𓈒 ࣪ ࣭ 🐉 . ˙ ˙ ⋆ ࣪ lápides. lápides. aglomerados de lápides, monumentos da morte alinhados de um modo confuso. elas tinham diversos tamanhos e formas, , e até mesmo os espaços entre elas eram estranhamente irregulares. a garota se perguntou, por um momento, quem havia sido o responsável por aquele lugar, independente de quem fosse, a pessoa não fazia ideia do que fazia. algumas possuíam uma distância de dez passos, outras pareciam coladas uma na outra. vivendo em arthurian, não parecia ser algo que deixassem passar, quer dizer, incompetência. arrependeu-se um pouco em ter aceito o convite para ir jogar com um tabuleiro ouija em plena noite, raramente negava algo aos seus irmãos, especialmente quando se tratava do primogênito. a ideia de brincar com um tabuleiro ouija pode não parecer divertida para a maioria das pessoas, mas provavelmente todos em algum momento de suas vidas ficaram curiosos se poderiam se comunicar com os mortos dessa maneira. mesmo existindo outras formas de se comunicar com fantasmas em ambas a cidades, a experiência não seria a mesma de estar em um cemitério com o irmão mais velho. estava sentada entre duas covas, de frente para ele, as pernas cruzadas e mãos balançando em ansiedade. as estrelas haviam desaparecido justamente naquela noite. o chão estava úmido, e tudo o que conseguia ouvir ao redor eram os sons das árvores agitadas pelo vento frio da noite. . — será que eles não vão ficar bravos? eu ficaria furiosa se alguém me atrapalhasse assim. pensa só, não basta só morrer, não posso descansar em paz porque as pessoas ficam me enchendo o saco. — a verdade é que ela não se importava, superar a curiosidade era mais importante, mas tinha de ser dramática antes, era uma necessidade. — se algo de errado, do tipo, espíritos saírem por aí nos atormentando, a culpa será toda sua. — disse brincando e deu de ombros, não estava exatamente nervosa, havia conhecido muitos fantasmas insuportáveis, mas eles também a conheciam. colocou a mão direita em cima do planchette, relaxou o corpo para não correr risco de acabar movendo o objeto acidentalmente. tendo assistido a vários filmes de terror , mesmo fingindo não consumir nada non-maj, decidiu seguir o roteiro. — tem alguém aí? — perguntou sem tirar os olhos do tabuleiro, no mesmo momento escutou um barulho próximo, o que a fez dar um sobressalto com os olhos arregalados, o que se revelou apenas um gato. logo em seguida limpou a garganta, se ajeitando confortavelmente novamente e ajeitando o cabelo. — eu sabia que não era nada… — explicou para o irmão, tinha uma imagem a manter. tentou repetir a pergunta novamente, visto que nada havia acontecido. — há alguém aqui? se alguém estiver entre nós, por favor, nos dê um sinal. — seu tom era alto e claro. demorou alguns instantes até o objeto começar a se mover até o “yes”, yuzi abriu a boca, incrédula, o olhar sendo desviado até qiang. — não foi você, certo? se não tiver sido, pode ser uma ilusão compartilhada. — estreitou os olhos, voltando a observar a tábua. — hm… você pode nos dizer seu nome? — parecia uma boa perguntar para iniciar, de qualquer forma, quando um espírito não pacífico costuma arrastar o planchette aleatoriamente, não dizendo nada e, aquele planchette começou a se mover formando um “oito”, indicando que o fantasma gostaria de tomar controle da sessão. a long mais nova bufou irritada, caramba, mal tinham começado! uma sensação estranha tomar conta de seu corpo. não é de admirar que se sentisse assim, brincava arriscadamente entre vários cadáveres. o som do vento não parecia mais apenas o vento, parecia ter escutado algo a mais, talvez fosse o felino de mais cedo. moveu a cabeça na direção do som e então percebeu, o gato desapareceu. a garota encontrava-se inexpressiva, porém era notável a apreensão em seus olhos castanhos. finalmente lembrou-se em que tipo de lugar estava. as lápides que os cercavam pareciam estar se aproximando cada vez mais, era loucura aquele tipo de sensação. entretanto, algo entrou em seu campo de visão, havia algo lá, alguém além dela e o irmão. mesmo arthurian sendo lotada de pessoas com costumes peculiares, não achava que alguém entraria no cemitério no meio da madrugada, sua mente ficou em branco. o que é que fosse, estava indo direto na direção deles. yuzi pensou se deveria sair correndo, o coração acelerou e a respiração passou a ficar pesada antes dela se dar conta. seu corpo não obedecia às ordens de sua mente para fugir, suas pernas estavam enraizadas no chão.