Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é 𝑷𝑬𝑻𝑬𝑹 𝑷𝑨𝑵, da história PETER PAN! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a domesticar crocodilos… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja CARISMÁTICO, você é NARCISISTA, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: nada (desempregado). (+ headcanons)
𝐒𝐊𝐄𝐋𝐄𝐓𝐎𝐍
A história conhecida de Peter Pan não possui, exatamente, um felizes para sempre. Os irmãos Darling retornam ao mundo real e seguem as suas vidas. Aqui no Mundo das Histórias, porém, a história de Peter e Wendy não termina com a despedida. A Terra do Nunca contou com a presença dos irmãos Darling outra vez: eles chamaram por Peter e ele ouviu… E dessa vez, foi para ficar! Muito tempo se passou, até porque o “tempo” da Terra do Nunca funciona de maneira tão peculiar quanto no País das Maravilhas, não se adequando a nenhum outro reino, e eles nunca cresceram… Até que Wendy decidiu que estava na hora. As brincadeiras estavam ficando enjoativas, Peter precisava ter mais responsabilidades, e com a mudança de Capitão Gancho e os seus piratas para MalvaTopia, porque lá era bem mais divertido para piratas mesmo, não haveria nem uma aventura diária para eles. Após muito relutar, Peter aceitou a responsabilidade, mas isso não significa que ficou feliz com isso. Mantinham a Terra do Nunca em ordem, cuidando dela junto com as fadas e os nativos, quando os perdidos pipocaram por lá, trazendo confusão ao que parecia estar indo bem.
O personagem é dono ou cuida de algum lugar no Reino dos Perdidos? Por favor, descreva.
Uma vida sem responsabilidades e sem estresses é, acima de tudo, uma vida sem trabalho. Tem coisa mais adulta do que pagar boletos? Peter estaria vivendo uma vida bastante tranquila em sua ilha encantada, como o rei do lugar, não fosse o problema dos perdidos. Se teve de se abalar até outro reino, esse era um problema para Merlin resolver, o que significava que não moveria um dedo para ajudar ou para fazer com que o novo reino prosperasse. Por que ele se preocuparia em estabelecer uma vida ali se nunca tinha se interessado por uma vidinha medíocre de gente grande? Desviar-se do trabalho era quase um dom para o demônio da Terra do Nunca. Mas tinha de tirar seus merlos de algum lugar (não era sempre que Wendy estava disposta a lhe sustentar). Foi por isso que estabeleceu um negócio lucrativo, consistente na venda de objetos “contrabandeados” de outros reinos. A realidade, no entanto, é que Peter Pan e seus lost boys, assim como os outros, não podem sair do Reino dos Perdidos (mesmo que ele minta para seus clientes que pode!), mas é justamente a concentração de pessoas num mesmo espaço que facilita seu trabalho. Se uma encomenda surge, pode estar certo que Pan vai fazer uso de sua Sombra para roubar o item encomendado e repassá-lo a um comprador. Há uma verdadeira linha de distribuição no final da linha de trem, numa zona bem afastada do centro. Não ironicamente, Peter e os lost boys encontraram um esconderijo no subterrâneo, longe da vista da Defesa Mágica.
Como está a posição dele em relação aos perdidos? Odiou ou amou? Responda em um parágrafo simples!
Peter Pan viu a chegada dos perdidos como um verdadeiro milagre - não importava que eles tivessem roubado até o nome de seus garotos. A verdade é que aquelas pessoas apareceram justo quando a vida estava começando a ficar monótona e chata demais para que ele pudesse suportar. Wendy não poderia mais lhe controlar se houvessem problemas mais urgentes a serem solucionados. Além disso, o líder dos garotos perdidos sempre tinha apreciado o caos, em todas as suas formas, e ali não seria diferente. Para ser sincero, a nova história, em que Wendy volta para casa, lhe soava muito mais atrativa no momento. Só assim ele teria a chance de reviver suas aventuras. O velho Peter estaria de volta.
𝐈𝐍𝐒𝐏𝐈𝐑𝐀𝐓𝐈𝐎𝐍 Peter Pan (OUAT, Sir J. M. Barrie e Nikki St. Crowe) , Cardan Greenbriar , Neymar , Chico Moedas , Imperador Kuzko , Dexter Mayhew , Joffrey Baratheon , Coringa
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é difícil não se encolher enquanto caminha pelos corredores do castelo , a escuridão acompanhando seus passos com o peso de inúmeros pares de olhos imaginários . bem , talvez não tão imaginários assim , já que fantasmas são reais ali . ❛ eu definitivamente não sentirei falta disso . ❜ sasha sibila para si mesma . verdade seja dita , enquanto alguns perdidos ali parecem encarar a volta para casa como a pior notícia desde o fim do one direction , a morena praticamente conta os segundos para aquilo ! não , ela não quer ficar ali , nem atacar fadas e menos ainda perder seu tempo brincando de pirata —— até porque , há de se convir que , com a sorte que tem , é bem capaz de morrer de desinteria antes mesmo de conseguir fazer alguma coisa realmente legal ... e ainda assim , lá está ela , incapaz de lutar contra a inquietação em si , todas as perguntas que nunca quis fazer guiando cada passo seu . é um golpe em seu orgulho , sem dúvidas , mas agora que fala tão pouco para ir embora , não parece tão ruim dar apenas uma olhadinha . então ela segue o caminho , até alcançar a tal biblioteca de espelhos .
o primeiro deles não mostra nada demais . nenhum navio ou tesouro , apenas o vestido dramático e uma certa decepção em seu olhar que ela faz questão de ignorar com uma revirada exagerada deles . gostaria de dizer que é exatamente isso o que merece , mas antes mesmo que tenha a chance , a imagem se altera . sasha pisca surpresa e seus olhos a encaram do outro lado , agora com uma dor profunda queimando junto as chamas que a cercam . os espelhos seguintes lhe oferecem cortes de sua suposta ascenção , contudo , nenhum deles lhe assombra tanto quanto o primeiro . a morena já havia visto aquele tipo de desespero antes . e antes que memórias inoportunas possam alcançá - la , ela percebe a presença de um outro alguém ali .
as máscaras a impedem de reconhecê-lo de primeira , só que o jeito com o qual ele fala já lhe dá uma boa ideia de quem seja . ❛ bem , não é como seu meu objetivo fosse sair por ai assustando k - idols ... ❜ responde com outro revirar dos olhos , sem oferecer nenhuma explicação e claramente amargurada . porque é claro que seus dois traumas se juntariam naquele mundo ! ❛ eu não entendo nada sobre magia , mas não duvido . da parte de ser dramático , pelo menos . já deu uma olhada na decoração daqui ? tudo parece feito sob medida para o sonho de um vampirão bem pretencioso . argh , eu preferia quando eles brilhavam ! ❜ nossa , o que ela não daria para estar numa mansão na floresta ! ❛ o que você faz aqui ? ❜ indaga por fim , curiosa , segurando o olhar dele pelo reflexo .
