Parabéns, NISAN GÜNER! Você recebeu uma carta de aceito no programa Una casa per 1 Euro e agora uma casa aos pedaços com uma vista bonita demais para desistir lhe espera em Monteluna. Seu registro diz que você tem 25 ANOS e veio da TURQUIA. Seus antigos vizinhos dizem que você é alguém CONVERSADORA mas também NERVOSA, talvez seja justamente isso que te trouxe até aqui. Por enquanto, tudo que sabemos é que você se parece muito com CEMRE BAYSEL, será que já podemos te chamar de NISA? Benvenuto a Monteluna!
Proprietária da casa: Dimora Capra.
Trabalha como curadora de experiências sensoriais no Al Contrario (profissão criada pelo próprio chef, Nisa ainda não sabe bem o que é esse cargo mas aceitou; ela basicamente vai ficar responsável por dar ideias e montar noites temáticas no restaurante.
+ CONEXÕES.
coleção de chaveiros de países e cidades diferentes; caderno com anotações e desenhos feito durante viagens, aromas de café forte, malas com adesivos de países colados por cima de outros, tênis surrados.
Ser jovem e aventureira tinha o lado bom e o lado ruim. Nisa dificilmente cria raízes em algum lugar, sempre saindo de um canto a outro, aprendendo novos idiomas apenas o suficiente para se virar no país que está por um período desconhecido de tempo. Vários empregos diferentes em cada canto que pisa, amigos e amores distintos em cada um desses lugares.
A falta de compromisso com um ponto fixo de moradia veio dos próprios pais. Magnus e Eline eram artistas, iam onde o dinheiro fosse melhor, onde tivessem um público mais atento. A criança que criaram seguia a mesma energia, uma vida sem amarras. Nisa nunca percebeu o quanto isso era solitário… até que sua pequena família recebeu a notícia de que sua avó tinha falecido. Ela nem sabia que tinha uma! Seus pais tentaram dizer que as famílias nunca aprovaram o estilo de vida deles e por isso o afastamento, mas a jovem começava a reconhecer tudo o que poderia ter tido e perdeu a chance de experimentar. Uma família maior, primos, tios, ela tinha isso? A tal herança também era algo que lhe deixou surpresa, sua mãe não recebeu nada, mas ela sim. Vários zeros e vírgulas que lhe deixavam tonta todas as vezes que olhava. Acostumada a ter pouco, estranhava abrir a conta bancária e ver aquela mudança.
Aos vinte anos, decidiu trilhar o próprio caminho, fazer suas próprias viagens. Gastar a fortuna que ganhou da avó desconhecida de uma forma que agradasse a si mesmo e que, talvez, um dia pudesse lhe ajudar a encontrar um lugar onde conseguisse pertencer.
Conhecer a Itália só surgiu como desejo em sua mente quando começou a se comunicar via Tiktok com uma moça que dizia morar em Monteluna. Seu desejo de a conhecer lhe levou direto para o local. Mais que isso, Nisa, em suas inúmeras pesquisas sobre a cidadezinha, descobriu o programa do governo sobre as casas de 1 euro e o que mais ela poderia fazer senão tentar comprar uma? Foi surpreendente ter conseguido a aprovação, mas pelo menos teria um canto para ficar enquanto via o que daria naquela aproximação com a italiana.
