Eu busquei seu olhar.
Théo: Sim. - Ele não olhou para mim, ficou encarando o chão, como se esperasse que a solução de todos os problemas da humanidade fossem brotar dele de alguma forma.
Eu desisti de tentar fazer com que ele prestasse atenção em mim, acendi um cigarro e me apoiei na mureta mais uma vez, tentando discernir todas as informações e decidir o que fazer em seguida.
*Narração Daniel* Quando Elidio saiu para se encontrar com Giovana, eu o segui para saber onde eles iriam. Vi que ele foi à uma padaria, então me escondi atrás de uma àrvore observando os dois. Eu estava muito longe então não ouvia nada, apenas os dois conversando. Quando pensei em voltar para o hotel, vi Elidio com as mãos nos cabelos de Giovana, e acariciando seu rosto. Não queria sentir ciúmes, nem suspeitar de Elidio mas estranhei aquele comportamento por parte dele. Fiquei observando-o até ele a soltar, então voltei para o hotel. Enquanto ele não chegava, resolvi ligar para o Anderson. - Andy? Sou eu. E..r… Porque Melissa e Giovana brigaram? - questionei. - Oi, Daniel. Eu não faço ideia. Posso perguntar para Melissa se quiser. - Andy respondeu. - Não precisa, Anderson. Pode deixar então. - tentei encerrar o assunto. - Dani, meu filho está ótimo, hoje o médico nos entregou o exame confirmando a gravidez e fizeram mais ultrassons. - Anderson dizia orgulhosamente. - Que bom que está feliz, Anderson. Cuide bem do nosso futuro garoto ou garota. Ele ou ela será um grande improvisador. - eu tentava mostrar animação. Anderson se despediu de mim, e desligamos o celular. E havia uma mensagem não lida. Peguei meu celular e resolvi abri-la. Era uma mensagem de Giovana se desculpando pela confusão, e que ela queria apenas estudar com Elidio. Deletei a mensagem e nem respondi. - Cheguei, DanDan. - Elidio anunciava. - Ah, oi. Como foi lá? - perguntei. - Ela queria que eu ajudasse-a com uma matéria de Física pra prova de hoje, e enfim… Tivemos que ir para a sorveteria estudar. - Lico se explicava. - Legal, legal. E pra estudar precisa acariciar o rosto e cabelo da colega? - perguntei levantando uma sobrancelha. - Do que está falando, Dani? Você… Me seguiu? - Lico se irritou. - Você não quis me dizer o que ia fazer. - retruquei. Elidio se aproximou de mim, sentando ao meu lado e fez uma voz séria. - Eu quero dizer algo seríssimo. Se continuarmos desconfiando um do outro, não iremos passar de 4 meses de namoro. Não irá durar. Fiz uma promessa comigo mesmo, que irei confiar de você o máximo possivel. Não mereço que faça o mesmo não? - ele dizia sério, porém, calmo. - Ahhh… Lico… Eu confio em você. - me explicava. - Daniel, você me seguiu. Estamos passando o dia todos juntos? Estamos. Mas não será todo dia assim. Quando voltarmos das férias, muita coisa vai mudar, Daniel. - ele continuava. - Quer dizer, que quando voltarmos… Iremos nos afastar? - eu fiz uma voz triste. Elidio segurou meu queixo levantando-o, e fitou meus olhos. - Não é isso. Porém, você não quer ir morar comigo. Temos nossos empregos, obrigações. Não posso ficar grudado em você 24 horas. - Lico dizia. - Quer saber, Elidio? Vamos ficar juntos sim. - abracei-o beijando-o todo em seu pescoço. - Quando chegarmos, não quero lembrar de nada, quero chegar, pegar minhas coisas e morar com você. - eu dizia ansiosamente enquanto o abraçava. - Tudo bem, Dani. Assim passaremos mais tempo juntos. Tentarei te acompanhar em todos os lugares, não quero que fiquemos longe também não. - Lico retribuiu o sorriso e selou meus lábios. - A Giovana é linda, me diz que… Você não se interessa por ela. - falei num tom triste. - Dani, está vendo isso aqui? - mostrei minha aliança à ele. - É a prova de que eu já tenho dono. Isso me faz não querer e nem me interessar por mais ninguém. - ele sorriu. - Então, seu bobo, iremos confiar um no outro, independente de tudo. Vamos evitar discussões, não é mesmo? - eu retribui o sorriso. - Isso mesmo. Alguma novidade no namoro do Anderson, Dani? - Lico me perguntou. - Ahh, nem te conto, Lico. Ele disse que o médico disse que o bebê deles está bem, e ele conseguiu a confirmação da gravidez dela, por meio de exame de sangue. E, ele viu mais ultrassons