(Hazal Filiz Küçükköse, 35 anos, ela/dela) Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é ESRA TEKIN, A FADA AZUL, da história PINÓQUIO! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a DAR LIÇÕES DE MORAL EM DESCONHECIDOS… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja GENEROSA, você é HIPÓCRITA, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: SENDO DONA DO RESTAURANTE WISHING STAR.
WC — Questionário
Informações Gerais:
Apelidos: Blue, azulzinha, fadinha ou estrelinha (Ela particularmente só gosta de Blue).
Signo: Sol em touro, ascendente em libra e lua em peixes.
Orientação sexual: Bissexual.
Altura: 1, 72
Traços positivos: Bondosa, justa, leal e persistente.
Traços negativos: Crítica, iludida, cabeça-dura e carente.
O personagem é dono ou cuida de algum lugar no Reino dos Perdidos? Por favor, descreva.
O restaurante Wishing Star é conhecido por sua ambientação mágica e temática, onde tudo reluz em diferentes tons de azul e brilho, fazendo um bom uso do jogo de luz. É um restaurante consideravelmente chique e luxuoso, ainda que o exterior pareça não ser muito grande, é de se imaginar que seu interior tenha sido expandido com magia. O diferencial do Wishing Star é que o cardápio é o que você desejar! Isso mesmo, se você está sentindo falta daquela comida gostosa que sua avó fazia quando você era pequeno, você pode experimentar ela de novo! O restaurante também fornece a possibilidade de experimentar a culinária mágica e inovadora. Você já quis provar grama doce ou um creme com cheiro de morango que parecia super gostoso? Bem, você pode pedir por um desses aqui e ele será comestível! E o preço é bem simples, por cada boa ação que você faz durante a semana, você tem desconto e a cada ação ruim… Bem, digamos que a conta pode vir bem salgada. Então, seja bonzinho e sempre ganhará a refeição mais gostosa que já experimentou, quase de graça.
Como está a posição dele em relação aos perdidos? Odiou ou amou? Responda em um parágrafo simples!
Para a fada azul, tudo estava perfeitamente bem e todos que mereciam estavam devidamente felizes. Qual o sentido de mudar isso? Considera quem quer que tenha feito isso uma péssima pessoa, contudo, ela não tem necessariamente uma visão hostil em relação aos perdidos mesmo que não os queira ali. Contudo, se ali eles forem ficar a única preocupação da fada é se a justiça será feita e os bons serão recompensados como devem.
BACKGROUND
Desde que sua existência tomou forma ela soube qual era seu destino e o que deveria fazer, tal como qualquer outra fada ela tinha de auxiliar aqueles de bom coração e não deixar que caíssem em desgraça pela má índole de pessoas ao seu redor. Ao menos, Esra sempre soube que ela seria esse tipo de fada, sempre que desejassem a sua estrela ela ouviria e concederia o desejo daquele de intenções puras e genuínas. Era uma missão linda e soava ótimo sempre que falava sobre isso, mas não tornava esse trabalho nenhum pouco mais fácil, se fosse ser sincera seus primeiros anos na função foram uma completa desgraça. Era corroída pela insegurança, pelo medo de estar favorecendo as pessoas erradas, que aqueles que ajudava acabariam sendo cruéis em um futuro que ela não tinha como prever.
Foi por isso que passou bons anos reprimindo suas próprias vontades e sonhos, tudo para que fizesse um bom trabalho, para que se garantisse que tudo seguiria em ordem e como deveria, que apenas aqueles que eram bons desfrutariam de seu dom. E talvez tenha sido isso que lhe rendeu a imagem de certinha, era a fada que sempre fazia tudo como mandam as regras e não tinha um pingo de diversão, afinal, cabia a ela julgar a moral alheia…Ao menos era isso que ela achava. Contudo, pode-se dizer que depois de sua parte na história de Pinóquio ela optou por finalmente se dedicar um pouco mais a si mesma.
Claro, não é como se ela tivesse deixado de ajudar os necessitados, jamais faria isso! Contudo, achou que estava mais que na hora de se descobrir no mundo e seguir seu coração! Ah, tantos anos auxiliando e vendo princesas encontrarem seus príncipes e ajudando pessoas a formarem suas famílias… Ela certamente poderia ter algo semelhante, não é? Tirando a parte da família, por que ela odeia crianças… Claro, ela jamais admitiria isso pra ninguém, ela acha que faria as pessoas pensarem mal dela, mas considera crianças seres tão mal educados, medonhos e difíceis de controlar! Raras eram as crianças que recebiam boas bênçãos da fada azul no fim de suas histórias, o que ela justificava por dizer que elas ainda não estavam prontas para a realização de seus desejos e que nada era irreversível… E bem, quem questionaria a boa fada azul?