Mas ah, claro que nada poderia ser tão fácil. Não bastava ter conseguido comprar uma casa quase caindo aos pedaços… tinha um animal que ninguém pensou em lhe avisar que seria de sua responsabilidade. A cabra maldita lhe odiava. Nisan iria enlouquecer com aquele demônio. Para completar o pacote, descobriu que a moça com quem conversava simplesmente não existia ali na cidade. Ninguém conhecia ela por aquele nome, Andrea, mas sim outro. Foi enganada. Alguém roubou a identidade de uma das moradoras da cidade, mas ela sequer conseguiu questionar já que o contato rapidamente se perdeu quando ela pisou em Monteluna; foi bloqueada e não ouviu mais sobre a pessoa. Enganada e agora com um problema em forma de um animal infeliz que lhe atormentava, lhe restava tentar se estabelecer pela primeira vez.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
assim como das outras vezes, beatriz entrou pela porta lateral, que dava direto nos fundos da cozinha. já fazia alguns dias que repetia esse caminho desde que encontrara a estrutura abandonada com os vitrais mais lindos que já tinha visto. a curiosidade foi tanta que nem a cabra — que apelidou de doralice — conseguiu espantá-la da ideia de explorar o local. entrar foi fácil, porém, não conseguiu acessar todos os cômodos. ficou restrita à sala de estar, jantar, cozinha e a um espaço que talvez fosse a copa ou um depósito. as portas dos quartos estavam trancadas e nada nesse mundo foi capaz de abri-las. mesmo assim, decidiu que aquele seria seu estúdio de testes: a casa tinha muita coisa para ser consertada e ela precisava de prática na área de restauração de imóveis. depois de dias catalogando o que podia ser resgatado, o plano era simples: raspar a parede da sala principal, descobrir o padrão do papel de parede e, com sorte, salvar uma amostra inteira. diferente das outras vezes, onde aparecia em horários aleatórios pela manhã, naquele dia foi à noite. para sua sorte, a luz elétrica ainda funcionava. piscava de vez em quando, mas mantinha o ambiente minimamente iluminado. sem perder tempo, colocou os fones, espalhou os materiais no chão da sala e começou a trabalhar. depois de um tempo só notou algo errado porque o fone do lado direito estava quebrado. graças a isso, ouviu o berro seco, quase indignado da cabra. o som foi seguido de uma batida e passos. passos humanos, cada vez mais próximos. beatriz parou o que estava fazendo no mesmo segundo. estava sozinha, em uma casa abandonada. à noite. em uma cidade minúscula no interior da itália. se gritasse por ajuda, talvez demorassem para regatá-la. então, fez o que qualquer pessoa sensata faria: pegou o primeiro objeto que viu — no seu caso, um vergalhão enferrujado que talvez um dia tenha sido um atiçador. com as mãos trêmulas, ergueu o objeto à altura dos ombros. “olha, eu tô armada, viu? e tenho zero habilidade, o que me torna muito mais perigosa!” anunciou, virando-se em direção de onde vinham os passos.
nisan sentia o cansaço do dia pesar em seus ombros. começava seriamente a questionar as próprias escolhas de ter um trabalho fixo ali em monteluna, não era como se precisasse disso. pra piorar, seu chefe era louco. completamente surtado. adorava pessoas assim, mas quando elas devoraram seu juízo... a turca passava a ter um problema. voltar para casa deveria ser um alívio, estava exausta! ainda precisava preparar o roteiro dos conteúdos dos próximos dias então nem dormir podia agora, infelizmente. a ideia de ir para os locais mais assombrados de monteluna lhe trazia uma certa animação, dava-lhe um pouco de esperança do dia não terminar tão ruim. bem, isso é, até colocar os pés no próprio terreno e a cabra maldita começar a lhe perseguir. lili sempre lhe recebia do pior jeito possível, era quase como se a cabra tivesse decorado seu horário e todas as vezes que a moradora chegava em casa, ela já estava ali lhe esperando. depois de tropeçar em algo no meio do caminho, nisa acabou no chão. o demônio se mostrava satisfeito pela turquinha ter caído na lama, ignorava os xingamentos que eram proferidos em sua direção e simplesmente baliu para a humana cuidadora, saindo de perto. cabra endemoniada! agora exausta, suja e irritada, levantou-se do chão e foi em direção à casa de novo. não havia como não sair sujando tudo já que suas pegadas deixavam lama espalhadas no piso. porém não foi isso que lhe fez parar no meio do corredor de entrada. havia algo diferente em seu lar. aquela não era a primeira vez que entrava na casa e notava detalhes diferentes de quando saiu; já havia aceitado que existia algum fantasma na casa, apesar de seus aparelhos não detectarem nada. dessa vez não apenas tinha as luzes da casa ligada, mas uma voz soou firme e alta. nisan arregalou os olhos, estava presenciando uma aparição que ainda não sabia que havia morrido? "puta merda!" murmurou baixinho consigo mesma deslumbrada, tirando rapidamente o celular do bolso para começar a gravar. "olá, onde você está? será que consegue fazer contato novamente?" questionou de volta. um fantasma armado? deveria ter medo disso? claro que não! já visitou lugares bem mais perigosos e carregados do que a sua casa atual, nem sentia uma energia ruim vindo da voz, não deveria ser um espírito mau. "você está na sala, certo? eu estou indo, não precisa ter medo." tentou tranquilizar o espírito. céus, deveria ter aberto uma live no seu tiktok! quando finalmente entrou para a sala, surpreendeu-se com alguém de fato ali. o grito de susto foi automático e logo em seguida adicionou: "que diabos é isso?! quem é você?" aquilo não poderia ser um fantasma, certo? parecia real demais!
