verdade que tu tem ciume de toda e qualquer mulher que fala com a tomika no café?
Não é assim também não.
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tomika: hoje acordei com uma saudade de vc passei a manhĂŁ toda lembrando do seu cheiro
Quando for assim Ă© sĂł vir aqui, linda.
Eu tĂŽ em casa, aliĂĄs.
amg vdd q vc jĂĄ comeu algo q tem alergia por causa de um strap?
Recentemente e foi uma experiĂȘncia interessante.
gosta de comida japonesa ou sĂł de mulher?
Gosto da comida também.
cara fala a vdd o que vc achou da apresentação da banda da stella? e a mĂșsica q cantaram que fizeram pensando em vc hein que q vc achou?
Foi incrĂvel, ela, o Zeki e a banda inteira sĂŁo realmente muito bons, ainda bem que colocaram essa menina numa aula de baixo.
Ela Ă© terrĂvel, vai me render semanas da Tomika cantarolando essa mĂșsica para mim sĂł para me encher, mas tudo bem, o que nĂŁo passo pela minha afilhada, nĂ©? E, vou admitir, a mĂșsica Ă© boa.

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verdade que o gio chorou no seu colo na época do acidente do hayden?
Ainda sinto um gosto amargo na boca toda vez que penso nesse acidente, sabia? Foi horrĂvel. Meu sono Ă© pesado, mas eu sempre soube quando o Gio nĂŁo estava bem e tenho certeza de que foi isso que me acordou naquela noite. Quando eu e a Tomika chegamos na casa deles sĂł encontramos o Amos e quando soube de tudo sĂł quis correr para o lado do meu irmĂŁo. Eu nunca vou saber o que Ă© ser pai ou mĂŁe de alguĂ©m, mas nos Ășltimos anos vi o Gio se tornar o pilar que sustentava muita coisa, no acidente do Hayden nĂŁo foi diferente. Mas quando eu cheguei lĂĄ vi na hora o quanto ele estava sofrendo e precisava de mim e ele chorou sim, sem ninguĂ©m mais ver.
no fim vc nĂŁo precisou nem parar o mundo nem o sentimento ne diva
Quem diria? Eu mesma nĂŁo, acho que tive muita sorte.
se a stella te pedisse dinheiro emprestado vc emprestaria? sinceridade absoluta! vc gosta do menino engraçadinho e tagarela que anda sempre com ela? vc jĂĄ escutou a banda dela? seria meio engraçado ne se ela escrevesse uma mĂșsica inspirada em vc e em como vc era franga com a tomika
Pior que sim e jĂĄ emprestei vĂĄrias vezes sĂł peço para ela nunca me contar com o que estĂĄ gastando porque tem coisas que Ă© melhor nem saber. O Zeki?! Ele Ă© muito engraçado, eu adoro a cara que ele faz quando diz algo que deveria ser segredo. E claro que jĂĄ escutei a banda deles, eles sĂŁo muito bons, acho que vĂŁo fazer muito sucesso. Isso Ă© exatamente o tipo de coisa que a Stella faria e eu ia fazer o quĂȘ, nĂ©? Odiar cada segundo, fazer a Tomika me prometer que nĂŁo ia falar nada sobre e depois falar para a Stella que amei, mas ia abraçar ela apertado do jeito que ela odeia.
diva tipo assim sei q fazem muitos anos e vc jå deve ter perdoado até pq bobagem ne mas como foi pra vc quando a lawan finalmente ficou com a drew?
Eu achei que nĂŁo ia durar muito, para ser sincera, que ia ser mais um dos lances passageiros da Lawan, mas fico feliz por ela que nĂŁo foi assim. Elas dĂŁo muito certo.
giu o que vc acha sobre ser tia? laços familiares importam mais na prova de ponto? vc é mais tia do que a tomi?
Eu adoro ser tia apesar de dois dos meus sobrinhos nĂŁo terem me escolhido para ser madrinha deles, algo que um dia irei superar. Mas ter crianças que vocĂȘ ama muito e nĂŁo sĂŁo suas Ă© um sonho. Vamos lĂĄ, estou bem vendo que vocĂȘ tĂĄ querendo me arrumar problema com a minha mulher, mas vĂȘ: faz sentido eu falar que a Tomi Ă© mais tia da Olivia do que eu, nĂŁo acha? A Gia Ă© amiga dela e sempre foi. Agora com os loirinhos apesar de a Kath ser a mĂŁe deles, eu sou irmĂŁ GĂMEA do pai deles, entĂŁo meio que eu ganho aqui.

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de 0 a 10 na escala gag quao gagged vc ficou quando o gio te contou que seria pai pela primeira vez?
10 de 10, achei uma loucura sem fim.
vc n acha meio loucura o seu irmĂŁo ter tido TRĂS filhos? sendo dois deles um hayden e uma stella?
Acho! Eu vivo falando isso para a Tomika, principalmente quando ela questiona se a gente deveria mesmo fazer tal coisa ou comprar aquilo outro. Olhe ao redor, meu amor, a gente pode tudo. NĂłs vamos envelhecer sem um cabelo branco e o Gio jĂĄ tĂĄ cheio, Ă© porque ele Ă© loiro ai nĂŁo aparece tanto...
o que vc acha da namorada da stella? Ă© namorada mesmo? vc jĂĄ conheceu ela? vc acha normal a stella ter impedido vocĂȘs de conhecerem ela por tanto tempo? vc acha normal a stella invadir sempre sua casa pra comer bolo?
Pelo que eu entendi não é namorada ainda? Mas nunca då para saber de nada com certeza sobre a vida da Stella. Conheci, com muito esforço, e ela é uma querida!
Para ela? Tudo isso Ă© bem normal sim. Para ser sincera, acho que se ela pudesse esconder a Hui de todos nĂłs e dizer que ela Ă© uma ĂłrfĂŁ perdida sem famĂlia, ela preferiria.
na sinceridade total giulinda de todos os sobrinhos e sobrinhas que vocĂȘ tem qual seu favorito(a)?
Olha, eu sei que é antiético, mas eu acho que pior seria não dizer a Stella sendo que ela tem a chave da minha casa, sabe?
i want to run my fingers through your hair and tell you iâve never done this before with someone like you | giutomi
@tomikandrews
âBy the way, you can not criticize anything about this hot chocolate, ok? I donât own a coffee shop like someone might,â Giulia se antecipava, segurando duas canecas de chocolate quente em suas mĂŁos. âĂ como minha mĂŁe fazia pra gente e eu vou sim jogar neve na sua cama enquanto vocĂȘ dorme se nĂŁo gostar.â Avisou mais uma vez, sua voz firme mas falhando em esconder o fundo divertido em seu timbre. Admitiria que nĂŁo foi sua melhor ideia fazer aquela bebida para a dona de todas as coisas gostosas que jĂĄ tinha provado, porĂ©m estava com frio e queria fazer algo para Tomika enquanto todos ainda esquiavam e elas tinham um pouco de paz.
Rindo, Tomika revirou os olhos. âEu ainda nem experimentei o chocolate e nĂŁo sĂł vocĂȘ acha que nĂŁo vou gostar como acha que vou criticar?â Perguntou com diversĂŁo, esticando sua mĂŁo para poder segurar a caneca azul. âVocĂȘ sabe que se jogar neve na minha cama eu vou simplesmente ir dormir com vocĂȘ, nĂŁo sabe?â Talvez precisasse criticar a bebida quente sĂł para ter uma desculpa vĂĄlida para dormir ao lado da loira - era uma opção interessante. âMas sĂ©rio, obrigada por isso, meu bem.â Procurou os olhos de Giulia, dando uma piscada pra ela e se afastando um pouco para que ela pudesse sentar ao seu lado.
