Hoje faço 14 anos de Tumblr! 🥳

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Hoje faço 14 anos de Tumblr! 🥳

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O dia em que os discos voadores chegaram
“Naquele dia, os discos voadores pousaram. Centenas deles, dourados
Silenciosos, descendo do céu como grande flocos de neve,
E o povo da terra ficou
olhando enquanto desciam,
Esperando, boquiabertos, para saber o que nos esperava dentro deles
E nenhum de nós sabendo se estaríamos aqui amanhã
Mas você nem notou porque
Aquele dia, o dia em que os discos voadores chegaram, por uma coincidência
Foi o dia em que os túmulos devolveram seus mortos
E os zumbis surgiram da terra macia
ou irromperam, cambaios e de olhos baços, irrefreáveis,
Vindo até nós, os vivos, e nós gritamos e corremos,
Mas você não notou nada disso porque
O dia dos discos, que também foi o dia dos zumbis, foi também o Ragnarok, e as telas de televisão nos mostraram
um navio feito das unhas de homens mortos, uma serpente, um lobo,
Todos maiores do que a mente podia conceber,
e o câmera não conseguia
Se afastar o suficiente, e então os Deuses surgiram
Mas você não os viu chegando porque
No dia dos discos-zumbis-deuses-em-guerra
as compotas cederam
E cada um de nós foi engolido por gênios e espíritos
Oferecendo-nos desejos, maravilhas e eternidades
E charme e esperteza e
corações valentes e potes de ouro
Enquanto gigantes funga-fungavam por toda
a terra, e abelhas assassinas,
Mas você nem fazia ideia disso porque
Naquele dia, o dia dos discos dia dos zumbis
Dia das fadas e do Ragnarok, o
dia em que vieram os grandes ventos
E nevascas, e as cidades se transformavam em cristal, o dia
Em que todas as plantas morreram, os plásticos se dissolveram, o dia
Em que os computadores se rebelaram, as telas nos dizendo
que iríamos obedecer, o dia em que
Os anjos, ébrios e confusos, saíram trôpegos dos bares,
E todos os sinos de Londres tocaram, o dia
Em que os animais nos falaram do sírio, o dia do Yeti,
Das capas flutuantes e da chegada
da Máquina do Tempo,
Você não notou nada disso porque
estava sentada no seu quarto, sem fazer nada,
nem lendo, nem mesmo isso, só
olhando para o telefone,
imaginando se eu iria ligar.
Neil Gaiman
(acho que ouvi sua voz me lendo isso)”
Te ligo em qualquer madrugada pra esclarecer aquelas histórias mal-contadas e te entreter com uma poesia qualquer. Te ligo em qualquer madrugada parada, pra falar do nada e da chuva pesada que nos fez acordar. Te ligo em qualquer madrugada, mesmo sem créditos, te digo um trecho de música inédito e me vou sem avisar. Te ligo em qualquer madrugada sem rima mesmo, pra cumprir nem que seja uma das muitas promessas na hora certa (ou um pouco antes da hora, ou muito atrasado…). Te ligo em qualquer madrugada pra falar dos gols da rodada e das contratações novas dos times dum esporte que não aprecio. Te ligo em qualquer madrugada pra te chamar “prum” show do nosso cantor favorito (não ousaria te chamar pro Paul). Te ligo em qualquer madrugada e te resumo aquele filme de ação cheio de explosões que vi com o pessoal do colégio e te mato de tédio. Te ligo em qualquer madrugada, só pra ouvir seu Oi-meio-meigo-meio-acabei-de-acordar e, logo em seguida, desligo. Te ligo em qualquer madrugada, mesmo sem um bom motivo, só por ligar mesmo. Te ligo em qualquer madrugada pra que não nos esqueçamos de que é a tormenta que nos movimenta e nos transforma. Te ligo em qualquer madrugada pra agradecer pelas palavras emprestadas que tomei de ti. Te ligo em qualquer madrugada pra cobrar meus honorários por tanta inspiração. Te ligo em qualquer madrugada pra pegar o lote e a quadra e a cor do portão. Te ligo em qualquer madrugada pra dizer que a chuva tá foda, que fodeu com as rosas, que eu tô encharcado e louco pra entrar.
NOV/1997 completou 11 anos hoje!
FILMREEL’S 1K FOLLOWER CELEBRATION FAVORITE MOVIE PER MEMBER - Rina (@robertdowneys)
INTERSTELLAR (2014) dir. Christopher Nolan Do not go gentle into that good night…

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“I wonder how much of what weighs me down is not mine to carry.” - unknown
Artwork by Nicole Rifkin. Original photo by internetfamous.