Aquele foi mais um dia que precisou dar apoio à sua mãe, mais um dia agitado na prefeitura que costumava ser tão calma, o evento de Páscoa havia sido um sucesso e conquistado muitos dos turistas e novos moradores com sua hospitalidade e foi com essa energia que o fotógrafo convidou Alessia a fazer parte da foto que sairia na capa do jornal local, pedindo para que abrisse seu maior sorriso, aquele perfeito que só ela sabia dar, o que a morena não sabia, era que a foto seria publicada também nas redes da prefeitura, já que elas quase nunca eram usadas, mas quem sabe a nova leva de visitantes faria essa situação mudar e traria mais da tecnologia para a cidade tão pacata e que aos poucos ficava para trás. Assim que a sessão de fotos, cumprimentos e sorrisos acabou, Ale ainda permaneceu um pouco na sala de sua mãe, finalmente tendo seu momento familiar com aquela que lhe deu à vida, mas eventualmente também precisou se retirar, tanto os seus compromissos quanto os de sua mãe não haviam acabado para o dia, então saiu pela porta, seguindo pelo único corredor que levava até a entrada principal. Um pequeno tumulto já era notado, uma jovem falando um pouco mais alto do que o normal num lugar tão silencioso era impossível passar despercebido. Paralisou a respiração por alguns segundos, em um susto causado pela reação da outra em lhe ver, sua expressão era confusa, pouco entendia do que saía da boca da mulher, mas ao mesmo tempo entendia tudo, estava apenas com dificuldade de assimilar o que ouviu. — Eu incentivei? Bloqueei? — Questionou repetindo as palavras chaves da acusação que recebeu. — Eu não incentivei ninguém e nem bloqueei você. — Não demorou para iniciar o ciclo de negativas, estava assustada, mas ainda sim tentou manter um tom de voz amigável enquanto seus olhos passearam pelo local atrás de alguma figura que prestava atenção na cena, a última coisa que precisava era um escândalo no meio da prefeitura. — Você tá maluca? Eu nem conheço você. — Afirmou sem hesitar.
o coração de nisan batia mais rápido a cada segundo, as bochechas ganhavam um leve tom rosado e nem era por causa disso, mas sim por finalmente estar vendo andrea ali na sua frente. imaginou aquele encontro de tantas formas, mas nenhuma parecia ser como o que atualmente se desenrolava. os olhos esverdeados não desgrudavam da bibliotecária, queria registrar todo detalhe da face alheia. seu maior desejo era correr para findar a distância entre as duas e abraçar a mulher que roubou seu coração através de uma telinha de celular, meses conversando tinha sido o suficiente para que nisan se encantasse, começasse a se apaixonar pela italiana. mas agora tudo parecia estranho. não a tinha encontrado em lugar algum e não via na face alheia o reconhecimento e a felicidade que esperava. "sim. bloqueou. por isso não está recebendo minhas mensagens." reclamou, tentando conter a emoção. "o que você está falando? como assim não incentivou?" perguntou de maneira incrédula, aos poucos perdia aquela satisfação de antes e ficava nervosa. "que tipo de brincadeira sem graça é essa, andrea?" estalou em um tom mais alto, agora o rosto avermelhava mas era por irritação. "esse joguinho não te graça! você que está tentando me fazer passar de maluca!" colocava pra fora todo o italiano que tinha aprendido nos meses conversando com a moça, tinha se esforçado tanto para aprender um novo idioma para impressiona-la e agora... parecia em vão. os olhos já ficaram marejados com a vergonha que começava a sentir, mesmo que a irritação ainda estivesse visível em sua face. "eu disse que tinha chegado aqui nesse fim de mundo e você até disse que estava feliz! eu te mandei flores e você recebeu porque a floricultura confirmou! Isso não é justo!"