âO que vocĂȘ quer que eu diga? VocĂȘ Ă© cheia de gracinhas,â disse em uma acusação. âĂ um sacrifĂcio que eu estou disposta a fazer.â Levantou seus ombros como se fosse realmente muito ĂĄrduo o ato de dividir uma cama com Tomika, como se nĂŁo estivesse sentindo falta de fazer exatamente isso. Giulia sentou-se ao lado da morena, sorrindo para ela e balançando sua cabeça para dizer que nĂŁo era nada demais. E isso era uma mentira, nĂŁo era? Porque Giu nĂŁo era tĂŁo cuidadosa com ninguĂ©m que nĂŁo seu irmĂŁo e definitivamente nunca havia sido com ninguĂ©m que estivesse envolvida de alguma forma. Geralmente, nĂŁo poderia se importar menos e com Tomika⊠se importava demais. Baixou os olhos para a caneca em suas mĂŁos, tomando um gole lento. âEntĂŁo? Bom?â
"Faz parte do meu charme," deu de ombros, assoprando um pouco seu chocolate quente, pois sempre que tomava cedo demais acabava por queimar sua lĂngua. "Ă? Pois saiba vocĂȘ que gosto de abraçar enquanto durmo, entĂŁo esteja logo avisada." SerĂĄ que nĂŁo poderia ela mesmo inventar qualquer desculpa esfarrapada para ir dormir com Giulia? A loira saberia na hora sua mentira, mas estava disposta a passar por isso por algumas horas de sono ao lado dela. Com cuidado, tomou um bom gole do chocolate quente, fazendo um som de aprovação no fundo de sua garganta. "De verdade? Ă um nove sĂłlido. VocĂȘ jĂĄ pode inclusive trabalhar lĂĄ no cafĂ© comigo... ou serĂĄ que Ă© mais correto chamar sua mĂŁe? A receita Ă© dela no fim do dia."
âEu jĂĄ dormi com vocĂȘ uma vez, lembra?â Numa noite um tanto confusa e inesperada, logo depois de terem dividido uma banheira. A lembrança era tĂŁo quente quanto a caneca em duas mĂŁos. âMinha avĂł entĂŁo, ela que Ă© a grande mente por trĂĄs.â Sorriu carinhosamente, depois assoprou o chocolate quente. âEla Ă© uma mulher muito fina, sabe? Minha avĂł. Nem sempre ela teve dinheiro, mas sempre fez questĂŁo de sĂł comer ou beber o que achava muito bom.â Gostava muito dela, lembrava bem de como desejava ter a postura da mais velha quando era criança. âEla Ă© a maior fĂŁ de chĂĄs da histĂłria tambĂ©m.â Erva cidreira, boldo, canela⊠ela tinha todo um arsenal. âToda vez que a gente vai lĂĄ ela oferece uma xĂcara de chĂĄ pra mim e pro Gio, desde que a gente era pequeno.â Tomou um gole demorado, quase conseguindo escutar o âquerem chĂĄ?â de sua avĂł. âA gente nunca aceitou, claro.â Riu um pouco, finalmente voltando a olhar para Tomika. Giu gostava muito de contar histĂłrias, era um dos motivos que tinha a atraĂdo atĂ© o jornalismo, a arte de contar algo a alguĂ©m. E ali, olhando para a morena, tinha uma espĂ©cie de epifania e poderia jurar que quase conseguia tocar um pedaço de sua histĂłria com seus dedos.
âComo eu poderia esquecer?â Devolveu tranquila, tomando mais um gole de seu chocolate quente e sentindo mais um sorriso se formar em seu rosto. Escutou com carinho enquanto Giulia falava da avĂł, um morno envolvendo seu corpo que com certeza nĂŁo provinha somente da bebida quente que consumia. Conseguia imaginar uma Giulia pequena, com os pĂ©s sem alcançar o chĂŁo numa cadeira de madeira, ouvindo a avĂł falar sobre a vida e tomando um chĂĄ; a careta que Giulia fazia ao negar o chĂĄ Tomika tambĂ©m conseguia ver bem. âSua avĂł parece ser encantadora,â disse com um sorriso, passando suavemente os dedos de sua mĂŁo livre nos fios loiros de Giulia. âDeve ser de famĂlia,â piscou. âE eu entendo porque nunca aceitou chĂĄ quando era criança, mas qual sua desculpa pra nĂŁo aceitar nos dias de hoje?â
âEla Ă© o mĂĄximo,â concordou, seu rosto se inclinando em direção Ă mĂŁo de Tomika em seus fios. âHĂĄbito, eu acho.â Sua mente divagava, ponderando sobre a pergunta da outra. âĂ tĂŁo fĂĄcil sĂł repetir uma coisa que vocĂȘ sempre disse.â Giulia apertava a caneca em suas mĂŁos como se precisasse daquela dose extra de calor para controlar a energia que sentia crescer dentro de si. âSabe,â começou devagar tentando tirar algo que parecia estar preso em sua garganta, âeu jĂĄ namorei dois caras e acho que nunca gostei de nenhum deles.â Continuava olhando para a bebida em suas mĂŁos, se lembrando de outras diversas coisas que fazia por hĂĄbito - ou ainda, por medo. âAcho que eu nunca gostei de nenhum homem assim.â
Tomika somente murmurou em concordĂąncia, seus dedos ainda deixando um carinho singelo entre os cabelos de Giulia. Ela era boa em falar demais, todo mundo lhe dizia isso. Mas seu verdadeira talento, pensava, era saber quando escutar. Tomou um gole de seu chocolate quente, enquanto observava Giulia com atenção e cuidado. Depois de um tempo, deixou a caneca sobre a mesa, se aproximando da loira de forma tranquila. âHĂĄbito, eu acho,â repetiu o que ela disse, um sorriso suave em seu rosto. Sem precisar pensar muito, apoiou uma de suas mĂŁos no joelho esquerdo de Giulia, nem que fosse pra ela saber que Tomika estava ali; Tomika entendia. âTalvez vocĂȘ sĂł precise aceitar o chĂĄ da sua avĂł numa prĂłxima vez que ela te oferecer. Ou talvez, se vocĂȘ achar que Ă© o correto, vocĂȘ pode negar novamente, tenho certeza que ela nĂŁo vai se importar. VocĂȘ sĂł precisa saber que Ă© uma escolha sua.â
Desde o primeiro dia, estar ao lado de Tomika era um tanto estranho. Seus sentidos se bagunçaram imediatamente, seu mundo pareceu expandir e todas suas certezas se transformaram em grandes dĂșvidas. No entanto, maior do que tudo isso, estar ao lado dela era estranhamente bom. ConfortĂĄvel, engraçado, tranquilo. Claro que tinha pensado nela ao lembrar do chĂĄ que sua avĂł fazia, do chocolate quente que bebia, tudo isso a deixava morna por dentro. âAcho que vou aceitar mesmo, algo me diz que vou gostar.â Sorriu para ela, seus olhos escondendo a verdade em suas palavras e achava que Tomika entendia. SerĂĄ que ela sabia o quĂŁo importante para Giulia era ter o apoio dela? A mĂŁo em seu joelho, seu tom reconfortante, ela ali, simples assim. Giu esticou-se para tambĂ©m deixar sua caneca sobre a mesa de centro, tentando nĂŁo afastar a mĂŁo da morena com seu movimento. âObrigada,â uma de suas mĂŁos encontrou a da outra, levantando-a atĂ© os nĂłs dos dedos de Tomika encontrarem seus lĂĄbios e entĂŁo depositar um beijo em sua pele. âVocĂȘ sabia?â Sua outra mĂŁo agora prendia alguns fios morenos atrĂĄs da orelha da outra, se demorando sobre os fios.