Retirou a máscara que lhe cobria a face, como que num incentivo para que a intrusa fizesse o mesmo. Já tinha acabado por se revelar por conta da acusação, não era como se pretendesse fazer segredo. Além disso, queria ter certeza de que falavam com quem falava, mas parecia apenas lógico que fosse a Capitã, já que era isso que os espelhos mostravam em razão da chegada dela, e não dele, embora Pan também surgisse no que era exibido, falhando em salvar Clarion. Não tinha se dado conta de que aquela podia ser uma visão perturbadora. Ele estivera tão empolgado com a chegada de novos personagens em seu conto, e com a partida de Wendy, que não tinha percebido que as mudanças não eram exatamente boas. Fênix seria uma vilã tão desalmada quanto Gancho, senão mais, e uma que os venceria em seu próprio território. No entanto, começava a duvidar de toda essa sagacidade quando ela começou a proferir frases ininteligíveis, como se ainda estivesse sob o efeito das ostras do luau - se é que tinha passado por lá. Virou-se para ela e pendeu a cabeça ao ouvir o termo k-idols – suas idas ao mundo humano, quando os portais ainda estavam abertos, não tinham lhe dado uma noção completa do que era aquilo. ‘ Deve ser porque esse castelo provavelmente pertence a um vampiro pretensioso, que, aliás, não parece se importar com poeira ’ esclareceu, sem saber se estavam mesmo na casa de Drácula, mas supondo que sim, pelo clima fúnebre e pela camada grossa de terra sobre os móveis. ‘ E eles nunca brilharam. Você está bem? Quer uma aguinha, um suco...? ’ franziu o cenho, esperando que começasse a falar sua língua, mas sem se importar de fato com seu bem-estar. Se ela fosse mesmo embora naquela noite, ele já não lamentaria. Era uma figura confusa e mal intencionada, ao que tudo indicava. ‘ O que você faz aqui? Eu já estava nessa sala bem antes de você chegar ’ acusou, cruzando os braços sem esboçar simpatia. Passou brevemente pelos pensamentos de Peter que ela estivesse lhe seguindo, mas como saberia que era de fato ele se até então usava máscara? ‘ E não preciso te dar satisfação sobre minhas escapadas, preciso? ’
dizer que tinkerbell estava mal humorada seria um grandiosíssimo eufemismo! desde que chegou à festa, trajando não mais que um biquíni verde folha — sua cor favorita — ela se arrependeu amargamente de se deixar conduzir pela própria curiosidade. com a expressão de tédio explícita em suas feições, ela observou peter se divertir como uma criança mundana em um parque de diversões, jogando os ouriços e torcendo para que eles se espetassem nos pinos ou qualquer que fosse a função dos espinhos deles naquela atividade, ela não estava prestando atenção. imersa em seus pensamentos, pouco satisfeita com a ideia de perder a pequena fortuna que lhe era gerada com as compras dos perdidos, ela só voltou a observar o jogo de boliche quando ouviu a voz do amigo, erguendo os olhos para observá-lo. “defina melhor, pan, porque acho que os nossos conceitos da palavra são bem diferentes.” ela deu de ombros, afinal, só estava ali para acompanhá-lo pois preferia infinitamente estar no luau encantado, afogando-se em um mar de nostalgia no navio pirata. mas o que peter pedia que ela não fazia depois de muito resmungar e revirar os olhos? tinha mais uma ou duas reclamações para fazer, contudo não teve tempo para sequer pensar nelas antes que ele a tomasse pela mão e a conduzisse até a uma das estrela no campo de vista deles. por mais que pisar em estrelas não se igualasse a voar, foi conduzida pela curiosidade de saber qual a sensação de caminhar por elas como outros seres fariam sem a habilidade a qual ela e peter compartilhavam. dando a mão para ele, enfim deixou que um sorriso se esticasse em seus lábios. “certo, você me conduz, pé de valsa.” respondeu um tanto sardônica.
