Cheguei em uma fase da minha vida onde quem quer que tente me decifrar encontra um mar de sinceridades. Falo demais sobre mim e sobre o que assombra, mas tambΓ©m sobre o que me aquece. Sempre fui de falar muito, mas a diferenΓ§a Γ© que hoje nΓ£o sinto a necessidade de justificar ou mascarar para caber melhor em algo βaceitΓ‘velβ. Tenho tentando de todas as formas me fazer inteira e nada externo vai me derrubar. Γ claro que eu tenho momentos difΓceis, Γ© claro que eu tenho crises de ansiedade que me consomem, que me perco em dias depressivos, mas nada vai ser como antes. Tenho aprendido, devagar e com cuidado que o que realmente importa sou eu mesma, e essa Γ© a parte que vou cultivar no meu jardim, um canteiro inteiro de βmimβ, que floresce, murcha e cria botΓ£o. Eu sou ciclos vivos.



