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Definitivamente o sonho que ela tinha feito ao se mudar, estava indo por água a baixo. Talvez até confirmando o que sua família avisou, era uma péssima ideia. "Para uma cidade tão pequena, eu não esperava passar por tantos problemas em tão pouco tempo." Lamentou para muse que estava por perto, sem se preocupar muito em estar admitindo algo assim, afinal, o que tinha mais a perder? "Me prometeram calmaria, vibe italiana e pizza, mas o que eu recebi foi despejo da casa que eu achei que comprei, mas não comprei de verdade porque o contrato era inválido, pedir abrigo pra uma ex e contar as moedas para pagar um doce no la piccola luna." Falou os acontecimentos recentes de sua vida como uma simples frase, até um tanto humorada, por isso em tom dramático, decidiu completar: "É essa a verdadeira vida em Monteluna?"
apesar das coisas não terem saído como nisan esperava, não podia dizer que tudo estava sendo um pesadelo como parecia ser o caso da nova amiga. uma amizade era algo que não esperava conquistar mas ah! olha onde estava agora. tomando um chocolate quente na cozinha de sua casa no meio de uma pausa da pintura de um mural na sua sala. "uau, você está vencendo aqui na questão tudo deu merda. e eu achei que minha situação era ruim!" fez uma careta, tomando um gole do doce. "eu vim atrás de uma pessoa, descobri que ela não existe e ainda fui bloqueada sem conseguir tirar a história a limpo. e ganhei aquela cabra maldita. fora isso... está tudo indo." listou, entortando um pouquinho os lábios. "monteluna não tem sido muito agradável pra gente, pelo visto. vamos ter que dar um jeito de mudar essa merda de destino porque não é nada justo. eu nem sei como você consegue morar com uma ex, isso é tipo... além de mim."
o melhor horário para fazer seu trabalho principal com certeza era aquele. quando o céu já estava escuro e as ruas se encontraram vazias. e tudo bem, as ruas ficavam livres de pessoas antes do sol se pôr, mas isso era um detalhe. a roupa que usava lhe protegia do vento frio, mas nisan parecia uma espiã tendo escolhido vestes pretas para passar despercebida na escuridão; o cabelo preso em um rabo de cavalo e uma mochila nas costas contendo todo o equipamento necessário para mais uma caça. marcou com lorenzo na praça central para que fosse fácil de se encontrar, agora tinha uma lambreta ao invés da bicicleta inútil que o maluco do marco lhe vendeu. "ah! finalmente! achei que você ia cancelar." foi a forma como saudou o morador mais antigo, estava animada ao ponto de ter chegado cedo mas mesmo assim ainda pensou que o outro iria cancelar o compromisso. o celular em mãos, a turca balançou o aparelho. "você se importa de dar um oi pra câmera ou fazer comentários quando eu estiver gravando?"
quando o horário do comércio finalmente teve início, nisan saiu de casa o mais rápido possível para conseguir passar na livraria sem se preocupar em ser atrapalhada por outros clientes. veja bem, não estava interessada em comprar nada, apenas queria limpar o ar que o mal entendido deixou entre ela e a funcionária daquela loja. tinha gostado do lugar, então precisava ficar bem com quem trabalha ali, certo? por isso a turca seguia de maneira animada, parando apenas para roubar uma flor de uma das casas no meio do caminho. não sabia que flor era aquela, mas tinha um cheiro agradável então se dirigiu para a parole e pagine, o barulho do sininho indicando sua entrada. procurou a garota com o olhar e sorriu ao encontrá-la. "olá! bom dia! estava passando aqui na rua e vi essa flor, lembrei de você!" abriu um sorriso ao estender a flor para chiara, como tinha aprendido na outra visita. só que o era para ser um gesto doce de desculpas, teve um pequeno erro. na pressa para chegar ali, não percebeu que a flor perdeu algumas pétalas e agora estava um pouco amassada. mas agora era meio tarde para retirar o que disse. "bem... n-não estava assim antes."