O mau humor de Tinkerbell normalmente o fazia rir. Peter podia estar fazendo coisas, vez ou outra, apenas para incomodar a amiga, mesmo que isso fosse bastante infantil da parte dele (nada que já não fosse do conhecimento da fada). Sabia que ela não estava se divertindo – ainda – mas pretendia mudar esse quadro assim que ela lhe falasse o que gostaria de fazer, agora que sabia que a passagem entre as festas estava liberada. ‘ Uh, então me explique o significado. De preferência, na prática ’ elevou uma das sobrancelhas, abrindo brecha para que fizesse qualquer pedido que tivesse para aquela noite. Tinha a convidado para dançar sobre as estrelas, mas pode ser que não se limitassem a apenas isso, afinal, a noite estava só começando. A puxou contra a própria cintura, alargando o sorriso quando deu o primeiro passo, a girando no ar como se fizessem aquilo o tempo todo. Ele não gostava de coisas bobas como dançar com garotas, mas achava que Tink gostaria. Depois de mais alguns giros, enquanto ele segurava a mão dela com firmeza, girou a fada no próprio eixo, a trazendo de volta para ele. Começava a entender porque adultos gostavam tanto daquilo, já que o contato físico estava liberado em momentos como esse - com o corpo sem descoberto de Tinkerbell se unindo ao dele, que também não trazia peça de vestuário alguma para cobrir o peito, vez que já tinha se livrado da jaqueta holográfica por conta do ambiente abafado. ' Pensou que eu não conseguiria fazer isso? E se eu te dissesse que posso fazer praticamente qualquer coisa? ' comentou, com convencimento, depois de colar a boca ao ouvido alheio. ' Ouvi dizer que não está nada contente com a partida dos perdidos... Só não entendi o desespero. Se encantou por algum deles? '
Aurora fez uma careta ao perceber o gesto para que ela se calasse. O andar ansioso para lá e pra cá já estava fazendo a princesa se questionar se Pan era mesmo a pessoa certa para aquela pegadinha. — O que você vai fazer se descobrirem a gente? Dizer que a princesa aqui te manipulou? — Perguntou com certo deboche, pois não acreditava que ele estava sugerindo que ela assumisse a culpa de tudo sozinha. Tinha acabado de perceber que o garoto perdido era mesmo um moleque medroso! Apesar disso, era tarde demais, já tinha contado sobre o seu plano para ele, então decidiu que iria com aquilo até o final. — Não tem porque se preocupar com isso. Não seremos pegos, ok? É só jogar a culpa em um dos perdidos. Ninguém vai desconfiar. — Deu de ombros, tentando passar tranquilidade. Normalmente não seria a favor de prejudicar alguém assim, porém Aurora sabia que os dias daquelas pessoas em seu mundo estavam contados. Não teriam como puni-los, certo? — Tem de tudo um pouco. Eu já me servi, faz parte do plano. — Sorriu confiante, se sentindo muito esperta por ter pensado naquilo. A princesa podia nunca ter usado pó de fada antes e talvez ela fosse de fato um pouco inocente, mas odiava quando pensavam isso dela. — E o que mais pode acontecer? Não deve ser tão ruim se já deixaram crianças usarem. — Resmungou. — Você precisa focar na diversão! Pare de ser tão pessimista ou vou começar a achar que você virou alguém responsável. — Falou aquilo com um sorriso travesso nos lábios, como se fosse uma ofensa.
' Tem razão. Isso seria ridículo. E eu ainda tenho uma reputação a zelar ' uma que envolvia, especificamente, ser visto como um dos maiores arruaceiros do Mundo das Histórias. Ele já estava no limite quando se tratava de Merlin e da Fada Madrinha - era mais provável que a próxima medida fosse expulsá-lo do Conselho, mas isso era um problema para o Peter do futuro. Um sorriso que refletia a perversidade alheia estampou os lábios de Peter ao mesmo tempo que ele semicerrou os olhos para a loira, a vendo com outro filtro. Quase podia considerar Aurora, agora, sob esse novo prisma, alguém interessante e digna de seu tempo, já que ela não era nada como ele tinha imaginado durante todo aquele tempo. ‘ Essas histórias que vocês contam é ficção pura, né? ’ não havia nada de angelical na princesa, o que fazia com que Peter começasse a pensar se Malévola era mesmo a vilã da história ou só alguém em que Aurora tinha jogado a culpa. ‘ Deixam crianças usarem para fins recreativos. Não do outro jeito ’ o que ele e os Garotos Perdidos usavam, com distribuição em larga escala para todo o Reino dos Perdidos. Era um dos motivos para que passassem tanto tempo naquele bunker, mas Clarion não podia nem mesmo sonhar com o que ele vinha fazendo. ‘ Não quer ter uma provinha? ’ ergueu uma bucha do que seria uma pequena quantidade do pó na frente do rosto da Briar, elevando as sobrancelhas para ela. ‘ Talvez outra hora. Depois que o trabalho estiver feito ’ se havia doces sobre a mesa, tinham que começar de uma vez. Que Merlin o livrasse de ser confundido com alguém responsável, só não queria ser passado pra trás por uma das princesinhas. ‘ Posso te dar uma porção agora pra que jogue sobre os doces da mesa - salpicar já vai ser o suficiente - mas se aspirar, já sabe. Vai ser menos suspeito se você fizer isso – ninguém vai desconfiar, por razões óbvias. Eu fico por perto, de butuca, e não deixo ninguém chegar perto enquanto você está colocando o ingrediente especial. Capisci? ’
"Eu desisto." Devon não costumava dizer aquelas palavras com frequência, mas estava se sentindo derrotada. Por mais cansada que estivesse de todas aquelas festas — uma já seria o suficiente para fazer a mulher implorar pelo conforto do seu sofá, mas quatro?! —, não adiantava continuar procurando novas portas ou qualquer outra maneira de dar o fora dali porque era óbvio que estava presa, contra a sua vontade. "Esse lugar tá fazendo eu me sentir uma idiota," reclamou enquanto se sentava na areia. Nem iria tentar tirar os inúteis óculos escuros do rosto ou aquele chapéu de praia excessivamente grande, porque sabia que eles simplesmente voltariam a aparecer como num passe de mágica, igualzinho às outras vezes. "Sério, até os peixes tavam rindo da minha cara mais cedo. Bom, eles pararam de rir quando eu disse que tava com fome e mataria por um sushi..." ela riu fraco, mas logo ficou séria ao repensar sobre a interação. "Talvez eu tenha pegado um pouco pesado."
