Sobre o amor próprio
Em suma, atualmente, amor próprio se conecta ao egoísmo eminentemente. Em sentido de valoração pessoal, incentiva-se o desapego, o desfoque de certos sentimentos.
O amor próprio talvez devesse ser usado de maneira que, ao se fazer bem, se sentir bem consigo, se aceitar, se perdoar, se compreender, faça bem ao círculo pessoal, gerando assim, algo além do amor próprio, um bem coletivo.
A energia de cada ser tem poder de afetar a energia do próximo, por variadas, e até mesmo incompreensíveis, vias de conexão.
Portanto, há em nós, sentimentos bons e ruins, o que nos faz ter, sendo parte da essência natural, equilíbrio. A disseminação dos sentimentos interiores gera reações, efeitos. E nesses efeitos, podemos encontrar a real importância do amor próprio. Desapegando do egoísmo, podemos enxergar que nosso próprio bem, pode ser além de nós mesmos, pode ser um bem coletivo. Pensando assim, consideramos o amor próprio um amor nosso, um amor que transcende de um para outros. O bem que o amor real pode proporcionar, encontra empatia até nas mais egoístas maneiras de pensar.