do bebê. - eu dizia animado. - Conseguiu, é mesmo, Dani? Que bom que ele está feliz, fico feliz também. - Lico esforçava para se mostrar alegre. Ligamos a televisão, e deixamos em um filme que estava passando. *Narração Elidio* Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Giovana, dizendo sobre os exames que Giovana havia mostrado, que eram, supostamente, dela. Então, ela respondeu dizendo que iria averiguar os exames. *Narração Melissa* Eu estava pensando nas coisas que havia dito para Giovana mais cedo, porém, também pensava no que ela havia escutado de minha conversa com Júlia. Por mais que eu exigisse que Giovana ficasse longe dessa situação, eu já sabia que a enxerida não iria ficar. O que me confortava, era saber que Júlia me ajudaria no que eu precisasse. Giovana voltou para casa e foi para a sala, onde eu e Anderson estávamos. - Você contou para o Daniel que você e Melissa discutiram, Giovana? Como ele soube? - Anderson questionou-a. - Eu só conversei com eles para desabafar, eles são meus amigos. - Giovana se justificava. - Parece que você e Elidio até sairam juntos, né? - Anderson prosseguiu. - Saimos, agora chega de perguntas. - Gio encerrara o assunto. - O Daniel não pediu ao Elidio para não se intrometer na nossa vida? - questionei. - Pediu, e ele está fora da vida de vocês. Não se preocupe. - Gio respondeu. Olhei para ela de cima a baixo, e inventei que precisava ir ao banheiro e já voltava, peguei meu celular e liguei para Daniel. - Oi, Dani. É a Mel. - disse com uma voz doce. - Oi, Melissa. Tudo bem? - ele perguntava. - Na verdade, não. Tem como você pedir para o Elidio parar de se intrometer na minha vida? - eu disse firme. - Do que você está falando, Melissa? - Daniel mudou seu tom de voz. - Do fato dele e minha irmã sairem, para falarem sobre minha gravidez. Disso. - respondi. - Eles foram estudar, Melissa. Deixa de paranóia. - Daniel retrucou. - Estudar? Pra que que a Giovana quer estudar? - perguntei. - Para a faculdade, ela tem prova hoje à noite. Pode perguntá-la. - Dani respondeu. - Faculdade? - dei uma risada. - Daniel, Melissa se formou há 3 anos atrás. E o que ela fez não caia nada de Física, viu. - continuei. - Ah sim.. Desculpa a confusão, irei conversar com Elidio. - Daniel disse desligando a ligação. Se o Elidio ia se meter na minha vida, querendo prejudicar meu relacionamento, eu iria dar o troco. Sai do banheiro e Giovana ficou em fitando o tempo todo, e depois decidiu subir para seu quarto. - Vocês andam tão misteriosos ultimamente, Mel. Tem alguma coisa acontecendo. - Anderson desconfiava. - Engano seu, Andy. Está tudo ótimo. Me dê um beijo. - eu sorri e selei seus lábios. *Narração Elidio* - Elidio, porque vocês mentiram? Acabamos de conversar sobre confiança e você mente? - Daniel gritava. - Não queriamos mentir, Daniel. Mas é necessário. - eu me defendia. - É isso que eu quero que confie em mim, não me pergunte o que é, porque não posso te dizer. - O que quer que eu faça? Cruze os braços e ignore? Elidio, você é quem tinha que confiar em mim e me dizer o que houve. - Daniel insistia. - Tudo bem, Daniel, tudo bem. Mas não conte a ninguém que eu te contei. É uma coisa pessoal de Giovana. - inventei. - Daniel, aquele dia que discutimos eu sai com Giovana para a sorveteria, e ela foi ao banheiro, e quando fui para o banheiro dos homens, eu a vi colocando a escova na garganta e vomitando. Ela é bulímica. - continuei a inventar. - Não acredito, como assim? A Mel sabe? Ela está bem? - Daniel ficava me enxendo de perguntas. - Ela está se tratando, e é isso que ela queria me dizer. Aquele namorado dela lá, o Felipe… Levou-a à um médico, e ela já está se tratando. Mantenha segredo, por favor. - implorei. - Tudo bem, Lico. Não irei contar para ninguém, vou acreditar em você. - Dani finalizou o assunto sorrindo e me dando um selinho demorado.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
- Ahí está, podés mirarlo todo lo que se te dé la gana, pero siempre que primero te laves las manos. Lo escondo porque es valioso y vos andás siempre con raspas de zanahoria y cosas así en los dedos, sos tan doméstica que arruinarías cualquier incunable.
