era  involuntĂĄrio.  respirar  fundo,  contar  atĂ©  dez  e  nĂŁo  fazer  nenhum  tipo  de  grosseria  com  hunter  â  ou  beijĂĄ-lo,  como  seu  corpo  à s  vezes  pedia.  julgava-se  tola  por  se  sentir  atraĂda  por  aquele  rapaz  que  visivelmente  parecia  se  satisfazer  sĂł  de  perturbĂĄ-la,  mas⊠ ela  nĂŁo  fazia  o  mesmo  com  ele  à s  vezes?  o  provocava  quando  temia  que  o  clima  entre  ambos  acabasse  pesando.  â  nĂŁo  me  tente,  pois  sou  bem  capaz  de  fazer  isso  mesmo.  â  avisou,  em  partes  sendo  sincera  e  em  partes  apenas  brincando.  cabia  a  hunter  descobrir  qual  parte  venceria.  riu  enquanto  revirava  os  olhos,  tamanha  a  modĂ©stia  do  rapaz  a  sua  frente.  â  vocĂȘ  é  tĂŁo  humilde  que  me  emociona,  hunter.  tĂĄ  ai  mais  uma  qualidade  pra  sua  listinha,  hm?  â  ela  poderia  listar  algumas  qualidades  dele  genuinamente,  sim,  mas  tambĂ©m  sabia  que  talvez  fosse  melhor  manter  esse  conhecimento  para  si  ou  acabaria  servindo  de  munição  para  futuras  provocaçÔes.  adalind  nĂŁo  era  do  tipo  que  dava  tiro  no  prĂłprio  pé⊠ nĂŁo  duas  vezes.  â  ah,  nesse  caso  irei  chamar  a  professora  denver  pra  puxar  a  sua  orelha.  â  joga  ågua  outra  vez,  o  lĂĄbio  inferior  sendo  mordido  pela  travessura  e  pela  infeliz  visĂŁo  que  estava  tendo.  ele  precisava  mesmo  estar  sem  camisa?  os  mosquitos  nĂŁo  estavam  sendo  atraĂdos  por  aquilo  ou  ada  jĂĄ  estava  fazendo  o  trabalho  por  todos?  porra,  era  uma  idiota!
                              a  risada  ecoou  naquela  årea  da  floresta,  o  rosto  tomando  uma  coloração  avermelhada  por  saber  que  deveria  estar  fazendo  algo  sĂ©rio,  mas  aquilo  era  muito  mais  forte⊠ e  divertido.  ela  precisava  um  pouco.  ao  se  ver  presa  o  olha  em  desafio,  convicta  de  que,  sim,  ele  era  o  responsĂĄvel.  responsĂĄvel  por  muitas  coisas,  se  fosse  ser  sincera.  â  bom,  quem  foi  o  garotinho  de  oito  anos  e  meio  que  decidiu  jogar  ågua  em  mim  primeiro?  â  o  indicador  dançou  pelo  braço  do  rapaz,  subindo  pela  lateral  do  pescoço  atĂ©  chegar  nos  cabelos  da  nuca,  onde  a  mĂŁo  descansou  casual.  â  é  mais  fĂĄcil  vocĂȘ  pescar  uma  sereia  com  seus  talentos  de  playboy  do  que  um  salmĂŁo.  seja  sincero.  â  nĂŁo  sabia  de  todas  as  capacidades  dele,  mas  achava  que  ele  nĂŁo  tinha  essa  habilidade  de  pesca.  ainda  assim,  se  ele  fosse  tentar,  gostaria  de  estar  presente.  â  nu-uh.  essa  é  a  sua  maneira  de  me  convidar.  ou  jĂĄ  esqueceu  que  me  atrapalhou  agorinha?  â  o  indicador  da  mĂŁo  livre  deu  uma  leve  batidinha  no  nariz  do  rapaz,  essa  mĂŁo  agora  repousando  sobre  seu  ombro.  â  agora  seja  um  bom  garoto  e  me  convide  para  ir  ao  baile.  nĂŁo  estou  nem  pedindo  flores,  olha  sĂł.  sĂł  talvez⊠ hm⊠ deixa  pra  lĂĄ.  â  sorriu  e  desviou  o  olhar  apenas  de  charme,  dando  de  ombros  para  manter  a  personagem  difĂcil  â  que  normalmente  nĂŁo  conseguia  interpretar  para  ele.  â  nos  vemos  mais  tarde  entĂŁo,  hm?  â
existe uma habilidade que cabe a eles de se manterem entre o pĂ© de guerra e uma rodada de amassos. nĂŁo era proposital que provocava a ex, sĂł era algo satisfatĂłrio em sua completa essĂȘncia o fazer. ter o poder de irrita-la, mas da mesma forma acabar com os lĂĄbios aos dela era o bastante para garantir que hunter fosse um homem feliz. â teria coragem de me machucar? nĂŁo acredito nisso. â o drama performĂĄtico Ă© digno de oscar. hunter leva a mĂŁo sobre o coração, como se o ĂłrgĂŁo doesse com a ideia de ser machucado por alguĂ©m tĂŁo importante para ele. â humildade, beleza, dinheiro. Ă© a minha trĂade de qualidade, baby. â a piscada Ă© composta de flerte e egocentrismo. ele nĂŁo achava aquilo as melhores coisas do mundo de fato, tambĂ©m tinha outros momentos que o faziam ser decente. mas ali, sĂł queria se achar. e, com certeza, ver a cara de irritada de adalind. ela ficava uma graça irritada. â chame, ela nĂŁo vai fazer nada sobre isso. â Ă© vez dele se divertir com a ĂĄgua jogada nela. a parte boa Ă© se sentir observado, o narcisismo tomando conta de si enquanto a puxa para perto, diminuindo a distĂąncia entre ambos corpos cobertos de ĂĄgua.
a manter perto de si carrega duas vantagens. primeiro, mostrar que pode facilmente vencer aquele aquele jogo, deixando-a presa contra si. segundo, a ter contra si. hunter observa adalind, gravando em sua mente detalhes que conhecia previamente, mas tambĂ©m, mostrando o controle que Ă© capaz de manter naquele lado. â eu tenho minha parcela de culpa, nunca neguei. â o sorriso aumenta ainda mais com aquela mĂŁo sobre si. aproveita da chance para descer a mĂŁo pela cintura, encaixando-se em um segurar quase protetor. â se eu disser que jĂĄ pesquei uma sereia bem aqui vai ser brega demais? â ele sabia muito bem a resposta, mas nĂŁo se importava em ser um clichĂȘ naquele momento. â oh, entĂŁo se Ă© assim. â a voz rouca foge de sua garganta enquanto se ajeita, aproximando da orelha daquela para sussurrar. â vocĂȘ aceitaria ir ao baile comigo, adalind crain? â o nome por completo Ă© dado como uma mĂșsica saindo pelos seus lĂĄbios. hunter afasta o rosto milimetricamente para olha-la, mantendo o contato visual por alguns instantes. â preciso de uma resposta, para saber se posso te pegar, docinho. â