Então, pode-se dizer que família não era seu sonho, mas o amor… Esse era um sonho que ela perseguiria enquanto fazia seu trabalho, tudo seria simplesmente perfeito! Ah, isso até ela perceber que na maioria das vezes que encontrava alguém sempre havia um problema… Ou pior! Alguém de bom coração desejava pelo amor da pessoa que ela estava apaixonada ou quem ela se apaixonava desejava pelo amor de outro alguém… Esra no fim do dia ainda era uma fada com um dever a ser cumprido, mesmo quando lhe machucava, mas nem mesmo isso era capaz de impedir que ela continuasse a sonhar com o amor perfeito que lhe arrebataria um dia. Ainda que parte de si se questionasse se o porquê de depois de tantos anos nunca ter o encontrado fosse porque dentre todos os pedidos de coração puro que ela atendia, o dela não fosse tão puro e bom quanto ela mesma imaginava.
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𝙵𝙻𝙰𝚂𝙷𝙱𝙰𝙲𝙺⠀⠀✦⠀⠀Muito provavelmente por não estar em sua consciência plena, os dizeres dela lhe emocionaram um pouco, colocando a mão no peito para enfatizar o sentimento. ❝ Meu deus, isso foi muito lindo. Não tem nada de errado com isso de jeito nenhum! Ser mais coração é incrível e você deveria ter orgulho. ❞ arrastou com o tom mais sério que conseguia chegar, mas infelizmente não era um nível muito aceitável de seriedade. ❝ E é claro que posso! Vamo agora. Faço o que você quiser. Cadê. Será que me deixam usar o bar? Aqui tem bar? ❞ analisou os arredores, mas a única coisa que conseguia ver era água e a praia à distância. Não conseguia se recordar se tinha chegado a ver alguém preparando um drink ou se tudo tinha magicamente aparecido em seu copo. A explicação dela sobre a diferença sobre pixies, fadas, a Terra do Nunca e luzes flutuantes fez com que o rosto de Connie fosse tomado por uma expressão de confusão patética, mas ela já se sentia confortável o suficiente com a fada para simplesmente balançar a cabeça e desistir de entender a fundo. ❝ Confesso que não entendi muita coisa, mas minha vida está em suas mãos! ❞ apontou na direção dela, ❝ Por favor, não me mata. Eu sou muito jovem. Na verdade não sou tão jovem, mas eu meio que ainda não fiz nada com a minha vid... opa, não vamos entrar aí não! Menos pensamentos, mais vrum vrum, vamos lá! ❞
❝Obrigada, vou tentar ter mais orgulho sim.❞ Algo que era mais fácil falar do que fazer, mas Esra sempre tentava independente do número de falhas. ❝Acho que não temos bem um bar por aqui pra isso... Mas quando voltarmos pro reino podemos usar o do meu restaurante se quiser, não é um problema pra mim. Vai ser divertido!❞ Claro, ela não tinha muitas coisas necessárias no bar do restaurante mágico, mas nada que um pouco mais de magia não pudesse resolver, não é mesmo? Ou compras. Teve de conter um pouco a risada quando viu a expressão de confusão, não lhe era algo incomum de ver na maioria dos perdidos. ❝Ouso dizer que é o tipo de coisa que você entende com o tempo.❞ Ou ao menos ela esperava que fosse caso eles tivessem de ficar ali, precisariam se adequar aquele tipo de coisa. ❝Não se preocupe, eu jamais mataria alguém! Sou uma fada boa. Mas bom, precisarei que feche os olhos e deseje com seu coração, quando os abrir novamente já estará voando.❞ Claro, boa parte daquilo era pela experiência, não pela necessidade. Mas achava divertido, sacudiu o corpo fazendo com que suas asas surgissem nas costas e a varinha com ponta de estrela se materializasse na mão direita, agitou um pouco a varinha e apontou na direção de Connie. ❝Preparada?❞
"Acho que só minha irmã gosta delas." A acusação tingia-se de um misto de decepção e raiva. Os seus sentimentos por Iracebeth geralmente oscilavam entre um ou outro, e sempre acabavam no mesmo lugar: a culpa. A ideia de dançarem não era só um delírio dos seus desparafusos, como uma sugestão para que conseguissem enfrentar aquilo juntas; para que Mirana conseguisse enfrentar aquilo, esquecendo-se do que via nos espelhos. "A rainha deve ser sempre conduzida!" Era uma das regras das valsas do País das Maravilhas — e Mirana gostava de regras, embora para alguém de fora como Esra ela pudesse não parecer ser o tipo ordeira. Fez uma reverência elegante e esperou que a fada começasse a condução enquanto matutava um assunto. "Como são as mudanças em sua história? Por acaso acontecerá algo muito assustador com você? Ou com Pinóquio e Geppetto?" Mesmo que a noite tivesse sido prometida como a última em que teriam que se preocupar com as futuras histórias, Mirana não deixava de estar curiosa. "Você é uma mulher cautelosa, pelo que já ouvi. Suponho que todo esse caos não lhe agrade tanto."