‘ Assim tão fácil? Tsc, tenho certeza que é mais resistente que isso ’ se atravessou, sem nem mesmo saber ao que ela estava se referindo. Em dias normais, se alguém lhe falasse em desistir, ele encorajaria de imediato – não considerava nada digno o suficiente para ocupar a mente do que por mais que alguns minutos – mas a intenção ali era provocar e não queria que um rostinho tão bonito fosse embora tão rápido. ‘ Pessoas idiotas se sentem assim em todos os lugares, já pensou nisso? Tem sorte se é só esse que está te causando essa sensação ’ repuxou um pouco mais a boca, se sentando ao lado dela na areia. Aquela festa tinha se tornado mais divertida desde que tinha ouvido sobre enguias elétricas ou tubarões nas águas, só tinha de convencer alguém a nadar com ele. A encarou quando ela falou sobre peixes, semicerrando os olhos para analisar se estava plenamente bem. ‘ Pode ser que você não seja bem-vinda em Atlântida depois dessa fala infeliz, mas quem se importa? Peixes são mesmo muito temperamentais, mas ouvi falar que as ostras estão excelentes. Já provou? ’
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Atração: Roda realmente gigante
Frase: ❝ What do you want of me? ❞
Quem: @peterpvn
Ela não era cega e podia ver muito bem que haviam poucas coisas realmente boas sobre Peter, mais ainda ela sabia que deveria ficar o mais longe possível dele. No entanto, existe uma diferença muito grande entre saber e fazer, para a desgraça da fada azul ela era péssima em seguir os conselhos que ela mesma dava aos outros. Claro, quando entraram na roda realmente gigante, ela imaginou que ele ficaria entediado já no inicio do percurso não era exatamente a melhor atração, a menos que buscasse por um momento mais a sós com a pessoa em questão. Contudo, ela não esperava que ele fosse ser tão direto, mesmo que não fosse exatamente uma surpresa. Sentiu as bochechas tomarem um leve tom rosado e a mente correu por muitas coisas que ela poderia querer dele, por alguns segundos se permitindo descer os olhos pelo corpo alheio em apreciação do que via, mesmo que sua mente gritasse que isso fosse errado. ❝Eu? Eu... Eu quero muitas coisas.❞ O tom de voz era mais perdido do que gostaria e ela teve de pigarrear antes de prosseguir, buscando soar mais confiante agora. Sentia que ele já sabia muito sobre ela, especialmente sobre o que ela queria e por mais surpreendente que fosse, pouco era realmente falado sobre ele. ❝Acho que o verdadeiro questionamento é o que você quer comigo? Não acho que teria aceitado subir aqui comigo apenas para a vista se não tivesse quaisquer outras intenções.❞
Por que é mesmo que estava na roda realmente gigante quando podia alcançar alturas ainda maiores com o pó mágico? Talvez fosse esse o motivo para que irritantemente ficasse entrando e saindo da cabine em que Blue estava sentada, voando para o ar como se a provocasse a segui-lo. Era fácil estar com a fada – ele gostava do fato dela não ser como as Fadas da Terra do Nunca. Um ser feérico, é claro, mas sem toda a responsabilidade sobre ela que vinha junto com ser o líder da Terra do Nunca. Além disso, enquanto todas as outras fadas gritavam com ele, Esra se mostrava dócil e tímida, acatando às suas sugestões. A pergunta surgiu apenas porque ele queria ver as bochechas alheias corando, como de costume. Malícia apareceu nos olhos de Peter assim que ele viu para a análise que ela fazia de sua forma, devolvendo o mesmo e se fixando no decote bem desenhado. ‘ O que seriam muitas coisas? ’ pressionou, se se sentando diante dela e se inclinando em sua direção. Ele, contudo, não seria pressionado pela morena, tampouco encerraria aquela brincadeira dos dois com algo que lhe comprometesse. Ainda assim, tomou o queixo alheio, levantando-o para que a boca dela ficasse à disposição da sua. ‘ Eu também quero fazer muitas coisa com você, Blue ’ falou, encarando os lábios alheios enquanto pensava a respeito. ‘ Acha mesmo que eu seria capaz de armar uma armadilha para te trazer aqui pra cima? ’ como se ele precisasse. Correu o dedo pelo lábio inferior da fada, se assomando sobre ela ao se inclinar na cabine com um braço apoiando na parte de trás do assento da Tekin. ' A pergunta que fica é: será que queremos as mesmíssimas coisas? '
ʚɞ ˖˖˖ starter para @peterpvn — floresta das fadas
— Confia em mim, um pouquinho de pó mágico não machuca ninguém. — Afirmou sorridente, sabendo muito bem dos riscos das suas ideias mirabolantes. Fazia algum tempo que Aurora parecia estar vivendo uma adolescência tardia, já que não teve tempo suficiente para aproveitar a sua, pois estava sendo protegida de uma maldição. Ninguém melhor do que Peter Pan, aquele que tinha passado anos sem crescer, para ser o seu cúmplice. — Eu convivi com fadas a vida toda. Magia nunca me fez mal! Tirando aquela vez que me hipnotizaram para esperar o dedo em uma roca de fiar, mas isso é outra história... — Acabou falando demais, um hábito que aparecia quando ficava nervosa ou empolgada, mas logo limpou a garganta para disfarçar. — Enfim, meu plano é colocar um pouco de pó mágico nos docinhos e esperar o pessoal sair voando por aí no meio do baile. — Sorriu confiante como se aquela fosse a melhor e mais original ideia do século. — Vai ser a única oportunidade dos perdidos e depois ninguém vai lembrar de nada mesmo, vamos perder nossas memórias. — Deu uma piscadinha para ele, finalizando seu plano perfeito. — Você está dentro ou ficou medroso depois que cresceu? — Desafiou o rapaz, só porque algo dizia a princesa que aquilo aumentaria as chances de obter um resultado positivo com ele.