-As ferias estão chegando.. Eu e a Mel tinhamos pensado em ir pra minha casa de praia passar umas duas semanas.. sei la - Lucas falou deitado no sofa com Bia de um lado e Melanie do outro.
-É, acho que seria uma otima ideia - Mel falou.
-Acho essa ideia otima! Gente, meu amigo acabou de me ligar. Eu vou ali na casa dele rapidinho e já volto - Bia falou, pegando os oculos escuros e a chave do carro de Ricardo.
-O Alê? - Melanie perguntou.
-É sim. Vai la comigo? - Bia perguntou puxando Melanie do sofá.
-Que saudade dele!
-Traz ele pra sair com a gente daqui a pouco - Lucas sugeriu.
-Vish, Lucas, ta mudando de time? - Ricardo perguntou e todos riram.
Alexandre, o Alê, era amigo da galera tinha muito tempo. Ele era o menino gay mais fofo do mundo, sempre atencioso e muito extrovertido.
-Boa noite, queridos - Alexandre entrou na casa do Ricardo de braços dados com Bianca.
-Boa noite, Alê - Eles responderam em unisono.
-Gata, cade o resto da galera? - Ele perguntou ajeitando o cabelo de Bia.
-Eles já devem estar vindo.. O Caio eu não sei - Ela riu - Ele saiu ontem com uma garota ai e chegou hoje de manhã cedo e ta dormindo ate agora. E.. A Babi e o Edu, o namorado dela, se mudaram de cidade.
-O QUE? To chocado! NÃO ACREDITO - Ele falou pausadamente.
-Ela ficou gravida e eles resolveram ir pra cidade dos parentes dela - Mel falou.
-Minha Nossa Senhora do Glitter! Não sabia de nada disso.
-Pois é.. - Lucas falou enrolando uma mecha de cabelo de Melanie nos dedos.
-Hein, eu vou subir pra tomar um banho - Ricardo falou e puxou Bianca junto pela cintura.
-Acho que eu vou tambem - Lucas falou e Melanie levantou do sofá com ele.
-Hoje tem, hein? Seus danados! - Emma falou e os dois casais riram.
-Mel, eu ainda tenho alguma roupa aqui? - Lucas perguntou.
-Acho que tem la no meu quarto.
Lucas e Melanie foram tomar banho no quarto de Melanie, e Bia e Ric foram para o quarto de Ricardo.
-Amor, cade meu vestido? - Bia perguntou enquanto vasculhava o closet de Ricardo.
-Depois você procura, vem ca! - Ele pegou na cintura dele e eles cairam na cama.
Ricardo estava sobre Bia quando tirou a camisa dele e depois a dela. Ela tirou o short e o sutiã e depois tirou a bermuda de Ricardo. Ele pegou a camisinha no criado-mudo e a vestiu.