O sorriso que Tomika abriu ao escutar as palavras de Giulia sĂł era equivalente a sensação morna que tomava cada espaço de seu corpo. Era como um vulcĂŁo, mas no lugar de explodir e jogar lava e fumaça pra todo lado, sentia que aos poucos ia se derretendo, se moldando a terra como a leva fazia ao escorrer lentamente de sua origem. Era irĂŽnico, porĂ©m significativo, que no meio de toda aquela neve o que lhe esquentava era o sorriso de Giu, suas palavras doces, seus toques suaves. O chocolate quente ajudava, claro, mas nĂŁo era o principal. Deixou um carinho sobre a perna da loira, o beijo em sua mĂŁo lhe causando vontade de gritar e rir ao mesmo tempo. âSim,â respondeu suave, sua mĂŁo livre tomando a mĂŁo de Giulia que antes estava em seu rosto. âNĂŁo necessariamente que eu gostava de mulheres, mas que com certeza nĂŁo gostava de homens.â Riu baixo, brincando com os dedos da loira enquanto deitava a cabeça contra o estofado do sofĂĄ. âAlgumas coisas a gente sabe, outras a gente descobre no meio do caminho.â Algumas a gente entende no meio de dezembro, com a neve caindo do lado de fora e um mundo inteiro compartilhado entre duas pessoas.
Pequenas coisas podiam se tornar coisas imensas; como um trabalho da faculdade, uma conversa despretensiosa acabar mudando todo o curso de sua vida. Efeito borboleta. Giulia gostava muito do filme, mas nunca achou que viveria algo assim. No final, o que precisava acontecer sempre acontecia. Se vocĂȘ ama o que vocĂȘ ama ou vive em incessante revolta contra isso, o que vocĂȘ ama Ă© o seu destino. Lembrava-se bem de ter lido isso em algum lugar quando nenhuma daquelas palavras faziam sentido para ela. E Giulia nĂŁo estava dizendo que amava Tomika, nĂŁo iria tĂŁo longe assim ainda, mas encontrĂĄ-la parecia seu destino. âYouâre pretty obvious too.â Brincou, rindo enquanto seus dedos ainda se perdiam nos fios ao redor do rosto dela. âEu quis dizer se vocĂȘ sabia que eu nĂŁo sabia.â Fugiu do olhar de Tomi, a vulnerabilidade sempre lhe causava vergonha. âVocĂȘ Ă©, na verdade, a primeira mulher com quem eu tive qualquer coisa.â Giu pensou em levar aquela verdade consigo para sempre, mas era difĂcil nĂŁo querer contar todos os seus segredos a Tomika quando vocĂȘ olhava para ela.
Tomika apertou os olhos na direção de Giulia, uma expressĂŁo engraçada em seu rosto. "What's that supposed to mean, huh?" Existia sempre um ar de implicĂąncia entre elas, como se a linha da sobrancelha levantada de uma estivesse diretamente ligada ao fio do riso da outra. NĂŁo conseguia imaginar fazendo aquilo com mais ninguĂ©m e o pensamento, embora imenso, nĂŁo assustou Tomika. Ela abriu a porta pra ele e o deixou entrar, se acomodar no sofĂĄ e atĂ© ofereceu um chĂĄ. NinguĂ©m Ă© o que sente e sentimento algum no mundo era particular, mas Tomika lidava com as coisas de peito aberto, uma serenidade que nem sempre lhe era amiga, mas atĂ© ali nĂŁo tinha reclamação alguma. Olhou para Giulia, de repente muita coisa fazendo sentindo em sua cabeça. O jeito que ela fugia e voltava, dizendo que estava tudo uma bagunça e nĂŁo poderiam ter nada. Tomika nĂŁo era de julgar e nĂŁo tinha se adentrado muito sobre o assunto, mas deixou um beijo suave na mĂŁo da loira como se dissesse que estava tudo bem. "Ă o charme dos Andrews," brincou, tentando deixar as coisas mais leves. "Devo ter deixado as coisas bem confusas pra vocĂȘ, imagino. Desculpe por isso, meu bem."
âYou know exactly what I mean.â Riu com a expressĂŁo de Tomika, a indignação dela sempre provocava um riso frouxo em si. Particularmente era muito fĂŁ de toda reação que provocava nela como se cada pequena interação entre as duas fosse um presente. Poderia fazer isso por toda sua vida, irritĂĄ-la, brincar com seus fios, morder para depois assoprar⊠tornar cada pequena coisa algo exclusivamente delas. Giulia tinha descoberto que era muito boa em fugir, mas nĂŁo em fingir afinal esconder-se era bem mais fĂĄcil que mentir e a loira estava fatalmente ligada a verdade. Por isso sempre acabava admitindo o que a assustava, principalmente quando quem escutava era alguĂ©m de olhos tĂŁo bonitos e penetrantes. âYouâre insufferable.â Revirou seus olhos, puxando sua mĂŁo de volta para si. âUm pouco,â era verdade, âmas acho que o problema era mais eu do que vocĂȘ de qualquer forma.â Assentiu devagar mais para si mesma, tinha dado tantas voltas atĂ© chegar ali e apesar de ter tentado culpar Tomika pela dificuldade em entender o que passava em sua mente agora sabia que era ela mesma a responsĂĄvel por toda confusĂŁo. âEu nĂŁo tenho problema nenhum mais, se quiser saber.â Voltou a olhar para a imensidĂŁo castanha que sempre a engolia e entendia tantas outras coisas agora. âCom vocĂȘ talvez um pouco,â implicou porque sempre implicaria com ela, âmas nĂŁo com isso aqui.â Deixou que seus dedos se enrolassem nos de Tomika mais uma vez. NĂŁo fugiria mais, era o que Giulia estava tentando dizer, ainda tinha muitos medos mas estava disposta a enfrentĂĄ-los.
Talvez Tomika soubesse mesmo, ela era boa em saber de muitas coisas. As coisas que ela mais gostava, no entanto, era justamente as que ainda nĂŁo sabia, que ainda iria aprender. E Tomika gostava muito de descobrir novas coisas. Como tons diferentes de dourado, castanho. O som novo de uma risada, de uma sĂșplica. Como a sensação de uma pela morna sob seu toque, de olhar para alguĂ©m e sentir uma vontade inexplicĂĄvel de estar perto. Giulia era muitas coisas, um mundo que Tomika nĂŁo conhecia, mas que gostaria muito de descobrir, de mergulhar.