❝Ela e mais algumas pessoas não muito boas.❞ E de pessoas nada boas, Esra sabia muito bem. O que ela poderia mentir e dizer que era apenas por buscar sempre ser justa e conceder desejos apenas aqueles de bom coração, mas a verdade estava longe de ser essa. Assentiu perante a fala de Mirana, sabia que jamais deveria contrariar alguém do País das Maravilhas, por que o fazer poderia lhe render dor de cabeça e a Fada Azul não possuía problema nenhum em conduzir a dança. Levou uma das mãos até a cintura da rainha e tomou a de Mirana com a outra para que dessem inicio a valsa, um pequeno sorriso no rosto que ela se esforçou para manter diante da pergunta alheia. ❝Acredito que o mais aterrorizante seja para Geppetto e Pinóquio, afinal nesta nova vida o velho Geppetto ganha dois filhos de madeira da qual eu concedo o dom da vida logo no inicio, mas no final de tudo eles retornam a serem apenas bonecos pelos maus feitos dos dois.❞ O que certamente não agradava em nada Pinóquio, ela tinha certeza, mas não era um final de todo ruim. E uma consequência por maus atos era sua marca registrada, fosse isso escolha dela de fato. Contudo, Esra optava por não mencionar que em sua nova mudança ela não tinha mais bem o controle sobre isso, as memórias ainda lhe eram confusas do porque, mas sabia que era algo relacionado a seu passado. Sabia que perante aquela situação teria os transformado em bonecos como castigo de todo jeito, mas sentia que aquela consequência já não partia tanto assim dela, como se ela tivesse virado apenas uma ferramenta. Visto que se perdeu em pensamentos, teve de piscar alguma vezes para tentar entender a última coisa dita pela rainha. ❝Caos? Ah, sim, não sou muito afeita a mudanças tão drásticas, ainda mais quando prejudicam boas pessoas... Mas e sua história? Possui alguma mudança boa?❞
em frente ao restaurante da fada azul, chloe refletia no quanto a vida era injusta. perdeu parte de sua memória e ainda continuou no mesmo lugar, com sentimentos novos crescendo em si. seja por conta da magia ou não, estava desanimada, até mesmo irritada em continuar ali. "qual a graça de comer um big mac se eu ainda vou ter que aprender a lidar com dragões?" resmungou baixo, dando as costas para a entrada do lugar. "restaurante idiota." cruzou seus braços, notando a presença de alguém por perto; e é claro que era ninguém menos que a própria fada. "credo, você tava aí o tempo todo?"
Ainda se sentia estranha após os últimos acontecimentos, sabia que não era apenas com ela que aquilo ocorria e tentava ser compreensível. Contudo, não esperava receber reclamações sobre seu estabelecimento de forma tão abrupta assim. ❝Não exatamente, acabei de sair para tomar um ar... O serviço lhe foi insuficiente de alguma maneira, meu bem?❞ A pergunta poderia parecer de genuína preocupação com ela o que seria o comum da Fada Azul, mas estava mais preocupada com as memórias de como seus poderes poderiam ser afetados com a nova realidade, a opção de sua magia falhar sendo uma possibilidade desgostosa para a fada. ❝Algum funcionário lhe destratou?❞
"Fantasmas? São... Fantasmas de verdade?" Bastante cética, Coralie tinha dificuldade em acreditar que algo semelhante poderia ser possível, no entanto, após a experiência quase dilacerante daquela fonte, era natural que começasse a ter dúvidas. Principalmente ao seu próprio respeito. "Eu..." Percebendo o quão tensa ficara, demorava a assimilar o que escutava. Era como se estivesse submersa, presa em algum tipo de areia movediça que a puxava cada vez mais para baixo. Com cuidado, arrastou os pés sobre o piso, alcançando a mão da mulher a qual a pegou com certo desespero. "Prometo não soltar."