-Eu ja te falei que voce é linda e que eu te amo muito? - Ele falou dando beijos no pescoço dela.
-Eu te amo muito - Ela falou.
Eles fizeram amor e depois foram para o banho juntos, com os corpos ainda colados.
Quando terminaram o banho, Ricardo vestiu uma blusa e uma bermuda e Bia pegou um vestido preto folgadinho e um salto alto preto com dourado.
-Vem ca - Ele pegou ela no colo e a jogou na cama - Eu te amo mais que tudo, minha princesa.
-Eu acho lindo quando você fala assim - Ela o puxou e eles ficaram deitados ali, se beijando.
-Bianca, minha diva, que salto lindo é esse? A-D-O-R-E-I - Alexandre falou tirando Bia dos braços de Ricardo quando eles tinham acabado de descer as escadas.
-Gostou? - Ela olhou para os pés - Alê, faz uma make em mim, please?
- Bia, pega a minha make la no meu closet - Melanie gritou.
-Ok! - Bia gritou de volta enquanto entrava no quarto da amiga - Alê, eu quero uma maquiagem arrasadora.
-Igual a mim? Ok. - Ele falou enquanto pegava os pinceis e as maquiagens.
-ALEXANDRE! - Emma gritou e veio subindo as escadas - ME ENSINA A FAZER UMA MAKE LEGAL!
- Eu não tenho nada pra conversar!- Nicole tentou fechar a porta na nossa cara, mas o Logan colocou o pé impedindo. - Eu quero as fotos- Olhei friamente nos seus olhos. - Não. - Não tô de brincadeira, Nicole, cadê as fotos? - Bem guardadinhas. - Acho melhor você pegar.- Fui me aproximando. - E o que você vai fazer? - Não me desafia, você não sabe o que eu posso fazer. Eu vi que ela estava se cagando por dentro, mas por fora ela tentava parecer corajosa. - Que medo. - Para de palhaçada. - Cala boca. Prensei ela contra a porta com a mão no seu pescoço. - Eu quero as fotos. - Você nunca vai ter. Apertei seu pescoço mais forte. - Calma, Alaska.- A Marina apoiou sua mão no meu ombro. - Não tem mais essa, Marina, já chega. Me voltei para a Nicole novamente. - Eu vou repetir e essa vai ser a última vez: Cadê as fotos? - No meu quarto. - Me leva até lá! Fomos até o quarto dela e ela pegou numa gaveta cheia de blusas um pen drive, bateu com ele na minha mão. - Ta aqui sua ogra. - Foi bom fazer negócios com você, Nicole, vamos fazer mais vezes. - Passo. - Hm, já ia me esquecendo, o Travis é todinho seu. Aliás, vou comer daqui q pouco, quer essas sobras também? Dei um sorriso cínico e sai com os dois, assim que chegamos em casa me joguei no sofá. O Logan me olhou como se ele fosse uma criança e visse seu super herói favorito. - Aquilo foi foda! Até eu me caguei de medo! - Ela me faz perder a cabeça. Marina, vê se é mesmo esse pen drive, vou lá ver o nosso prisioneiro. - Ela tem que torcer para que se não for esse você não voltei lá, porque se não você vai acabar matando ela. - Quem sabe? Fui até o quarto do Travis e ele estava olhando pro teto, me joguei em cima, mas sai rapidamente. - Fala aê, como ta a vida de preso, otário? - Eu preciso mijar. - Quer que eu pegue uma garrafinha? - Alaska! - Outra coisa, fui visitar sua namoradinha. Ela quase morreu, torça pra que esse seja o pen drive certo, porque se não for... - Dá a garrafa, por favor. - Implora. - Por favor, eu tô pedindo, pelo amor de Deus. - Ta. Fui até a cozinha, peguei uma garrafa vazia de água e voltei, dei pra ele. - Ta aqui. - Você pode virar pro outro lado? - Como quiser. Me virei e fiquei ouvindo o barulhinho que fazia, comecei a rir. - Para de rir, eu tenho que me concentrar. - Ui, ta bom. Terminou? - Sim. Ele colocou a garrafinha no chão. - Pode me soltar? - Não, ainda