Parabéns, JOSEPHINE EVERETT! Você recebeu uma carta de aceita no programa Una casa per 1 Euro e agora uma casa aos pedaços com uma vista bonita demais para desistir lhe espera em Monteluna. Seu registro diz que você tem 28 ANOS e veio de ARIZONA, EUA. Seus antigos vizinhos dizem que você é alguém CRIATIVA, mas também IMPULSIVA, talvez seja justamente isso que te trouxe até aqui. Por enquanto, tudo que sabemos é que você se parece muito com HALEY LU RICHARDSON, será que já podemos te chamar de JO? Benvenuto a Monteluna!
roupas manchadas de tinta, tênis surrados, fones de ouvidos altos demais, roupas/acessórios de crochê, correr para não chegar atrasada.
Josephine nasceu em uma família de classe média alta de Arizona, EUA, junto de seu irmão mais velho e sua irmã mais nova. Enquanto eles seguiram caminhos diferentes, porém com escolhas que qualquer um se orgulharia, ela desde pequena mostrou que seus interesses eram diferentes, totalmente voltado às artes. Por muito tempo isso foi ignorado pelos seus pais, como só uma fase, mas quando ela decidiu que não iria fazer faculdade para fazer cursos na Europa, a preocupação de sua família aumentou, mesmo assim conseguiu convencer eles de a deixarem por um ano lá. O ano se transformou em dois - os melhores de sua vida se a perguntassem - até ter que voltar, com promessas de que havia aprendido muito e eles não precisavam se preocupar com seu futuro. Porém, anos seguintes foram de fracassos, teve que começar em empregos que odiava para conseguir comprar materiais, morava em apartamentos precários alugados, até as contas apertarem e ter que voltar para a casa dos pais. Um sonho que parecia cada vez mais distante e uma dúvida sobre si mesma cada vez maior.
Sua família se manteve unida, mas os olhares de preocupação que recebia nos almoços de domingo ao falar o que estava fazendo no momento, sempre a frustravam. Seu pai foi o primeiro a desistir dela, sua relação ficou estremecida, mal conversavam mesmo que morassem juntos, ela até tentou seguir uma vida considerada normal por um tempo após isso, começando a trabalhar na empresa que seu irmão era gerente. Então em meio a súplicas de sua mãe para que ela começasse uma faculdade, conseguisse um emprego decente ou até se casasse caso fosse o que Jo preferisse, e tudo em sua volta dando errado, falta de inspiração, desesperança consigo mesma e uma crise de identidade. Ela tomou uma decisão - não muito bem pensada - ao saber por antigos amigos uma oportunidade: iria comprar uma casa em um vilarejo da Itália. A reforma seria seu novo foco na vida e o ambiente italiano traria sua inspiração de volta, e quem sabe, se reencontrar, sempre amou a Europa afinal e sentia muita falta de lá. Saiu de casa com suas malas, um sonho extremamente recente e mal formulado e muita decepção de sua família, rumo a Monteluna.
Espera nesse recomeço, que possa ter tempo, lugares e inspirações para voltar a fazer arte, independente de qual for. Que consiga se reconectar consigo mesma e entender quem ela é. Além, é claro, para provar para sua família - e para si - que consegue criar sua própria vida, até mesmo sua própria casa, por sua conta, sem precisar depender deles para sempre e para mostrar que não é um fracasso total.
Na cidade, ela é uma figura que pode ser muito carismática em seus dias bons, o que não são muitos, tem uma leve dificuldade em se adaptar aos costumes dos antigos moradores, mais especificamente, dos que fazem questão de mostrar que não estão felizes com os novos e com as antônias, sendo observada a cada passo que da na cidade. Fora isso, é bastante brincalhona e até um pouco irônica, mas também impulsiva em suas ações e nas coisas que fala e perde seu bom humor rapidamente na primeira coisa que não gostar de escutar. Está desempregada, tentando conseguir trabalhos como pintora das casas em reforma ou pinturas artísticas em paredes, o que não está dando muito retorno, então está um tanto desesperada para conseguir algum trabalho qualquer. Está morando na casa Il Giardino.





