❝Acredito que sim.❞ Seria bem mais agradável a ideia se fossem de mentira, mas também não gostaria de mentir mesmo que fosse para tranquilizar a outra. Segurança a mão dela em um misto de delicadeza e firmeza, buscou a guiar com cuidado e ainda devagar para que pudesse se acostumar com o mundo ao seu redor e a realidade. ❝Tudo vai ficar bem, garanto que os fantasmas não irão nos atacar...❞ Ela ainda estava na posse de sua varinha e não hesitaria em usá-la caso viesse a ser necessário, nunca gostou da ideia de deixar ninguém desamparado e não seria hoje que deixaria isso acontecer. Os olhos estavam atentos e ela só se permitiu respirar profundamente quando viu que haviam chegado ao castelo abandonado, dali seria mais fácil seguir e sair. Os olhos preocupados se voltaram para a outra, analisando para checar se estava melhor. ❝Como você está? Agora já estamos longe o suficiente, ainda podemos buscar uma porta para outra festa... Não vou te deixar, se não quiser.❞
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"Nada. Eu só fiquei me perguntando onde você treinou para ser tão positiva assim." Gesticulou para que ela deixasse aquele assunto de lado. Provavelmente Esra continuaria fingindo que nunca ouviu a palavra coach antes — impossível hoje em dia. "Aposto que meus colegas de trabalho adorariam que eu desse uma passadinha por lá também. Não aguentam minhas respostas rápidas." Riu com a lembrança. Damla sabia que podia ser dura na queda, mas não era sempre tão insuportável assim... A depender do esforço da pessoa com quem estava convivendo, poderia ceder. Assentiu a fala de Esra e começou a caminhar pela praia para encontrar alguma coisa diferente para comer. Focada no caminho, sequer percebeu o que acontecia ao seu lado. "Quê?" Não conteve a risada. Esra era engraçada as vezes. "Está me dizendo que tem preferência por voar, é isso?" Como não rir de algo assim? A moça tinha que sempre viver interpretando. "Claro, porque é uma fada, né?"
❝Ah...❞ Ainda um pouco confusa sobre, mas optou por deixar de lado. Era um tanto estranho que lhe questionassem sobre sua positividade, só havia sido assim por boa parte da vida, mas talvez fosse um pouco mais fácil ser alegre como uma fada que não tinha uma vida de verdade. ❝Talvez eles só tem formas distintas de demonstrar? Ou sejam pessoas vis, não seria incomum.❞ A Fada Azul mesma já havia lidado com uma gama de pessoas ruins ali, não lhe seria nada estranho, costumavam ser os mais estressados ou maliciosos. ❝Ah, sim... ❞ Ficou confusa, não achava que isso fosse algo tão difícil assim de acreditar, já estava bem mais acostumada com o ar do que estar em terra o tempo todo, lhe atrasava de certo modo. ❝Sim... Fadas voam, as histórias de fadas no seu mundo fazem elas não voarem? Não entendo por que acha tão engraçado.❞
❝ Talvez você seja, tipo, um super cérebro? Ou só o meu que não tá 100% mesmo. Quem sabe? ❞ tudo naquela noite fazia tão pouco sentido que Connie já tinha desistido da explicação sobre inúmeras coisas, mas era querido que ela estivesse tentando agir como se fosse algo natural. ❝ Eu tenho um bar, então já devo ter experimentado praticamente todos do mundo inteiro. Eu gosto muito dos que tem abacaxi, já reparou que abacaxi deixa sua boca engraçada? Achei que era coisa da minha boca, mas outro dia me disseram que é algo que rola mesmo ❞ divagou. Ela era uma garota de whisky, mas era necessário saber fazer qualquer coisa quando se é bartender, e que melhor jeito de melhorar suas próprias criações do que bebendo? ❝ É o que? ❞ exclamou, incrédula, com a proposta que ela fez a seguir. ❝ Você voa? Não tem que ficar pequenininha geralmente pra fazer isso? ❞
❝Uh, acho que seria ótimo se fosse assim! Mas não acho que eu me daria tanto crédito, acabo por ser uma pessoa muito mais coração do que cérebro. E não tem nada de errado com isso.❞ Ainda que tivesse suas questões em que se forçava a ser mais racional do que emotiva, mas era pelo bem maior. ❝Um bar? Que legal! Deve ser ótimo poder realmente experimentar um pouco de tudo, seria rude eu pedir para algum dia você preparar algo pra mim? Eu meio que me acostumei a usar magia pra muita coisa, mas é sempre melhor quando alguém que entende faz.❞ Isso servia com comida também, mas ela evitava falar sobre por que poderia ser ruim para os negócios e ela ainda precisava o manter de pé se quisesse ajudar as pessoas. ❝Ah, sim, eu posso voar. Bem, não exatamente eu não sou uma pixie como as fadas da Terra do Nunca... Ainda que você possa me ver flutuando apenas como uma luz as vezes, costuma ser mais fácil e rápido dessa maneira, mas eu acabo evitando para não assustar as pessoas... Então, é, não preciso necessariamente ficar pequena para voar ou para fazer alguém voar também.❞
"Ah se esse era o objetivo então foi alcançado, estou impressionada. Impressionada com o fato de não estarem achando isso um péssimo emprego. Será que eles ganham alguma coisa em troca? Comida, talvez? Ou será só pela diversão?" Talvez, apenas talvez Meena estivesse pensando demais em tudo em vez de apenas seguir o fluxo das coisas. "Hm jura? Defina bondade. Quer dizer, seria muito eu pedir que você me mostre como fazer?"