não. - Taís me fazendo sofrer. - Quer ver você sofrer de verdade? - Alaska... Subi no seu colo e comecei a rebolar bem devagar, fui arranhando seu peito de leve, rebolei bem junto ao seu corpo, já sentia lá embaixo, ele tombou a cabeça para trás e fechou os olhos, segurei as duas bochechas dele com uma mão só e puxei seu rosto para que ele pudesse olhar bem nos meus olhos. - Isso é por tentar me fazer de otária, mas cá entre nós, a otária aqui não sou eu. - Eu sei, me desculpa. - Mais uma coisa, eu acho que você deve saber.- Me aproximei ainda mais.- Eu não te amo mais. Ele ficou surpreso, aproveitei a deixa e fui encontrar a Marina. - É esse? - É sim. - Ótimo! Vou ver os lesados. - Pera ai, o que foi aquela bagunça toda ontem? - A Ali tava bolada, dai a gente bebeu pra caralho e depois o Thi pegou uma verdinha. - Da próxima chama. - Pode deixar. Fui até o quarto e estavam todos dormindo, liguei o som e estava começando a música birthday sex. - Meninos, acho que vocês não vão querer perder isso. Apenas o Vinicius levantou a cabeça, comecei a tirar a blusa de uma maneira sensual, ele sentou na cama. - Caralho! Os outros meninos acordaram quando ele gritou e eu fiquei dançando, tirei a calça, fui descendo até o chão e levantando, dancei de uma maneira ainda mais sensual. Me virei de costas, rebolei um pouco e tirei o sutiã, me virei de frente e desci de novo, depois fui até o armário e peguei a parte de cima de um biquíni, tirei a calcinha rebolando e coloquei o resto do biquíni, me virei pra eles. - Então, o que acharam? - Não me importaria de acordar todo dia assim.- O Vinicius falou dando um sorriso safado, os outros fizeram o mesmo. Fui até a Alice e a a balancei fraco. - Acorda, Ali. Ela se sentou e espreguiçou. - Ontem foi foda. Eu fiquei meio receosa. - Tu lembra de tudo? - Algumas coisas estão borradas, por que? Eu fiz alguma merda? - Força um pouco a mente. Ela fechou os olhos por um tempo e depois os arregalou. - Caralho! Eu.. Você...- Assenti com a cabeça.- Isso fica entre nós! - Claro! Me virei pro Vini. - Tua prancha ta aqui? - Lá no carro, vamos? - Bora! Chamamos o resto do pessoal, o Jason preferiu ficar e casa, fomos todos pra praia, pegamos as duas pranchas no carro e a galera ficou na areia enquanto eu e o Vinivius entramos. Ele foi me levando para o fundo, cada vez mais, até que estava sem pé, nem dava para enxergar direito os outros, subimos nas pranchas. - Tu não me trouxe aqui no fundo pra gente surfar, certo? - Correto. - Então dá pra agir logo?! Ele me agarrou com força e eu correspondi, me puxou para a prancha dele e ficamos de frente um para o outro, sentei no seu colo e frente mesmo e de pernas abertas. Ele desceu da prancha, tirou o calção, colocou encima da minha prancha e subiu de novo, desamarrou os laços da parte de baixo do meu biquíni e me pegou no colo de novo. Eu sentia muito prazer, ele ia bem fundo, estava com a cabeça tombada e de olhos fechados, assim como a expressão do Travis estava, depois de um tempo ele me segurou pela bunda e me apertou mais pra baixo, forçando um pouco e gozamos. - Ta afim de fazer o que agora?- Ele disse pondo de volta o calção. - Ah, quero deitar aqui e relaxar.- Pus o biquíni de novo. Me deitei na prancha, com a mão encostada no mar, ele se deitou também e deu a mão pra mim, ficamos assim por um tempo. Em silêncio, um silêncio que dizia tudo. - Eu te amo, Alaska. - Eu também te amo, Vinicius, nunca esquece disso, ta? - Nunca vou esquecer.