Assim que Giulia tirou a mĂŁo da sua, Tomika sentiu falta do toque dela. NĂŁo falou nada porĂ©m, somente observando a loira, sentindo que tudo era extremamente grande e ao mesmo tempo insignificante se comparado aquele singelo momento que elas dividiam em um sofĂĄ. Agora que Giulia tinha colocado tudo pra fora, era muito fĂĄcil de entender tudo e Tomika se sentiu atĂ© um pouco mal de tornar tudo tĂŁo difĂcil para a loira. âEu jĂĄ acho que vocĂȘ tem vĂĄrios outros problemas,â replicou naturalmente, um sorriso jĂĄ presente em seu rosto. E se Tomika fosse mesmo um problema, coisa que ela pensava ser, queria entĂŁo poder ser o problema de Giulia â soava bem, nĂŁo? Apertou a mĂŁo da loira, aliviada de ter aquele toque pra si novamente. Voltou sua mĂŁo livre para o rosto dela, um carinho deixado na pele bronzeada. âDe todas as ondas que vocĂȘ jĂĄ surfou nessa vida duvido que essa tenha sido a maior delas. Mas estou orgulhosa de vocĂȘ de toda forma.â
O ano novo nem havia chegado de fato e Giulia jĂĄ se sentia uma pessoa totalmente nova. Tinha enlouquecido, era verdade, ainda nĂŁo entendia como um buraco nĂŁo havia surgido no chĂŁo de seu quarto depois de andar tanto em cĂrculos lĂĄ. Mas ela estava bem agora, finalmente estava bem. E era verdade tambĂ©m que sua loucura tinha tudo a ver com a morena a sua frente, mas seu reencontro consigo mesma tambĂ©m tinha. Sentia que a cada bolo, toque, palavra compartilhados com Tomika era um passo em direção a quem deveria ser, a quem sempre tinha sido. Giulia queria se descobrir alĂ©m daquele ponto, queria descobrir sobre Tomika e as vezes queria descobrir ela. NĂŁo conseguia imaginar seus dias sem que ela estivesse lĂĄ.
âAcho que vocĂȘ Ă© o maior dos meus, parando para pensar.â E murmurou um âridĂculaâ rindo baixo. Imagina nĂŁo gostar da aventura? NĂŁo surfar uma onda porque sente muito medo dela? Imagina nĂŁo conseguir chegar no ponto mais alto do seu medo e depois mergulhar feliz pela coragem? Tomika era sua onda e tambĂ©m a prancha que a guiava tranquila sobre toda e qualquer ĂĄgua. Giulia nunca tinha gostado de quando o mar estava calmo demais, nĂŁo era divertido. Que bom que sempre se sentia em movimento quando estava com ela, que bom que s coisas tinham sido exatamente como foram. âA maior nĂŁo, mas acho que a mais importante.â Seu tom era ameno, seus dedos deixando um carinho sobre os dela, seus olhos focados onde a pele delas se tocavam. Um dia conseguiria colocar em palavras melhores e mais bonitas tudo o que sentia. âDorme comigo hoje, tenho certeza que suas amigas conseguem se ocupar.â
Ăs vezes um momento que parece tĂŁo simples, tĂŁo pequeno, consegue mudar o rumo de tudo. Tomika nĂŁo saberia dizer, nĂŁo ainda, mas aquela tarde fria, porĂ©m incontestavelmente morna, dividindo um sofĂĄ verde com Giulia parecia ser exatamente aquilo. E nĂŁo era demais, ao mesmo tempo que era tudo, era engraçado assim. Dividir momentos com a loira tinha sido assim desde o começo, incansavelmente paradoxal, incrivelmente bom e nĂŁo parecia que mudaria tĂŁo cedo - Tomika esperava que nĂŁo.
"Assim vocĂȘ infla meu ego, sabia? Que honra." Colocou uma mĂŁo no peito, seu tom implicante como sempre presente. Mas parando pra pensar, nĂŁo era realmente? Ah, ser chamada de ridĂcula pela garota que vocĂȘ gosta... que honra. Era bom esse sentimento que compartilhava com Giulia, de darem os passos juntas, sem precisar ter pressa e sabendo que a outra estaria bem ali segurando sua mĂŁo. Fazia muito tempo que Tomika nĂŁo sentia nada sequer parecido e ela fez uma nota mental de agradecer Giulia qualquer dia. "Sweet talker," replicou tranquilo, um sorriso em seu rosto. "Em falar nisso, vocĂȘ ainda me deve umas aulas de surfe no verĂŁo, nĂŁo pense que esqueci." NĂŁo que Tomika jĂĄ tenha sequer chegado perto de uma prancha, mas era o pensamento que importava. Murmurou baixo, se ajeitando para se esticar no sofĂĄ e deitar sua cabeça no colo de Giulia. "NĂŁo Ă© como se minhas amigas nĂŁo estivessem super ocupadas com os queridos delas." Na verdade tinha quase certeza ter visto Gia se esgueirar de noite pra dentro do quarto que Icarus estava ficando, mas ela podia estar sonhando. "Mas claro, amor, nĂŁo Ă© como se vocĂȘ precisasse pedir. Eu tenho uma condição, porĂ©m! VocĂȘ tem que me deixar dormir abraçada com vocĂȘ."
Giulia balançava sua cabeça, um sorriso incrĂ©dulo em seu rosto enquanto escutava o tom implicante de Tomika e pensava como ela, com aquele mesmo timbre, tinha virado sua vida de cabeça para baixo, a deixado maluca e com uma vontade incansĂĄvel de saber tudo o que ela pensava. De recusar o chĂĄ de sua avĂł a aceitar que fluĂa toda vez que via o sorriso da mulher a sua frente, depois que todas as metĂĄforas acabavam sobrava Giulia e Tomika num sofĂĄ verde, juntas, e isso bastava.
âNĂŁo pense vocĂȘ que eu nĂŁo estou contando os dias para o verĂŁo chegar e te ver em cima de uma prancha.â Suas duas coisas preferidas juntas? Poderia atĂ© sonhar com essa exata cena todas as noites. âE vocĂȘ me deixando dormir sĂł todos esses diasâŠâ Reclamou com os dedos jĂĄ perdidos entre os fios escuros de Tomika. âNesse frio ainda.â Era um pecado realmente. âHmmm, acho que posso fazer esse sacrifĂcio.â Fingiu pensar por mais tempo do que o necessĂĄrio, mas quando respondeu jĂĄ estava prĂłxima o bastante para deixar um selar sobre os lĂĄbios da outra. âNĂŁo vou te deixar sair de lĂĄ nunca mais, espero que entenda os riscos.â
"EstĂĄ ansiosa pra me ver de bĂquini, Giulia Scatorccio?" Levantou as sobrancelhas, um sorriso zombeteiro em seu rosto. Tomika gostava bastante de ir a praia, mas o fazia menos do que gostaria. NĂŁo tinha problema, no entanto, algo lhe dizia que passaria a frequentar bastante o oceano ao lado de Giulia. "VocĂȘ nunca me chamou," disse displicente. "E era sĂł invadir minha cama tambĂ©m. Eu te reconheceria mesmo dormindo." Parando pra pensar, talvez devesse mesmo ter ido atĂ© o quarto de Giulia. Apesar da manta quentinha de sua cama, tinha certeza que o calor do corpo da loira teria a aquecido muito melhor. Sorriu, encontrando o rosto de Giu com sua mĂŁo e a mantendo perto o suficiente para roubar outro beijo - gostava muito daquela proximidade. "NĂŁo se preocupe, jĂĄ vou chegar no seu quarto de mala e tudo. NĂŁo tenho vontade nenhuma de sair de perto de vocĂȘ."
âOu pra te ver caindo da prancha repetidamente, um dos dois.â Brincou, apertando seus olhos para a amorena a sua frente. Ă claro que Giulia nĂŁo dispensaria a visĂŁo de Tomika em um biquĂni, sabia bem que tal imagem provavelmente a visitaria quando estivesse dormindo. âE preciso chamar, Tomika? Achei que vocĂȘ fosse uma mulher de atitude.â Era engraçado pensar que qualquer atitude dela teria causado um surto psicĂłtico em si se fossem semanas atrĂĄs. âYouâre such a sweet talker,â revirou seus olhos, mas sorriu logo depois sentindo um morno em seu peito. Poderia passar todos os segundos de seus dias ouvindo as palavras de Tomika e nunca se cansaria. âMe parece uma boa combinação entĂŁo. Eu nĂŁo te deixo sair e vocĂȘ nĂŁo vai embora.â Deixou um beijo sobre a bochecha da outra e finalmente jĂĄ nĂŁo se sentia presa a algo que nĂŁo podia controlar, mas animada com a incerteza de conhecer alguĂ©m que a fascinava.