Ah, pronto. Ele não confiava nem na própria sombra – era esperar demais que confiasse numa princesa da Avenida dos Castelos, que nada tinha a ver com seus Garotos Perdidos – como poderia esperar que agisse como um? Era por isso que Pan a encarava com ceticismo, sem saber por que ela havia vindo até ele (tudo bem que era a pessoa mais divertida num raio de quilômetros, mas aquilo não explicava tudo). Parecia que era ele quem estava sendo vítima de uma pegadinha. ‘ Okay, acho que deu pra entender... ’ começou, erguendo uma das mãos para impedir que continuasse tagarelando e iniciando um caminhada incessante, de um lado a outro da sala apartada do salão de bailes do castelo assombrado. Burrice sua sair pra explorar o castelo assombrado, pra começo de conversa, mas sabia que uma hora ou outra teria de apelar para o que a princesa propunha, tão desesperado estava por um pouco de agitação. ‘ Mas se vamos mesmo fazer isso, e alguém descobrir, e com isso estou me referindo a Merlin, ou à Fada Madrinha, você assume toda a responsabilidade ’ ofereceu, espelhando o sorriso dela, mesmo que a ideia tivesse sido inteiramente de Aurora. A loira não devia sair por aí falando que magia não fazia mal, porque isso era meio que propaganda enganosa. ‘ Eles estão servindo doces aqui? ’ elevou uma das sobrancelhas, surpreso pelos fantasmas terem pensado nisso, em específico. Ainda não tinha se aproximado da mesa de comidas. ‘ Não acho que voar vai ser o único efeito colateral... Quero dizer, eles vão sentir como se estivessem voando, de qualquer forma. Pelo visto, nunca te deram pó de fada, né? So cute ’
𝒘𝒉𝒆𝒓𝒆: o bizarro, fantástico e atormentador baile de máscaras / jardim dos arrependimentos
Ir parar naquela fonte não estava nos seus planos para aquela noite. Há quanto tempo encarava a água sem respirar? Por que a imagem daquele braço decepado sendo mastigado pelo crocodilo ia e voltava tantas vezes? Ele não se arrependia de nada. Tampouco era tomado pelo que chamavam de crise de consciência. Não queria estar no lugar que estaria se não tivesse tomado os caminhos que tinha tomado - era isso o que permitia que dormisse tranquilo à noite. Tinha visto quem se aproximava (uma dezena de pessoas, provavelmente) cair em desespero cada vez que encarava o próprio reflexo e ver a dor alheia costumava ser algo apreciado pelo demônio da Terra do Nunca, mas não tinha gostado nem um pouco de ter o próprio passado esfregado em sua cara. Estava tentando se virar para ir embora quando descobriu que não podia. Podia não ter caído no choro, mas isso não significava que estava imune aos efeitos do jardim dos arrependimentos. ' Quem foi que teve essa ideia genial? A Fada Azul? ' disse para si mesmo, em voz alta. No entanto, duvidava que Blue fosse capaz de tamanha crueldade. Ao ouvir os passos de alguém que se aproximava, Pan soltou a respiração. Por conta da máscara, não seria capaz de reconhecer quem quer que fosse mesmo que fosse capaz de olhar - tempo seria poupado se houvesse uma apresentação. ' Espero que não seja um fantasma '
Se contentaria em passar a noite na pista de boliche com ouriços - até começava a entender certas fixações da Rainha de Copas - já que seu inesperado dom para o jogo tinha o tornado vaidoso e competitivo, mas aparentemente nem só de diversão vive o homem. Percebendo a impaciência de Tinkerbell pelo canto do olho (garotas...), Peter lançou longe o último ouriçinho, batendo as mãos uma na outra para se livrar dos espinhos e caminhar até a fada, parando diante dela e pendendo a cabeça. ' Essa não é a melhor festa a que já fomos? Era pra você estar no auge da animação ' talvez porque ele sempre estivesse no auge da animação, mesmo quando não deveria. Ainda assim, sentia que era seu dever mudar o humor alheio. Ao ver a escada pela qual muitos subiam, a curta distância, não esperou resposta da amiga, tomando-a pela mão e arrastando-a até a primeira estrela que servia como degrau. Claro que para eles aquilo não era tão desafiador quanto voar, mas ainda valia como experiência. Ele testou alguns degraus sozinho, pisando com força. Se caísse, sempre tinha seu pó mágico e, melhor que isso, Tink estava ali. ' Dance comigo ' demandou, por fim, estendendo uma mão a fim de que ela o seguisse.
𝒘𝒉𝒆𝒓𝒆: o bizarro, fantástico e atormentador baile de máscaras / biblioteca dos espelhos
A coisa toda das máscaras o deixava um tanto perturbado. Preferia ter livre acesso àqueles com quem interagia, saber de quem se tratava, sem ter de ficar esperando por um nome. Parecia-lhe muito com um exagero para agradar os perdidos, que certamente se sentiam intimidados pelas figuras do Mundo das Histórias. Para alguém exibido como Peter, era um verdadeiro terror não ser reconhecido de imediato. De qualquer modo, seus trajes em nada combinavam com o bizarro baile, já que ele não podia estar em sua versão mais alegre, e isso só deixava tudo ainda mais engraçado para o rapaz - estragar com a festa alheia era sua especialidade, afinal. Porém, acabou se entediando rapidamente com a parte do mistério, seguindo para o andar superior do castelo, caminhando por ele como se, a qualquer momento, sua sombra fosse dar sinal de vida. Estava um pouco cansado de portas e mais portas sem que nenhuma delas contasse com um aviso do que encontraria em seu interior ou uma plaquinha de boas-vindas, até que se deparasse com sala que contava com as portas escancaradas, como se lhe chamasse. A princípio, tudo o que viu foi seu reflexo - e que belo reflexo - mas assim que ergueu os dedos para passar através dos cabelos, a cena mudou para mostrá-lo em uma aventura que, tinha certeza, nunca tinha vivido. Por estranhar o cenário, passou para o espelho seguinte, e para o seguinte, e para o seguinte... Todos mostrando versões de sua história que não correspondiam à realidade. No último, teve o vislumbre do que só podia ser o navio da tal Capitã Fênix, semicerrando os olhos para a anomalia. Esta imagem também foi substituída, dessa vez pelo reflexo da figura que se aproximava às suas costas. ' Falando no diabo... ' comentou, encarando-a por um momento através do vidro. ' Acha que ele sabia que você ia aparecer? Parece meio dramático da parte da magia do castelo. Não que eu esteja com medo de você ' de algum modo, sabia que se tratava de sua pretensa rival.
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( ✨ ) o que podia fazer? ele gostava muito de jogos. ao ver os quatro biscoitos diante de si, ficou se perguntando em qual deles estaria a surpresa mais agradável. no entanto, não raro a sorte lhe favorecia, de modo que não precisava forçar muito. foi assim que acabou optando pelo caminho mais fácil - o primeiro - metendo-o na boca sem cerimônia, indo parar nas estrelas depois de cruzar a porta brilhante.
