A tua gargalhada enche o quarto, rodas sobre ti mesma, nua, bela, suave. Brincas com o lençol que te descobre, tal como eu. Agarras-lo com me agarras-te a mim, com o carinho, o carinho que te dança nos teus lábios. E eu, disperso, sonho nesta realidade de luzes e sensações que me arrebatam. A tua gargalhada enche o quarto, jogas o teu corpo pelo ar, oscilas à minha frente de forma provocativa. O lençol agarra-te as pernas, prende-te, cais. Não de qualquer forma, neste sonho que crias-te, que me fazes viver, cais suportada pelas tuas e pelas minhas gargalhadas. A surpresa afloresce ao teu rosto, emerge o meu instinto protetor faz-me esticar o braço em teu auxÃlio. Que afronta! Como poderia eu auxiliar a criadora do sonho, a viva ilusão dos sentimentos. No chão, sentada entre o emaranhado lençol, as gargalhadas escapam entre as tuas mãos, fogem dali em todas as direções, preenchem o espaço. Nua, ergues-te. Despojada do lençol que momentos antes era um vestido, uma translúcida menção à decência, ergues-te. Desfaleço. O meu corpo não me pertence, as emoções não me pertencem, não me pertenço. Vivo o sonho que crias-te. A tua gargalhada enche o quarto, caminhas pé ante pé, com sorriso comprometedor, caminhas pé ante pé, abeiras-te de mim. Incapaz de me explicar, sei-o apenas. Sei que os meus olhos brilham, sei que a minha boca suspira, sei que o meu corpo reage. Sei sem o saber. Sinto sem o perceber. E tu, tu, deslizas neste sonho que tu própria crias-te, entre gargalhadas de puro regozijo. #catlover #doglover #bedlover #sexlover #blocklover #upslovers (em Caminha, Portugal) https://www.instagram.com/p/CiNhRF4Dnf8/?igshid=NGJjMDIxMWI=
