Francesca se direcionou apressadamente até a entrada da padaria da sua família assim que ouviu o barulho do lado de fora. Não demorou para que ela avistasse a mulher caída no chão e entendesse o que tinha acontecido, oferecendo ajuda imediatamente. Convidou-a para dentro, justificando que era melhor do que estar refém dos olhares curiosos que inevitavelmente começavam a aparecer nas casas a sua volta. Oferecendo um copo de água para ela, Francesca fez uma leve careta ao ouvir as suas palavras. Não entendia o motivo da desconfiança. "Só estou fazendo o que qualquer um faria," argumentou, dando de ombros. "Você está bem?" Não era a primeira vez que perguntava, mas vendo o modo como a outra mancava, pensou que não custava se certificar novamente. Soltou uma risadinha ao ouvi-la explicar a origem da bicicleta. "O Marco? Não, ele não é nenhum louco, só um pouco... solitário," opinou. "Você entenderia se passasse quarenta anos da sua vida morando em uma cidade onde a pessoa mais nova que você conhece tem a idade dos seus avós," era um exagero, é claro, mas às vezes era exatamente assim que ela também se sentia, especialmente depois de ter experimentado o choque de voltar para Monteluna após viver por algum tempo na capital.
as pessoas ali em monteluna eram simpáticas demais e isso ainda lhe deixava desconcertada. demoraria um bom tempo para se acostumar com isso, ainda mais que era algo tão diferente de seu país. nisan podia ter passado toda a sua vida conhecendo lugares diferentes, mas aquela terrinha da Itália estava sendo a mais surpreendente. aceitou sem graça a água, estava bastante envergonhada com a situação em que se meteu... mas não era bem uma novidade acabar se envergonhando. só deu o azar de ser bem na cidade. "bem, obrigada." agradeceu meio sem jeito tanto pela vergonha quanto pela dor no pé e nas mãos que tinha usado para aparar a queda. a pele ralada ia arder quando lavasse aqueles arranhões. "meu pé está doendo um pouco mas acho que não torci nem nada, consigo mexer só dói apoiar." explicou, esticando uma das mãos. "e minhas mãos... bem, já tiveram dias melhores." tentou brincar para ver se conseguia descontrair um pouco. a menção do maluco das bicicletas trouxe uma careta para a face da turca que assentiu em compreensão. "faz sentido. mas então é nisso que eu me inscrevi ? porque agora também moro aqui então esse é meu futuro? ficar falando sozinha com as coisas que posso chegar a vender?" pendeu a cabeça para trás em um drama nada discreto. "um euro mais caro da minha vida!" lamentou-se falsamente, ajeitando a postura para tomar mais um pouco da água. "ah! você sendo tão gentil e eu aqui sendo rude! meu nome é nisan, prazer em te conhecer."
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
♡.⠀⠀‛⠀Desde que se mudou para Monteluna, ouvia a história da cabra enfezada que os moradores tinham que alimentar. Camille, no começo, apenas presumiu que era uma brincadeira, e negava quando os alunos falavam disso. Mas nos últimos tempos, o discurso era diferente; alguém havia comprado a cabra, ou, na verdade, comprado a casa e levado a cabra de brinde, e os pequenos assumiam com o maior entusiasmo que iam até a casa assistir à nova moradora ser perseguida pela Cabra. Camille tentou educar, dizer que não era uma coisa legal rir dos problemas alheios, mas isso apenas fez os convites para ir ver também ficarem mais e mais insistentes. A Bergeron não era de ferro, pelo contrário, era curiosa como um gato, e achou que ao menos ver se era apenas uma pegadinha, não faria mal. Bem, a cabra existia, a casa também e aparentemente ela era mais irritada do que as crianças falaram.