Autoconfiante em sua habilidade com o sarcasmo, ela não se deixava abalar pelas respostas provocadoras que recebia. Pelo contrário, encarava essas trocas de afrontas como uma oportunidade de exercitar sua língua afiada em debates dos quais sairia triunfante, uma das suas atividades prediletas. ❛ ── Verdade, você é o rapaz imaturo que sequestra garotos. ❜ Uma expressão cínica adornava seu rosto enquanto uma risada igualmente sórdida desprendia dos lábios, denotando a satisfação que experimentava ao rebater cada investida do adversário. ❛ ── Talvez não esteja dizendo porque isso não é da sua conta. ❜ Deu de ombros, mantendo o humor ríspido. O motivo que a levara até a loja era inofensiva, porém, aquele segredo ela guardaria consigo por pura diversão. Parecia interessante deixar que Peter se questionasse sobre suas intenções, podendo até mesmo fantasiar com malícias que ainda não se encontravam em seu repertório. Apesar de ser tratada por ele como uma pirata, continuava sendo apenas uma repórter, ansiosa para retornar ao lar e capturar em fotografias o suposto monstro do lago Ness. Mas não o lembraria deste pequeno detalhe. ❛ ── Quem mencionou violência logo no início dessa conversa desnecessária na tentativa de me intimidar foi você. ❜ As sobrancelhas se arquearam. Os mais jovens - com quem ele estava mais habituado a conviver - podiam ser suscetíveis a caírem no papinho de Pan, mas não seria inocente como eles. Os mais jovens - com os quais ele estava mais familiarizado - talvez fossem facilmente persuadidos pelas artimanhas de Pan, mas ela não seria tão facilmente enganada. De repente, o argumento absurdo surgiu, tentando convencê-la de que sua inimizade com um rapaz pretensioso era a causa da instabilidade naquele ambiente insano. Tal abordagem a fez soltar uma risada franca, diante de tamanha tentativa de manipulação. ❛ ── Equilíbrio? ❜ Estava embasbacada. ❛ ── Quem parece que precisa começar a entender as coisas é você! ❜ Lançou um olhar de desdém para a lâmina que era manuseada. ❛ ── Que parte exatamente ilustra esse equilíbrio… A invasão de diversos forasteiros no seu mundo? As mudanças drásticas nas histórias que viveram até o momento? Ou seria a destruição de todo um reino enquanto o líder de vocês omite o fato de inúmeros súditos terem sido deixados para trás? Realmente, vocês são um verdadeiro exemplo de equilíbrio. ❜ A ironia escorria das palavras. ❛ ── Cai na real! Não faz a menor diferença se nossa convivência será boa ou não. ❜
Ela revidava muito bem, isso Peter tinha de reconhecer. Era como se estivessem num duelo de espadas, só que sem o uso de armas brancas. Se a turca fosse tão boa duelando com armas quanto era com argumentos, então eles teriam bons momentos. ' Não é bem por essa alcunha que costumo ser conhecido por aqui. Parece que já entrou no nosso mundo com a programação de Gancho. Fascinante ' afinal, o capitão do Jolly Roger era o único que o via como algo próximo de um demônio; alguém mau e desprezível, que precisava ser combatido. Pan se fiava na proteção dada por Merlin: se os bonzinhos diziam que ele era bom, então essa era a história que contava. ' Pode não ser da minha conta, mas eu gostaria que fosse. Até porque logo, logo você vai estar andando livremente pelas minhas terras, armada com sabe-se lá o quê e arrancando asas de fadas indefesas ' ponderou, vendo o retorno à Terra do Nunca como uma realidade muito breve. Não aceitava a possibilidade de que seu território seria suplantado por alguma espécie de maldição ou doença que vinha afetando a realidade deles. Ao mesmo tempo, estava crente de que aquelas pessoas não iriam embora jamais, como seus Garotos Perdidos, que também tinham vindo do Outro Mundo e visto como o deles era infinitamente melhor. ' Intimidar? Estava apenas te cumprimentando ' repuxou um dos cantos da boca, como se ela estivesse alucinando e ele fosse perfeitamente sensato. Ainda assim, era inegável que estava encontrando dificuldades com aquela, como sempre tinha quando se tratava de garotas. Se passava a maior parte de seu dia rodeado de garotos era porque eles não o exauriam tanto. Aliás, nenhum deles costumava falar tanto, e argumentar tanto. Devia ser cansativo para a morena viver como vivia, e Peter não sabia como ainda estava preso na conversa quando, na maior parte das vezes, se cansava depois de uma breve troca de palavras. ‘ Agora está questionando as ações do Grande? Se esqueceu que ele é onisciente? Deve estar ouvindo agora mesmo o que você acabou de sugerir ’ só ele podia criticar Merlin. ‘ Mas o que você esperava? Que todos fossem salvos? Que os reinos fossem simplesmente abandonados e a vida parasse? Ninguém contou que uma desgraça como a que aconteceu em Pride Lands aconteceria. Não fale como se soubesse tudo a respeito da gente. Acabou de chegar ’
"Porque você é uma pessoa tão divertida." Era conhecida pela paciência, mas Pan parecia ser especialista em tirá-la do sério. Pelo que tinha feito pelas padas, Silvermist realmente tentou por muito tempo compreender ele e ser amigável. Sorria e era simpática, porém era uma tarefa árdua e que a cansava constantemente. A arrogância dele parecia tomar todo o ambiente a ponto de se sentir sufocada pela grande presença que achava que era (e isso que estava em uma área aberta). "O que você quer que eu faça? Persiga os perdidos?" Foi a vez dela de revirar os olhos, o rosto tomando um tom de vermelho. Tinha sido uma péssima ideia chamá-lo para tentar, mais uma vez, gostar dele, pelo menos uma vez. Silvermist, se não tivesse nenhuma educação, simplesmente diminuía o seu tamanho e saía voando embora, para qualquer lugar que Peter não estivesse lá. Não sabia o que as outras fadas viam nele, já que não havia uma gota de gentileza dentro daquele corpo irônico e irritadiço. "Me desculpe se estou tentando ajudar alguém em alguma coisa ao invés de passar o dia reclamando que nem um... Bundão." A irritação tomou conta do corpo da fada da água, que poderia muito bem cometer algum erro que arrependeria-se grevemente. Queria livrar-se para sempre da presença dele. A última palavra que saiu dos lábios dela fez com que arregalasse os olhos e virasse novamente o rosto para a areia, fingindo que estava procurando mais conchas. A vergonha tomava conta do seu corpo, que parecia colapsar com a raiva, um sentimento que não estava acostumada, então a explosão não era algo que fazia frequentemente.