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Gio terminou de ajeitar suas coisas e foi pra sala, encontrando Giulia sentada no sofĂĄ sorrindo pro celular. Se nĂŁo estivesse nervoso teria falado algo, mas nada disse. Ele foi pra cozinha e voltou e fez isso mais trĂȘs vezes atĂ© se jogar no sofĂĄ ao lado de sua gĂȘmea. Pegou seu pandeiro e batucou seus dedos algumas vezes atĂ© solta-lo na mesa de centro e respirar fundo. âTenho uma parada pra te falar.â Arrancou o band-aid de uma vez, emendando logo em seguida: âTu vai ser tia.â
Giulia ainda tentava descobrir como era possĂvel sentir falta de alguĂ©m que tinha visto hĂĄ pouco tempo ou como era difĂcil simplesmente nĂŁo mandar mensagem ou nĂŁo sorrir para a tela de seu telefone enquanto falava com Tomika. âAn?â Tinha escutado o pandeiro de fundo, mas nĂŁo tinha dado muita atenção. âDo que Ă© que vocĂȘ tĂĄ falando?â Jogou seu celular no sofĂĄ, agora encarando Gio com uma expressĂŁo confusa.
Ah, Ăłtimo. Gio ia ter que repetir. âTu vai ser tia.â Disse mais uma vez, como se repetir a mesma frase fosse o suficiente para que sua irmĂŁ o entendesse. NĂŁo olhava pra ela ainda, sua atenção no pandeiro a sua frente. A verdade Ă© que sua ficha nĂŁo tinha caĂdo completamente e sĂł ali falando com Giulia Ă© que começava a entender a grandiosidade da coisa. âA Kath tĂĄ grĂĄvida.â Passou a mĂŁo pelos fios loiros, finalmente encarando a irmĂŁ.
Giu achou estranho que Giorgian nĂŁo olhava para ela e parecia meio pĂĄlido, ele estava ficando melhor em mentir pra ela. âAh, sai fora, Gio.â Empurrou o ombro dele, atĂ© parece que ela ia cair na pegadinha mais velha de todos os tempos. âAtĂ© parece.â Era cada uma, sĂ©rio. E ela tinha jogado seu celular longe pra isso?!
Giorgian fez uma careta, novamente passando seus dedos pelos fios loiros e afundando o rosto nas mĂŁos. Tinha jogado seu bonĂ© longe hĂĄ muito tempo. Na verdade, estava evitando usar pois tinha lido um post na internet sobre bebĂȘs nĂŁo reconhecerem os pais ou qualquer besteira assim. E ele ia ser pai. Meu deus, ele ia ser pai. âGiulia,â resmungou, tirando o rosto das mĂŁos e olhando pra ela. âTĂŽ falando sĂ©rio. Lembra que a Kath tava vomitando e os caraĂ e ai a Laura brincou que ela tava grĂĄvida? Eu comprei uns cinco testes pra ela e ela fez⊠todos deram positivo.â
Ela jĂĄ estava pegando seu celular de novo para contar pra Tomika a nova gracinha de seu irmĂŁo gĂȘmeo quando escutou ele respirar fundo, cansado. EntĂŁo Giulia encarou Giorgian e procurou qualquer sinal de que aquilo fosse mesmo uma brincadeira e nĂŁo achou. âEla nĂŁo tinha comido nĂŁo sei o que estragado?â Kath tinha repetido isso pelo menos mil vezes durante a viagem e Giulia nĂŁo tinha motivo nenhum pra pensar que Laura estivesse certa. âVocĂȘ tĂĄ de sacanagem!â Exclamou, dessa vez mais apreensiva. Cinco testes?! E todos positivos?! âGiorgian!â
Gio riu, balançando a cabeça. âNĂŁo tinha nada estragado ali! E todo mundo concordou que sĂł quem sabia cozinhar ia fazer comida, Ă© sĂł que ela Ă© muito teimosa e jurou que era culpa do James, Sirius e Remus.â Kath era assim, era isso que era maluco e encantador nela na mesma medida. âSĂł que ela nĂŁo melhorava e eu fiquei preocupado! E agora descobri que vou ser pai!â Se levantou do sofĂĄ num pulo, meio que como se sĂł percebesse agora. âJĂĄ tem nome se for menino, mas eu tĂŽ torcendo por uma menina.â
Giulia piscou duas vezes, tentando juntar os pontos em sua cabeça. Kath estava passando mal porque estava grĂĄvida. Do irmĂŁo de Giulia. Que ia ser pai. E ela ia ser tia. Porque a namorada dele tĂĄ grĂĄvida. âComo assim jĂĄ tem nome se for menino? VocĂȘ tĂĄ ficando maluco, Giorgian?â Giu se levantou tambĂ©m, olhando ao redor para ter certeza de que nĂŁo tinha entrado numa realidade paralela. âVocĂȘs namoram a o quĂȘ? TrĂȘs dias? Porra, Giorgian.â Meu deus, ele tinha ficado doido, tinha alguma coisa na ĂĄgua daquela cidade que deixava pessoas loiras doidas. âVocĂȘ vai ser PAI? Vai ter uma criança? SUA?â
Gio riu mais uma vez, passando as mĂŁos pelos cabelos e andando em cĂrculos em volta da mesa de centro â ele com certeza estava ficando maluco. âVocĂȘ quer que eu faça o quĂȘ, meu deus? Ă minha namorada! E ela tĂĄ grĂĄvida! E ela quer ter o bebĂȘ e eu acho que eu quero tambĂ©m!â Por isso estava ficando maluco mesmo, mas qual era o problema em ser pai? âSeis dias na verdadeâŠâ corrigiu limpando a garganta, olhando pela janela e de repente desejando que fosse verĂŁo â quem sabe assim poderia ir surfar e espairecer um pouco a cabeça. âSim e sim.â Se jogou de novo no sofĂĄ, se afundando em seu casaco.
Giulia reconhecia bem atĂ© demais aquela cena e se nĂŁo estivesse tĂŁo nervosa talvez teria rido, eram mesmo irmĂŁos gĂȘmeos no final das contas. âSei lĂĄ!â Melhor era que nĂŁo tivesse feito um filho, mas agora realmente o que ele podia fazer? âNossa, seis dias Ă© tĂŁĂŁĂŁo melhor.â Seis dias. E um filho. Jesus. âGiorgianâŠâ murmurou mais uma vez, encarando a figura inquieta de seu irmĂŁo. Aquilo devia ser difĂcil, pensou, ser pai naquela idade num relacionamento que mal tinha começado. âComo⊠como vocĂȘ tĂĄ se sentindo?â Sentou do lado dele, respirando fundo para se acalmar. Talvez sĂł precisasse estar do lado dele agora. Mas que era loucura, era.