♡.⠀⠀‛⠀Assistiu à dona da casa se aproximar da grade, pronta para se desculpar pelas crianças, quando elas lhe ofereceram em sacrifício para ajudar. Camille aprendeu que quando crianças se juntavam em prol de uma brincadeira, eram mais perseverantes que o crime organizado. A francesa arregalou os olhos e negou com a cabeça, completamente confusa sobre a ideia, não se via correndo atrás de uma cabra com seus pouco mais de um metro e meio de altura. ❛ Todos vão ficar de castigo por isso… Pode esperar. ❜ Advertiu, sorrindo ao ser envolvida por muxoxos de reclamação. ❛ Mas não fala assim delas, são só crianças. ❜ Dessa vez, franziu o cenho para a mulher, e andou em direção ao portão, para entrar na propriedade. ❛ Se a gente mostrar que não é esse bicho de sete cabeças todo, às vezes, elas vêm aqui te ajudar. Já tentou deixar elas tratarem da cabra? ❜ Questionou, curiosa e ainda descrente, de que um animal poderia ser tão caótica quanto as propagandas diziam, mas lá atrás do muro baixo, as crianças reclamaram dizendo que não poderiam, que o bicho era do mal.
♡.⠀⠀‛⠀Camille juntou as tranças com um prendedor revirando os olhos castanhos, e se aproximou da outra, carregada com uma obstinação nova em ensinar uma lição para as crianças. Assim que terminou de prender os cabelos, estendeu a mão para a mulher, um sorriso aberto e um pouco impactada pelos olhos claros da mulher. ❛ Eu sou a Camille, muito prazer. E você é? ❜ Virou o olhar na direção da Cabra quando terminou de falar, tentando soar confiante ainda, mesmo tendo nenhuma experiência com qualquer animal que medisse mais do que um cachorro pequeno. ❛ E claro, qual o nome da nossa querida amiga? ❜
em qualquer outro momento, nisan teria ficado feliz de ver uma garota bonita entrando em suas terras. hoje, porém? estava com medo da cabra maldita espantar a outra ou pior, machucá-la. estava cheia de arranhões nas pernas e nos braços para provar o quão aquele animal não prestava para nada a não ser para perturbar; então temia que o pior acontecesse ali. "são crianças pragas. você sabia que eles ficam vindo aqui todos os dias pra rir de mim?" questionou, erguendo as sobrancelhas. "moro aqui há menos de uma semana e vi mais esses pestinhas do que meu novo chefe." argumentou.
lançou um olhar estreito na direção das crianças que apenas riram e alegaram que era divertido acompanhar os horários de refeição do animal. isso rendeu um revirar de olhos da turca que precisou de toda a força de vontade para não virar para eles e lançar um dedo do meio. céus, aquela cabra estava lhe deixando tão estressada que estava querendo trocar ofensas com crianças?! "não acho que seja uma boa ideia deixá-los chegar perto da cabra. eu tenho ferimentos de guerra pra provar que ela é o demônio." apesar de dramatizar porque as marcas não passavam de arranhões, nisa esticou o braço para mostrar os band-aid coloridos que cobriam os arranhões. "viu? se esse bicho pega um deles? acho que eles saíam voando." disse mais baixo para não colocar medo nos menores. apesar de estar indignadas com eles, não queria traumatizar ninguém.
um sorriso acabou finalmente aparecendo em seus lábios ao ter um nome para a nova conhecida, aceitando facilmente o cumprimento. os dígitos esguios segurando os da mais baixa, nisan oferecia um aperto gentil. "é um prazer, camille. eu sou nisan, ou apenas nisa está bem." perdia um pouco a irritação anterior porque o que mais poderia fazer quando ganhava um sorriso tão bonito? "os meus vizinhos disseram que o nome dela é lili, mas ela não responde a isso. eu a chamo de şeytan e ela atende. mais uma prova de que é um demônio, já que isso significa diabo na minha língua." brincou.