' Sim, estou ciente. Obrigado ' aceitou o elogio como se verídico fosse, inclinando a cabeça minimamente para recepcioná-lo, afinal, ele se considerava, de fato, uma das pessoas mais divertidas do Mundo das Histórias. Ali, contudo, respondia no mesmo tom de ironia da Silvermist para agravar a irritação da fada. ' Bom, seria um começo. Você poderia, não poderia? Consegue ficar tão pequena que eles nem iam perceber. Então, poderíamos descobrir se estão tramando alguma coisa, não? ' ofereceu o que considerava o plano perfeito, só não sabia se Silvermist era a agente perfeita, já que se mostrava tão reticente. Ainda assim, os perdidos não vinham sendo o foco de Pan nos últimos dias, já que eles não pareciam ser os detentores das respostas. ' Ou... ' começou, a analisando de cima a baixo enquanto segurava o queixo, para definir se era confiável. ' Você poderia ir atrás da Clarion ' aquilo era um tanto arriscado, já que aquelas garotas eram fiéis a sua soberana, mas ele precisava saber o que a mulher vinha fazendo. ' Suspeito que a idade esteja pegando. Ela veio com um papo estranho pro meu lado naquela noite da recepção. Disse que conhece um jeito de ir pro Outro Mundo ' semicerrou os olhos, encarando a areia por alguns segundos. Duvidava que aquela questão fosse ser considerada mais relevante pela fada da água do que suas conchas, mas ele tinha de se apegar a alguma coisa. ' Também tem outra coisa ' ele poderia pedir a Tinker, mas a fada não estava ali naquele momento. E quem não tem cão... ' Está vendo o navio de Gancho ancorado bem ali? '
❝Pode lhe escapar essa ideia já que nunca teve uma mãe ou madrasta, mas é comum que tenha o direito de impedir suas crianças de irem a bailes se assim desejar sendo a responsável da casa... E como consideraria trabalho escravo? Uma casa tão grande quanto aquela e sem dinheiro para criados, quem mais poderia fazer tudo? Não nos havia magia para limpar tudo sem algum trabalho. E me ofende terrivelmente que pense que sou do tipo que profere terríveis injúrias.❞ Se considerava educada demais para se perder com aquilo, ainda que por vezes não pudesse controlar o que saia da boca de suas filhas. Se sentiu profundamente irritada quando ouviu sobre o pai de Cinderella, um brilho amargurado sendo visível por alguns segundos em suas feições antes de desaparecer. ❝Não deveria falar sobre aquilo que pouco sabe, Pan.❞ E se dependesse dela, ele também não saberia, o segundo marido era um assunto que ela gostava de manter enterrado pelo bem de sua sanidade. Agradecia todos os dias pela morte de Richard, por que aquilo sim havia sido sua liberdade, o fim de um inferno em sua vida. ❝Se o seu ponto era provar o quão pouco sabe de minha vida, dear, devo dizer que tem feito um excelente trabalho. Sendo sincera, espero muito que você tenha filhos um dia, por será simplesmente perfeito lhe ver perceber as dádivas de ser um pai. E ao que lhe diz respeito a minha competência, eu já fui casada duas vezes, infelizmente meus maridos foram tirados de mim muito cedo... Mas eu possuo algo que a maioria por aqui não possui, experiência com o assunto.❞ E experiência é o que lhe restava ter com a idade que tinha, afinal, era isso e seu conhecimento da alta sociedade. Todo o resto já havia ido embora. ❝Você não, mas creio que seja com Wendy que eu esteja falando, não você, darling.❞ Um sorriso falso em seu rosto, não entraria no mérito de casar suas filhas, por que ela ainda tentava o fazer. Não deixaria que provocações infantis dele lhe tirassem tal foco ou lhe colocassem pra baixo, ofensas eram fáceis de se escutar. Por isso, apenas sorria. ❝Dão esses rótulos por que é o que é... Ao menos é o que Wendy diz, até onde eu sei... E acho que ansiedade não é o termo correto, querido, é medo no seu caso.❞
Não gostava de pensar na mãe, porque isso lhe remetia a uma realidade que tinha há muito deixado para trás. Peter não queria ser um filho, porque muitas responsabilidades estavam atreladas a esse papel. Pais, por si só, eram limitadores. Sabia que Vivianne estava tentando lhe manipular com base em sua inexperiência. ' Não é bem o que dizem por aí, sabe, Tremaine? ' elevou ambas as sobrancelhas, se inclinando na direção dela, como se soubesse mais; como se a mulher não estivesse ciente de todos os comentários que eram tecidos a seu respeito. ' Por que te enviariam pra Malvatopia se você é assim tão bondosa com sua enteada? Será que a pobre criatura diria o mesmo? Que você só a estava protegendo de rapazes mal intencionados? ’ alargou o sorriso, pensando em como o primeiro príncipe com quem Cinderella tinha topado era a pessoa mais careta que Pan já havia conhecido. Além disso, o argumento alheio caía por terra se se considerasse que apenas a enteada não podia frequentar a sociedade, enquanto as filhas dela – aquelas que tinham de ser mais protegidas por uma mãe cuidadosa – estavam sempre na rua. Percebeu que tinha finalmente atingido um nervo quando viu a irritação estampada no rosto da ruiva. Aquilo era bom. Então ela se importava com o falecido? Quem diria... ‘ Filhos? Acho que já tenho minha cota de crianças para cuidar ’ nunca tinha se considerado um pai, de fato, e só a ideia lhe causava ojeriza. Ele não queria ser como os adultos que conhecia, sempre prejudicando suas crias, dizendo o que era melhor para elas na visão deles. Era por isso que essa parecia uma realidade muito distante para o líder dos garotos perdidos. ‘ Mas será que podemos pisar um pouquinho no freio? Mal tocamos no assunto casamento e já está me empurrando filhos? É por isso que digo que vocês nunca estão satisfeitas com nada. Quando terei paz? Quando eu estiver calvo e broxa e sem vontade de viver? ’ negou com a cabeça, prestes a abandonar aquele estabelecimento antes que ela o obrigasse a assinar algum documento. ‘ E não encha a cabeça da Wendy com asneiras. Já temos tudo o que precisamos sem a intromissão de viúvas desocupadas ’