Era uma excelente pergunta, mesmo, porque Gio nĂŁo fazia a menor ideia do que estava sentido. Era um amontado de coisas. Encostou a cabeça no sofĂĄ, olhando pra quem melhor lhe conhecia nesse mundo inteiro. âPĂŽ te falar⊠nĂŁo sei,â e riu, cruzando os braços. âNĂŁo sei, tĂŽ assustado pra cacete. Mas ela tava tĂŁo nervosa que eu tive que manter a calma pra ajudar, tĂĄ ligado? Ela chorava e depois ria e depois queria me bater, o que Ă© normal, mas sei lĂĄ. Mas nĂŁo sei, eu tÎ⊠feliz tambĂ©m, animado. Fico imaginando eu carregando um bebĂȘ loirinho por aĂ e pÎ⊠sei nĂŁo, mas quando penso em criar um bacurim com ela⊠sei lĂĄ, doideira.â E abriu um sorriso feliz, sincero. âI love her, you know.â
âVocĂȘ fez bem em manter a calma com ela, mas sabe que pode falar comigo, nĂ©? Ă normal tĂĄ assustado, porra, eu tĂŽ assustada e nem vou colocar meu nome em certidĂŁo de nascimento nenhuma.â Olhou com carinho para Gio, apesar de tantas preocupaçÔes rondarem sua mente ao mesmo tempo. âYou love her?â Levantou suas sobrancelhas, nĂŁo conseguindo evitar o sorriso que apareceu em seu rosto. âNice. Thatâs a good place for a child to be from.â Assentiu com cuidado, pelo menos seu irmĂŁo iria viver aquilo com amor. JĂĄ era um começo. âNĂŁo Ă© querendo mijar nesse momento bonito, mas vocĂȘ sabe que a mĂŁe vai te matar, nĂ©? Quer combinar como vocĂȘ quer contar pra eles?â
âVai achando, minha querida! VocĂȘ vai ser madrinha de todas as minhas crias e vou ter um filme inteiro de futebol sĂł pra vocĂȘ cuidar pra mim de vez em quando.â Implicou, se sentindo mais leve sĂł de poder dividir aquilo com Giulia. âDonât act so surprised,â falou com um sorriso, empurrando o ombro contra o dela. âE nĂŁo pense que eu nĂŁo vi esse seu sorrisinho pro celular. Eu sei com vocĂȘ tava falando, Giulieta!â Ao ouvir sobre sua mĂŁo Gio murchou, se afundando ainda mais no sofĂĄ. âPorra, me fudi! Bem que o pai podia firmar essa pra nĂłs. Vou chegar e falar assim: parabĂ©ns vocĂȘs vĂŁo ser avĂłs! Vai ser sucesso.â
âO resto quando tiver trinta, beleza?â Repreendeu, jĂĄ rindo da mudança rĂĄpida de expressĂŁo do outro. âA gente tĂĄ falando de vocĂȘ agora, nem vem.â Empurrou ele de volta, mas sĂł de pensar em Tomika estava sorrindo de novo. âTerrĂvel. Eu vou começar essa conversa, beleza? A gente vai contar que vocĂȘ tĂĄ namorando, falar todas as qualidades que vocĂȘ conseguir pensar da Kath, nĂŁo vai dizer que ela Ă© doida, mas pode falar que ela Ă© loira, acho que eles vĂŁo gostar, e aĂ depois que eles jĂĄ estiverem felizes por vocĂȘ a gente conta.â
Gio esticou a mĂŁo na direção de Giulia, algo que eles sempre faziam. âNĂŁo posso prometer nada, mas vou tentar,â disse rindo. âQue papinho! VocĂȘ acha que eu nĂŁo vi vocĂȘ agarrada nela a viagem toda? Maior grude pĂŽ!â Ficava feliz sĂł de ver a irmĂŁ mais leve e com o sorriso tĂpico no rosto. âMas fico felizao por vocĂȘ, irmĂŁ, ainda mais depois de tudo.â Concordou, jĂĄ listando tudo que poderia falar sobre a namorada â sĂł teria que deixar de fora a parte do pai dela ser do FBI ou coisa assim. âBeleza, consigo fazer isso. Mas assim falar que ela Ă© doida Ă© parte do charme dela! MamĂŁe vai ter que aceitar, nĂŁo tem jeito, vai ser uma avĂł bonitona! E jĂĄ consigo ver nosso coroa carregando uma criança nos braços, coisa linda.â
âVou te comprar duas caixas de camisinha.â Segurou a mĂŁo dele, logo a apertando mais do que o necessĂĄrio. âO que tem? NĂŁo posso viver?â Deu de ombros como se aquilo nĂŁo fosse nada demais, sendo que era o completo oposto. âĂ, eu tambĂ©m.â Assentiu, pelo menos sua loucura havia terminado. Por hora ao menos. âVocĂȘ sabe que eu gosto da Kath, mas eles nĂŁo vĂŁo querer saber que a mĂŁe do seu filho Ă© doida!â Esse menino tinha cada ideia. âAi, fico tĂŁo feliz que agora eu voltei a ser a pessoa mais sĂŁ dessa famĂlia, obrigada por ser um jumento.â Sorriu, deixando alguns tapinhas sobre a cabeça de Giorgian. âQual que Ă© o nome que vocĂȘs jĂĄ escolheram?â
Apertou a mĂŁo de Giulia de volta, logo ficando ofendido. âA gente usou camisinha!â Rebateu exasperado, de repente se lembrando daquele fato e voltando a sentir a indignação. âOxi e eu falei isso? NĂŁo falei! SĂł achei bonitinho pĂŽ, vocĂȘ fica toda baitola.â Riu se lembrando de algumas cenas que tinha presenciado. âĂ, tĂĄ, vocĂȘ tem um bom ponto. Mas o papai vai ficar de boa, o problema mesmo Ă© a mamĂŁe⊠ainda vou ter que ouvir piada do tio Gabriel depois,â resmungou, jĂĄ sentindo cansaço. âOu! Me respeita! VocĂȘ foi pra um retiro espiritual, Giulia! E deus sabe mais o que vocĂȘ fezâŠâ sorriu de novo, se lembrando da conversa com Kath. âHayden! Se for menino, mas se for menina a gente ainda nĂŁo sabe.â
âDeve ter usado sim.â Debochou, balançando sua cabeça. JĂĄ atĂ© começava a achar a situação quase engraçada. âFico nada.â Tentou negar, mas sua bochecha atĂ© doĂa do esforço de estar sempre sorrindo ao lado da morena. Era tudo muito diferente e tudo muito bom. âNossa, o tio Gabriel vai encher seu saco por meses.â Riu, jĂĄ conseguindo imaginar seu tio aproveitando todas as oportunidades possĂveis para brincar com Giorgian. âE vocĂȘ vai ser pai e ainda tĂĄ na faculdade, bonitĂŁo. AlĂ©m do mais, jĂĄ voltei a ser normal e a mĂŁe e o pai acham que eu sĂł fui fazer uma viagem.â Seu surto esquizofrĂȘnico tinha passado batido, mas uma criança nĂŁo conseguiria fazer o mesmo. âHayden Ă© nome de criança que dĂĄ trabalho, mas nĂŁo dĂĄ nada nĂŁo porque vai ser uma menina.â
Gio decidiu ignorar a resposta da irmĂŁ pelo bem de sua saĂșde mental - jĂĄ estava praticando para quando fosse pai. "Fica nĂŁo pĂŽ, imagina. Tu sĂł tava ai igual besta rindo pro teu celular sĂł faltava balançar os pĂ©s." Bagunçou os cabelos de Giulia num gesto implicante, porĂ©m de carinho. Estava realmente feliz por ela, especialmente depois de tudo. "Vou fingir que nĂŁo Ă© comigo," deu de ombros, se lembrando de algo. "Tu tĂĄ lascada tambĂ©m. Deixa sĂł tia Marianne saber dessa teu romance quente com outra mulher. AliĂĄs, tu vai contar pros coroa?" JĂĄ imaginava a mĂŁe comprando uma bandeira para dar pra Giulia. "E vocĂȘ acha que alguma criança saĂda da Kath nĂŁo vai dar trabalho? TĂŽ treinando jĂĄ."
