marco estava cansado. os ombros pesavam e a luz fluorescente da delegacia fazia seus olhos arderem. ele ainda precisava falar com moreau antes de ir para casa — o que significava que provavelmente não iria para casa tão cedo. então, claro, dois de seus colegas apareceram, empurrando bastien para dentro da sala de interrogatório como se ele fosse só mais um bêbado em uma noite de sexta-feira. ❝ mas que porra… ❞ marco resmungou, esfregando os olhos com o polegar e o indicador. os dois colegas começaram a explicar o caso, vozes se atropelando, apressadas, mas bastien os interrompeu. ❝ saiam ❞ marco ordenou. os colegas hesitaram, depois trocaram um olhar e saíram, fechando a porta atrás deles com um clique seco. o xerife passou a mão pelo cabelo, sentindo o couro cabeludo formigar de frustração. depois olhou para bastien. ❝ gods grant ME strength ❞ ele murmurou, a voz carregada de irritação e cansaço. marco respirou fundo. ❝ bora, o que você fez hoje? ❞