❝Devo dizer que não faço ideia realmente, as opções são infinitas... É difícil tentar entender o que se passa na mente de Merlin.❞ Ou de qualquer outro ser ali, boa parte podia ser bem confusa e até mesmo a Fada Azul tinha de admitir isso. ❝Ah, no caso deles, acredito que se for gentil ao jogar com eles, podem te ajudar, não acho que gostariam de ser arremessados com muita forma.❞ Com isso pegou um dos ouriços e fez um breve carinho no mesmo, antes de o lançar pela pista com delicadeza após mirar nos pinos. Não havia sido perfeito, mas sobraram apenas dois pinos o que indicava que também não foi mal. ❝Talvez assim?❞
"Não desde que me casei.", observou, mas também não se aprofundou muito nas viagens que fazia antes, as farras, festas e imprudências deveriam ficar no passado distante e desassociado de Phillip, afinal ele tinha se casado por isso. Mas não era por isso que mantinha o casamento, algo havia mudado, precisava admitir. "Mas sim, espero que aconteçam. Se tem uma coisa que percebi durante esse tempo aqui, é que nossos reinos podem se ajudar.", alguns estavam em situações extremamente complicadas e Phillip nem tinha consciência disso. "Sim.", comentou entre risos, "Imagino que para a possível filha também. Ela não me parecia contente com nenhuma das ideias. Mas quem estaria? Ela deve ter toda uma vida de onde veio.", pais e alguém que realmente amasse, como substituiria tudo por eles? Malévola, Phillip, Aurora e todos os outros. Ele conseguia entender a raiva da mulher na primeira vez que se falaram, partilhava de seu descontentamento. "É exatamente tudo isso que falou. Não era bem esse o caminho que eu queria seguir, e por favor, não me entenda mal. Gosto do meu reino, sou fiel ao meu povo e minha esposa.", Aurora era admirável e encantadora em todos os sentidos, "Mas sinto que algumas coisas foram atropelando as outras, e nunca tive tempo de realmente absorver tudo.", concluiu, suspirando com pesar. "E agora veja, eu que estou enchendo seus ouvidos.", brincou, na tentativa de descontrair de tudo que havia desabafado.
❝Ah, entendo...❞ Não, não entendia realmente por que nunca havia se casado e tudo que sabia sobre casamentos era através dos olhos de suas amizades, mas imaginava que a vida de casado poderia mudar certos aspectos da vida de alguém. ❝Espero que seja possível realmente e se você ou Aurora precisarem de algum auxílio no caminho sabem que podem apenas me achar que irei atender.❞ Blue sempre estaria uma estrela de distância basicamente quando em dias normais, Aurora já estava bem ciente disso já que eram amigas de certa forma. ❝Acredito que essa tem sido a maior dificuldade para os perdidos aqui, a vida que deixaram para trás e as pessoas que eram importante. Alguns parecem sentir muita falta da família.❞ E a Fada Azul tentava ser compreensiva com isso, mesmo que ela mesma não possuísse uma família por si só, possuía suas amizades que considerava tanto quanto. ❝Está tudo bem, Phillip, eu entendo o que quer dizer... Mas acredito que boa parte das coisas na nossa vida acabe desta maneira, nos fugindo do controle e nos deixando rendidos em suas consequências. Eu mesma posso lhe confidenciar que nem tudo me saiu exatamente como eu sonhava, mas acho que o importante é conciliarmos nossos desejos com aquilo que já temos.❞ Algo que ela havia aprendido muito concedendo desejos é que a maioria costumava desejar por coisas que já possuíam e sequer percebiam, gostaria de dizer que apenas os humanos eram daquela forma, mas seria uma mentira. Deixou uma pequena risada escapar, não se incomodava de escutar e aconselhar quando podia, ainda que ela mesma não tivesse muita experiência de vida mesmo que fosse mais velha do que aparentava. ❝Pois pode me encher os ouvidos o quanto quiser, eu gosto de ouvir e bem, acho que essa a primeira vez que conseguimos conversar apropriadamente, não? Juro que não estava lhe ignorando quando passava para ver Aurora, eram apenas desencontros.❞