âEu nĂŁo fiz nada disso.â Sabendo muito bem que tinha feito. âE vocĂȘ nem sabe se eu tava falando com a Tomika,â respondeu, arrumando os fios que Giorgian havia bagunçado. âAi, ela vai atĂ© gritar de tanta emoção, jĂĄ tĂŽ vendo tudo.â Escondeu o rosto em suas mĂŁos por um segundo, Giulia jĂĄ achava que tinha tornado tudo aquilo muito maior do que precisava ser. âNĂŁo sei ainda. Tipo, tenho que contar, nĂ©? Mas acho que queria enrolar mais um pouco.â Deu de ombros. Ficava feliz de finalmente entender mais sobre quem era e ainda mais por tudo que estava vivendo com Tomika, mas sentia que nĂŁo saberia lidar com a reação de mais ninguĂ©m. âPosso contar quando vocĂȘ falar que vai ter um filho aĂ eles se dividem no que comentar primeiro.â Nem isso ajudaria Gio, suspeitava. âE saĂda de vocĂȘ tambĂ©m, lembro de tudo que vocĂȘ aprontava quando criança.â Riu, ainda achando tudo muito insano.
@scargiulia
Gio terminou de ajeitar suas coisas e foi pra sala, encontrando Giulia sentada no sofĂĄ sorrindo pro celular. Se nĂŁo estivesse nervoso teria falado algo, mas nada disse. Ele foi pra cozinha e voltou e fez isso mais trĂȘs vezes atĂ© se jogar no sofĂĄ ao lado de sua gĂȘmea. Pegou seu pandeiro e batucou seus dedos algumas vezes atĂ© solta-lo na mesa de centro e respirar fundo. âTenho uma parada pra te falar.â Arrancou o band-aid de uma vez, emendando logo em seguida: âTu vai ser tia.â
Giulia ainda tentava descobrir como era possĂvel sentir falta de alguĂ©m que tinha visto hĂĄ pouco tempo ou como era difĂcil simplesmente nĂŁo mandar mensagem ou nĂŁo sorrir para a tela de seu telefone enquanto falava com Tomika. âAn?â Tinha escutado o pandeiro de fundo, mas nĂŁo tinha dado muita atenção. âDo que Ă© que vocĂȘ tĂĄ falando?â Jogou seu celular no sofĂĄ, agora encarando Gio com uma expressĂŁo confusa.
Ah, Ăłtimo. Gio ia ter que repetir. âTu vai ser tia.â Disse mais uma vez, como se repetir a mesma frase fosse o suficiente para que sua irmĂŁ o entendesse. NĂŁo olhava pra ela ainda, sua atenção no pandeiro a sua frente. A verdade Ă© que sua ficha nĂŁo tinha caĂdo completamente e sĂł ali falando com Giulia Ă© que começava a entender a grandiosidade da coisa. âA Kath tĂĄ grĂĄvida.â Passou a mĂŁo pelos fios loiros, finalmente encarando a irmĂŁ.
Giu achou estranho que Giorgian nĂŁo olhava para ela e parecia meio pĂĄlido, ele estava ficando melhor em mentir pra ela. âAh, sai fora, Gio.â Empurrou o ombro dele, atĂ© parece que ela ia cair na pegadinha mais velha de todos os tempos. âAtĂ© parece.â Era cada uma, sĂ©rio. E ela tinha jogado seu celular longe pra isso?!
Giorgian fez uma careta, novamente passando seus dedos pelos fios loiros e afundando o rosto nas mĂŁos. Tinha jogado seu bonĂ© longe hĂĄ muito tempo. Na verdade, estava evitando usar pois tinha lido um post na internet sobre bebĂȘs nĂŁo reconhecerem os pais ou qualquer besteira assim. E ele ia ser pai. Meu deus, ele ia ser pai. âGiulia,â resmungou, tirando o rosto das mĂŁos e olhando pra ela. âTĂŽ falando sĂ©rio. Lembra que a Kath tava vomitando e os caraĂ e ai a Laura brincou que ela tava grĂĄvida? Eu comprei uns cinco testes pra ela e ela fez⊠todos deram positivo.â
Ela jĂĄ estava pegando seu celular de novo para contar pra Tomika a nova gracinha de seu irmĂŁo gĂȘmeo quando escutou ele respirar fundo, cansado. EntĂŁo Giulia encarou Giorgian e procurou qualquer sinal de que aquilo fosse mesmo uma brincadeira e nĂŁo achou. âEla nĂŁo tinha comido nĂŁo sei o que estragado?â Kath tinha repetido isso pelo menos mil vezes durante a viagem e Giulia nĂŁo tinha motivo nenhum pra pensar que Laura estivesse certa. âVocĂȘ tĂĄ de sacanagem!â Exclamou, dessa vez mais apreensiva. Cinco testes?! E todos positivos?! âGiorgian!â
Gio riu, balançando a cabeça. âNĂŁo tinha nada estragado ali! E todo mundo concordou que sĂł quem sabia cozinhar ia fazer comida, Ă© sĂł que ela Ă© muito teimosa e jurou que era culpa do James, Sirius e Remus.â Kath era assim, era isso que era maluco e encantador nela na mesma medida. âSĂł que ela nĂŁo melhorava e eu fiquei preocupado! E agora descobri que vou ser pai!â Se levantou do sofĂĄ num pulo, meio que como se sĂł percebesse agora. âJĂĄ tem nome se for menino, mas eu tĂŽ torcendo por uma menina.â
Giulia piscou duas vezes, tentando juntar os pontos em sua cabeça. Kath estava passando mal porque estava grĂĄvida. Do irmĂŁo de Giulia. Que ia ser pai. E ela ia ser tia. Porque a namorada dele tĂĄ grĂĄvida. âComo assim jĂĄ tem nome se for menino? VocĂȘ tĂĄ ficando maluco, Giorgian?â Giu se levantou tambĂ©m, olhando ao redor para ter certeza de que nĂŁo tinha entrado numa realidade paralela. âVocĂȘs namoram a o quĂȘ? TrĂȘs dias? Porra, Giorgian.â Meu deus, ele tinha ficado doido, tinha alguma coisa na ĂĄgua daquela cidade que deixava pessoas loiras doidas. âVocĂȘ vai ser PAI? Vai ter uma criança? SUA?â
Gio riu mais uma vez, passando as mĂŁos pelos cabelos e andando em cĂrculos em volta da mesa de centro â ele com certeza estava ficando maluco. âVocĂȘ quer que eu faça o quĂȘ, meu deus? Ă minha namorada! E ela tĂĄ grĂĄvida! E ela quer ter o bebĂȘ e eu acho que eu quero tambĂ©m!â Por isso estava ficando maluco mesmo, mas qual era o problema em ser pai? âSeis dias na verdadeâŠâ corrigiu limpando a garganta, olhando pela janela e de repente desejando que fosse verĂŁo â quem sabe assim poderia ir surfar e espairecer um pouco a cabeça. âSim e sim.â Se jogou de novo no sofĂĄ, se afundando em seu casaco.
Giulia reconhecia bem atĂ© demais aquela cena e se nĂŁo estivesse tĂŁo nervosa talvez teria rido, eram mesmo irmĂŁos gĂȘmeos no final das contas. âSei lĂĄ!â Melhor era que nĂŁo tivesse feito um filho, mas agora realmente o que ele podia fazer? âNossa, seis dias Ă© tĂŁĂŁĂŁo melhor.â Seis dias. E um filho. Jesus. âGiorgianâŠâ murmurou mais uma vez, encarando a figura inquieta de seu irmĂŁo. Aquilo devia ser difĂcil, pensou, ser pai naquela idade num relacionamento que mal tinha começado. âComo⊠como vocĂȘ tĂĄ se sentindo?â Sentou do lado dele, respirando fundo para se acalmar. Talvez sĂł precisasse estar do lado dele agora. Mas que era loucura, era.
