A princípio eu senti falta do sexo dela, da forma com que ela não cansava, topava tudo, sem tempo ruim.
E eu pensei que era só prazer. (...)
Depois senti falta das nossas saídas, das conversas, dos vinhos e dos lugares que ela sempre escolhia como ninguém. Das mensagens, das nossas piadas internas, dos assuntos e dos problemas um do outro.
Então pensei que era só amizade.
Logo, senti saudades dos abraços, das conversas, do olhar. Senti falta da conexão que a gente tinha, e que eu não conseguia mais sentir em outros lábios, em
outros corpos...
Entendi que era só paixão.
Mas então senti saudade da presença, da voz e do efeito que ela fazia em meu estômago e nas pernas trêmulas, de pegar em sua mão e me sentir seguro, de sentir seu perfume e me sentir completo.
De saber que eu a veria e tudo estaria bem.
E eu descobri que era amor.
E às vezes a gente deixa um grande amor passar por pensar que alguém que vai pra cama no primeiro encontro, ou alguém que não tem bloqueios sexuais, ou que é livre bem resolvida não dará certo para namorar.
E com isso acabamos perdendo a chance de amar pelo medo de tentar... E às vezes a gente só descobre que é amor quando já virou saudade.