O karaokê era fantástico, tá que qualquer atração daquela festa e a própria festa em si fazia com que Tadeu agisse com tanta euforia, mas definitivamente o karaokê realmente fez ele gostar ainda mais daquela festa em especial, porque as pessoas estavam mesmo se divertindo com o próprio constrangimento. Tadeu não era um bom cantor, ao menos não se via cantando bem, já tinha escutado de Romeu algumas vezes que a sua voz era angelical, mas não conseguia acreditar nisso. Então decidiu que não participaria daquele showzinho de vexames particularmente divertido, mas houve um sorteio estranho que envolveu a fada azul que deixou Capuleto bastante desconfiado, aquele dedo lhe apontando e fazendo todos os presentes desviarem a atenção até ele foi o suficiente para tira-lo de onde estava para ir até o palco, falando em voz baixa para a mulher. "Isso não é justo, você trapaceou!" Brincou, claro, não podia desconfiar de uma fada, ainda mais uma que transformou um boneco de madeira em menino. "Você vai escolher a música também?"
❝Eu não sei do que você está falando...❞ Murmurou de volta pra ele enquanto um sorriso angelical surgia na face da fada, no fim do dia ainda era divertido brincar um pouco e queria que todos se divertissem na festa. E bem, cantar espantava todos os males, não é? Então seria ótimo para todos, especialmente para Tadeu! Observou a coletânea de músicas a disposição, não conhecia bem nenhuma delas, mas havia ouvido algumas ao longo da noite. Os olhos brilhando com as opções que surgiam, logo ergueu o rosto pra ele mais uma vez. ❝Deixo você escolher... Temos como opção Mamma Mia do ABBA ou Crocodile Rock do Elton John? Não sei quem são, mas parecem ser boas músicas.❞
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Sem pensar duas vezes, e fazendo de tudo para acabar não olhando para a fonte, Pinóquio acabou pegando a Fada Azul pelos cotovelos levemente a afastando dali. "Tudo bem, não está acontecendo mais. Você está segura." Pinóquio era a pior pessoa para confortar alguém. Ele sempre era a pessoa que fazia piadas, e tentava com o humor fazer as coisas se tornarem melhor, mas o clima ali não dava para nenhuma piada. Então pensou na única coisa que sabia fazer que também ajudar as pessoas. Abraçou a Fada Azul. Ela era uma das pessoas mais importantes de sua vida. Não gostava nem um pouco de estar presenciando aquela situação com ela. "Eu poderia ir buscar um pouco de água ou algo mais forte, mas não acho que deveria deixar você sozinha aqui. Então quer ir comigo?" Estava com o coração apertado sabendo que deveria saber falar de outra maneira, e isso mostrava que ele realmente precisava amadurecer um pouco mais.
Segura. Ela queria se sentir segura, mas aquela pilha de emoções conturbadas dentro dela, mesmo que ele estivesse ali era inevitável que ela se sentisse sozinha como nunca antes. O céu era sim cheio de estrelas para quem observava de longe, mas a verdade é que a maioria era distante. Sempre sozinha. Se deixou ser abraçada, ainda que tenha demorado alguns bons segundos para corresponder o abraço ainda de forma fraca e desconcertada. ❝Obrigada...❞ Murmurou ainda em meio as lágrimas, tentando se recompor ao menos um pouco. Quando ele começou a fala, ela tremeu levemente pensando que ele a deixaria sozinha ali outra vez e foi quando ele terminou que ela obteve certo alívio. ❝Eu vou sim, não acho que eu deva ficar sozinha agora... Eu não quero ficar sozinha.❞
where: Navio pirata no LUAU ENCANTADO
with: @bluestcr
Aquele não seria o primeiro lugar que Sophie escolheria ir. Ainda sim, quando a amiga quis dar uma olhada, mesmo com a fama de ter coisas péssimas lá, a Hatter não pensou duas vezes antes de nadar com ela em direção ao navio pirata. Talvez fosse aquela bebida ruim que fizesse a boca da bruxa ficar solta, mais que o normal. Bebeu mais um gole do álcool e se sentou na borda do navio, balançando as pernas. — Ainda sim… — Falou em meio às suas reclamações do marido, um sorriso bobo escapando dos lábios conforme seguia. — He may appear distant and cold, but his heart is kind.