Era uma excelente pergunta, mesmo, porque Gio nĂŁo fazia a menor ideia do que estava sentido. Era um amontado de coisas. Encostou a cabeça no sofĂĄ, olhando pra quem melhor lhe conhecia nesse mundo inteiro. âPĂŽ te falar⊠nĂŁo sei,â e riu, cruzando os braços. âNĂŁo sei, tĂŽ assustado pra cacete. Mas ela tava tĂŁo nervosa que eu tive que manter a calma pra ajudar, tĂĄ ligado? Ela chorava e depois ria e depois queria me bater, o que Ă© normal, mas sei lĂĄ. Mas nĂŁo sei, eu tÎ⊠feliz tambĂ©m, animado. Fico imaginando eu carregando um bebĂȘ loirinho por aĂ e pÎ⊠sei nĂŁo, mas quando penso em criar um bacurim com ela⊠sei lĂĄ, doideira.â E abriu um sorriso feliz, sincero. âI love her, you know.â
âVocĂȘ fez bem em manter a calma com ela, mas sabe que pode falar comigo, nĂ©? Ă normal tĂĄ assustado, porra, eu tĂŽ assustada e nem vou colocar meu nome em certidĂŁo de nascimento nenhuma.â Olhou com carinho para Gio, apesar de tantas preocupaçÔes rondarem sua mente ao mesmo tempo. âYou love her?â Levantou suas sobrancelhas, nĂŁo conseguindo evitar o sorriso que apareceu em seu rosto. âNice. Thatâs a good place for a child to be from.â Assentiu com cuidado, pelo menos seu irmĂŁo iria viver aquilo com amor. JĂĄ era um começo. âNĂŁo Ă© querendo mijar nesse momento bonito, mas vocĂȘ sabe que a mĂŁe vai te matar, nĂ©? Quer combinar como vocĂȘ quer contar pra eles?â
âVai achando, minha querida! VocĂȘ vai ser madrinha de todas as minhas crias e vou ter um filme inteiro de futebol sĂł pra vocĂȘ cuidar pra mim de vez em quando.â Implicou, se sentindo mais leve sĂł de poder dividir aquilo com Giulia. âDonât act so surprised,â falou com um sorriso, empurrando o ombro contra o dela. âE nĂŁo pense que eu nĂŁo vi esse seu sorrisinho pro celular. Eu sei com vocĂȘ tava falando, Giulieta!â Ao ouvir sobre sua mĂŁo Gio murchou, se afundando ainda mais no sofĂĄ. âPorra, me fudi! Bem que o pai podia firmar essa pra nĂłs. Vou chegar e falar assim: parabĂ©ns vocĂȘs vĂŁo ser avĂłs! Vai ser sucesso.â
âO resto quando tiver trinta, beleza?â Repreendeu, jĂĄ rindo da mudança rĂĄpida de expressĂŁo do outro. âA gente tĂĄ falando de vocĂȘ agora, nem vem.â Empurrou ele de volta, mas sĂł de pensar em Tomika estava sorrindo de novo. âTerrĂvel. Eu vou começar essa conversa, beleza? A gente vai contar que vocĂȘ tĂĄ namorando, falar todas as qualidades que vocĂȘ conseguir pensar da Kath, nĂŁo vai dizer que ela Ă© doida, mas pode falar que ela Ă© loira, acho que eles vĂŁo gostar, e aĂ depois que eles jĂĄ estiverem felizes por vocĂȘ a gente conta.â
Gio esticou a mĂŁo na direção de Giulia, algo que eles sempre faziam. âNĂŁo posso prometer nada, mas vou tentar,â disse rindo. âQue papinho! VocĂȘ acha que eu nĂŁo vi vocĂȘ agarrada nela a viagem toda? Maior grude pĂŽ!â Ficava feliz sĂł de ver a irmĂŁ mais leve e com o sorriso tĂpico no rosto. âMas fico felizao por vocĂȘ, irmĂŁ, ainda mais depois de tudo.â Concordou, jĂĄ listando tudo que poderia falar sobre a namorada â sĂł teria que deixar de fora a parte do pai dela ser do FBI ou coisa assim. âBeleza, consigo fazer isso. Mas assim falar que ela Ă© doida Ă© parte do charme dela! MamĂŁe vai ter que aceitar, nĂŁo tem jeito, vai ser uma avĂł bonitona! E jĂĄ consigo ver nosso coroa carregando uma criança nos braços, coisa linda.â
âVou te comprar duas caixas de camisinha.â Segurou a mĂŁo dele, logo a apertando mais do que o necessĂĄrio. âO que tem? NĂŁo posso viver?â Deu de ombros como se aquilo nĂŁo fosse nada demais, sendo que era o completo oposto. âĂ, eu tambĂ©m.â Assentiu, pelo menos sua loucura havia terminado. Por hora ao menos. âVocĂȘ sabe que eu gosto da Kath, mas eles nĂŁo vĂŁo querer saber que a mĂŁe do seu filho Ă© doida!â Esse menino tinha cada ideia. âAi, fico tĂŁo feliz que agora eu voltei a ser a pessoa mais sĂŁ dessa famĂlia, obrigada por ser um jumento.â Sorriu, deixando alguns tapinhas sobre a cabeça de Giorgian. âQual que Ă© o nome que vocĂȘs jĂĄ escolheram?â
Apertou a mĂŁo de Giulia de volta, logo ficando ofendido. âA gente usou camisinha!â Rebateu exasperado, de repente se lembrando daquele fato e voltando a sentir a indignação. âOxi e eu falei isso? NĂŁo falei! SĂł achei bonitinho pĂŽ, vocĂȘ fica toda baitola.â Riu se lembrando de algumas cenas que tinha presenciado. âĂ, tĂĄ, vocĂȘ tem um bom ponto. Mas o papai vai ficar de boa, o problema mesmo Ă© a mamĂŁe⊠ainda vou ter que ouvir piada do tio Gabriel depois,â resmungou, jĂĄ sentindo cansaço. âOu! Me respeita! VocĂȘ foi pra um retiro espiritual, Giulia! E deus sabe mais o que vocĂȘ fezâŠâ sorriu de novo, se lembrando da conversa com Kath. âHayden! Se for menino, mas se for menina a gente ainda nĂŁo sabe.â
âDeve ter usado sim.â Debochou, balançando sua cabeça. JĂĄ atĂ© começava a achar a situação quase engraçada. âFico nada.â Tentou negar, mas sua bochecha atĂ© doĂa do esforço de estar sempre sorrindo ao lado da morena. Era tudo muito diferente e tudo muito bom. âNossa, o tio Gabriel vai encher seu saco por meses.â Riu, jĂĄ conseguindo imaginar seu tio aproveitando todas as oportunidades possĂveis para brincar com Giorgian. âE vocĂȘ vai ser pai e ainda tĂĄ na faculdade, bonitĂŁo. AlĂ©m do mais, jĂĄ voltei a ser normal e a mĂŁe e o pai acham que eu sĂł fui fazer uma viagem.â Seu surto esquizofrĂȘnico tinha passado batido, mas uma criança nĂŁo conseguiria fazer o mesmo. âHayden Ă© nome de criança que dĂĄ trabalho, mas nĂŁo dĂĄ nada nĂŁo porque vai ser uma menina.â