o anúncio no Instagram chegou trazendo uma surpresa para nisan: a foto de andrea estampada bem do lado da prefeita. claro, haviam outras pessoas na imagem agradecendo o sucesso da páscoa mas o que a turca realmente prestava atenção era no fato de que a mulher que tinha conquistado sua atenção há alguns meses estava realmente ali. andrea lhe bloqueou no tiktok, única rede que tinham contato, a ausência da pessoa ao qual seu coração parecia tanto desejar tinha sido difícil de lidar nos últimos dias. agora, porém, tinha uma pista. foi por isso que não hesitou em ir até a prefeitura em busca da moça, só não contava que a pessoa que estava recepcionando os visitantes iria tentar negar a existência da outra. "você está brincando comigo? o Instagram da prefeita acabou de publicar uma foto dela com a andrea! por que diabos vocês insistem em dizer que não tem ninguém com esse nome?" reclamou de forma exasperada. o celular foi então tirado do bolso enquanto abria rapidamente a o perfil para mostrar a foto e questão. "aqui, andrea, a prefeitura e esse monte de gente desnecessária." indicou. antes que qualquer outra palavra fosse trocada, um barulho atrás de si lhe chamou atenção. ao se virar, um suspiro atônito lhe escapou. "céus, finalmente! você me incentivou a vir até aqui e então me bloqueou? poxa! eu achei que estávamos indo a algum lugar!" aquelas não eram as primeiras palavras que queria despejar na outra... mas o que mais poderia fazer a não ser reclamar da situação? a feição assumia uma sombra mais desanimada, magoada. "por que você fez isso comigo?"
estava ali há uma semana e as pessoas ainda conseguiam lhe surpreender. monteluna não era como os locais que já tinha visitado, aprendia isso todos os dias; mas sempre que ganhava um lembrete, nisan ficava inicialmente desconfiada com tudo. “you're being very nice to me, and that makes me suspicious, understand?" resmungou para ela, soltando um suspiro baixo ao mancar para sentar perto do balcão. "eu tenho certeza que me venderam uma bicicleta sem freio naquela oficina." queixou-se. tinha dado o azar de descer a rua com pressa na bicicleta nova... e perdeu o controle, caindo no chão. a moça que apareceu para lhe ajudar parecia gentil o suficiente para não ter rido, mas sabe-se lá quanto tempo isso iria durar. "eu devia ter desconfiado quando cheguei na oficina e vi que ele estava falando sozinho com as bicicletas?"
as manhãs podiam ser complicadas desde que chegou em monteluna e assumiu a casa onde atualmente morava. mas nada, nada se comprava com o horário do almoço. nisa parecia ter três empregos no momento: criadora de conteúdo, a primeira curadora de experiências sensoriais do al contrario... e babá de cabra. dos três, o último era o pior e exatamente isso que fazia aquele se tornar o horário menos favorito do dia. estava pronta para alimentar a cabra maldita quando notou que as crianças que geralmente ficavam observando suas tentativas de se aproximar daquele demônio dessa vez não estavam sozinhas. foi só por causa da moça que nisa quebrou a rotina e se aproximou do portão, passando a trocar algumas palavras com o grupo curioso. contudo, as crianças oferecendo para a moça lhe ajudar não era algo que esperava. "out of curiosity, where exactly does this rank on your list of 'worst ideas'?" questionou a moça. "porque eu não queria falar nada, mas essas praguinhas sabem bem que essa cabra é um demônio. elas me vêem aqui aqui com isso todos os dias."
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
❪ ✽ open starter / praça ❫ : joey tinha tido uma vida regrada e com desafios, mas sua experiência de trabalho não era muita. além de trabalhos de meio expediente durante a época de escola e o trabalho na prefeitura do final da faculdade até alguns meses atrás, não tinha feito muitas coisas. mas uma coisa era certa, joey não tinha medo de trabalhar. assim que adquiriu sua kombi, antes mesmo se chegar à casa destra, joey já sabia que precisaria fazer por onde. fez alguns ajustes na kombi mal assombrada, ainda sem nome, e saiu pelo comércio da cidade para oferecer seus serviços como entregador. e, por incrível que pareça, funcionou. pelo menos um pouco. ele não sabe se os comerciantes estavam com pena dele ou desesperados o suficiente pelo feriado chegando que aceitaram usar de entregador um estrangeiro que tentava se comunicar em espanhol. com italianos. do modo que fosse, joey deu graças aos céus pelo dinheiro muito bem-vindo. mesmo com o seu salário de cinco dígitos que tinha em nova york, ele não tinha muito sobrando. além de uma poupança de emergência, ele não estava nadando em dinheiro. joey observava de longe o movimento que a tarde de sábado havia trazido, as barraquinhas espalhando aos montes e as pessoas se divertindo. ele se deu ao luxo de comer algumas coisas e tentar ganhar uns presentes para loca, mas agora estava sentado no banco do motorista esperando ansiosamente que seu telefone tocasse. e, como mágica, ele tocou. era de uma floricultura há algumas quadras da praça, então ele foi. ao chegar no local, a interação foi curta. leu o nome no papel e viu que tinha uma foto junto. ao perguntar o endereço, o dono da floricultura foi curto e grosso: não sabia. só sabia que a pessoa estava aproveitando o evento e que ele deveria achar ele. a príncipio ele se sentiu um pouco ofendido. ele era entregador e não garoto de recados, mas, do jeito que fosse, ele não podia fugir de emprego. não na situação que estava, e se contentou em comentar como aquilo era brega. já o florista, se contentou em fazer uma careta que joey interpretou como concordância. de volta na praça, ele saiu por aí procurando o rosto da pessoa na foto. se sentiu um pouco humilhado, mas não foi tão difícil quanto ele esperava. mesmo no mar de gente que estava ali, a pessoa surgiu como um milagre de páscoa. " é... *nome*? esse é seu nome certo? isso é para você. " ele nunca tinha entregue flores daquela maneira, mas alguém definitivamente queria agradar a pessoa na sua frente, então...