Gostava muito Sophie e da amizade que havia cultivado com ela, contudo, não podia negar que era doloroso ter de ouvir ela falar sobre Howl. Por que inevitavelmente isso lhe trazia recordações de um passado onde ele havia quebrado seu coração das piores formas, algo que a Hatter não sabia e se dependesse de Esra jamais iria saber. Tinha receio que de que a bruxa descobrisse sobre essa questão do passado, sua amizade poderia ruir de alguma forma. ❝O coração dele? E ele realmente possuí um?❞ O tom era de brincadeira, ainda que se eu interior houvesse sarcasmo disfarçado. Que estivessem naquele assunto em um navio pirata também não era bom, por que isso lhe remetia a outro ex, as coisas só pioravam na cabeça da fada. ❝Sabe, eu não estou gostando muito do ar daqui? Acha que poderíamos voltar pra praia? O cheiro aqui está horrível.❞
Phillip assentiu as palavras de outrem, concordando que apesar do que ele pensava sobre, outros não eram obrigados a ver do mesmo jeito. Suspirou, diante o questionamento alheio, pois num geral, ele gostaria de lembrar de tudo. Não do que poderia ter sido, mas das pessoas que conheceu no caminho, até mesmo aquelas de outros reinos, que voltariam a ser desconhecidos. "Conheci sim, tanto entre os forasteiros, quanto nossos colegas de outros reinos mais distantes de Briar.", e por isso, não os tinha conhecido antes. "Sinto que lembrar também poderia ser uma forma de valorizarmos o que temos. Digo, não gostava da ideia de ser genro da Malévola.", brincou com um riso divertido, "E as vezes sinto que sou ingrato com o que tenho hoje.".
❝Nunca viajou muito, devo supor? Tenho certeza de que quando todos voltarem aos seus próprios reinos poderiam surgir a oportunidade para viagens diplomáticas.❞ Ou algo naquele meio, sendo sincera, Esra não entendia quase nada de como as questões da monarquia funcionavam já que ela não pertencia a nenhum dos reinos. Não pode deixar de rir um pouco com a brincadeira alheia, ainda que Malévola possuísse um efeito sobre seu coração que não era exatamente maligno... Mesmo assim, ela reconhecia o terror e a maldade que havia causado, especialmente a Phillip e Aurora. ❝Bom, não ser mais genro da Malévola certamente é algo a ser celebrado.❞ Até por que era difícil para Fada Azul conceber aquela ideia na sua mente, soava realmente como história fora da curva e estranha. ❝E por que você acha que é ingrato? As vezes pode não ser ingratidão, mas talvez você possa sentir que sua vida não tomou o rumo que sempre sonhou ou que não esteve muito no controle da sua própria vida... Não é algo incomum para as pessoas da nobreza, ao menos as que eu já conheci... Mas posso apenas estar enchendo seus ouvidos também.❞
Existia imenso impacto naquelas palavras para Coralie, porém, não soube reagir diante delas. Sua expressão continuava distante, vazia. Mesmo que os olhos estivessem marejados o bastante para começar a preocupá-la. Quase nunca demostrava seus sentimentos na frente de outra pessoa, fazia parte do autocontrole que tanto lhe fora ensinado. Se estava cansada ou chateada, precisava expressar-se de modo que ninguém mais notasse. "Está bem." Fora tudo que disse, antes de piscar consecutivas vezes, buscando desprender-se da água que parecia cintilar uma sensação tão profunda quanto um abismo desconhecido. E ao buscar toda força de vontade que conseguia, esticou a mão para alcançar a dela, capturando-a. "Você consegue me tirar daqui?"
