Aparentemente a morte está de olho na presença de PANDORA RYLIE ABERNATHY. Quando o vôo 317 caiu, PANDY tinha apenas 19 ANOS e a floresta reconhece como O CORVO. Atualmente ela está com 34 ANOS e é conhecida como PROFESSORA DE MÚSICA, algo esperado considerando a reputação marcada por ser IMPULSIVA, embora também seja CARISMÁTICA. Ela decidiu SAIR de Hanover depois do resgate. A floresta lhe deseja boa sorte e tome cuidado com a morte, ou não!
aniversário: 24 de junho de 1991. local de nascimento: melbourne, austrália. zodíaco: sol em gêmeos, lua em libra e ascendente em aquário. orientação: bisexual. mbti: intj. temperamento: melancólico. gosta: teatro, literatura, animais, frappucino, cantar, dormir com som de chuva, filhotes, música antiga, guitarra elétrica, estrelas, desenhos animados. não gosta: escuro, discussões superficiais, poluição, surpresas, altura, locais cheios, dependência emocional.
AESTHETIC. muitos traumas. ouvir podcasts. sentir expectativas pesando sobre seus ombros. nada importa mais do que a busca pela recuperação. ser esquecida. antiquários e colecionar coisas antigas. arte feminista. pôr do sol na praia. a flor mais linda escondida no meio de uma floresta escura. cidades pequenas.
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TRIVIA.
Usa o segundo nome “Rylie” para evitar perguntas demais das pessoas de fora e prefere dar aulas em uma sala especial de sua casa onde é um ambiente mais controlado para si.
Por vir de uma família rica, sempre teve acesso a boas escolas e muitas atividades extracurriculares. Ginastica foi uma coisa que ajudou ela na floresta já que tinha o condicionamento.
Agora fechada, prefere ficar sozinha a ter qualquer tipo de aproximação com estranhos. Paranoica e dotada de um humor duvidoso, tem uma personalidade de muitas camadas também desconhecida para si mesma. No geral, é amigável e legal, mas para chegar nessa fase precisa tentar ganhar a confiança dela.
Não possui contato com seu pai. O único contato que tem é com sua irmã do meio que sempre lhe apoiou mesmo depois que passou a se envolver em pequenos delitos e com drogas.
Prefere dar aulas apenas para crianças pois lidar com adultos é estressante demais para si. Ela evita ao máximo precisar lidar com pressões porque isso gera gatilhos e crises de ansiedade nela.
Até hoje ela faz terapia intensiva, frequenta grupos de apoio e tem um cão assistente para suas crises. Também vende artes na internet sob um pseudônimo. Tudo isso para ajudar a lidar com o trauma que nunca superou, e acredita que talvez nem vá conseguir.
HISTORIA.
A vida de Pandora antes do acidente de avião é um borrão e uma memória que ela não consegue recuperar como gostaria. Desde muito pequena, seu sonho era viver em Nova York, cercada pela extravagância e pela magia dos palcos da Broadway. No entanto, devido à carreira de seus pais seguindo no âmbito da medicina, o destino de Pandora a levou para Hanover ainda na adolescência. A família sempre esperou que ela seguisse os passos das duas irmãs mais velhas, que seguiram a carreira que lhes foi imposta com sucesso. Mas Pandora foi completamente diferente. Rebeldia, inconsequência e a busca por sua própria identidade a tornaram o oposto do que seus pais queriam. Pareceu perfeita aos olhos dos colegas por não seguir as regras impostas, ainda assim nunca foi da que se metia em problemas. Ela só era livre e vivia como queria. Seus pais que nunca estavam presentes e sequer percebiam que ela estava trilhando um caminho diferente do que era desejado dentro da casa dos Abernathy. Determinada e com uma personalidade extrovertida, foi assim que ela conseguiu conquistar as pessoas ao redor. A melhor parte de ser amigável, teatral e nova na cidade era a facilidade em fazer amigos e conexões, por isso conseguia se adaptar entre os diversos grupos até tudo mudar.
Ao se formar, Pandora finalmente chamou a atenção de seus pais, mas não da maneira que imaginava. A expectativa deles era clara: ela deveria seguir a medicina, curso que sua mãe lecionava na faculdade. E, de maneira quase automática, Pandora foi empurrada para dentro dessa realidade. Durante um ano inteiro, ela viveu um pesadelo, forçada a estudar algo que nunca desejou, convivendo diariamente com uma mãe que parecia ter mais carinho pelos seus alunos do que por sua própria filha. O ano foi um tormento, e Pandora se viu perdida, sem perspectiva e sem força para mudar sua realidade. A rebeldia piorou e se antes ela vivia a vida do jeito que queria, agora ela extrapolava. No entanto, quando o segundo ano estava prestes a começar, sua mãe, percebendo o quanto a filha estava infeliz, fez um último esforço para se aproximar, pedindo que Pandora a acompanhasse na viagem de integração. Pandy foi muito relutante e acabou aceitando viajar de última hora e a decisão se revelaria como o maior erro de sua vida. Além de cair num local onde o resgate não veio tão cedo, havia perdido sua mãe e amigos queridos. A realidade na floresta a despertou muito cedo para o que realmente era viver um inferno, e estar naquela floresta no começo foi como estar em um. Pandora não ficava exatamente isolada, mas se mantinha distante, observando, absorvendo tudo ao seu redor. Enquanto os outros pareciam viver uma realidade, Pandy sentia que estava vivendo outra. Talvez fosse o trauma falando mais alto.
Após o resgate, a vida não foi gentil com Pandora. A perda de sua mãe e o tempo na floresta já havia sido um horrivel, mas foi apenas o começo de uma sequência de acontecimentos que a empurraram para um abismo. Quando voltou para casa, a recepção foi fria e distante. A família, em vez de acolhê-la, parecia culpá-la pela tragédia. Oras, não foi ela quem derrubou o avião, mas parecia que sim, afinal foi ela quem voltou e não a figura importante da família. Pandora se tornou um fardo, uma lembrança dolorosa de algo irreparável. Esse distanciamento e a ausência de apoio emocional serviram como um catalisador para sua queda. Sentindo-se abandonada e com o peso do mundo em suas costas, ela se afundou em um espiral de autodestruição. Pequenos delitos, roubos, envolvimento com drogas… Sua existência se tornou uma sucessão de fugas e desvios. Com o tempo, a jovem perdeu a conta de quantas vezes foi internada em clínicas de reabilitação ou registrada em delegacias.
O estresse pós-traumático apagou grande parte da sua memória, como se sua mente estivesse tentando proteger-se das lembranças traumáticas da floresta. Mas em meio a esse caos, Pandora encontrou uma saída. A arte foi sua tábua de salvação. A música, os desenhos, as artes em geral a envolveram e a trouxeram de volta à vida. Sempre fora uma garota apaixonada pelo teatro, e foi através dessa paixão que ela conseguiu reconstruir uma parte de sua identidade. No entanto, apesar de anos de recuperação, ela continuava fechada para o mundo e principalmente para os seus colegas sobreviventes. Não desejou contato com eles por muito tempo.
Após ficar sabendo da morte de Ethan pelas notícias, Pandora retornou à cidade e sentiu como se tudo o que havia construído ao longo dos anos estivesse desmoronando diante dela. Ela sentia que passado, a floresta e a culpa a estivesse perseguindo, pronta para cobrar a conta. Era uma inevitabilidade, como se fosse impossível escapar do que acontecera e daquilo que ainda estava por vir. Pandora se viu novamente à beira do abismo, com o coração apertado pelo medo do que o futuro poderia lhe reservar.