ou, para um starter fechado com joey solano comente aqui um prompt daqui ou daqui + uma atividade do evento. (up to 4)
apesar de estar se divertindo, nisan sentia-se cansada. queria ir para casa descansar, quem sabe dormir um pouco até o dia seguinte? as reformas lhe davam dor de cabeça, lidar com a cabra endemoniada era um pesadelo... as coisas não estavam fáceis para a turca. comia um churros delicioso quando a voz atrás de si chamou sua atenção. o olhar vagou do rapaz para as flores assim que se virou, a expressão confusa em sua face logo se dissolveu em um sorriso sem graça. "é, nisan, sou eu sim. mas sabe, dá última vez que alguém tentou fazer um gesto gentil e eu acreditei, me mudei pra esse lugar e acabei foi enganada."
tinha mania de ser uma tagarela sem filtro. sua história vergonhosa de como foi enganada por alguém usando um perfil fake no tiktok já deveria estar correndo monteluna inteira; mais uma pessoa sabendo, não faria diferença. "tem um cartão, ao menos? porque assim, minha experiência com coisas legais aqui não está sendo tão boa." hesitava em aceitar as flores porque agora todo e qualquer gesto como aquele, lhe parecia suspeito.
E lá estava Mila. Com seus saltos anabela de pelo menos 8 centímetros enquanto tentava chegar até as barraquinhas de comida sem cair, já que o chão de pedra não permitia que andasse de forma segura. O problema não era nem as pedras, mas sim o calçado que dificilmente abria mão e certamente não admitiria que estava naquela situação por conta deles. E depois de quase entortar o pé e de fato ir ao chão, recompôs a postura numa rapidez impressionante, em seguida observou ao redor, conferindo se alguém tinha reparado, até encontrar o olhar com muse. “Escuta.” Começou enquanto dava alguns passos mais cautelosos, se aproximando. “Você não viu isso, tá bom?” Disse num tom baixo, como se contasse um segredo enquanto balançava a cabeça brevemente em negação, e sua feição estampava um misto de vergonha com humor, já que estava com uma enorme vontade de rir de sua quase queda.
a diferença de estar em uma cidadezinha tão pequenina como aquela era a forma como os moradores sempre pareciam tão simpáticos e gentis. para alguém que adorava acompanhar e observar as pessoas, isso estava sendo incrível. não iria se surpreender se em alguns meses estivesse fazendo companhia para as três senhoras que ficavam na praça olhando a vida dos outros. tinha um saquinho de pipoca em mãos quando aquela sua mania de bisbilhotar acabou lhe rendendo a visão da moça tropeçando. um riso baixo lhe escapou de maneira automática, mas nisa rapidamente se segurou ao perceber que tinha sido notada. "ah, não. tudo bem. eu não vi nada, eu não te vi tropeçando aí e quase indo de cara no chão." disparou em um italiano meio arranhado, o sotaque banhando suas palavras. "o que não tem motivo pra perguntar se seu pé está bem, né? tudo bem?"