Não suportava a ideia de ver alguém tão mal daquela forma, lhe partia o coração, queria muito ajudar mais, contudo sabia que haviam limites que não deveriam ser ultrapassados. Blue mais do que ninguém sabia como era ter de ser forte e alegre a todo momento, mesmo se nem sempre se sentisse assim, era preciso ser forte. Pegando na mão da jovem buscou a guiar para longe daquele maldito poço, onde aquela onda de sofrimento não lhe abateria. ❝Eu certamente posso tentar, acredito que eu conheça o caminho para a saída... Mas vou precisar que não solte de minha mão, está bem? Os fantasmas parecem estar mais perturbados que seu normal.❞
A verdade era que a Rainha Branca não se lembrava. Ir até o baile havia sido a pior de suas ideias. Ela não sabia como chegara até aquela biblioteca, e nem como deveriam sair já que as portas tinham desaparecido — tinham estado ali em algum momento? Sua mente gostava de truques. "Eu pareço tão triste..." Murmurou, os olhos fixos no espelho à sua frente, até que ela sentiu o olhar de Esra e se virou em direção à fada. "Não, não! Você não deveria entrar comigo. A guerra vai voltar quando entrarmos." Aquele era o seu medo. Por mais que a história nova terminasse com a vitória do Reino Branco outra vez, Mirana sabia que a sua mente fragilizada não aguentaria os efeitos de mais uma guerra. Mais uma contra a sua irmã. "Você pode segurar a minha mão agora e nós podemos... Dançar! Ora, é claro! Estamos em um baile, o único jeito de sair dele seria dançando!" Pelo menos era assim que os seus bailes no País das Maravilhas funcionavam. Ninguém saía sem dançar! De repente, Mirana havia recuperado a sua habitual compostura de rainha, e mesmo que não estivesse adequadamente vestida para um baile com as roupas do luau, estendeu a mão para a Fada Azul. "Vamos! Você não negaria uma dança para a Rainha Branca, não é?" O convite quase soava como uma ordem (embora delicada), adornado de um sorriso.
❝Então sem guerras, também não gosto muito delas.❞ Mesmo que nunca na vida esteve no meio de uma, nunca parava em um lugar por tempo o suficiente e tão pouco se envolvia naquele tipo de estratagema. A Fada Azul não era um ser que apreciava violência, independente de qual fosse o motivo por detrás de tais atos. ❝Dançar? Não me parece uma ideia ruim, na verdade me parece inteiramente plausível.❞ Ainda mais considerando como a magia poderia funcionar de maneiras misteriosas, talvez a Rainha Branca não estivesse errada e aquela era realmente uma das formas de sair de lá. Com um sorriso no rosto, prontamente aceitou a mão da rainha, jamais passaria em sua mente a rejeitar. ❝Jamais, alteza... Devo conduzir ou deixo a condução em suas mãos?❞
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Marian estava muito empolgada para aquilo com tudo aquilo e suas expressões e o sorriso em seus lábios não escondiam isso. Ali dentro daquela roda gigante, tudo e todos pareciam tão pequenos, quase como se tudo o que estivesse acontecendo ao seu redor fosse de fato pequeno. As pessoas falavam que quanto mais alto você estivesse, aos poucos, se tornava difícil respirar, mas ali, Marian na verdade parecia sentir o contrário, afinal, não estava tensa e estava longe de tudo que lhe causava cansaço e pressão. Por isso que quis reafirmar a promessa de Esra, estava empolgada com aquilo e de verdade, não se sentia nem um pouco assustada. Ela suspirou antes de responder a fada, não suspiro cansado ou triste, mas um suspiro quase que determinado e feliz. "Eu tenho a mais absoluta certeza, Ez!" Respondeu firmemente, deixando um sorriso transparecer em seus lábios, afinal, até o frio na barriga ali lhe deixara feliz. "Prometo que se qualquer reclamar, vão ter que ouvir muito de mim! Onde já se viu quererem impor limites até nas vontades das pessoas? Acho o cúmulo! E se cada um cuidas da própria vida, as coisas seriam muito melhores." Comentou, dando de ombros, mas de fato aquela era sua opinião. "Eu confio em você, apesar do pequeno medinho e frio na barriga. Estou pronta quando você estiver!"
❝Sabe, eu sempre adoro a sua animação!❞ Sorriu aliviada que a amiga estava certa sobre a ideia, era difícil achar pessoas que ainda possuíssem aquela animação ainda nos tempos atuais, mas era algo bom. ❝Olha, eu concordo com você, mas você ficaria chocada se soubesse de algumas reclamações que tenho escutado nos últimos tempos...❞ E sabia que grande parte daquilo era por conta dos perdidos, mas não era bem culpa deles. Contudo, a maioria das pessoas não ligavam, era apenas mais fácil julgar e arruinar a alegria alheia para uma boa maioria. Remexeu um pouco o corpo enquanto se levantava dentro da cabine e deixou que as asas surgisse em suas costas, a varinha se materializando na mão direita enquanto o vestido preto que usava era coberto por um brilho que lembrava as estrelas. Apontou a ponta da varinha para a testa de Marian, um sorriso no rosto. ❝Certo, agora basta desejar do fundo do seu coração e posso temporariamente lhe conceder a leveza necessária para o voar.❞