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Silenciosos, descendo do céu como grande flocos de neve,
E o povo da terra ficou
olhando enquanto desciam,
Esperando, boquiabertos, para saber o que nos esperava dentro deles
E nenhum de nós sabendo se estaríamos aqui amanhã
Mas você nem notou porque
Aquele dia, o dia em que os discos voadores chegaram, por uma coincidência
Foi o dia em que os túmulos devolveram seus mortos
E os zumbis surgiram da terra macia
ou irromperam, cambaios e de olhos baços, irrefreáveis,
Vindo até nós, os vivos, e nós gritamos e corremos,
Mas você não notou nada disso porque
O dia dos discos, que também foi o dia dos zumbis, foi também o Ragnarok, e as telas de televisão nos mostraram
um navio feito das unhas de homens mortos, uma serpente, um lobo,
Todos maiores do que a mente podia conceber,
e o câmera não conseguia
Se afastar o suficiente, e então os Deuses surgiram
Mas você não os viu chegando porque
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a terra, e abelhas assassinas,
Mas você nem fazia ideia disso porque
Naquele dia, o dia dos discos dia dos zumbis
Dia das fadas e do Ragnarok, o
dia em que vieram os grandes ventos
E nevascas, e as cidades se transformavam em cristal, o dia
Em que todas as plantas morreram, os plásticos se dissolveram, o dia
Em que os computadores se rebelaram, as telas nos dizendo
que iríamos obedecer, o dia em que
Os anjos, ébrios e confusos, saíram trôpegos dos bares,
E todos os sinos de Londres tocaram, o dia
Em que os animais nos falaram do sírio, o dia do Yeti,
Das capas flutuantes e da chegada
da Máquina do Tempo,
Você não notou nada disso porque
estava sentada no seu quarto, sem fazer nada,
nem lendo, nem mesmo isso, só
olhando para o telefone,
imaginando se eu iria ligar.
Neil Gaiman
(acho que ouvi sua voz me lendo isso)”
Te ligo em qualquer madrugada pra esclarecer aquelas histórias mal-contadas e te entreter com uma poesia qualquer. Te ligo em qualquer madrugada parada, pra falar do nada e da chuva pesada que nos fez acordar. Te ligo em qualquer madrugada, mesmo sem créditos, te digo um trecho de música inédito e me vou sem avisar. Te ligo em qualquer madrugada sem rima mesmo, pra cumprir nem que seja uma das muitas promessas na hora certa (ou um pouco antes da hora, ou muito atrasado…). Te ligo em qualquer madrugada pra falar dos gols da rodada e das contratações novas dos times dum esporte que não aprecio. Te ligo em qualquer madrugada pra te chamar “prum” show do nosso cantor favorito (não ousaria te chamar pro Paul). Te ligo em qualquer madrugada e te resumo aquele filme de ação cheio de explosões que vi com o pessoal do colégio e te mato de tédio. Te ligo em qualquer madrugada, só pra ouvir seu Oi-meio-meigo-meio-acabei-de-acordar e, logo em seguida, desligo. Te ligo em qualquer madrugada, mesmo sem um bom motivo, só por ligar mesmo. Te ligo em qualquer madrugada pra que não nos esqueçamos de que é a tormenta que nos movimenta e nos transforma. Te ligo em qualquer madrugada pra agradecer pelas palavras emprestadas que tomei de ti. Te ligo em qualquer madrugada pra cobrar meus honorários por tanta inspiração. Te ligo em qualquer madrugada pra pegar o lote e a quadra e a cor do portão. Te ligo em qualquer madrugada pra dizer que a chuva tá foda, que fodeu com as rosas, que eu tô encharcado e louco pra entrar.