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𝙨𝙩𝙖𝙧𝙧𝙞𝙣𝙜 : @peterpvn
𝙨𝙘𝙚𝙣𝙖𝙧𝙮 : não especificado
𝙥𝙧𝙤𝙢𝙥𝙩 : go ahead, i won't judge
❛ é muito gentil da sua parte , tinkerboy . mas eu não tenho tempo para lidar com você hoje . ❜ a fada força os lábios numa linha reta , um dos cantos mal erguido num sorriso sem paciencia . e aquilo não é mentira ! por mais que cair na pilha do eterno garoto seja praticamente um passatempo seu , agora ela está ocupada demais , queimando todos os seus neuronios com teorias e calculos que não chegam a lugar nenhum . veja bem , zarina não poderia ligar menos para o fato de que alguém que não ela aparentemente encontrou uma solução para o problema dos perdidos , até porque suas pesquisas não são feitas em busca de glória . ❛ eles não tem esse direito ! ❜ a reclamação escapa bruscamente , mais para o universo do que para peter , de fato . a cabeça é tombada para trás com um bufar , suas mãos ainda enfiadas entre as mechas cobreadas , que agora mais parece uma juba de leal de tão reviradas . ❛ como é que simplesmente chegaram a uma resposta assim , do mais absoluto nada ?? okay que são os maiores feiticeiros e blablabla , eu entendo . mas como que um bando de gente chegou em uma conclusão sem que ninguém ficasse sabendo ? eu to naquela academia o tempo todo e não ouvi um pio sobre ! ❜ não pretendia pegá - lo de coelho , mas fora ele quem perguntou o que passava em sua cabeça para início de conversa ! ❛ o pior de tudo é que eu sei que eles não vão falar o que tá acontecendo ! é claro que não , já querem até apagar a mente de todo mundo ! ❜
' Depois não reclame ' deu de ombros, recolhendo o pó de fada para si e, de certo modo, contente que ela tivesse rejeitado. Em geral, pó de fada era a resposta pra tudo, especialmente para alguém na condição de Zarina, que estava estressada demais até para manter um diálogo normal - não que a fada pirata costumasse manter um diálogo normal em qualquer circunstância. Peter só assumia que era ela louca. Não eram exatamente amigos, porque Peter não aguentava muito tempo perto das fadas do Recanto das Fadas, mas ele estava certo de que elas dependiam da supervisão dele, mesmo no reino recém criado por Merlin. Inicialmente, não entendeu ao que ela estava se referindo e que era motivo de tamanho sofrimento, erguendo o queixo ao se dar conta de que estava falando da tal reunião e das migalhas de respostas fornecidas pela coroa e pelo Todo Poderoso. Sabia que se começasse a focar naquilo não dormiria pela próxima semana, então preferia não pensar. Zarina estava atrapalhando seu exercício de ignorar as notícias. ' É claro que têm o direito. Eles têm todo o direito. Na real, esse era o único trabalho que tinham desde que essa loucura toda começou. Ou você acha que eles já não estavam com a água no pescoço desde que Pride Lands foi pro espaço? ' tentava manter um tom neutro, de quem não estava nem um pouco preocupado com Neverland, como se esse não fosse o único pensamento martelando em sua cabeça nos últimos tempos. ' E daí que você estuda com eles? Acha mesmo que eles iam compartilhar informação sigilosa com uma iniciante? ' riu-se, debochando da ruiva, como se ele também não estivesse no escuro. A risada morreu ao se lembrar que ele não sabia mais que os que estavam na praça. ' É visto que não sabem nem o que estão fazendo. Já pensou que podem só estar blefando pra que os perdidos aceitem servir de ratos de laboratório e assim eles consigam chegar numa resposta de verdade? É o que eu faria '
☁︎⋆ ⸻ Apesar de se considerar muito sã, Cassandra estava confusa depois da reunião. A filosofia escolhida por grande parte dos perdidos parecia ser passar os dois últimos meses de suas vidas naquele lugar sem muita responsabilidade, visto que ao final daquele tempo, todos teriam suas memórias apagadas. Entretanto, Cassie lidava com a lógica em seu dia a dia, como poderia ignorar a porcentagem de erro? E o que deveria fazer até lá? Continuar com o que estava fazendo ou mudar a estratégia? Ela não fazia ideia. Estava encostada num canto se deixando ser consumida pelos próprios questionamentos muito distraída para notar alguém se aproximar. "Preciso que Merlin apareça e me dê mais informações, festa não é informação." Resmungou consigo mesma, imaginando que se ele fosse mesmo um ser onipresente, saberia o que ela queria.
Mesmo ele estava confuso com as notícias recém entregues. Tudo bem que os perdidos estavam prestes a conseguir voltar pra casa, mas como? E ainda tinha aquela fala misteriosa de Clarion, como se a Rainha das Fadas há tempo já estivesse sabendo de algo que não estava sendo compartilhado. Isso fazia com que Peter ficasse tão enfezado quanto a garota à sua frente. Não gostava de pensar que não era importante o suficiente para que aquele tipo de informação sigilosa fosse compartilhada com ele. Não teria de ser informado de tudo, como um dos membros do Conselho? Além disso, a cúpula de Camelot nem era assim tão fodona quando se tratava de magia para que agissem como se esse fosse o caso. ' Merlin até pode ser onipresente e onisciente, mas algo me diz que ele prefere deliberadamente ignorar todos nós para não ter de lidar com nenhum problema extra ' avisou, adivinhando os pensamentos alheios. Afinal, se ela os dizia em voz alta, era porque esperava resposta imediata. ' Mas você já devia saber que tudo ou quase tudo se resolve com festa por aqui. Bailes e mais bailes. É como vivem os ricos e famosos da Avenida dos Castelos '